Arquivo mensal: fevereiro 2019

Matemáticas para ativistas. Diferência entre “muita” e “pouca”

Atendendo ao cabeçalho poidera ser que alguém, ao lê-lo, fique pensando que errei ao escreve-lo; dado que, se bem os conceitos de “muito” e “pouco” indicam quantidades, suas categorizaçons pertecem ao âmbito da “Gramática” mas que ao da “Matemática”. E certo é que sua quatificaçom nom é um termo exato dado que ninguém pode assegurar de antemão se uma quantidade qualquer é representativa de muita ou de pouca quantidade sem ter como referência a quantidade total possível, o “tudo” com respeito ao que se determina essa adjetivaçom.

Para aclarar milhor os conceitos, Matemáticos gostam de tirar de exemplos práticos para sua milhor compreensom e assim: Ponhamos que ao observar as vestimentas da gente que há numa praça duma vila qualquer, vemos a simples vista que há 15 pessoas que vestem saia, e nesse momento poderemos dizer se essas 15 som muitas ou poucas em relaçom com o número total de pessoas que vemos nessa praza e, em base a esse cálculo e a tua própria escala de medir (cada qual tem a sua), poderemos depois contar a qualquer pessoa que nom estavira lá se havia muitas ou poucas pessoas com saia nesse lugar e nesse momento. É dizer 15 como número nom é representativo de muitas ou poucas, nom sendo que saibamos com respeito a que; de tal jeito que 15 serám muitas (mesmo muitíssimas) se o total de pessoas que vês na praça é de 18; mas serám poucas (ou pouquíssimas) se vês a 130.

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REDES DE CORDIALIDADE – “APROXIMAÇOM A: QUE É SER ANARQUISTA E FEMINISTA?”

Fágo-me eco desta Bitácora Anarco_Feminista do grupo REDES nascido lá polo mês de novembro do ano passado como grupo de debate e reflexom anarco feminista e recolho (e traduzo) de Portal Libertário Oaca, esta sua apresentaçom na que dim:

“Cremos que desde este posiçonamento temos muito que aportar, como aconteceu no passado, ao feminismo atual. Somos mulheres do Estado espanhol e doutros países de fala castelana, por tanto, é um grupo virtual sem descartar algum encontro presencial. O nome do nosso grupo procede da proposta de Lucía Sánchez Saornil de formar “redes de cordialidade” em torno á revista “Mujeres Libres” aparecida em 1936. Entendemos nosso nome como uma rede composta de muitos fios, tecidos e amarrados para apoiar-nos mutuamente. Essa rede se desprega e nos acolhe com mais ou menos intensidade, vai e vem segundo nossas circunstâncias personais, pero está. E se está é porque estamos construíndo-la”.

Além dam conta de que “o primeiro debate realizá-mo-lo (dezembro 2018 – janeiro 2019) arredor do filme: “Millennium: o que nom te mata fai-te mais forte”. Deste debate elabourarom seu primeiro texto, necessariamente parcial e incompleto, que titularam “APROXIMAÇOM A: QUE É SER ANARQUISTA E FEMINISTA?”. Tamém aprofundaram a debater entre “VIOLÊNCIA, NOM VIOLÊNCIA, AUTODEFESA” mas reconhecem que houvo discrepâncias no Grupo, mas recolhem o Debate gerido ao respeito. Cópio e colo:

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Programa Comochoconto -A ablaçom ou mutilaçom genital feminina (MGF)

