Em Lembraça de Daphne Caruana Galizia, jornalista maltesa assassinada tras destapar os “Papeis de Panamá”.

Souvem recém deste caso, graças á informaçom colgada na rede por Álvaro Tarik, quem alertava deste esquecimento com estas suas verbas (que traduzo e colo):
“Lembrade quando sairam os Papeis de Panamá e revelaram que a gente rica no mundo som parte duma enorme conspiraçom criminal para evadir impostos e amassar em “paraísos fiscais” fortunas roubadas? Muita gente se indigna porque pensa que tudo aquilo saira á luz e nom se passara nada.

Pois bem, SIM que passou: Daphne Caruana, a jornalista que destapara o escándalo, fora assassinada. Colocaram uma bomba-lapa no seu Peugeot 108, que volou polo ar quando Daphne o manejava perto da sua casa. Seu filho Matthew, quem saira á rua tras ouvir a detonaçom, atopara o corpo despedaçado da sua nai a 80 metros do lugar onde o carro explosionara.

Estaredes de acordo comigo em que disto nom se falou abondo. Nom é difícil imaginar o poderoso interés que há por soterrar a memôria de Daphne Caruana junto ao seu corpo desfeito.

Ah, a memôria. Disso acá sabemos um tanto. Nom si?”.

Na sua lembrança, resgato o feito de que foi uma das escritoras que criticaram con mais dureça á extrema direita de Malta, em especial com seus discursos xenófobos sobre as pessoas que etiquetam como “imigrantes irregulares”.

Em fevereiro de 2010, Galizia enfrontou-se a carregos de difamaçom por uma série de acusaçons que figera públicos no seu blogue contra a magistrada Consuelo Scerri Herrera argumentando que seu comportamento era inadequado para alguém em sua posiçom. Galizia denunciara que ela rotineiramente jantava com políticos e jornalistas, e os convidava para suas festas.

Em 8 de março de 2013, Galizia foi detida durante a noite por quebrantar a jornada de reflexom das eleiçons gerais de Malta, depois de escrever no seu blogue certos artigos considerados de natureza política; se bem ela alegara que muita outra gente tamém se saltara essa proibiçom e denunciou o feito de que fora objetivo duma perseguiçom ao ser ela a única detida dessa jornada.

Em 2017 fora incluída na clasificaçom das «28 personalidades que fam mover-se a Europa» do jornal Politico Europa, pola sua colaboraçom na investigaçom que involucrava membros do governo maltés nos casos de corrupçom destapados polos Papeis de Panamá. Em 16 de outubro desse mesmo ano era assassinada. Seu filho Matthev declararia horas depois “Minha nai foi assassinada porque se interpugera entre o estado de direito e aqueles que trataram de viola-lo” e acusara á polícia maltesa de incompetência e ao governo de “impunidade”. O laborista Joseph Muscat, fora sinalado junto a sua esposa e outros membros do Ejecutivo em muitas das revelaçons de Galitzia; era por tanto um dos primeiros interesados na sua desapariçom. Recém, Matthev declarava para El Confidencial que “o primeiro ministro de Malta está feliz de que minha nai esteja morta”

Curiosa e alevosamente, o presidente do Tribunal Supremo maltés desinou à magistrada Consuelo Scerri Herrera do inquérito sobre a explosom do carro-bomba!!. A família em boa lógica recusou. Depois seria detidos até 10 malteses fichados pola polícia como delinquentes comuns com antecedentes criminais. Só 3 foram acusados de ser os autores materiais, mas nenhum reconheceu os feitos nem muito menos quem ordenara tal.A perspectiva feminista de Daphne Galizia tamém foi considerada polémica, instando as mulheres a que nom se vitimizasem a si mesmas. Quando uma operária maltesa ganhara o primeiro caso de abuso verbal e acoso sexual laboral e recebesse 2.000 euros polo sofrimento causado por um colega durante uma reuniom de vendas e marketing, quando este lhe insinuara que sentara entre suas pernas ao se queixar ela de nom ter uma sua cadeira numa reuniom de trabalho. A vitória judicial fora vista coma um éxito para o feminismo de Malta, Daphne pola contra escrevera no seu blogue um texto com este cabeçalho: “Nom é acoso sexual. É bullying”

Homenagem á sua memória diante o Paço de Justiça de La Valeta aos 18 meses do seu assassinato.

Nesse seu texto deitara frases como que “nestes casos a mulher tinha que reagir e nom comportar-se assim, coma uma meninha, já que isso é infantil. A soluçom está aí: nom seja uma vítima tímida e arrepiante. É muito bom dizer isso para as crianças que sofrem no pátio da escola, onde se sentem impotentes, mas quando você é uma mulher no seu escritório, realmente nom tem desculpa. As mulheres transgridem sobre a igualdade e a discriminaçom e depois nom compreendem que, por sua própria omissom em nom dar o melhor que recebem e lidar com as próprias agressons, estám consagrando o status das mulheres como vítimas e minando suas próprias chamadas a igualdade. O que um homem faria se uma mulher lhe pede para se sentar entre as pernas, em uma reuniom de negócios? Ele nom corre soluçando para um tribunal penal. Ele ri. Se ele se sentir ofendido pola observaçom – se bem mais bem um homem ficará lisonjeado e contará a história por semanas – ele vai soltar um comentário sarcástico e humilhá-la em troca. Ele vai reconquistar o terreno que perdeu momentaneamente. Ele nom vai fugir chorando e negándo-se a voltar ao trabalho. Ele nom irá a um tribunal. Ele manterá sua dignidade. Ahi esta a pista: mantenha sua dignidade. Você nom fai isso indo a um tribunal e pedindo indenizaçom por sofrimento psicológico”.

E sentenciara: “As pessoas têm confundido o assédio sexual (cujo objetivo é extrair favores sexuais de sua vítima) com o bullying, em que o sexo da vítima é um fator primordial e as relaçons sexuais nom existem em nenhum lugar”. Na minha opiniom, há apenas uma resposta possível para um homem que me diz, na frente de outras 20 pessoas em uma reuniom de negócios, que eu deveria sentar entre suas pernas, quando eu entro e aponto que nom há lugar para eu sentar: Você olha para ele e diz, em sílabas claramente enunciadas que podem ser ouvidas por todos na sala, particularmente porque agora ficou em silêncio: “Sentar entre suas pernas? Que ideia excelente. Com um pene tam pequeno, deve haver muito espaço”.

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