ELEIÇONS E ABSTENÇONS. Paradoxos da vida ou quando quem nom joga têm a culpa da vitória dos maus

Ontem passeando-me polas ruas duma cidade qualquer vim que um grupo de cidadás fazia vulto em redor dum trapaceiro que andava a enganar ao gentio com uma versom do clássico jogo de em qual dos copos fica a pelotinha. Em troques de ter 3 copos, ele dispunha 6 e admitia apostas a só 5 deles reservándo-se o outro para ele; de seguido pedia á concurrência que deitara sua aposta por um desses 5 se quiger participar e ganhar.

Fiquei um anaco lá olhando como a maioria da gente caia na trampa de segui-la corrente maioritária e apostar por as opçons que mais gente apostava: Invariavelmente o trapaceiro ganhava uma tras outra todas as apostas. Mas pese a que era palpável e evidente que o trapaceiro afazia trampas para ganhar sempre, a gente seguia apostando por alguma das opçons coma se lhe fosse a vida nisso.

Tamém tivem tempo de analisar o papel que jogavam um seres falabaratos que rondavam ao carom da mesa incitando a concurrência a que apostara por uma ou outra opçom e tratando de vender-lhes ao “respeitável” as fabulosas milhoras que iam trazer para suas vidas se apostavam por uma ou outra opçom. Todos vendiam o mesmo: deixar nas mãos de estranhos a organizaçom das suas próprias vidas e confiar em que o que prometem o levem a bo termo. E por mais que resultava evidente que todos vendiam fume e que aúnica diferência entre eles era a cor desse nojento fume; a gente seguia “erre que erre” caindo no jogo e perdendo seus quartos e seu tempo em vagas esperanças de milhora.

A gente que participava nom deixava de perder uma tras outra aposta e  se bem até entom as perdedoras compulsivas limitávam-se a competir entre elas e a olhar-se com má cara entre as partidárias de apostar por um ou outros copos, de pronto e como por arte do dianho, algumas   começaram a deixar-se embaucar por algum desses falabaratos que estava a pôr com muita má intençom o foco das desgraças das participantes em aquelas pessoas que, coma mim, estávamos lá de “miranda” . E assim aos poucos o ódio mudara de bando e de pronto todas as xenreiras das participantes no jogo amanhado, estavam a ser dirigidas contra quem nom participávamos e nom apostavamos a nenhuma das opçons porque as trampas eram mais que evidentes para que sempre ganhara o dono do jogo.

Eu lisquei de lá em quanto vim que havia quem nos mirava com muito râncor e nojo e soava um zumbido ameaçador dessa “marabunta” de ingênuas que seguiam erre que erre convencidas de que algum dia apostariam ao cubilete ganhador e com as ganâncias obtidas poderiam sair das suas vidas misseras.

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