“DETER GENTE nom é o mesmo que DETERGENTE”. O esperpento da trampa do FAIRY

Que me perdoem a quem lhes proe que, desde um site anarquista, faga defessa do povo de Catalunya nos seus anceios de Independência do Estado Español; mas vistas e ouvidas as últimas declaraçons dos máximos responsáveis das Forças de (in)Seguridade do Estado Español no Juíço Supremo ao Procés, nas que justificam a atuaçom destes elementos e mesmo negam a violência desprendida contra o povo; nom posso fazer como que isto nom vai comigo porque as anarquistas nom estamos para debater sobre direitos de autodeterminaçom que poidam ampliar o número das fronteiras já existentes agora no Mapamundi políticos.

Hoje -á par que sego os desvaneios das declaraçons neste Juíço Supremo de quem pretendem fazer passar um ato de Desobediência Popular por uma Rebeliom organizada- soubem por alguns médios do relevante auto da Audiência de Barcelona sobre as cárregas policias do 1-O, onde magistrados rejeitam que “o uso desproporcionado da violência nom viria amparado polo cumprimento” da ordem do Tribunal Superior de Justiça de Catalunya (TSJC) de 27 de setembro onde se instava a Polícia, Guarda Civil e Mossos para impedir o 1-O. A critério destes magistrados da Audiência, o auto judicial nom pode ser “uma espécie de ‘patente de corso’ para qualquer açom de violência quando esta resulta inecessária, desproporcionada e com claro abuso de poder”.

Sem dúvida uma leitura objetiva desta sentência da Audiência de Barcelona supom um desmentido em toda regra ao declarado estes dias por exministros e exaltos cárregos de Interior do Governo español no TS, como as que figera nesta 2ª feira passada o exsecretario de Estado de (in)Seguridade, José Antonio Nieto, quem alegou que os agentes das forças españolas interviram fazendo “el uso mínimo imprescindible de la fuerza” e que “si se hubiera querido hacer un mayor uso de la fuerza, hubiéramos estado amparados por la ley”.

Quem escuite as declaraçons destas (i)responsáveis, ficará coa ideia de que desde as mais altas instâncias do Poder, estám a justificar a violência policial exercida contra o povo na jornada do 1-O. Para elo tentam contra-argumentar que as massas de votantes estavam organizadas jerarquicamente e possuiam terrorífico armamento para atacar aos membros dos corpos armados “españoles y muy españoles” que vinheram até Catalunya coa única missom de manter a ordem democrática vigente ao berro de “A por ellos, oé, oé, oé…”.

E como coisa de encantamento veu Enric Millo a contar-nos um conto. E assim, este vividor da política instituiçonal que fora deputado de CiU e que depois lhe figera as beiras á ERC independentista, para acabar aterrando no PP, desvelou no juíço quais foram as armas perigosas que possuia o povo catalám para declarar-se em Rebeldia: A TRAMPA DO FAIRY quando este mudachaquetas declarou que (sic) “un agente dijo que había caído en la trampa del Fairy, que era verter detergente en la entrada de un colegio para que resbalaran, cayeran y le patearan la cabeza. Certo é que para basear este argumento esperpéntico tivo que declarar que houvera mais violência que a que se despreende dos escritos da Fiscalia e da acusaçom popular da ultradireita Vox, juntos; dado que segundo as declaraçons de Millo: «pude comprobar lesiones, dedos rotos, alguna fractura de pierna, (…) un chaleco antibalas rajado de extremo a extremo, lo que no se hace con una uña»,... e tudo isso só durante a jornada do 1-O, pese a que, segundo dados do próprio ministério do Interior español, nengum membro das forças de (in)seguridade española solicitara uma baixa laboral a consequência de tam graves feridas recebidas.

Claro está que, para justificar que o TS considera-se esta fantasia como um delito de Rebeliom, nom bastava com que as gentes do povo estiveram organizadas jerarquicamente para contrarrestar a atuaçom legal policial; tinha que haver algo mais para poder assinalar esse ato de Desobediência Civil -reconhecido em todos o tratados de Direitos Humanos- como um ato de Rebeliom Armada contra a Legalidade Vigente e entom chegou ontem a declarar o coronel da Benemérita, Diego Pérez de los Cobos, alcumado “Piolín-Jefe”, que reconheceu ordenar as atuaçons policiais no 1-O com “exquisita proporcionalidad” e em troques considerou que a atuaçom dos Mossos fora “uma estafa” própria de “individuos pasivos”, que houvera “nula colaboración” pola sua banda e que seus dispositivos “no sirvieron para nada”.

Umas declaraçons que dam conta do imaginativo que é este home, Diego Pérez de los Cobos quem, na jornada do Golpe de Estado de Tejero em 23 de fevereiro de 1981, vestido com sua camisa azul da Falange, se apressentara voluntário no quartel da Guarda civil de Yecla para apoiar dita insurreçom militar (essa mesma da que Tejero vêm de reconhecer recém que Juan Carlos I rey estava detrás da mesma).

Em definitiva, fascistas que anos atrás apoiaram o Golpe de Estado do 23-F som agora quem julgam o ato de introduzir um voto numa urna como algo ilegal e merecente de ser categorizado como de Rebeliom Armada.

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