Arquivo mensal: junho 2019

NOM!!! O acontecido em 1 de junho no CSOA O Aturuxo das Marías nom foi uma PERFORMANCE.

Nom som crítico de arte mas, por circunstâncias vitais experimentadas na altura dos anos do câmbeo de século, tivem relacionamento moi de perto com as artes performanticas e conhecim da mão -de quem era por entom minha compa da vida e artista multidisciplinar-, o trabalho de destacadas mulheres do século XX, que pensavam arte e política nesta expressom artística e transformaram a concepçom da Arte contemporânea.

Graças a ela tivem conhecemento desta arte e a fortuna de ser partícipe (de moi segunda fila e tratando de passar desapercebido, como radialista da Kalimera e ativista em Indymédia Galiza, na procura de recolher aúdios das reaçons das espetadoras ocasionais) de atos levados a cabo nas ruas por mulheres ativistas, coma os dois passeios cum andar moi vagarinho enfiadas e em total silêncio dum grupo de mulheres vestidas íntegras de negro e seus rostros enmascarados polas ruas mais comerciais de Compostela, fora das zonas de conforto e em horas de plena atividade, como denúncia diante da catástrofe do “Prestige” em 2002. Açons que tiveram seu ponto álgido quando na segunda delas interviram uns espontâneos que baixaram duma furgona da polícia nacional com atitude intimidatória e exigindo ás mudas e impávidas performes que se destaparam e identificaram conseguindo acumular um gentio ao redor que defendia ás mulheres e que punha em questonamento a desproporcionada atuaçom policial; a sua intervençom, por suposto e case está de mais assinala-lo, nom formava parte da performance. Como nota curiosa isto sucedera no “passo de peonagem” onde tempo depois o coletivo “Mulheres Transgredindo” -co que colabourava minha compa- realizaria sua açom denúncia diante dum comércio de Inditex, quando uma récua de mulheres com panos violetas pugeram-se a zurzir durante horário comercial diante do escaparate da tenda denunciando a exploraçom laboral de meninhas por empresas de tudo o mundo que trabalham para o “benefator” Amancio Ortega; açom que dera a volta ao mundo e da que ainda segue havendo réplicas, tudo isto muito antes de que os palavros “trending topic” e as mal chamadas “redes socias” mermaram e confundiram a informaçom alternativa da internet. Tamém esse mesmo coletivo feminista, figera umas outras quantas açons que encaixam com o que eu entendo por performance, como quando encintaram todo o redor da Catedral com lendas contra da intromissom da igreja em assuntos de mulheres ou quando em diferentes partes da cidade velha e subidas a cadeiras, duzias de mulheres engalanadas com batas “guateadas” e delantais e os inesquecíveis panos violetas sobre suas testas, portaram durante horas cartazes reivindicativos contra do machismo e o patriarcado; ou quando um feixe de mulheres pousaram na praza do Toural tiradas no cham tapadas por completo de sabas brancas diante de passeantes que nom podiam ficar alheias ao tema da denúncia. Continuar lendo

Um Grão Irmão judicializado: Jornalista de La Coz de Malícia “especialista em terrorismo” reconhece a intervençom policial de numerosos telefones privativos

Hoje, o jornal de maior tiragem na Galiza, traz dentro das suas páginas uma nova crónica assinada polo jornalista que deve ser o especilista em atender o que querem espalhar os Corpos de (in)Seguridade do estado español. Além dos típicos e tópicos questonamentos sobre a inexistente e inoperante “Resistência Galega”, o jornalisto destapa uma pratica nada democrática nos supostos serviços de Ordem; algo que já vimos denunciando de sempre desde posiçonamentos anarquistas e anti-Sistema : “se intervinieron decenas de teléfonos, ya fuesen móviles, de línea fija o públicos. Lo mismo ocurre con otras conexiones a la Red en edificios de uso abierto”(sic).
E por se fosse pouco o reconhecemento destas práticas antidemocráticas e ilegais levadas a termo pola Garda Civil e com o consentimento tácito e preciso do Ministério de Interior : “subestimaron la paciencia y la invisibilidad de los Servicios de Información del instituto armado en Galicia. Un trabajo pausado, discreto, pero sobre todo organizado y coordinado desde hace años para saber qué simpatizantes del independentismo radical gallego (en sus bases) podían estar dispuestos a dar el salto al grupo armado o ya lo habían dado. Un gran hermano judicializado que se justifica en cada memoria anual sobre terrorismo del Ministerio del Interior”(sic).

E por se nom chegara com isto, o vozeiro da picola, confirma além que, nom só vigila a indepes, senom a muitas outras pessoas e por diferentes motivos e pelo que publicam ou compartilham nas mal chamadas “Redes Sociais” : “La Guardia Civil seguía sus pasos de cerca igual que los de otros muchos sospechosos por diferentes motivos. Algunos públicos, llega con leer ciertos perfiles de colectivos, o personales, en redes sociales que ni consideran delincuentes a los presos de Resistencia Galega. De ahí que reclamen su libertad, un caldo de cultivo tan imparable como fiscalizado”(sic).

