Raízes cristãs de Europa? x Franco Celotto

O autor fai um permonizado percorrido polas múltiples barbaridades acometidas pelos primeiros cristãos, aterrorizando, torturando, assassinando e provocando a perda de inumeráveis avanços científicos e debates fiolsóficos recolhidos em livros e bibliotecas que foram queimadas e destruidas por estes fanáticos ao igual que se passou com muitíssimas obras de arte, esculturas e arquiteturas paganas, além de inaugurar uma violenta intolerância religiosa, nunca vista antes, quando multitude de fanáticas cristãs incitadas por personagens barbudos que em sua maioria depois serám declarados santos ou Pais da Igreja, assassinaram ou obrigaram a mudar das suas convinções a milhares de pessoas. Traduzo, cópio e colo:

A propósito das raízes cristãs de Europa ouvimos demasiado com frequência dizer que as instâncias políticas que hoje declaram compartilhar os países europeus, o “pluralismo”, a “paixão pela liberdade”, tenhem suas raízes no cristianismo, no se sentir parte duma história comum que tem feito do cristianismo o foco em torno do que se definiu Europa, e que Europa é devedora do cristianismo porque, se queira ou não, lhe deu forma, significado e valores.

A quem ama a cultura e a arte, e conhece um pouco de história, estas afirmações parecem-lhe falsas e enganosas, o mesmo que as ostentações das próprias raízes cristãs por parte dos políticos e governantes nada suspeitos de apoiar a liberdade e a solidariedade. Basta com abrir qualquer livro de história antiga para comprovar que o cristianismo se impôs gradualmente sobre tradições culturais, como a grega, a romana, as orientais, que durante milénios tinham produzido obras filosóficas, artísticas e científicas, impulsionando o desenvolvimento das matemáticas e da lógica, dando os primeiros passos nas ciências naturais. Basta com ir para além das hagiografias e das lendas construídas pelo cristianismo mesmo e adentrar-se um pouco na história das descobertas, dos escritos e dos documentos para entender que o cristianismo não se desenvolveu numa sociedade sem formas, significados e valores, e que por isso mesmo, desde o primeiro momento de sua afirmação, impôs seus dogmas irracionais.

Que nos conta a História? Os documentos e as descobertas falam-nos de uma cultura nascida em Atenas um milénio antes, difundida nas cidades mais importantes do Mediterráneo através das escolas de insignes filósofos, as obras de famosos escultores e os templos dos grandes arquitectos, e praticamente anulada pelo cristianismo dos primeiros séculos. Ainda hoje lamentamos os danos que os Pais da Igreja infligiram à civilização helénica em pouco mais de duzentos anos.

Em pouco menos de dois séculos, do Edicto de Constantinopla, que legalizava o culto cristão, ao de Salónica, que o declarava culto oficial do Império, até o de Justiniano, com o que se fecha a antiga escola filosófica de Atenas, uma boa parte daquele património cultural foi destruída ou entregada aos lumes.

A História conta-nos que mal entra o cristianismo nos centros de poder, inaugura uma violenta intolerância religiosa, nunca vista antes, para tanta cultura “pagana” e contra quem, pagando com a vida, recusavam se aderir a este novo pensamento absolutista. Muitas dessas pessoas, em efeito, foram torturadas ou assassinadas.

Já com Constantino começou uma obra de destruição de templos, de estátuas e de textos da cultura  helenística. Seu sucessor, o imperador Constâncio, ordenou a pena de morte para quem praticassem sacrifícios ou idolatria. O imperador Flávio ordenou queimar a biblioteca de Antioquia e decretou a pena de morte para todas as paganas que praticassem o culto antigo aos deuses  ancestrales ou a adivinação. Bem cedo se confiscam as propriedades dos templos paganos e se condena à pena capital a todas aquelas pessoas que pratiquem rituais paganos, inclusive se o fazem privadamente. E com o Edito de Teodósio, que convertia o cristianismo em religião exclusiva do Império Romano, proibindo as demais religiões, a destruição da cultura helenística e a exclusão do paganismo se convertem em razão de Estado.

Com a autorização do bispo de Milano, São Ambrósio, para que destrua todos os templos não cristãos e construa igrejas sobre seus alicerces, todo o bispo do Império está implicitamente autorizado a destruir templos e a perseguir ás “paganas”, ás cristás heterodoxas, ás apóstatas do cristianismo e ás epicúreas, que sustentavam a teoria atomística de Demócrito. No ano 385 ordenou-se a pena de morte para as arúspices; em 391, desde Milano, o imperador Teodósio promulgou um decreto que impedia o acesso aos templos “paganos”, ainda que só fosse para admirar obras de arte: “Ninguém viole a própria pureza com ritos sacrificiais, ninguém imole a vítimas inocentes, ninguém se acerque aos santuários, entre nos templos e veja as imagens esculpidas por mão mortal para que não se faça merecedor de sanções divinas e humanas”.

