REDES DE CORDIALIDADE – “APROXIMAÇOM A: QUE É SER ANARQUISTA E FEMINISTA?”

Fágo-me eco desta Bitácora Anarco_Feminista do grupo REDES nascido lá polo mês de novembro do ano passado como grupo de debate e reflexom anarco feminista e recolho (e traduzo) de Portal Libertário Oaca, esta sua apresentaçom na que dim:

“Cremos que desde este posiçonamento temos muito que aportar, como aconteceu no passado, ao feminismo atual. Somos mulheres do Estado espanhol e doutros países de fala castelana, por tanto, é um grupo virtual sem descartar algum encontro presencial. O nome do nosso grupo procede da proposta de Lucía Sánchez Saornil de formar “redes de cordialidade” em torno á revista “Mujeres Libres” aparecida em 1936. Entendemos nosso nome como uma rede composta de muitos fios, tecidos e amarrados para apoiar-nos mutuamente. Essa rede se desprega e nos acolhe com mais ou menos intensidade, vai e vem segundo nossas circunstâncias personais, pero está. E se está é porque estamos construíndo-la”.

Além dam conta de que “o primeiro debate realizá-mo-lo (dezembro 2018 – janeiro 2019) arredor do filme: “Millennium: o que nom te mata fai-te mais forte”. Deste debate elabourarom seu primeiro texto, necessariamente parcial e incompleto, que titularam “APROXIMAÇOM A: QUE É SER ANARQUISTA E FEMINISTA?”. Tamém aprofundaram a debater entre “VIOLÊNCIA, NOM VIOLÊNCIA, AUTODEFESA” mas reconhecem que houvo discrepâncias no Grupo, mas recolhem o Debate gerido ao respeito. Cópio e colo:


QUE É “SER ANARQUISTA”?

Ser anarquista é algo plural e cambiante, varia segundo os momentos, os periodos da vida e as situaçons concretas. Nom há uma forma de ser anarquista, senom múltiples. O anarquismo é contrário á existência duma doutrina, duma ideologia definida e acabada.

Há, isso sim, algo irrenunciável que seria o núcleo de qualquer variante de anarquismo:

a) Beligerância radical contra todas as formas de dominaçom.

b) Ausência de imposiçom, a liberdade própria e coletiva só é possível se se dá entre iguais, é dizer, num marco de justiça social e de gênero.

c) Uniom de ideia e açom, teoria e prática. A exigência máxima de consequência entre a praxe cotidiá e a teoria é a diferência essencial do anarquismo respeito a outras ideologias.

d) Sustrair parcelas da nossa vida cotidiá da lógica mercantilista e patriarcal que hegemonizam a vida. Atuar contra essa lógica do Sistema mudando uma mesma e sendo o mais coerente possível com esse ‘mundo novo’.

e) Cultivar o espíritu crítico para resistir a imposiçom dos valores e o pensamento único propiciados polo Capitalismo e o Patriarcado e tratar de manter e enriquecer nossos próprios valores alternativos.

Ferramentas/valores do Anarquismo (de momento esta surgiu durante o debate):

açom direita: É um termo que inventou o sindicalismo revolucionário para liberar-se das trampas simbólicas da lei, da representaçom e da negociaçom. Este sindicalismo queria negar-se a ser intermediário/representante dos intereses operários, rejeitando despregar-se sobre a cena falsamente racional e ordenada do direito e da representaçom, manténdo-se como agrupaçom autónoma. Este termo acabou sinificando, mais lá do sindicalismo, uma maneira de atuar na que nom se aceita a mediaçom senom a luita direita entre quem contendem e, especialmente, a negaçom de depositar a capacidade de decisom nuns representantes que, a partir desse momento, negociam ou administram assuntos no seu nome e sem consultar-lhes.

QUE É “SER FEMINISTA”?

