Luisa Lores, radióloga e vozeira da FADSP, contra dos donativos de Amancio: “A falha de equipas nom é o problema”.

“Se a Amancio Ortega lhe extrairam das suas ganâncias em Inditex o 35% que me quitam a mim do meu salário, teria que pagar 450 MILHONS ao ANO de impostos e isso daria para pagar os salários de NOVE MIL ENFERMEIRAS!!”. “A falha de equipas nom é o problema do Sistema Público de Saude, que está bastante bem dotado, o problema é que nom há persoal

Esta radióloga galega, trabalhadora do SERGAS no Hospital de Ponte-Vedra e vozeira da Federaçom de Associaçons para a Defesa da Sanidade Pública (FADSP), já estivera baixo os focos mediáticos dos falsimédios quando em 2017, á par que outras membros da FADSP de diferentes CCAA e com os Podemitas calados como um peto, voltaram explicar sua oposiçom a estes estranhos donativos do Amancio Ortega destinados á compra exclussiva de aparatos de alta tecnologia, num artigo publicado em “Nueva Tribuna” assinado por Isabel García na que esta jornalista dava voz, á Luisa Lores, com um cabeçalho semelhante ao que agora esta radióloga reitera (o que encabeça este artigo) tras atualizar dados com respeito ás enormes ganâncias do proprietário e máximo explorador de Inditex: “Si Amancio Ortega pagara como un médico tendría que dar 320 millones cada año en impuestos”.

Tras a publicaçom deste artigo que causara polémica por vir de quem vinham, Luisa Lores tirou de paciência e escreveu ela seu próprio artigo no mesmo site centrando o tema na Galiza, criticando a gestom privada da AECC (Asociación Española Contra el Cáncer) e pondo em questom estas operaçons mercantis e especulativas entre a Junta de Feijóo e Empresas moi privativas de capital estrangeiro para desleixo da Sanidade Pública com estoutro explicativo títular em plural: Por qué rechazamos la infiltración de la sanidad pública por las empresas privadas y los grandes magnates; que traduço e colo; se bem dantes aclaro que quando escrevim arriba: “voltaram explicar” é porque já em outubro de 2015 Luisa Lores escrevera um outro artigo tamém em Nueva Tribuna ao respeito desses estranhos donativos mas nom entro em mais detalhes porque já vai referenciado no texto:

As redes e os meios de comunicaçom têm ardido devido à rejeiçom das Associaçons de profissionais (FADSP) de várias CCAA à doaçom de Amancio Ortega, para compra de equipas de Alta Tecnologia.

Levo mais de 30 anos exercendo minha profissom de radióloga na Sanidade pública, e tratarei de explicar minha opiniom sobre o que está a passar, centrando o tema em minha comunidade, Galiza, a que mais conheço, e a que recebeu a primeira doaçom de Amancio Ortega, tamém galego.

Nessas datas (outubro de 2015) publiquei um artigo em Nuevatribuna solicitando que se aclarara como era possível que Amancio Ortega doara 17 milhons de euros para comprar equipas de Radioterapia e Mamógrafos que já tinham sido previamente comprados por Philips e a multinacional estadounidense Varian Medical e polos que o SERGAS pagava um aluguer (11 milhons de euros ao ano durante 8 anos), sem que tam sequer se reduzira dito aluguer: a onde têm ido a parar esses 17 milhões de euros?

As profissionais que defendemos o Sistema Sanitário Público estamos muito preocupadas por sua deriva privatizadora, especialmente na Galiza, onde seu I+D+ i está privatizado e em mãos dum oligopólio de empresas, algumas imputadas por corrupçom e todas com estratégias para eludir impostos. Gostaria Amancio Ortega de que as profissionais do Sergas geríssemos o I+D+ i de Inditex? permitiria-lo? Claro que nom.

A Junta de Feijóo junto a Inditex, Abanca e outras empresas galegas têm formado um fundo de capital risco. Estas empresas acedem a dados da Administraçom, e pesquisadores públicos trabalham para gerar suas patentes.

Na Galiza, Indra gere a História clínica, com todos os dados sanitários das pacientes, ás que proximamente unirám-se os dados sociais (maltrato, recursos económicos da populaçom, etc). Indra cede esses dados aos hospitais privados, concertados ou nom, enquanto as profissionais do Sergas nom podemos aceder à informaçom sanitária dos hospitais privados, nem dispomos de ferramentas para explodir os dados de nossas pacientes e assim auditar nossos resultados. Se fazemos as coisas má feitas, má ficam.