Hoje 6 de fevereiro é um desses dias nos que, organismos internacionais, decidem adicar-lho a algum tema polémico mundial do que falar só nesse concreto dia nos falsimédios para depois volver garda-lo no baul dos maus recordos até o seguinte ano na mesma data. Eu nom acostumo fazer seguimento de tais comemoraçons por entender que, estes lavados de cara, som um gesto mais da hipocrisia geralizada no mundo do Capital e do Consumismo dos paises que se autodenominam “civilizados” ou “desenvolvidos”. Assim hoje nos informativos matinais da TVE davam conta desta “efemeride”, cuja denúncia, por estes lares, tem certo pouso “xenófobo” ao assinalar esta bárbarie contra o corpo das meninhas como próprio de certas religions e culturas alheias a estes lares e coa mesma negam que no estado espanhol se poidam estar realizando estas brutais práticas sob o rotundo argumento de que é delito!! Como se isso bastara!… Tamém é delito roubar e nom há político com alto cárrego que nom enchira seus petos durante seu mandato co dinheiro de todas. Além indicam que nestes lares a preocupaçom é impedir que as meninhas sejam levadas aos paises de origem de seus progenitores para que se lhes practique lá tal “barbárie” e denunciam que é dificil de evitar porque há familias que deixam lá suas filhas uma vez que lhes praticam a mutilaçom… É dizer culpabilizam as famílias e seus paises de origem e assim seguem criminalizando as emigrantes e permíte-lhes, uma vez cumprido o trámite de falar um dia sobre elo e depois seguir olhando de esguelha esta problemática até o vindouro ano.

ablacion

Quando publiquei uma entrada nesta bitácora na que expressava a minha confussom e surpresa diante dalgumas das aportaçons que estava a receber a campanha #PrimAcoso, recebim um comentário no que se me respostava com estas palavras: “Tamén nalgunhas culturas cortan o clítoris por tradición e estética. O problema é cando a persoa chora de dolor e non quere”. Nom sei que lhe motivou a esta pessoa a enviar-me esse comentário; mas retrotraeu-me a quando no ano 2007 emitira um programa na Kalimera sobre este tema da MGF (depois remitido em outras ocasions) e mantivera um debate com um home que pretendia que a MGF era comparável e basicamente igual que a circuncisom masculina, á que este home tildava de mutilaçom.

Colo acá agora este programa para quem queira ouvir a minha opiniom ao respeito:


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Carta aberta á assembleia de coidados (ou coidado com estas assembleias!)

Fágo-me eco desta Carta Aberta publicada em A Irmandade da Costa co galho de contribuir a sua difussom e dar pé a possiveis debates ao respeito do que cada quem entendemos por coidados e quem nom é merecedora de tais, mas tamém, além de para amplificar sua petiçom de solidariedade, porque Josinho é meu amigo, meu compa desde fai já uma porrada de anos e porque considero que foi maltratado por quem vam pola vida julgando sem parar-se a olhar a situaçom que vive cadaquem, tal qual fai a justiça do Poder. Cópio e colo:

A greve geral do 2013 resultou ser umha jornada mui combativa pela sua radicalidade (bancos destroçados, coches policiais picados, barricadas de lume,…) e na memória coletiva dos movementos sociais fica coma mais umha fita destes.

Mas a repressom cebou-se com seis das nossas companheiras anarquistas e em especial comigo, já que eu só sumava em dévedas ao Estado mais do duplo que as outras cinco compas, perto de 7500 euros de condena económica.

Desde o momento em que se conheceu a quantia das multas, pujerom-se em andamento os mecanismos de solidariedade, estabelecidos já em outras ocasons. Além, neste caso por parte das pessoas afetadas, decidi-mos organiçar umhas jornadas de Tatto-Cafeta no CSO Escárnio e Maldizer.

Quando começaramos a organizar ditas Jornadas várias pessoas implicadas atopávam-se fóra de Compostela, polo que depois da primeira assembleia, cada membro comprometeu-se a assumir diferentes tarefas e por encontrarmo-nos em lugares distintos decidimos seguir gerindo a organizaçom a través dum «grupo de wassap».

As minhas circunstâncias pessoais eram e som bem conhecidas por todas as pessoas que estavam na assembleia, mas quero lembra-las hoje aquí porque sentim que em nenhum momento se tiverom em conta:

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[Tarajal, Ceuta] 5º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

Republico este artigo que vira a luz há um ano no 4º aniversário deste assassinato e que, por suposto, segue impune.

