FRONTEIRAS x Razié

Assim intitula esta sua obra RAZIÉ, um dos miles de refugiados encirrados no campamento “temporal” de Moria, na ilha grega de Lesbos.

Nessa ilha -que veu nascer a Safo, icono lésbico célebre polas suas odas e petiçons á deusa do sexo, Afrodita– hoje residem mais de 5.000 superviventes deslocalizadas que fugiram das diversas guerras causadas polo Capitalismo Ocidental procedentes de Síria, Afganistám, Iraque, Palestina, Kurdistám, Líbia, Paquistám, Sudám, Somália ou Congo. As testemunhas dos seus padecementos até chegar a esta enorme jaula, fariam palidecer á milhor especialista em obras de terror.

Lá residem encirradas entre muros e uma enorme cerca de arame de corcentinas, numas inumanas condiçons de vida, sem caseque esperanzas de milhora e onde cunde a desesperaçom que produz saber que essa promesa da temporalidade, e mais seu direito internacional a reasentar-se num outro lugar do mundo, som uma triste falácia.

Agora que as pessoas mais solidárias dentre as residentes por direito de berço no mundo ocidentalizado converteram a uma Capitana dum barco numa heroina á que aplaudir e elevar aos altares polo seu humanismo solidário… eu sumo-me a essa petiçom dalguns coletivos de migrantes e de pessoas racializadas para que voltemos nossos olhos cara as verdadeiras protagonistas desta situaçom, essas crianças, mulheres e homes com as que nom estamos afeitas a empatizar (seguimos olhando cara outro lado e permanecemos passivas entanto nossos governantes gastam do erário público ingentes quantidades em construir valos cada dia mais altos e perigosos e promulgam leis que lhes impedam cruzar nossas fronteiras) e que deveriam ser consideradas coma as verdadeiras heroinas e hérois destas tragédias.

                                    GRAFITE no Campo de Refugiadas de Moria, Lesbos.

Mas é mais doado empatizar com a mulher branca e que feministas e feministos caiam na exaltaçom dá resgatadora como novo ídolo de massas. Ao igual que seguimos olhando só para nossos embigos á hora de demandar milhoras e luitamos só para manter nossos privilégios ou para acadar outros novos neste mundo ocidentalizado do Capital e das Fronteiras, do individualismo e do egoismo.

Quando na realidade a dia de hoje, ao meu humilde entender, qualquer das nossas demandas é “pecata minuta” e nossos protestos só som choros de recém nascidas caprichosas nascidas em berço de ouro.

E é neste ponto, e dito o dito, que eu tamém me sumo aos aplausos a Carola Rackete, a capitana, mas nom só polo sua perseverância no resgate das gentes que estavam a afogar no Mediterráneo – a Organizaçom Internacional de Migraçons cifra em mais de 3.000 pessoas mortas no mar Mediterráneo cada ano, cadanseus nomes, seus apelidos, suas amizades, sua família e sua vida… senom polas suas sávias palavras de porquê raçom decidiu adicar-se a isto: “Minha vida foi fácil […] Som branca, alemana, nascida em país rico e com o passaporte correto. Quando me percatei disto, sentim a obriga moral de ajudar a quem nom tinha as minhas mesmas oportunidades”.

Que cunda seu exemplo!!

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