Anarquistas vindas do Espácio Exterior pretendem colonizar as mentes de moços e moças madrilenhas x Carlos Hidalgo (jornalisto do ABC)

Anarquistas vindas do Espácio Exterior pretendem colonizar as mentes de moços e moças madrilenhas e introduzir-se em manifas e reivindicaçons que lhes som alheias coma as dos pensionistas, a crise climática e o feminismo, por exemplo. Isto é o quanto se pode despreender da fantasiosa crónica publicada antontem dia 22, polo jornalisto, de nome Carlos Hidalgo, no ABC, sobre os sucessos acaecidos durante os dois protestos organizados em Madrid em solidariedade coas repressialadas de Catalunya. Por suposto nom vou oferecer a ligaçom a tal engendro (quem queira comprova-lo que faga uma busca).

O tal jornalisto, pretende convencer as suas leitoras (ainda que quem compram e/ou lêm o ABC, já levam tempo abduzidas e nom precisam de que as convençam de nada) de que Anarquistas nunca chegamos a velhas e tampouco nom temos relaçons nem familiares nem de amizade com nenhuma pessoa maior e jubilada (e de ai que nom nos incumbam as pensions, porque só se pode ser anarquista quando moça, que com a idade se te quitam essas tontarias da cabeça); e por suposto que, se nom nos importa o Clima terrestre, nem nos incumbe, é sinal clara que vimos do Espácio Exterior; e em quanto ao do feminismo, nom vou dizer nada mais óbvio que asinalar que todos os anarquistas somos machistas até os colhons e nom há mulher alguma entre nossas fileiras; ou isso ou, ao seres do Espácio Exterior, presuporá o artistilha da pluma monárquica, que só temos um único sexo e de ai que o feminismo nom seja da nossa incumbência.

Isso sim, das suas palavras, destacam as que, segundo conta o Hidalgo, som as palavras dum experto policial, que dam a entender que todas as anarquistas somos, só polo feito de se-lo, objetivo de perseguiçom e vigilância policial: «Estamos observando a gente muy joven, sobre todo en los graves disturbios del pasado sábado por la noche, chavales de 16, 17 y 18 años» que, além, aponta o gacetilheiro, «ni siquiera figuraban en sus bases de datos. Completos desconocidos sin antecedentes ni filiaciones previas, lo que lleva a pensar a que se trata de “savia nueva”». E uns párrafos mais abaixo engade (sic): «Los identificados están ahora en estudio, porque –insisten– muchos no eran conocidos por nosotros. Eso sí, se notaba que no estaban especialmente organizados, lo que algunas veces puede resultar más peligroso. Aunque han recuperado, dentro de esa falta de preparación, técnicas estudiadas como la del “black block”».

E para assinalar nossa perigosidade como espécie invasora destaca que «los servicios de Seguridad Ciudadana y de inteligencia policiales (permitam o oxímoro) ponen en el centro de la diana a los anarquistas: Son, sin duda, los más violentos de los antisistema».

Isso sim, admite o jornalisto da Coroa Real, que temos presência nas universidades públicas, deve ser que estamos acá por um Erasmus Interestelar, pois remata sua crónica incongruente com estas suas palavras, que segundo ele obedecem a fontes policiais: «Otro movimiento que intentan capitalizar estos extremistas y en el que desde hace años tienen implantación es el de los estudiantes; no en vano, se han producido altercados e incluso barricadas incendiarias en algunas de las huelgas convocadas en universidades madrileñas, como la Complutense o la Autónoma».

 

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