Na Galiza, o Centro Oncológico da Corunha, o registro das pacientes com cancro e os ensaios clínicos, está em mãos da AECC, que se apresenta como a grande valedora da defesa das pacientes com cancro, ainda que realmente está dirigida por Inés Entrecanales (Acciona), a Banca March e a Fundação Garrigues.

As empresas tecnológicas gerem a alta tecnologia do Sergas e o controle de qualidade das equipas, aparelhos que dám altas doses de radiaçom, e que se utilizam 30%-50% mais do necessário segundo muitos estudos realizados. No entanto, as radiólogas podemos fazer pouco para adequar as exploraçons, já que as empresas verám mermados seus benefícios se os estudos por sala reduzem-se a partir de uma porcentagem, segundo o contrato assinado com a Junta de Feijóo. Por isso os estudos crescem e crescem mais e mais, incluindo os realizados ás crianças, e de forma especial no seitor sanitário privado, onde nom existe transparência nem controle, incumprindo o princípio internacional ALARA “as exploraçons que aplicam radiaçons ionizantes deverám-se diminuir ao mínimo possível”.

Som necessários 290 equipas novas no SNS? Provavelmente nom, ao menos nom tantos. Muitos dos existentes podem actualizar-se unicamente modificando seu Software, que ademais permite diminuir as doses de radiaçom aplicada. Mas claro, os benefícios empresariais diminuiriam drasticamente.

Som melhores os mamógrafos com tomosíntese apressenteados por Amancio Ortega? Em primeiro lugar nom diminuem a radiaçom aplicada, senom que pola contra a incrementam discretamente. Por outra parte, segundo as empresas identificam-se um incremento num 42% das lesons, tam pequenas que som “quase invisíveis ao olho humano” e muitas com sinificado desconhecido. Em muitos casos descartará-se cancro em novos controis, depois de meses de angústia, em outros casos tratarám-s de forma agressiva (com seus efeitos secundários incluídos), lesons duvidosas que num 20% dos casos nom representam realmente cancro.

Segundo dados da OMS em España a incidência de cancro de mama incrementou-se um 68% numa década, em parte por este sobrediagnóstico e em parte polo empeoramento das condiçons de vida da gente, e ainda que é verdade que melhora o ratio de sobrevivência, nom assim a mortalidade absoluta das mulheres. De modo que é importantíssimo atuar contra os determinantes do cancro.

No entanto o governo nega-se a marcar os alimentos pouco saudáveis e os carros fraudulentos que contaminam até 70 vezes mais seguem circulando por nossas estradas. Que se passará no futuro com os pulmons de nossas filhas?

Por outra parte, às empresas nom lhes interessa a Atençom Primária, a promoçom da saúde, nem a melhora dos hábitos de vida para diminuir a incidência de cancro, senom o diagnóstico com equipas de alta tecnologia e o tratamento com caros fármacos. Som empresas, som magnates, pretendem incrementar seus benefícios. Nom os culpo, mas nom compartilho seus objetivos nem seu estilo de vida, e nom nos interessam em nossa Sanidade pública. Que se dediquem a fabricar roupa ou à construçom de pontes. “Sapateiro a teus sapatos”.

Ademais, nom é a falha de equipas de AT senom a falha de pessoal para utilizar essas equipas o que aumenta as listas de espera para as pacientes com cancro ou outras doenças no Sergas, uma equipa sem dotaçom adequada de profissionais é como um aviom sem pilotos.

A maioria de nossas equipas de diagnóstico nom funcionam nos sábados nem por suposto nos domingos, e alguns nem tam sequer as tardes de diário, a nom ser para urgências, enquanto se derivam os estudos aos centros privados com sua maquinaria ao 100%. Em Madrid já se assinalou em 2014 que as equipas de ressonância magnética dos centros públicos só funcionavam ao 64%, ao final, não resultará que teremos mais aparelhos sem utilizar?, isto é negócio para os fabricantes, nenhuma vantagem para as doentes.

Por uma Sanidade pública e de qualidade para todas, financiada por impostos ao 100%, através duma fazenda livre de amnistias fiscais, sem doaçons, mecenas, magnates nem multinacionais em seu seio, com profissionais dedicadas ao sistema público e com controle de seu I+D+ i como qualquer empresa que se aprecie. Nom lhes parece, Sra Entrecanales e Sr Amancio Ortega?

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