Na seguinte definiçom de “Redes de Cordialidade” há conceptos (os que estám em negrinha) que vinculam esse planejamento com o Anarquismo (no caso da açom direita há uma definiçom ampla no apartado: Qué é ser anarquista?).

Um dos aspectos que definem que é ser feminista á a construiçom de redes de cordialidade ou sororidade. Tendo em conta as aportaçons feitas, as redes de cordialidade baseam-se no apoio mútuo e o reconhecemento entre mulheres que implica compartilhar conhecementos, para atuar desde a consciência evitando as manipulaçons de que somos objeto as mulheres;  baseam-se tamém em romper o ilhamento, a competência, a suspeita permanente e a desconfiança entre mulheres; e, por último, baseam-se em gerir vínculos de apego seguros que poidam propiciar a aliança entre mulheres. As redes de cordialidade som fundamentais para rachar o círculo da violência contra as mulheres.

As redes de cordialidade tecem laços baseados na açom direita (entendida como subversom e pedagogia de câmbio) e a auto-organizaçom para sair precisamente do ilhamento a que nos condena o Capitalismo patriarcal. Seu sinificado verdadeiro seria o “de trabalhar/debater/pensar juntas. Resposta á necessidade de re-pensar que estamos querendo construir (…).

VIOLÊNCIA, NOM VIOLÊNCIA, AUTODEFESA
Neste aspeto há discrepâncias no grupo, por tanto, recolhem o debate. 

Nom necessitamos definir uma única postura e é um tema de debate interesante.

NOM VIOLÊNCIA

A violência sempre é o uso de força contra outra pessoa, é a base do domínio e o poder sobre outra pessoa, supom subordinaçom, autoritarismo e dominaçom. A violência vai contra da construiçom dum mundo sem imposiçom, sem autoritarismo, etc.

Sabemos que a negaçom da violência física por parte das mulheres é característica do processo de construiçom da identidade de gênero. A violência foi, e é, monopólio masculino; o suposto e secular binómio: mulher pacífica/home violento é a milhor prova, a mais palpável consequência, do reparto de funçons e espaços, e com ele da dominaçom social e política do home (com toda probabilidade uma das causas da sua perpetuaçom).

Nom obstante, se queremos construir uma sociedade nom violenta, nom agressiva, baseada no rejeite de toda forma de dominaçom e autoritarismo. Podemos faze-lo a través da violência?  O médio (a violência) justifica os fins (a liberaçom de gênero)? Ou o uso da violência pervirte o fim? Pode-se acadar a liberaçom de gênero polo caminho da violência revolucionária feminista?

VIOLÊNCIA / AUTODEFESA

Há que romper com o papel de mulher indefesa ou eterna vítima que pede ajuda a homes mais fortes, ou a papá Estado, e exercer uma mixtura de autodefesa e vingança. Outra maneira de fazer é possível e essa nova maneira entronca com o tema do uso da violência por parte das mulheres como ferramenta de defesa e de ataque.

A nom-violência pode proteger ao Patriarcado. Ve-se necessário o treino em autodefesa para mulheres e gente transgênero, e o ataque contra instituiçons económicas, culturais e políticas que exemplificam o Patriarcado ou som responsáveis duma forma especialmente brutal do mesmo. A prática pacifista, se esquece o uso de qualquer outra tática deixa sem opçom á gente que necessita proteger-se da violência aqui e agora.

A habilidade e o direito ao uso da força nom ponhem fim de por se ao Patriarcado, pero é uma condiçom necessária para a liberaçom de gênero, assim como uma forma útil de empoderamento e proteçom a curto prazo.

Existe uma presom substancial dentro do feminismo que vincula ás mulheres á nom-violência. Rejeita-se que as mulheres polos seus genitais ou polo seu feminismo estejam adbocadas á nom violência. Nom se pode renunciar ao uso da violência entanto se segam sofrindo agressons.

O ódio, a vingança: É possitivo ou negativo para as mulheres e, polo tanto, para o feminismo? Nom chegamos a debate-lo e assim ficou planejado.

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