Na Itália tamém como aqui, Neonazis campam a pascer e Antifas som repremidas polo Estado

Há coisa de algo mais de um ano, quando Itália estava envolvida no processo eleitoral que ia renovar suas cámaras de representantes, miles de antifascistas se manifestaram nas ruas de Torino contra da presença de neonazistas nesta cidade.
Alá, igual que o que sucede por acá, neonazistas contaram com o beneplácito de todas as forças vivas do Capitalismo rampante entanto que, quem nom gosta de estes intolerantes, começou a ser vigiado e posto em questonamento nos falsimédios tudos. Nom esquecemos que por acá, nenhum dos partidos que aspira a governar dis rem ao respeito de DEROGAR A LEI MORDAÇA!! e todos, sem excepçom, fam-lhe COROS democráticos a VOX.

Colo acá, a minha traduçom desta notícia publicada recém no site infoaut.org polos compas da Okupa ASKATASUNA de Torino ao respeito das detençons e os meses de prisom que sofreram as detidas neste protesto, e das que, mais de um ano depois saem case todas absoltas por nom atopar cargo algum contra delas, tal qual se passou por estes lares com as compas anarquistas detidas nas Operaçons PINHATA e PANDORAS:

Cinco de seis. Após meses em prisão, antifascistas de Torino saem absoltas.

Em 22 de fevereiro de 2018 em Torino, uma manifestaçom antifascista assediara o mitín final do partido neofascista CasaPound a celebrar num hotel de luxo da cadeia NH onde ia fechar sua campanha eleitoral.

Em tempos de revoltas sociais, a memória volta-se curta e a indignaçom converte-se num produto perecível, pelo que lembraremos brevemente o contexto no que teve lugar este protesto:

Duas semanas dantes, em Macerata, um homem de vinte e oito anos, candidato da direitista Liga Norte, toma seu automóvel e começa a disparar contra quanta pessoa de pel negra se atopa e consegue ferir a seis. Dantes de se render á polícia fai o saudo nazista romano e envolve-se numa tricolor. Indignaçom, lágrimas de crocodilo da política, mas a campanha eleitoral continua. De feito, a viabilidade dos diversos partidos neofascistas, grupos que com frequência nem sequer podiam se apartar de seus respectivos locais se nom iam protegidos por numerosas forças policiais, está garantida pelo ministro militar Marco Minniti.

Isto é exactamente o que sucede o 22 de fevereiro em Torino, quando centos de polícias antidisturbios som despregados para defender o mitim nazista. Apesar de que a esquerda tirou ferro ao assunto durante dias, pedindo que o antifascismo ficasse só no reino platónico das ideias, durante horas, uma grande marcha antifascista aos berros de Adiante! e Nom Passarám! tratara de chegar ao hotel NH.

Á esta jornada de protesto segue-lhe uma histeria nacional sem precedentes:

Uma mestra de escola elementar que teve a audácia de insultar à polícia depois de receber um porrazo, é despedida entre aclamaçons jornalísticas e o entom presidente do conselho de ministros, o socilaista Matteo Renzi, aparece na televisom babejando pedindo penas exemplares contra as antifascistas, e os sindicatos policiais denunciam ter sofrido ataques de manifestantes equipadas com armas letais dignas de super robôs jeeg. A fiscalia de Torino pôs-se em marcha de imediato e, poucas semanas após a manifestaçom, prendem a seis pessoas reconhecidas do lugar porque som em sua maioria ativistas na luta contra o TAV, nos coletivos estudiantis e nos piquetes contra os despejos. Umas semanas mais tarde, Matteo Salvini, lider da Liga Norte, quem tinha tomado selfies e tinha relaçons próximas com o partido neofascista CasaPound converte-se no ministro do Interior.

As acusaçons contra as detidas som grotescas. Algumas manifestantes som acusadas de intervençons “agressivas” de megáfonos contra os fascistas, outras foram reconhecidas em alguns videos pondo para ilo muita imaginación. Tudo gira em torno da chamada “concorrência moral” segundo a qual as manifestantes som culpadas por participar em tal manifestaçom sem necessidade de ser acusadas de nenhuma conduta criminosa individual. No entanto, o importante é organizar um espectáculo que cumpra com as expectativas de justiça sumária invocada pela política. Uma estudante de secundária de 18 anos é presa ao amanhecer, exibida como um troféu de caça nos videos oficiais da sede da polícia em Torino. Baixo detençom domiciliária, impede-se-lhe assistir à escola por dias. Registram a vivenda dum estudante e encontram-lhe autocolantes de “Sou Antifascista” realizadas pelo famoso desenhista Zerocalcare, o que se considera uma prova de seu “radicalismo ideológico”. Um carpinteiro de pouco mais de vinte anos é transladado a uma prisom onde permanece detido durante três meses e depois se lhe põe baixa detençom domiciliária com um bracelete electrónico. Durante sua detençom, a fiscalia de Torino consegue fazer-lhe perder dois trabalhos ao negar-lhe obstinadamente seus permisos. Todas estám sujeitas a fortes medidas de precauçom ou permanecem detidas, obrigadas a assinar durante meses dantes de que começara seu julgamento. Julgamento cuja sentença chegou ontem. Cinco das seis presas simplesmente foram absolvidas por nom ter cometido nenhum crime.

Nom nos interessa fazer valoraçons legais. Para nós esse protesto foi correto e necessário, foi levar à prática uma mínima resposta necessária ante os feitos de Macerata e ante a evidente conivência das autoridades italianas com a presença neofascista no país. Todas as manifestantes presas, dissemos desde o primeiro dia, nom tinham mais culpa que ter convertido suas palavras em feitos. Se outros nom tivessem esperado a ter aos fascistas nas instituiçons dantes de redescobrir às antifascistas, provavelmente nom nos atopariamos na situaçom atual.

Segue a enéssima figura constrangedora da Fiscalia de Torino, que agora utiliza as medidas cautelares como senha de suas próprias cruzadas políticas pessoais. Poder legal que nom teve problemas ao jogar com as vidas de seis jovens turinesas às que separaram de seus seres queridos, forçando-lhes a estar durante meses tras das reixas, dentro de quatro paredes, para salvar sua “democracia”: essa que garante aos fascistas que possam seguir atuando sem ser molestados, que a polícia faga da sua prepotência a sua senha de identidade e atuaçom e a fisclaia continue fazendo esta merda sem que ninguém lhes pida contas. Uns dias dantes do festival Librazione, é sem dúvida, uma boa imagem do estado da arte em nosso país.

CSOA ASKATASUNA

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