Por um feminismo inclusivo, plural e diverso. Recolhida de assinaturas promovida por XEGA em denúncia do acontecido na “Escuela Rosario Acuña” de Xixom

XEGA, asociaçom asturiana de lesbianas, gais, transexuais e bisexuales, é uma associaçom nom governamental, aconfesional, apartidista e sem finalidades lucrativas, de caráter social e cultural, que pretende o reconhecemento social e jurídico do direito de todas as pessoas a viver de acordo com a sua orientaçom sexual e identidade de género, sem que ésta nem suas manifestaçons poidam ser reprimidas ou coartadas por qualquer forma; e para elo propugna a eliminaçom de todas as normas e costumes, tanto jurídicas como sociais, que contribuem á discriminaçom cara as pessoas de orientaçom homosexual ou bisexual e identidade transexual o transgénero.

Tras as duas entradas anteriores nesta minha bitácora, que publiquei ontem mesmo, ao respeito desta polémica; sego a dar pulo ao que me vai chegando ao respeito. Venho de saber que as pessoas envolvidas em XEGA, diante das palavras vomintadas por várias palestrantes na “Escuela Rosario Acuña” celebrada em Xixom do 3 ao 5 de Julho, denunciam o conteúdo da mesma e procedem a uma recolhida de assinaturas (clicade acá) dirigida tanto a pessoas a jeito individual como a entidades e coletivos, baixo estes epígrafes:

É de lamentar a falha de respeito num espaço de reflexom e debate da entidade da “Escuela Rosario Acuña”, imprópria da qualidade das palestrantes e desnecessária para o pretendido debate sobre os envolvimentos da prática feminista.

Assim mesmo, temos de recordar à destacada filósofa do feminismo da igualdade, e uma das mulheres mais representativas do ideário feminista, que o feminismo é um movimento e como tal tem de evoluir. Resulta nom só necessária, senom enriquecedora, a inclusividade da realidade trans no desenvolvimento do feminismo do século XXI.

•Muitas das pessoas que participam em dita escola som a sua vez professorado de estudos de género / feminismo no território nacional e em suas aulas de história do feminismo nom só falam e explicam a evoluçom do movimento e pensamento feminista senom tamém da multiplicidade de visons e perspetivas. Apesar disso, estas mesmas mulheres, no âmbito desta escola elegem erigirse como porta-vozes únicas e válidas do feminismo desprezando qualquer visom ou opiniom discordante por muito argumentada que esteja.

A escola centra-se no denominado “feminismo da igualdade” conquanto existem outras aproximaçons igualmente válidas, dentre elas, a oposta diametralmente ao “feminismo da igualdade” é o “feminismo da diferença” do que fai gala a denominada “Escola de Milám” que nom som incluídas nem valorizadas na escola.

A escola nom está proposta como um espaço de diálogo, debate e reflexom senom como um espaço de pensamento unívoco.

A escola está pensada a maior glória das pessoas que participam na mesma que em todo o caso e momento tentam erigirse como porta-vozes, líderes e ideólogas do “autêntico feminismo”. Desprezando e ignorando o movimento feminista plural e diverso que existe e se visibiliza em todo o Estado Espanhol e em Astúrias.

A proposta deste ano da escola nom é o de compreender a realidade Trans e Queer e o ativismo das pessoas LGBTIQ senom que se assenta, exclusivamente, na rejeiçom a essas realidades desde o desconhecimento absoluto das mesmas. Em nenhum caso fijo-se esforço algum por parte da escola em incluir a visom e discurso de realidades e perspetivas Trans nem Queer.

Por todos estes motivos, ante os conteúdos, exposiçom e tratamento das identidades na última ediçom da “Escuela Rosario Acuña”, expressamos nossa repulsa a este feminismo excludente que fai mofa, humilha e dúvida das realidades sociais do coletivo trans e de suas necessidades numa sociedade patriarcal e heterocentrista.

Desde os coletivos assinantes apostamos e defendemos:

•Um feminismo incluinte que defenda a diversidade das pessoas.

•Um feminismo que defende às mulheres, que historicamente temos sido e seguimos sendo, discrimi­nadas.

•Um feminismo que denuncia a desigualdade social por identidade de género no caso das mulheres trans.

•Um feminismo solidário com todas as desigualdades sociais já que as mulheres participamos de todas elas e das que nom podemos separar-nos como é a desigualdade racial, económica e estrutural.

•Um feminismo no que, nos debates, se convide e participem todas aquelas realidades das que se fala, porque senom nom existe o debate.

•Um feminismo que entende que o discurso sobre a igualdade se deve enriquecer para ser mais aberto e plural.

•Um feminismo que nom entende que, falar de mais realidades nom é diluir o objetivo central que é acabar com a desigualdade social para as mulheres, senom que essas realidades somam força e visibilidade às demandas da agenda feminista.

E exigimos às instituiçons que participaram como a diretora do Instituto Asturiano da Mulher e a Alcaidesa de XiXom, que reflexionem pára que entidades e pessoas evoluam nas novas realidades sociais nas que todas as mulheres, independentemente de seu status sociojurídico tenham cabida no feminismo como sujeitos de pleno direito e nom como sujeitos pacientes.

O fim último do feminismo é acabar com este sistema patriarcal que afeta a toda a sociedade em seu conjunto. Por isso é necessário abogar pola estimulaçom da diversidade que existiu, que existe e que existirá provocando que seja um dos movimentos de emancipaçom mais importantes da humanidade.

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