Com os editos e decretos dos imperadores cristãos sucessivos assiste-se a uma cruel e despiadada anulação da cultura existente.

Em todas as cidades do Mediterráneo, em Alexandria, em Constantinopla, em Roma e em Atenas começam a proliferar multitude de fanáticas cristãs incitadas por personagens que em sua maioria serám declarados santos ou Pais da Igreja. Pense no papel do bispo Cirilo durante o feroz linchamento da filósofa neoplatónica Hipátia, ocorrido em Alexandria no século V a mãos de uma banda de fundamentalistas cristãos denominados parabolanos, que segundo diversas fontes estavam ao serviço do bispo elevado depois aos altares. Pode-se inclusive duvidar de que tenha sido o próprio Cirilo quem ordenasse o brutal assassinato, mas o que não se pode negar é que os parabolanos eram os sequazes do bispo na destruição da cultura “pagana”. São Porfírio, bispo de Gaza, demoleu quase todos os templos paganos da cidade. Bem como em Alexandria, baixo o comando do bispo Teófilo, os fanáticos cristãos, com os mesmos meios (pedras afiadas e barras de ferro) destruíram o admirável templo de Serapis, do que Amiano Marcelino tinha escrito: “Seu esplendor é tal que as simples palavras fá-lhe-iam injustiça”.

Uma boa parte da biblioteca maior do mundo, a de Alexandria, foi destruída. Tinha sido a primeira biblioteca pública e num tempo chegou a albergar centenas de milhares de textos.

Precisou-se mais de um milénio para que outra biblioteca pudesse se acercar a tal enormidade. Arquimedes, Euclides, Eratóstenes, Calímaco e Aristarco de Samos, que tinha proposto o primeiro modelo heliocéntrico do sistema solar, tinham estudado ali. Inclusive Téon, famoso matemático da época, e pai de Hipátia, tinha-se formado naquela biblioteca. Em pouco tempo foram fechadas quase todas as bibliotecas públicas do Império, mas não se contentaram com isso: as bandas cristãs inclusive irrompiam nas casas dos suspeitos “paganos”. Amiano Marcelino refere com desgosto e dor que “inumeráveis livros e montões de documentos foram empilhados e queimados”. Destruíram-se ou eliminaram da História estudos de física, de matemáticas ou de ciências naturais que teriam podido contribuir a oferecer à humanidade um futuro diferente daquele que se bosquejava: o Medioevo! Ante tanto desastre, Palada, famoso poeta e gramático do século IV, perguntava-se: “Não é seguramente verdadeiro que estamos mortos e que nós, os gregos, parece que tenhamos só uma sombra de vida (…) ou estamos vivos e é a vida a que está morta?”

Os escritos de muitos filósofos foram censurados e suas obras consideradas fora da lei e destruídas em sua maior parte.

O bispo Marcelo aterrorizava com suas bandas arrasando templos helénicos, santuários e altares. Entre outros, foram destruídos o templo de Odesa, o Kabirion de Imbros, o templo de Zeus de Apamea, o de Apolo em Dídimos e todos os de Palmira. Na recente incursão fundamentalista do ISIS em Palmira, Ocidente tem-se escandalizado pela atrocidade desenvolvida, esquecendo ou ignorando que a grande atrocidade naquela cidade já fora cometida no século V por uma banda de fanáticos cristãos. Primeiro destruíram um dos mais admiráveis templos dedicados a Atenea. A estátua foi decapitada, cortaram-lhe o nariz e reduziram a pedaços seu característico capacete, troncharam seus braços à altura das costas, arrancaram do solo o altar e destruíram-no.

O imperador Valente ordenou uma perseguição tremenda contra as paganas em toda a parte oriental do Império. Em Antioquia foram ajusticiadas, junto a outras muitas paganas, o exgovernador Fidústio e os sacerdotes Hilário e Patrício, e torturadas ou assassinadas milhares de inocentes que simplesmente recusavam trair o culto tradicional de suas antepassadas.

Queimam-se numerosos livros nas praças das cidades do Império. Persegue-se a todas as amizades do imperador Juliano o Apóstata ( Orebásio, Salústio, Pegásio, etc.), derradeiro imperador pagano. O filósofo Simónides foi queimado vivo e o filósofo Máximo foi decapitado. O imperador, entre outras coisas, ordenou ao governador de Ásia, Fisto, que exterminara a quem não se convertessem ao cristianismo, e que se destruíssem todas as obras paganas que se encontrassem. A gente, aterrorizada, começou a queimar por decisão própria suas bibliotecas para escapar do perigo.

