Arquivo mensal: julho 2019

Pelo de raposa ecológico e sostível !!! Moda para elite especista.

A traves duma dessas chamadas rede de redes, tivem conhecemento de que uma tal Rosalía -que se adica a cantar e a quem os médias e a industria discográfica elevaram ao estrelato em tempo recorde- gosta muito dos abrigos feitos com este pelo de raposa e que tem vários de diferentes cores.

Ás suas sireiras nom parece preocupar-lhe tal circunstância e mesmo estám dispostas a defender a ultrança os extravagantes lujos da tal Rosalía e negar pola tremenda que a tal cantante leve enriba sua a pel dum animal morto para que ela luza. Desde quem nega que o pelo seja NATURAL, até quem defende que o pelo de raposa está obtido de maneira SOSTÍVEL e ECOLÓGICO!!

Esto último soa incrível, por nom dizer estúpido: mas se imos a informaçom da empresa Saks Potts, que vende tais artigos de lujo, resulta que é o que di!!!.
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Por um feminismo inclusivo, plural e diverso. Recolhida de assinaturas promovida por XEGA em denúncia do acontecido na “Escuela Rosario Acuña” de Xixom

XEGA, asociaçom asturiana de lesbianas, gais, transexuais e bisexuales, é uma associaçom nom governamental, aconfesional, apartidista e sem finalidades lucrativas, de caráter social e cultural, que pretende o reconhecemento social e jurídico do direito de todas as pessoas a viver de acordo com a sua orientaçom sexual e identidade de género, sem que ésta nem suas manifestaçons poidam ser reprimidas ou coartadas por qualquer forma; e para elo propugna a eliminaçom de todas as normas e costumes, tanto jurídicas como sociais, que contribuem á discriminaçom cara as pessoas de orientaçom homosexual ou bisexual e identidade transexual o transgénero.

Tras as duas entradas anteriores nesta minha bitácora, que publiquei ontem mesmo, ao respeito desta polémica; sego a dar pulo ao que me vai chegando ao respeito. Venho de saber que as pessoas envolvidas em XEGA, diante das palavras vomintadas por várias palestrantes na “Escuela Rosario Acuña” celebrada em Xixom do 3 ao 5 de Julho, denunciam o conteúdo da mesma e procedem a uma recolhida de assinaturas (clicade acá) dirigida tanto a pessoas a jeito individual como a entidades e coletivos, baixo estes epígrafes:

É de lamentar a falha de respeito num espaço de reflexom e debate da entidade da “Escuela Rosario Acuña”, imprópria da qualidade das palestrantes e desnecessária para o pretendido debate sobre os envolvimentos da prática feminista.
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Irmãs trans, obrigada por fazer-me melhor feminista x Patricia Simón

Patricia Simón, reporteira trans-fronteiriça especializada em direitos humanos e enfoque de género, escreveu ontem mesmo este seu texto no site de La Marea em resposta aos discursos exteriotrizados por supostas feministas durante suas ponéncias no foro Política feminista, libertades e identidades, do que falei na minha anteiror entrada desta minha bitácora. Cópio (traduzo) e colo (respeitando suas negrinhas):

   Sylvia Rae Rivera e Marsha P. Johnson, cofundadoras de STAR ( Street Transvestite Action Revolutionaries)

As mulheres trans som as mais esmagadas polo patriarcado precisamente porque som as que mais desafiam sua misoginia ao lutar contra vento e maré por ser o que som realmente: mulheres. Por isso, elas serám sempre minhas primeiras colegas e irmãs como feminista.

Feminismo é a radical defesa da igualdade de direitos de todos os seres humanos. Feminismo é eleger estar do lado e ao serviço da luta das mais apaleadas, discrimi­nadas, violadas, assassinadas e ninguneadas pelo patriarcado, o capitalismo, o clasismo e o racismo. Porque esses som nossos inimigos como feministas. Em consequência, minhas colegas de viagem elegidas som as mulheres trans –as mais desprezadas polos misóginos–, as mulheres migradas e racializadas –a mão de obra mais esclavizada polos racistas–, as mulheres lesbianas e bisexuais –as consideradas suspeitas por quase todos e que, por isso, inclusive sofrem violaçons corretivas em numerosos países–, e as mulheres empobrecidas, porque sobre suas costas recaim todas nossos privilégios. E todas aquelas mulheres e homens que ousem ataca-las som, por tanto, os inimigos do feminismo. Porque quando estas pessoas dirigem seu ódio contra as mulheres em situaçons mais precárias e vulneráveis, se convertem em depredadores, encarnam o Sistema a abolir.