Tudo um GRÃO IRMÃO !!!
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“O Mecanismo” já está aqui!! Sobre praticas autoritárias nos espaços libertários.

Nom acabo de entender que motiva a um grupo de elite feminista a tomar atitudes autoritárias para supostamente fazer limpeza de atitudes machistas no que elas consideram “nossos espaços”. Para mim perderam toda a razom. Preocupado polos acontecementos continuo na minha busca de informaçom que me permita entender seu posiçonamento e dia a dia atopo outras situaçons similares que já tiveram lugar em outras ubicaçons territorias e assim foiu que cheguei a este escrito que, com o título de “El Mecanismo”, foi feito público na rede polo coletivo anarquista catalám “La Noia Negra” a finais do ano passado num seu blogue criado para a ocasiom tras os feitos acaecidos na Catalunya nos últimos anos para denunciar o funcionamento de certos grupos de poder com atitudes autoritárias e para-policiais dentro dos espaços libertários co galho de impôr vetos e outras decisons, atuando sem nenhuma transparência e buscando ocultar suas pegadas. Vê-se que de fora chegam tanto as coisas boas como as mais perversas e espero e desejo que as promotoras destas atitudes acá nom academ um resultado tam penoso e hipócrita como na Catalunya, com o resultado dum moço que decidiu quitar-se a vida depois de ser assinalado e acusado por algumas supostas colegas de ter abusado de outra que tinha ido consensuadamente com ele à cama. Colo acá o artigo depois de traduzido do blogue das compas de “La Noia Negra”:

O Mecanismo

Um fio condutor para nada invisível une desde fai mais de três anos Can Kolmo e Can Rusk (as duas okupas mais antigas de Girona, com espaço para atividades sociais) com A Cinétika e Carrer Gordi 1 no bairro de Sant Andreu do Palomar de Barcelona (o primeiro okupado só como Centro Social e o segundo um lugar com dois espaços diferenciados: vivenda e Centro Social, centro social que tem sido recém privatizado por algumas).

É “O Mecanismo” que une estes lugares o que nos preocupa, além dos aberrantes feitos dos quais falaremos a seguir.

…O Mecanismo…

O fio condutor, para nada invisível, sai do buraco do cu da aranha fai três anos: um colega de Girona converte-se no objetivo de algumas pessoas pertencentes a uma turma feminista de Barcelona, em conjunto estavam a organizar o evento “Luta por ser livre”.

O colega em questom tem a grande culpa de atrever-se a questionar o modus operandi destas feministas e do trato especial que recebiam nas Assembleias de Organizaçom de dito evento.

Disse publicamente que tinha a horrível sensaçom de que uma fraçom dentro do grupo que organizava o evento participou com o objetivo de reventa-lo, rompendo a confiança existente no grupo e recebendo um trato especial. Estas colegas nom tiveram a coragem de lhe responder direitamente na assembleia mas ao dia seguinte foram a procura-lo a sua casa sem pré-aviso

-O poder nom admite dissidência-
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Ada Colau falsária mediática !!

Todos os falsimédios españolaços e sem excepçom pugeram-se da parte desta elementa tras suas lágrimas falsas. Para isso criarom a mentira de que fora insultada com apelativos machistas do tipo “guarra”, “zorra” e “puta” durante seu paseilho vitorioso como alcaldeisa de Barcelona tras receber os votos de Valls e 2 mais. Mas como bem apontam nalguma RRSS “em todos os vídeos que se recolherom desse momento só se escuita “Ada es un Frau”, “Vergonya”, “Fora” ou “Si se puede con Valls”. Se como dim os falsimédios tudos foi um “escrache” com “centos de pessoas” que lhe digeram “guarra”, “zorra” e “puta”, raro é que nom captaram esses berros nenhuma cámara, nom sendo que fosse um berro ilhado e ultraminoritário, que se bem merece a repulsa; nom é razom abondo para geralizar e tratar de criminalizar a todas as pessoas que participaram da protesta como figeram. Além, por se esta MANIPULAÇOM nom fosse pouca, depois nos passaram repetidas vezes as imagens desta energúmena mediática (numa RÁDIO!!) botando umas falsas bágoas entanto evocava a seus filhos. Lágrimas de mentira que se demonstram ao sacar a reluzir aos seus pequenos (de 8 e 2 anos) para justificar sua pena. Como di uma pessoa no FB coma que concordo: “Criminalizar la protesta social como son los escraches y utilizar el feminismo para esconder el contenido de la protesta (sus vergüenzas) y así de paso, criminalizar también al movimiento independestista es muy FEO, digno de Arrimadas y los piolines en el juicio”.

Suas posses veem de velho!!

Assim o denunciara Marta Afuera Pons, ex-membro da PAH,  no vrão passado tamém numa RRSS e tivera muitos compartilhamentos:
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A fiscal do Tribunal Supremo abre a vista de “La Manada” incidindo em que foi uma violaçom!!. Hoje sessom técnica do TS.

