Dos lobbies mineiros, das universidades públicas cúmplices e da morte.

Venho de saber que, na minha terra de nascemento (que nom de apascetamento), o geólogo e edafólogo José Matías Peñas -graças á investigaçom que desde 2015 leva em solitário este doutorando da Universidad Politécnica de Cartagena (UPTC)- destapou um escândalo de proporçons gigantescas quando detectou, entre a vizinhança dos povos mineiros do Campo de Cartagena e em particular nas crianças da escola infantil da pedania mineira de El Beal, uma contaminaçom maciça de metais pesados moi perigosos para a saude humana como chumbo, arsénico, cádmio, níquel, manganésio ou zinco.

Co galho deste fatal descubrimento, José Matías apresentara em abril de 2017 uma denúncia nos julgados em base ás investigaçons que levara a termo durante seu doutorando e que exporia na sua tese com o sinificativo título de Informe preliminar relativo a la presencia de eflorescencias salinas en el patio del Colegio Público de El Llano del Beal: Riesgo para la salud de población escolar” onde já monstrava resultados moi preocupantes ao atopar altos niveis de concentraçom de chumbo no parque infantil da escola.

Em 2 de maio de 2017 acude uma unidade do Seprona a tomar monstras de terra na escola e em novembro apressentam suas conclusons que confirmam a denúncia de Matías (sic): “Las muestras de suelo recogidas en las instalaciones del colegio (…) presentan concentraciones anómalas de cadmio, plomo, zinc y arsénico, los cuales podrían poner en riesgo la salud humana o los ecosistemas”.

Uma situaçom tam alarmante para a saude pública deveria contar com o apoio imediato das instituiçons afetadas, mas nada mais longe do que na realidade se passou:

A UPTC tentou desautorizar ao investigador por duas vezes durante o mesmo ano 2017 e o proprio reitor, Alejandro Díaz, assinou uma nota de imprensa para ilo (sic): “Esta persona ni es profesor de la UPCT, ni pertenece a ninguno de nuestros grupos de investigación, ni lidera ninguna investigación en esta Universidad” e pouco depois, quando Matías Peñas apresentara seu estudo preliminar advirtindo dos graves riscos para a saude, a UPCT tirara um seu outro comunicado desvinculándo-se e aclarando que todas essas advertências eram feita polo doutorando “baixo sua exclusiva responsabilidade”.

A sua vez, a presidência da Región de Murcia em mãos de Francisco López Miras (PP) reage em agosto de 2017 encarregando sendas inspeçons a duas empresas diferentes que publicam seus informes com mesminho título “Evaluación de medidas preventivas en relación con las sospechas de presencia de metales pesados en el C.E.I.P. San Ginés de la Jara en El Llano del Beal (Cartagena)”  que confirmam a “presencia de metales pesados en el suelo a concentraciones superiores a los niveles genéricos de referencia”, que suponhem “riesgos de tipo tanto tóxico como cancerígeno, debidos a la presencia de arsénico y plomo” e que a exposiçom á que estám submetidas as crianças “no se circunscribe a su permanencia en el colegio durante el horario escolar, sino que se produce a lo largo de toda la jornada”. E tamém desde o concelho de Cartagena encarregou-se um outro analise co galho de respaldar a tese da contaminaçom maciça nessa zona da sua competência, que tamém confirmaram os resultados preocupantes atopados polo doutorando da UPTC, José Matías.

A Universidad Politécnica de Cartagena entretanto, já tratara de desautorizar por duas vezes ao José Matías durante esse mesmo ano do 2017; e assim em abril numa nota de imprensa assinada polo Reitor Magnífico desta instituiçom pública (e que pagamos todas) Alejandro Díaz pode-se lêr: “Esta persona [José Matías Peñas] ni es profesor de la UPCT, ni pertenece a ninguno de nuestros grupos de investigación, ni lidera ninguna investigación en esta Universidad”, e em agosto (mês oficial de feiras do reitorado) quando José Matías já apresentara seu estudo preliminar advirtindo dos graves riscos para a saude, a UPCT tirara um seu outro comunicado aclarando que todas essas advertências eram feitas polo doutorando “bajo su exclusiva responsabilidad”. Finalmente a UPCT despidiu ao José Matías Peña no ano passado nada mais apresentar sua tese.