Muitas das feministas jovens que estávamos em desacordo com algumas das que nestes dias têm proferido insultos contra as mulheres trans –“E digo tios porque som tios” ou “Há muitos problemas com isto do género que se substância com um bom conhecimento da moda”, têm dito entre burlas e gestos chabacanos num congresso feminista– levávamos anos guardando silêncio ante sua soberba, prepotencia e cesarismo por respeito a suas contribuiçons no passado à luta feminista. Inclusive, como em meu caso, quando deram a ordem à pessoa que dava os turnos de perguntas num de seus encontros de nom ma voltar a dar após que lhes perguntasse por que, se tanto se importavam com as vítimas de trata, apoiavam a um governo –naquele momento, o de Zapatero– que sustentava políticas de extrangeiria que forçava às mulheres africanas a migrar mediante as redes de trata; ou quando gente desses círculos pediu o boicote aos meios que nos publicaram artigos nos que analisamos as diferenças entre a trata com fins de exploraçom sexual e a prostituiçom. Calamos por respeito a nossas maiores, por deferencia, por educaçom. Mas até aqui.
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[Vídeo] Denúnciam Transfobia Manifesta das ponentes e assistentes numas Jornadas sobre Feminismo.

Reproduz (traduzido) do Colectivo de Prostitutas de Sevilla, seu texto de denúncia ao respeito das opinions verquidas por várias ponentes durante as jornadas celebradas em Xixom em 3, 4 e 5 de julho na XVI Escuela Feminista Rosario Acuña: Política feminista, libertades e identidades. Ponentes ás que, algumas outras mulheres, nom duvidam em enquadrar dentre do que se chamam as “TERF” ( acrónimo em inglês de Feminismo Radical Trans Excluinte)

Se bem eu quero incluir a curiosa coincidência (já no meu programa Comochoconto da Kalimera tinha como nota: “Tudo parecido coa coincidência é pura realidade”) de que uma das ponentes (ás que nom fam referência em particular as compas sevilhanas) é Anna Prats (essa que ri até escachar da risa no vídeo adjunto no seu minuto 1), que foi a primeira mulher em dar pulo (e traduzir ao castelám) á Declaraçom de Guerra das “Aturuxas” e tamém seu posterior Comunicado “Justiça pola mão”. Agora entendo porque algumas das mulheres implicadas nos altercados do Aturuxo colaram um seu vídeo (que já retiraram das redes) no que amossavam seus dedos meios erguidos quando publicaram seu Comunicado. (ver foto)

Colo acá o texto das compas sevillanas:

“Levamos tempo assistindo a uma normalizaçom do discurso de ódio cara as pessoas trans, cara seu legítimo (e reconhecido) direito à identidade, e o pior é que há um sector dentro do feminismo que já nom agocha sua rejeiçom às pessoas trans. E já é hora de terminar com esta espiral de silêncio que só leva a que se continue inoculando este discurso de ódio a maior velocidade.

Tudo isto nom é nem mais nem menos que transfobia financiada com o dinheiro público de todos os xixoneses e xixonesas. Transfobia revestida de debate, de livre pensamento, mas transfobia afinal de contas.

A mesma transfobia, o mesmo discurso que já se passeara polas ruas aquele autocarro da infâmia dos ultracatólicos de “Hazte Oir”. Neste caso, Valcárcel falou-nos de sexadores de polos e de menarquias, e Álvarez cita-nos a Adichie para dizer-nos exactamente o mesmo que “Hazte Oir”, que os meninos têm pene e que as meninas têm vulva“. Continuar lendo

Agressom racista no transporte público de Bilbo ao berro de “monos”. Agressora começara seu discurso assinalando-lhes como “machistas”

Recolho (e traduzo) da web Es Racismo:

O passado 1 de julho sobre as 21:40, num comboio direçom Bilbo (Bizcaia), teve lugar outra agressom racista por parte duma mulher para uns jovens que, segundo indicam em conversa com Es Racismo, já se atopavam no vagom quando ela subiu e acedeu a ele. Este feito, já de por si grave, piora quando descobrimos que a mulher é professora numa escola de Deusto e que está em contato direito com crianças e adolescentes ás que pode transmitir estas condutas.

Um dos jovens relata o sucedido: “Estávamos no comboio e, pois, meu amigo e eu pugemos os pés nuns assentos livres. Aos 10 minutos entrou uma mulher no comboio e começou-nos a dizer que este é um mundo de mulheres e que nom há oco para machistas.”

