Arquivo mensal: fevereiro 2019

Carta aberta á assembleia de coidados (ou coidado com estas assembleias!)

Fágo-me eco desta Carta Aberta publicada em A Irmandade da Costa co galho de contribuir a sua difussom e dar pé a possiveis debates ao respeito do que cada quem entendemos por coidados e quem nom é merecedora de tais, mas tamém, além de para amplificar sua petiçom de solidariedade, porque Josinho é meu amigo, meu compa desde fai já uma porrada de anos e porque considero que foi maltratado por quem vam pola vida julgando sem parar-se a olhar a situaçom que vive cadaquem, tal qual fai a justiça do Poder. Cópio e colo:

A greve geral do 2013 resultou ser umha jornada mui combativa pela sua radicalidade (bancos destroçados, coches policiais picados, barricadas de lume,…) e na memória coletiva dos movementos sociais fica coma mais umha fita destes.

Mas a repressom cebou-se com seis das nossas companheiras anarquistas e em especial comigo, já que eu só sumava em dévedas ao Estado mais do duplo que as outras cinco compas, perto de 7500 euros de condena económica.

Desde o momento em que se conheceu a quantia das multas, pujerom-se em andamento os mecanismos de solidariedade, estabelecidos já em outras ocasons. Além, neste caso por parte das pessoas afetadas, decidi-mos organiçar umhas jornadas de Tatto-Cafeta no CSO Escárnio e Maldizer.

Quando começaramos a organizar ditas Jornadas várias pessoas implicadas atopávam-se fóra de Compostela, polo que depois da primeira assembleia, cada membro comprometeu-se a assumir diferentes tarefas e por encontrarmo-nos em lugares distintos decidimos seguir gerindo a organizaçom a través dum «grupo de wassap».

As minhas circunstâncias pessoais eram e som bem conhecidas por todas as pessoas que estavam na assembleia, mas quero lembra-las hoje aquí porque sentim que em nenhum momento se tiverom em conta:

Continuar lendo

[Tarajal, Ceuta] 5º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

Republico este artigo que vira a luz há um ano no 4º aniversário deste assassinato e que, por suposto, segue impune.

Dizer que tudo isto acontecera baixo o governo de Rajoy e o PP mas nada mudou coa chegada de Schez e a suposta esquerda ao governo espanhol com respeito á chegada de gentes vindas doutros lugares em busca duma vida milhor que a que suportavam nos seus lugares de saida e fuga. Miles de homes, mulheres e crianças provintes de paises empobrecidos durante séculos polas máfias de escravas, polas guerras de interés das colónias imperialistas europeias e norteamericanas e polo expólio orquestrado mesmo desde organismos internacionais para repartir-se de jeito descarado as riquezas naturais desses lugares. Só lembrar que quando Schez chegara ao governo soltara um seu oportuno discurso ao respeito do direito irrenunciável a salvar vidas no Mediterráneo por riba de tudo e recebera, em contra da opiniom do resto de governantes europeus, ao navio ‘Aquarius’ com honores e concedera aos migrantes que viajavam nele os papeis necessários. Mas só fora um gesto cara a galeria… Pura hipocrasia!! Pouco tempo depois, o mesminho governo de Schz, proibia atracar ao ‘Nuestra Señora del Loreto’, um barco espanhol que levava mais duma semana á deriva em pleno inverno e com temporal com doze migrantes recolhidos do Mediterráneo porque nenhum governo europeu se dignava a dar-lhe permiso de atraque. Em janeiro deste ano já se esquecera Schz daquilo do direito irrenunciável a salvar vidas e a ONG Proactiva denunciava que as autoridades espanholas impediam ao barco ‘Open Arms’ zarpar cara ao Mediterráneo central tras proibir-lhe sair do porto de Barcelona, onde está atracado e retido em consonância coa política migratória do resto de Europa.

“Nom entendo como uma história tam importante como esta, uma história que nos afeta tanto, pode ser tam desprezada” Hervé, sobrevivente do Tarajal

Tal dia coma ontem há 5 anos acontecera um dos momentos mais sinificativos da política migratória espanhola (e europeia) quando eram assassinados a tiros de balas de borracha, cartuchos de fogueo, botes de fume e paus, 15 das pessoas que tentaram cruzar a nado desde Marrocos até a colónia espanhola de Ceuta pola praia do Tarajal. Um tema que ja tratei no seu dia nos blogues de Abordaxe fazendo referência a quem na altura dos assassinatos era o diretor e responsável político da Guardia Civil, e como tal negara com rotundidade os feitos, o “camisa azul ferrolá” Cuco Fdez de Mesa aquele que se figera pintar um quadro onde luze uniforme militar cheio de medalhas para figurar no Panteom de assassinos com lustres da Benemérita e mais ao ministro hipócrita do ramo, o “opusino” Jorge Fdez Díaz, a quem vistas as evidências nom lhe ficou outra que admitir dias depois o uso de armas contra as migrantes pero só co galho de “disuadir-lhes” (1, 2, 3, e 4).

Continuar lendo

De democracias e democratas. Sobre Venezuela e outras ervas

Venham as catervas de democratas de toda a orbe a seguir demonizando umas opçons e legitimando outras, a continuar determinando quais ideologias tenhem direito a exercer o governo tras ganhar um processo eleitoral e quais som destinadas a ser apresentadas nos seus mass merdas como irregulares ou nom merecedoras de ser respeitadas como ganhadoras.

Nisto semelha consistir a democracia representativa, aquilo que suas apologistas -ou milhor chamar-lhes “apologhetas” (assim com gheada)- consideram o milhor Sistema de Governo de todos os possíveis.

Por suposto estas “apologhetas” nom dam possibilidade alguma a prantejar-se viver sem Governos e em perfeita Anarquia e negam pola tremenda essa opçom em base a que, segundo elas, a Anarquia é só uma Utopia e como tal resulta irreal e irrealizável.

Continuar lendo