Milhares de inocentes paganas em todo o Império foram assassinadas no campo de concentração de Esquitópolis. “E das mais remotas localidades do Império vinham encadeadas inumeráveis cidadás de toda a idade e classe social. E muitas delas morriam no percurso ou nas prisões locais. E as que conseguiam sobreviver, acabavam em  Esquitópolis, uma remota cidade de Palestina, onde estavam ubicados os instrumentos para as torturas e as execuções”, escreve Amiano Marcelino.

Eram barbudos vestidos de preto. Quando chegavam, aterrorizavam, destruíam, matavam e deportavam.

Quando destruíam um lugar sagrado, implantavam perto uma fábrica de cal que se aproveitava reduzindo a pó estátuas e decorações marmóreas. O templo de Vénus de Roma na Via Sacra teve este fim junto a outros muitos. Nos museus de todo mundo não é difícil encontrar obras do grande Fídias ou de Praxíteles decapitadas e devastadas por fanáticos cristãos. O mesmo Santo Agostinho escrevia: “Efectivamente, que seja suprimida toda a superstição dos paganos, Deus o quer, Deus o manda, Deus o estabeleceu”.

Os restos e os documentos sobre a destruição de templos nos primeiros séculos do cristianismo contam como na cidade de Atenas foi profanada a colosal estátua da deusa Atena na Acrópole, e que as esculturas e os mármores do Partenon correram a mesma sorte. Uma grande estátua de Afrodita foi desfigurada com uma tosca cruz talhada na frente, os olhos devastados e o nariz feito pedaços. Em pouco mais de um século desapareceram as mais belas esculturas.

Em Cirene foi  profanado o antigo templo de Deméter. Em Esparta mutilou-se uma estátua colosal de Hera, e a cara se desfigurou com cruzes. Não foram respeitados nem sequer os bosques consagrados a alguma divinidade: esses templos naturais de paz foram destruídos e em muitos casos devastadas suas árvores. Em Constantinopla, um antigo templo de Afrodita foi destruído e adaptado a garagem para as bigas de um burócrata cristão. Em Cartago, o templo da deusa Juno Celeste, identificada com a antiga deusa Tanit, foi abatido junto aos demais santuários da cidade. Inclusive alguns instrumentos musicais foram censurados e proibidos, como as flautas, em particular a flauta dupla dionisíaca (flauta de Pã), considerada instrumento dos “músicos do diabo”.

Pã, Dioniso, Deméter e todas as divinidades unidas à terra, à reprodução, ao acordar da primavera e ao goze dos sentidos se tinham convertido em expressões do demo, e impedimento para atingir o paraíso do outro mundo. É útil recordar que nos primeiros séculos os cristãos inscreviam em seus sepulcros somente a data de sua morte, para demonstrar que o único acontecimento de sua vida era a união com Deus, enquanto as “paganas” punham nos anos, meses e dias da difunta para revelar as possibilidades que tinha tido essa pessoa para ser feliz.

Apesar de tudo, os restos e documentos que possuímos são só a mínima parte que tem sobrevivido a séculos de devastação. Jamais saberemos quanto se destruiu realmente nem quantas vítimas tem produzido realmente o cristianismo; ficam algumas provas, mas muita documentação perdeu-se. Os cristãos não somente desfiguravam o objeto de seu ódio, senão que também suprimiam qualquer traça desse mesmo objeto; os textos conservados nos templos não tinham um destino melhor. Nas hagiografias cristãs, quem guia e alenta estas correrias raramente vem descrito como uma figura violenta e brutal: os adjectivos que se empregam são “zeloso”, “pio” ou “enfervorizado”.

Em Alexandria, como sucedia em outras cidades, as fontes cristãs relatam que depois da destruição do templo de Serapis, “muitas paganas, tendo condenado este erro e se dando conta de sua maldade, abraçaram a fé de Cristo como religião verdadeira”. Em mudança, os escritores “paganos” afirmam que as cidadás eram aterrorizadas e se convertiam por medo. Libánio, famoso orador da época, protestou com contundência: “Falam de conversões aparentes, não de conversões reais. Suas ‘conversas’ em realidade não têm mudado, só disimulam ter mudado. Que vantagens têm obtido quando a adesão à doutrina é uma questão de palavras privadas de realidade? Em casos similares, é necessária a persuasom, não a constrição”. Mas para a Igreja as vantagens eram indiscutíveis, essa estratégia violenta estava a aumentar de modo exponencial as filas das conversas. As altas esferas eclesiásticas, mais que se preocupar pela violência utilizada, temiam que as conversas, uma vez passado o medo, voltassem a suas antigas religiões. Para manter estas falsas conversões decretou-se a pena de morte para quem fossem surpreendidas em seus antigos templos uma vez convertidas.