“Nom figemos muito caso e seguimos ao nosso”, continua, “a mulher nom parava de falar sobre o machismo e decidimos mover-nos a um outro lugar.” Mas isto nom evitou que a mulher os seguira e continuara com os insultos, até esse momento centrados no machismo. “Quando nos movemos, a mulher veu justo ao lado nosso e perguntei-lhe se tinha algum problema”, comenta. “Disse-me que nom queria que puséramos nossas pernas no comboio e digemos que vale. Baixamo-las. Aos 5 minutos começou-nos a gravar.”
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Ter respeito às ideias reacionárias, é possível ou é necessário? x Acratosaurio rex

Recolho, traduzo e colo este artigo que, assinado por Acratosaurio rex, saiu publicado este passado domingo em Alasbarricadas:

Perguntam-me em http://www.alasbarricadas.org, que como posso ter tanta acalma à hora de falar com qualquer, quaisquer sejam suas ideias, sobretudo quando recebo correiois insultando-me polos mais diversos motivos. Minha avó (materna) María explicou-mo: toooo isso da convivência e a sobrevivência, baseia-se no respeito.

Eiqui o que me dizia María. Resulta que sua avó materna (Consuelo) era de família de reacionários, enquanto seu marido (avô materno de María, de nome Manolo) era republicano. Manolo afirmava que tendo respeito, nom tinha problema em conviver com uma facha de diploma. Em isto que há eleiçons, e Manolo o republicano vai ver o resultado à Prefeitura, já que na altura nom estava Indra. Sua mulher (reacionária) espera-lhe, vê-lhe dobrar o canto e berra-lhe desde o balcom: Manoloooo! Quem ghanhou!; e resposta-lhe o Manolo contento como um parrulo erguendo seu punho: “A Repúblicaaaaa!”. E diz-lhe Consuelo: A Repúblicaaaa?; e resposta-lhe Manolo: Síiiiiiiiim! A Repúblicaaaa!; e diz-lhe Consuelo: Sobeeeee! sobe correndo e contaaaaas-mooo!

Era um 14 de abril de 1931. Manolo subiu ao trote os dois andares, e depois da porta aguardava-lhe Consuelo, quem malhou-no a golpes de badil até dobra-lo. Toma República! Toma toma! E toma! Pa quem nom saiba que é um badil, é uma espécie de pá de ferro ou de outro metal, redonda e plana, que serve para remover o lume ou a cinza dos braseiros de canutilho, e para fundir o chumbo e fazer muniçom. O canutilho é um tipo de carvom vegetal muito miúdo hoje em desuso.

Por isso me dizia minha avó María (1905-1990): “com os falangistas, ziempre há que ter muito respeito [abrindo muito os olhos e ponhendo cara de espanto]… Porque á que te descoides, Zasca!”. Continuar lendo

MOÇAS, EU SIM ENTENDO VOSSA RAIVA

«E eu acredito que tem que haver algum castigo
Eu acredito que olho por olho é elementar»
Lou Reed do seu tema «I Believe»

«Nom há dúvida de que quem tropeça uma vez numa pedra,
busca a pedra com afã para volver tropeçar com ela»
Carmen Rico-Godoy do livro «Cortados, solos y con (mala) leche»

Quando meus começos em labouras informativas lá polos finais de século passado na Rádio Kalimero (depois Kalimera) o espaço levava o nome de “CONTRAS”, abreviatura de Contrainformativos; dado que na altura a informaçom alternativa era elabourada basicamente -além da facilitada por médios informativos alternativos como o “Molo”- tras a leitura pausada da imprensa do regime na procura de extrair das notícias aquelas chaves que nos indicaram traças de manipulaçom, tergiversaçom ou discrimaçom. De ai que tivera muito sentido o apelo de “Contras” dado que em fundamento essa era nossa laboura. Tras anos desta prática, de aprender a lêr entre linhas, permitiu-me obtêr uma experiência da que desde entom procuro fazer uso para seguir extraindo as mentiras e as tergiversaçons dos feitos que se narram e contrastando infomaçons construir meu próprio relato co galho de tratar de contra-arresta-la. Aproveito para agradecer ás moças e moços da “Kalimero” das que aprendera tais sutis práticas detetivescas e agrando meus agradecementos a todas as pessoas coas que compartilhei tantos anos de rádio, sem hierarquias, em boa camadereria, e de aprendizagem mútuo e contínuo.

Mas dantes de entrar a escrever o resultado das minhas leituras entre linhas do vosso Comunicado “A JUSTIÇA POLA MÃO” quer sinificar e reconhecer que algumas das minhas reflexons foram extraidas de “ruge-ruges” e comentários que me foram chegando só duma das partes implicadas dado que da outra banda só disponho do texto em questom, que nom é pouco.