Dizer que tudo isto acontecera baixo o governo de Rajoy e o PP mas nada mudou coa chegada de Schez e a suposta esquerda ao governo espanhol com respeito á chegada de gentes vindas doutros lugares em busca duma vida milhor que a que suportavam nos seus lugares de saida e fuga. Miles de homes, mulheres e crianças provintes de paises empobrecidos durante séculos polas máfias de escravas, polas guerras de interés das colónias imperialistas europeias e norteamericanas e polo expólio orquestrado mesmo desde organismos internacionais para repartir-se de jeito descarado as riquezas naturais desses lugares. Só lembrar que quando Schez chegara ao governo soltara um seu oportuno discurso ao respeito do direito irrenunciável a salvar vidas no Mediterráneo por riba de tudo e recebera, em contra da opiniom do resto de governantes europeus, ao navio ‘Aquarius’ com honores e concedera aos migrantes que viajavam nele os papeis necessários. Mas só fora um gesto cara a galeria… Pura hipocrasia!! Pouco tempo depois, o mesminho governo de Schz, proibia atracar ao ‘Nuestra Señora del Loreto’, um barco espanhol que levava mais duma semana á deriva em pleno inverno e com temporal com doze migrantes recolhidos do Mediterráneo porque nenhum governo europeu se dignava a dar-lhe permiso de atraque. Em janeiro deste ano já se esquecera Schz daquilo do direito irrenunciável a salvar vidas e a ONG Proactiva denunciava que as autoridades espanholas impediam ao barco ‘Open Arms’ zarpar cara ao Mediterráneo central tras proibir-lhe sair do porto de Barcelona, onde está atracado e retido em consonância coa política migratória do resto de Europa.

“Nom entendo como uma história tam importante como esta, uma história que nos afeta tanto, pode ser tam desprezada” Hervé, sobrevivente do Tarajal

Tal dia coma ontem há 5 anos acontecera um dos momentos mais sinificativos da política migratória espanhola (e europeia) quando eram assassinados a tiros de balas de borracha, cartuchos de fogueo, botes de fume e paus, 15 das pessoas que tentaram cruzar a nado desde Marrocos até a colónia espanhola de Ceuta pola praia do Tarajal. Um tema que ja tratei no seu dia nos blogues de Abordaxe fazendo referência a quem na altura dos assassinatos era o diretor e responsável político da Guardia Civil, e como tal negara com rotundidade os feitos, o “camisa azul ferrolá” Cuco Fdez de Mesa aquele que se figera pintar um quadro onde luze uniforme militar cheio de medalhas para figurar no Panteom de assassinos com lustres da Benemérita e mais ao ministro hipócrita do ramo, o “opusino” Jorge Fdez Díaz, a quem vistas as evidências nom lhe ficou outra que admitir dias depois o uso de armas contra as migrantes pero só co galho de “disuadir-lhes” (1, 2, 3, e 4).

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De democracias e democratas. Sobre Venezuela e outras ervas

Venham as catervas de democratas de toda a orbe a seguir demonizando umas opçons e legitimando outras, a continuar determinando quais ideologias tenhem direito a exercer o governo tras ganhar um processo eleitoral e quais som destinadas a ser apresentadas nos seus mass merdas como irregulares ou nom merecedoras de ser respeitadas como ganhadoras.

Nisto semelha consistir a democracia representativa, aquilo que suas apologistas -ou milhor chamar-lhes “apologhetas” (assim com gheada)- consideram o milhor Sistema de Governo de todos os possíveis.

Por suposto estas “apologhetas” nom dam possibilidade alguma a prantejar-se viver sem Governos e em perfeita Anarquia e negam pola tremenda essa opçom em base a que, segundo elas, a Anarquia é só uma Utopia e como tal resulta irreal e irrealizável.

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