Vou-vos contar um Segredo: Contentores NOM tenhem Sistema Nervoso x Mani Martínez

Recolhido e traduzido duma RRSS:

Contentores som de plástico. Flutuam.
Por isso nom se afogam no Mediterráneo.

Nom se suicidam desde um quarto andar quando lhes quitam a casa, a eles e suas famílias, deixando um feio cadáver na calçada.

Nom sentem friagem quando lhes cortam a luz e o gás em inverno, ainda que comtem com só dois anos de idade, nem sofrem desnutriçom infantil, nem nada de todo isso.

Imagem captada de “Que Está Passant” da TV3

Nom os vês vendendo roupa em mantas com cordas, criminalizados e perseguidos dum lado para outro.

Contentores nom procuram comida em outros contentores.

Nem têm saudades da sua família desde o cárcere.

Aos contentores nunca lhes faltam camas nos hospitais nem sofrem estresse por nom saber como sacarám adiante a suas famílias.

Os contentores nom tenhem que foger a outros países porque lhes acusaram de terrorismo.

Tamém nom lhes dói se lhes rebentam um olho ou um testículo

Por isso, quando se fala de violência no resto do mundo, por raro que vos poida parecer, nom se fala de contentores. Fala-se de pessoas:

“Em Hong Kong, desde mediados de agosto, têm havido mais de 2000 feridos, 2.400 detençons”. Nom citam aos contentores no apartado de violência. E isto é importante: Wikipedia cita 10 mortes por suicídio a causa, nom só da brutalidade policial, senom a causa dos problemas que motivaram ditas manifestaçons.

Imaginai-vos que aqui contássemos as mortes que gera:
– Nom poder mudar a lei de pobreza energética,
– O bloqueio do Governo central ao Open Arms e ao Aita Mari,
– Os suicídios por desfiuzamentos,
– As torturas nos CIE’s,
– …?
Podedes estar de acordo, ou nom, com que se usem os contentores para frear as cárregas e as furgonas da polícia. Ou para que o mundo entenda -numa imagem- a raiva legítima que sentimos diante a repressom e o encarceramento de líderes pacifistas ou o expólio que sinifica manter um regime obsoleto.

Mas nom lhe chamedes violência.
Nem o comparedes.

Nos cárceres, nos hospitais, no fundo do Mediterráneo ou dentro das caixas de cartom dos caixeiros automáticos, o que há som pessoas.

Nom sei se servirá o que tem passado nestes dias, mas tenho clara uma coisa: parafraseando a Drexler: Nom há um contentor no mundo que valha o que uma dessas vidas.

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