“Feminismo Hegemónico” que CENSURA e SILÊNCIA a VOZ das MULHERES. E essa UNIVERSIDADE PÚBLICA que CEDE diante as PRESONS e suma-se á CENSURA

Recolho (e traduzo) do muro duma rede social do Colectivo de Prostitutas de Sevilla (e incluio ao final o seu COMUNICADO NA DEFESA DA CELEBRAÇOM DAS JORNADAS SOBRE TRABALHO SEXUAL, que tiraram público dias antes desta PENOSA CENSURA por parte do REITORADO da UDC e mais tamém um “Abolograma” da sua invençom):

A presom e a violência finalmente calarom na Universidade de A Coruña, até o ponto de cancelar as Jornadas previstas sobre Trabalho Sexual.

No seu último comunicado a Universidade expressa o seguinte:

“O forte rejeitamento, fustigaçom e crueldade que sobre este tema estamos a sofrer nas redes sociais, as falsas informaçons que distorsionam a realidade e os comentários recebidos fam-nos prever a imposibilidade de garantir a seguridade do debate nem a sua qualidade académica.

A Universidade é um espaço de livre circulaçom de ideias, foro natural para o debate, livre de censuras e proibiçons. Estamos convencidos disto e assim o defendemos. Pero nesta ocasom nom se reunem as condiçons necessárias é por isso que nos vemos obrigados a rejeitar, conjuntamente coa Facultade de Sociologia, a realizaçom na Universidade da Coruña das Jornadas sobre Trabalho Sexual organizadas por uma aluna da Facultade de Sociologia”.

Em médio de tanta agressom e ódio, alivia-nos no entanto receber tanto apoio e solidariedade. Mentras a Universidade de A Coruña dava seu braço a torcer ante a censura, 88 profissoras, catedráticas e investigadoras assinavam um seu Manifesto comprometidas com a liberdade de expressom:

“Desde esta pluralidade queremos reivindicar a pluralidade no feminismo e denunciamos o intento de proibir ás prostitutas falar das suas condiçons de vida e das suas propostas a través das suas experiências personais. Precisamente, na pluralidade de seus discursos e posiçons percebe-se a complejidade do debate e as posiçons possíveis. É intolerável que a autoridade se ponha do lado das que falam em nome de outras e se acalam vozes plurais para impor um único ponto de vista”.

#UniversidadSinCensura

Adjunto enlace ao patético Comunicado da UDC: http://bit.ly/2lHZsmZ

Adjunto enlace ao valente Manifesto de apoio: https://libertadenlauniversidad.wordpress.com/

Graças polo apoio recebido nistos días, isto alenta-nos.

Nos querrám censurar, pero nom poderám.

Nom querem que falemos, berraremos.

Calarnos, jamais ‼

Fago-me eco tamém acá duma moi boa reflexom (que traduço e compartilho) duma mulher, Toñi Rojo Gomariz, nos comentários a esta triste noticía do muro do Colectivo de Prostitutas de Sevilla:

O feminismo hegemónico ganhou uma batalha, pero vos e as vossas aliadas seguiremos luitando porque as trabalhadoras sexuais tenhades voz.

Gosto muito destas mulheres “feministas” que falam por outras mulheres e que quando as próprias afetadas querem falar, calam-nas, censuram-nas. De certo tem sido difícil que mulheres com tanto estigma social, dem a cara num espaço público e uma vez empoderadas venhem mulheres a dizer-lhes que nom, que esse espaço nom lhes pertence.

A universidade pública que eu defendo é aberta, livre, predispista ao debate e a crítica (nom dogmática como elas proponhem).

Espero que consigades um espaço digno onde poder apresentar as vossas reivindicaçons.

COMUNICADO NA DEFESA DA CELEBRAÇOM DAS JORNADAS SOBRE TRABALHO SEXUAL

As pessoas e coletivos abaixo assinantes, todas participantes nas Jornadas Sobre Trabalho Sexual a celebrar na Universidade da Coruña os vindouros dias 19 e 20 de setembre, cremos necessário reaçonar diante os ataques que está sofrendo a Universidade da Coruña, seu reitor e, mais que nada, quem organizam o evento.

Eiqui as soluçons (dando-lhe a volta a tudo)

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