Quando Constantino “viu” a cruz no céu, a grande maioria do povo era pagana, e as cristás eram uma exigua minoria. Os cálculos dos historiadores dão-nos cifras entre o sete e o dez por cento do total da população do Império. Mal dois séculos depois, as cristás eram já a maioria. E se perguntamos-nos como tem podido uma cultura tão importante mudar suas próprias crenças e o próprio saber em tão pouco tempo, as conversões forçadas e as perseguições estatais parecem, se não a única resposta, sim em qualquer caso um factor determinante.

No quarto concilio eclesiástico de Cartago de 398 proibiu-se a todos, incluídos os bispos cristãos, o estudo dos livros “paganos”. Tanto em Oriente como em Ocidente, inumeráveis livros filosóficos e cientistas do mundo precristão pereceram na fogueira. Muitas obras em pergaminho foram depois apagadas (naquele tempo escaseava o pergaminho) para escrever em cima sobre temas  teológicos. Uma cópia de De Re Publica de Cícero tinha que deixar espaço a uma transcrição dos  Salmos comentada por Santo Agostinho, um trabalho de Séneca desaparece depois do enésimo Antigo Testamento, um códice da História de Salústio foi utilizado para um texto de São Jerónimo e assim sucessivamente. Os livros de Demócrito, pai da teoria do átomo, perderam-se. No século V proíbe-se por lei o ensino dos filósofos “paganos”: “Proibimos o ensino de qualquer doutrina de quem trafica com a loucura do paganismo”, com o fim de evitar que as paganas pudessem “corromper as almas de suas discípulas”. Finalmente, em 529, o imperador Justiniano decretou clausurada a escola filosófica de Atenas, fundada por Platão em 387 a. d. c., que tinha albergado a trinta e seis gerações de filósofos. Em 590, o papa Gregório, chamado Magno, ordena queimar a biblioteca de Apolo Palatino “para que sua estranha sabedoria não possa impedir aos fiéis entrar no Reino dos Céus”.

O que tem sobrevivido é, de facto, uma mínima parte de quanto se tem substraído ao pensamento humano, e hoje ainda a história dos sofrimentos e as dores de quem foram derrotadas pelo cristianismo é algo relativamente pouco contado e ainda menos recordado. Em frente aos quilómetros de livros que se escreveram sobre o papel positivo dos cristãos, pouco ou nada se encontra sobre o que a humanidade tem perdido em seu desenvolvimento com o desaparecimento daquele património cultural que os cristãos, ainda hoje, reduzem sumariamente à palavra “paganismo”.

Os monges chegaram a copiar muito, às vezes falsificando os textos, mas foi bem mais o que se perdeu. As obras de Aristóteles sobre Física, Ética e Política, como sabemos, se recopilaram no Medioevo tardio ou no Renacimento, apesar da aversão e as proibições da Igreja, através da tradução em latim dos textos originais gregos recolhidos, custodiados e comentados pelos estudiosos árabes e, em particular, por Avicena no século XI e por Averróis no XII.

Hoje todas reconhecem a contribuição inestimável desses restos culturais que sobreviveram à devastaçom cristã sobre o pensamento medieval, o humanismo renacentista, a cultura moderna e a contemporânea. Aquelas culturas “paganas” deram origem ao pensamento e à metodologia científica, e ainda madurando dentro de sociedades baseadas na escravatura e absorvendo todas suas contradições, serviram de modelo para muitos dos ideais de liberdade, justiça e tolerância dos que se nutriu Ocidente depois, em épocas mais modernas, apesar da repressão das autoridades religiosas, que até o século XVIII mantiveram acendidas suas fogueiras. A Inquisição mandou à fogueira a dezenas e dezenas de hereges, entre eles a Giordano Bruno. Galileo foi processado e teve que abjurar para não acabar do mesmo modo. Descartes retirou-se a Holanda para ter mais liberdade, e inclusive Spinoza conheceu a ameaçadora hostilidade das autoridades religiosas. O evolucionismo de Darwin é hoje anatemizado ainda em certos ambientes cristãos, e a teoria da relatividade de Einstein tem a olhos da Igreja um verdadeiro fedor a heresia.

Inclusive através dos poucos factos históricos aqui sumariamente mencionados, deveria ficar claro que os ideais de democracia, justiça, liberdade e solidariedade humana nos que se inspirou uma parte da tradição européia nos passados milénios e inclusive hoje, com total hipocrisia por parte as classes dirigentes de Europa que dizem se inspirar neles, têm sido em grande parte formuladas não graças senão apesar de nossas raízes cristãs.

Os ideais de democracia, de liberdade e de justiça social procedem, em realidade, de raízes longínquas a nossa civilização, que surgem em fases anteriores ao helenismo, que por sorte a cada verdadeiro tempo rexurdem, inclusive após tantos séculos, apesar do indiscutível absolutismo, a superstição, o fanatismo e as cruentas repressões da Igreja.

Franco Celotto

Publicado em castelám no Jornal Anarquista Tierra y Libertad, Fevereiro de 2019

 

 

 

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