Segundo informaçom facilitada por Naiz-Gara, que está a seguir o desenvolvemento da sessom técnica do TS –tras a qual poderia conocer-se de imediato o sentido do falho– na que estám a ser vistas os recursos apresentados á sentência que qualificou os feitos como de abuso sexual. Agora a defessa dos 5 depredadores sexuais insiste em que foi sexo consentido, entanto a fiscalia, a acusaçom particular e as acusaçons populares exercidas polo Concelho de Iruñea (Pamplona) e o Governo de Nafarroa apostam por elevar a qualificaçom a agressom sexual; é dizer a que houvo violaçom e em nenhum momento houvera consentimento. Na sala nom estiveram presentes os 5 energúmenos.

Nesta ligaçom da plataforma youtube podedes assistir as intervençons das recurrentes: https://www.youtube.com/watch?v=6K6LCdw7W_w

Como recordatório deste sucesso, colo acá o seguimento deste caso que fum fazendo (com textos meus ou alheios) nesta minha bitácora por ordem cronológico:

08/07/2016 – O que o santo nom ve, ou como questionar os Sanfermins sem deixar ser um bo pamplonês x Paco Roda
11/07/2016 – “Outra vaca no milho” – Um “picoleto” entre os 5 violadores no San Fermín
12/07/2016 – “Outra gaita na festa” – Tamém há um militar entre os 5 violadores do S. Fermín

15/11/2017 – Começa o Juízo á moça violada no S. Fermín (modificado)
17/11/2017 – Mais sobre o Juíço á moça Violada.
24/11/2017 – “La Manada” somos nós…

24/04/2018 – A sentência do juíço a “La Manada” conhecera-se esta 5ª feira, 26 de abril.
26/04/2018 – Convocatórias Urgentes para Mulheres co galho da sentência de “La Manada”
27/04/2018 – Sentência do Caso “La Manada”: Nom é uma aberraçom jurídica; assim é a Justiça democrática que temos
09/05/2018 – “Como enfrontar o caso de “La Manada” desde um transfeminismo antipunitivista” x C.A.M.P.A.

Aviso a tempo por causa dos tempos x Algumas anarquistas e alguns anarquistas do Porto

Recebim no meu correio e dou pulo a este Comunicado-Reflexom que fam público “algumas anarquistas e alguns anarquistas do Porto”, a raiz dos sucessos acaecidos no CSOA Aturuxo das Marias em dia 1 de junho:

Aviso a tempo por causa dos tempos

Não existem padrões de género nem «características inatas» que nos definam como mulheres ou homens. Resultamos de condicionamentos culturais que devemos desconstruir para procurar novos caminhos comuns.

O anarquismo é, por princípio, anti-sexista e inimigo do patriarcado, porque a destruição de todas as formas de dominação é o elemento básico da sua constituição.

O movimento anarquista é, por natureza, plural, com inúmeras orientações, práticas e sensibilidades, apesar de existirem algumas ideias definidoras comuns, entre as quais uma visão construída com base na crítica ao poder e ao autoritarismo.

Nos últimos tempos, temos assistido, em meios que nos são próximos, a episódios de alegada orientação «feminista» que nos têm levado à reflexão e ao confronto. Os feminismos são muitos e alguns estão em rota de colisão com as práticas libertárias. Ideias, práticas e reivindicações que queriam ser alternativas e subversivas andam, na verdade, perfeitamente alinhadas com as lógicas de dominação, procurando apenas inverter a lógica binária, valorizando as hierarquias, ainda que femininas, em vez de as destruir.

É com este tipo de feminismo, intrinsecamente autoritário, que nós queremos traçar uma linha divisória. Estas pessoas, que são a negação da luta anti-sexista que nos orienta, serão tão mal-vindas nos nossos espaços como os comportamentos machistas ou outros de demonstração de poder.

Contra qualquer tipo de autoritarismo.

Algumas anarquistas e alguns anarquistas do Porto

[Ceuta] Homenageam ao Garda Civil que se suicidou tras disparar várias vezes a sua mulher diante de suas crianças.

Os falsimédios apenas falaram do caso, nom vaia ser coisa de deixar em mal lugar ao Corpo. Som já tantos os casos de violência protagonizados por membros dos corpos de (in)Seguridade do Estado que a já tam manida desculpa de “é só um caso ilhado” nom cola. Mas o que eu até agora nom vira foi que seus compas figeram uma sentida homenagem a quem disparou repetidamente a sua mulher em presência dos dois filhos de ambos, um de 6 meses e o outro de 4 anos!! O picolo, do que os falsimédios nom facilitaram afiliaçom alguma, assinalam que num primeiro momento se atrincherara dentro da vivenda e optou por quitar-se a vida diante a chegada dos efetivos da Polícia Nacional que foram alertados pola vizinhança.
Por sorte a vítima foi transladada ao hospital com duas feridas de bala em cada um de seus muslos com orifícios de entrada e saida e se bem especialistas prevém que terá que ser operada, está estabilizada e fora de perigo.