Quiger primeiro agradecer-vos o convite á cita ainda que se me remitira por via e-mail apenas 4 horas antes; e tamém agradecer que me sigades considerando “moço”… Aos meus 58 “tacos” é tudo um “piropo”! Surpreendeu-me que me incluirades entre as pessoas “mais ou menos próximas” a vós quando, na realidade, há muito tempo que nom dou uso, mais que moi pontoalmente, de nenhum desses que chamades “nossos espaços”.

Depois de lêr pausado e várias vezes vosso texto, quito a conclusom de que vossa raiva tem muita razom de ser. Percebo que deveu ser moi duro escutar e contar-vos essas intimidades que nunca vos confesarades até entom, pese aos muitos anos de convivência e conivências juntas, e seguro foi um tremendo pau descobrir de golpe que todas estavades tendo atitudes submissas nos vossos relacionamentos íntimos com vossas parelhas estáveis ou com vossos amantes pontoais. Vós!! que ides de radicais do feminismo combativo; Vós!! que levades o empoderamento e a sorodidade por bandeira, espertastedes de comum dum sono profundo e caistedes na conta de que viviades um pesadelo. Tivo que ser traumático reconhecer como violadores a vossos companheiros, e tamém deve ser moi difícil cair na conta do pouco coerentes que sodes quando se trata de se enfrontar de jeito individual a situaçons de risco com vossos amigos e amantes. “Fijo-se o silêncio. Choros. Impotência. Raiva. (…) E o berro fijo-se coletivo”

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Em Lembraça de Daphne Caruana Galizia, jornalista maltesa assassinada tras destapar os “Papeis de Panamá”.

Souvem recém deste caso, graças á informaçom colgada na rede por Álvaro Tarik, quem alertava deste esquecimento com estas suas verbas (que traduzo e colo):
“Lembrade quando sairam os Papeis de Panamá e revelaram que a gente rica no mundo som parte duma enorme conspiraçom criminal para evadir impostos e amassar em “paraísos fiscais” fortunas roubadas? Muita gente se indigna porque pensa que tudo aquilo saira á luz e nom se passara nada.

Pois bem, SIM que passou: Daphne Caruana, a jornalista que destapara o escándalo, fora assassinada. Colocaram uma bomba-lapa no seu Peugeot 108, que volou polo ar quando Daphne o manejava perto da sua casa. Seu filho Matthew, quem saira á rua tras ouvir a detonaçom, atopara o corpo despedaçado da sua nai a 80 metros do lugar onde o carro explosionara.

Estaredes de acordo comigo em que disto nom se falou abondo. Nom é difícil imaginar o poderoso interés que há por soterrar a memôria de Daphne Caruana junto ao seu corpo desfeito.

Ah, a memôria. Disso acá sabemos um tanto. Nom si?”.

Na sua lembrança, resgato o feito de que foi uma das escritoras que criticaram con mais dureça á extrema direita de Malta, em especial com seus discursos xenófobos sobre as pessoas que etiquetam como “imigrantes irregulares”.
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FRONTEIRAS x Razié

Assim intitula esta sua obra RAZIÉ, um dos miles de refugiados encirrados no campamento “temporal” de Moria, na ilha grega de Lesbos.

Nessa ilha -que veu nascer a Safo, icono lésbico célebre polas suas odas e petiçons á deusa do sexo, Afrodita– hoje residem mais de 5.000 superviventes deslocalizadas que fugiram das diversas guerras causadas polo Capitalismo Ocidental procedentes de Síria, Afganistám, Iraque, Palestina, Kurdistám, Líbia, Paquistám, Sudám, Somália ou Congo. As testemunhas dos seus padecementos até chegar a esta enorme jaula, fariam palidecer á milhor especialista em obras de terror.

Lá residem encirradas entre muros e uma enorme cerca de arame de corcentinas, numas inumanas condiçons de vida, sem caseque esperanzas de milhora e onde cunde a desesperaçom que produz saber que essa promesa da temporalidade, e mais seu direito internacional a reasentar-se num outro lugar do mundo, som uma triste falácia.

Agora que as pessoas mais solidárias dentre as residentes por direito de berço no mundo ocidentalizado converteram a uma Capitana dum barco numa heroina á que aplaudir e elevar aos altares polo seu humanismo solidário… eu sumo-me a essa petiçom dalguns coletivos de migrantes e de pessoas racializadas para que voltemos nossos olhos cara as verdadeiras protagonistas desta situaçom, essas crianças, mulheres e homes com as que nom estamos afeitas a empatizar (seguimos olhando cara outro lado e permanecemos passivas entanto nossos governantes gastam do erário público ingentes quantidades em construir valos cada dia mais altos e perigosos e promulgam leis que lhes impedam cruzar nossas fronteiras) e que deveriam ser consideradas coma as verdadeiras heroinas e hérois destas tragédias.
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