Matemáticas para Anticapitalistas (4). Diferência entre “muita” e “pouca”

Atendendo ao cabeçalho poidera ser que alguém, ao lê-lo, fique pensando que errei ao escreve-lo; dado que, se bem os conceitos de “muito” e “pouco” indicam quantidades, suas categorizaçons pertecem ao âmbito da “Gramática” mas que ao da “Matemática”. E certo é que sua quatificaçom nom é um termo exato dado que ninguém pode assegurar de antemão se uma quantidade qualquer é representativa de muita ou de pouca quantidade sem ter como referência a quantidade total possível, o “tudo” com respeito ao que se determina essa adjetivaçom.

Para aclarar milhor os conceitos, Matemáticos gostam de tirar de exemplos práticos para sua milhor compreensom e assim: Ponhamos que ao observar as vestimentas da gente que há numa praça duma vila qualquer, vemos a simples vista que há 15 pessoas que vestem saia, e nesse momento poderemos dizer se essas 15 som muitas ou poucas em relaçom com o número total de pessoas que vemos nessa praza e, em base a esse cálculo e a tua própria escala de medir (cada qual tem a sua), poderemos depois contar a qualquer pessoa que nom estavira lá se havia muitas ou poucas pessoas com saia nesse lugar e nesse momento. É dizer 15 como número nom é representativo de muitas ou poucas, nom sendo que saibamos com respeito a que; de tal jeito que 15 serám muitas (mesmo muitíssimas) se o total de pessoas que vês na praça é de 18; mas serám poucas (ou pouquíssimas) se vês a 130.

Ou prantejado dum outro jeito, podemos perguntar-nos: Som muitas 40 milhons de pessoas?? Pois se as puideramos ponher todas juntas num recinto e ponher um valo ao seu redor, de certo que qualquer que olhara lá diria sem duvida-la de que som muitas e nom poucas as pessoas que lá estám encirradas, mesmo qualquer poderia dizer que som muitíssimas; mas se poidera ser factível juntar a toda a humanidade conhecida que habita a Terra num mesmo recinto (7.350 milhons aprox. segundo os últimos dados disponhíveis) e ilhar esses 40 milhons iniciais num recuncho fechado do resto, a imagem resultante desse recuncho daria a pensar a qualquer que olhara cara lá, da pouca quantidade de gente lá reunida, dessa pouquissíma gente que está ilhada do resto, 40 entre 7.500!!

No tanto, a gente do comum -aquela que vota e que adoita falar segundo o que lhe contam nos falsimédios e o que milhor convêm aos seus intereses partidistas (mesmo há gente que é quem de assumir seu favoritismo partidista com tanto fervor como o que demonstra polas suas equipas de futebol)- possue uma mirada afeita a ignorar tudo o anteriormente exposto e assegura que muita e pouca, senom muitíssima e pouquíssima, som conceitos que tenhem relaçom exclusiva com o espaço ocupado numa superfície qualquer e assim, se 200 pessoas abarrotam uma sala de 50 m², para elas essas 200 serám muitíssimas e, em troques, se juntam 20.000 num estádio de futebol com capacidade para 200.000, dirám que houvo pouquíssima afluência.

Destas peculiares percepçons tiram proveito as mentideiras profissionais da política e da manipulaçom mediática e aos feitos me remito em base á participaçom nas manifestaçons de protesto convocadas neste domingo passado (em Compostela e Teruel contra da situaçom da Sanidade pública e em Madrid contra Snchez e a prol da nova Tridente Española do “A por ellos, oé, oé, oé”) e as declaraçons posteirores ao respeito da afluência ás mesmas:

Assim temos que em Teruel mais de 10.000 pessoas reclamaram uma assistênica sanitária em condiçons humanitárias para cobrir á povoaçom do entorno á esta capital de província que tamém existe (35.564 residentes na capital, com um total de arredor de 82 mil se sumamos as residentes na sua contorna) e que venhem a constituir um 12’20% do total das afetadas por esta problemática.

Em Compostela, os dados concordam em assinalar uma assistência de 40.000 pessoas polas ruas da cidade que chegaram a abarrotar a praça da Quintana reclamando uma milhor Sanidade pública galega, o que vem a sinificar que um 1’50% da povoaçom total de residentes na Galiza saiu ontem a protestar sem que ninguém fletara autobuses gratuitos para chegar até acá.

Ambos protestos nom merecerom nenhuma apertura dos noticieiros nas televisons, mesmo a RTVG começou sinificando a “Multitudinária manifestaçom em Madrid pola unidade de España baixo o lema: “Por unha España unida, Eleiçons já” (sic) e, ao igual que o resto de médias, assinala que participaram 45.000 pessoas segundo a Delegaçom do Governo e 200.000 segundo as organizadoras (fazendo honra á típica e tamém tópica guerra de cifras de assistência).

Mas se temos em conta que a convocatória do Triângulo Nazionalista ia dirigida a toda a cidadania com residência em España que, segundo dados do INE, está em torno de 46 milhons e meio de habitantes… nom há nenhum dado objetivo que poidera animar á telejornalista que abriu os informativos da Galega a manifestar sua alegria por uma “multitudinária manifestaçom em Madrid” quando essas 200 mil pessoas (admitindo os dados mais que subjetivos das organizadoras) nom representam nem a um 0’43% da povoaçom convocada!!

E que nom me venham os do aguilucho e as frechas com essa teoria de que cada uma das pessoas que se manifestaram polas ruas de Madrid representam a um feixe que ficaram nas suas casas (pese a que lhes punham autobuses gratuitos) e que as que acodiram foram em representaçom (de onde sae essa tipificaçom de representantes quando ninguém as escolheu?) dessa imensa maioria de españoles e españolas que exigem a dimissom de Snchez e a convocatória imediata de eleiçons. Um 0’43% ??? Maioria??? Imensa?? Multitudinária???

Tamém haverá quem me recrimine que para fazer estes cálculos porcentuiais contabilice como tudo ao total de residentes no Estado e nom ao censo eleitoral (que só contabiliza ás pessoas com direito a voto); mas nom som eu quem figem o Chamado á participaçom na Manifa animando ás assistentes a que levaram consigo a tuda a família como se fossem de excursom (um dado que valorarom muito nas televisons foi o feito de que depois da manifa se viam muitas famílias com crianças polos parques) porque já é sabido que fascistas nom adoutrinam ás suas crianças como fam catalanistas e outras más ervas, elas só as levam polo rego correto indicado pola sua fé na existência dum Deus com graves problemas dentais (pois se coma dim, as Humanas estamos feitas a sua imagem e semelhança, nom há duvida possível de que o tal Deus tem que ter cáries, dores de moas e outros malestares bucais e que já lhe vale á má hóstia do tal Criador…) e pola sua teima em reivindicar uma pátria cujas maiores fazanhas som o assassinato de milhons de pessoas e o desterro de outras tantas por razons ideológicas e de fé.

Para quem gosta de ver isto reflexado em desenhos que lhe facilitem a compreensom da leitura, colo acá estes círculos com cores sinificativas para que nom vos deixedes enganar polas cifras:

Nada é verdade ou mentira, só depende do cristal com que mires e vè-se que há quem tem suas lentes moi opacas e nom lhe deixam ver com claridade e há tamém muito mentiroso interessado tendente á manipulaçom e a exageraçom, desses que comem uma e contam vinte.

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