Pese que todos os estudos feitos até entom davam razom ás investigaçons e denúncias de José Matías; o escándalo saltou quando desde a presidência da Región encarregaram um outro estudo epidemiológico (ao que chamaram Emblema) que deu uns resultados nos que se descartavam riscos para a saude ao medir o nivel de chumbo no sangue “muy por debajo de lo que marca la OMS”.

Foi entom quando as associaçons de vizinhas e de pais e nais do alunado afetado denunciam que o Governo murciano do PP fez trampa: dado que em troques de estudar a fundo a área afetada (em concreto El Llano del Beal, situado a carom das minas a ceu aberto que estiveram em funcionamento desde a época fenícia até os anos 90 do século passado) meteu na mesma saca os análises feitos a habitantes da bisbarra mineira de La Unión e Portmán, sem presência sinificativa de metais pesados baixo terra.

A movilizaçom das vizinhas de El Llano del Beal (2.000 habitantes) foi medrando a medida que o problema era inhorado polas autoridades (in)competentes e mais desde que o jefe da unidade de Pediatría Ambiental do Hospital Público de La Arrixaca, Juan Antonio Ortega, levou a bo termo um seu estudo paralelo que confirmara que “el riesgo existe y es real”, e que a vizinhança e as crianças da escola San Ginés de la Jara “están viviendo sobre suelos contaminados”.

Em março de 2018, a Associaçom de Vizinhas de El Llano del Beal solicita ao Julgado que se lhe acepte em qualidade de acusaçom popular nas diligências abertas pola contaminaçom causada pola antiga balsa Jenny, tanto na sua ubicaçom original nas aforas da vila como na sua ubicaçom atual, aonde foram translados os resíduos mineiros. Uma causa aberta tras uma denúncia apresentada polo advogado Diego de Ramón e á que depois sumaria-se como querelante a associaçom Ecologistas en Acción, por um presunto delito contra os recursos naturais e o medio ambiente por parte da mercantil Portmán Golf por ter incumprido suas obrigas respeito ao selado e a regeneraçom ambiental da balsa, uma vez trasladada desde o depósito que ameaçava com sepultar parte desta localidade já no ano 2005.

Em agosto, vizinhas colocavam cruzes para denunciar o arrastre de po contaminado por metais pesados desde balsas mineiras sem selar e de outros depósitos que, segundo um novo estudo científico, dá «niveis elevadíssimos» de quanto menos uma dezena de metais: chumbo, arsénico, cadmio, prata, zinco, níquel, cobre, manganeso e antimonio. Nesse protesto tamém participara José Matías Peñas, quem apresentara uma nova denúncia por contaminaçom ambiental e danos á saude pública diante da Fiscalia de Sala de Medio Ambiente, em Madrid; e quem assegura, no seu novo informe, ter atopado nos últimos meses 8.000 partes de chumbo por milhom, moi por riba do tope legal e assegurou que: «Es una auténtica bomba de relojería para la salud de los habitantes», e considera seus resultados «lo suficientemente graves como para la adopción de medidas preventivas inmediatas y urgentes por parte de las administraciones públicas».

A força da mobilizaçom vizinhal foi quem de rematar com o letargo das diferentes autoridades locais, regionais e educativas diante da situaçom denunciada. E assim em 6 de fevereiro, Matías Peñas e Juan Antonio Ortega compareceram na Asamblea de Murcia onde deitarom suas mais que preocupantes conclusons e ao dia seguinte, a vizinhança de El Llano protagonizavam uma tensa reuniom com o conselheiro de Saude, Manuel Villegas, que terminarom abandonando. Além o caso está judicializado, desde que a fiscalia admitira em abril de 2017 a denúncia apresentada por José Matías Peñas.

Assim estám as coisas: a universidade e os representantes públicos da mão das empresas contaminantes e negando pola tremanda os riscos para a saude de 2.000 persoas que vivem sobre solos altamente contaminantes.

Nom sei a vos, que chegastedes até aqui na leitura deste artigo, mas para mim que é uma vivência moi similar á que se vive por estes lares com respeito á megamina de Touro – O Pino e ainda mais desde que A Cámara Oficial Mineira de Galicia e o Governo galego apresentaram a campanha “Minaría Sostible de Galicia”, dirigida ao ensino infantil, primáario e secundário, que a Rede Contraminacción vêm de denunciar que se trata duma campanha de “engenharia social” que “oculta” ás cativas a “grave contaminaçom e destruiçom da paisagem e do património”.

Artigo redatado segundo a informaçom recolhida de El Independiente e outros

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s