Arquivo mensal: outubro 2019

ENCANTADO COA SENTENÇA x Acratosaurio Rex

Recolho e traduço de AlasBarricadas esta novidosa reflexom de Acratosaurio Rex que compartilho:

        Respeito total aos juízes. Nhigo nhigo.

Ui, que estou encantado com a que está liando-se na Catalunya a conta da sentença essa. Milhares de pessoas manifestando-se, pedindo a liberdade dos presos, colapsando a cidade. Por suposto que há violência: a que gera o Estado e a polícia, porque a violência nom pode faltar onde hjaa resistência ao Estado. Isto é: dum lado há gente da pé descontenta porque sempre há motivos de descontentamento; doutro há governantes, polícias, jornalistas, opinantes, políticos, juízes… Com quem estou sempre? Pois com os manifestantes, por suposto. Pola liberdade, claro que sim. Sem respeito de nenhum tipo às resoluçons judiciais, porque o que diga o juiz se aguanta porque nom fica uma outra, nom porque se respeite, a ver se imos ser tontos agora. Um juiz afinal de contas, tem que cagar como qualquer vizinho. E conviria reflexionar sobre um par de questons.

A primeira, a da oportunidade perdida. À vista está que se o movimento social que há em marcha quisesse, poderia tomar Catalunya sem pegar nem um só tiro. E o Estado careceria de capacidade de resposta, já que em frente a centos de milhares de pessoas decididas, nom há maneira de luitar. Ou seja, que se no dia do referendo os dois milhons de votantes tiveram ocupado nom só os colégios eleitorais, senom todo ponto estratégico como estradas, plantas de energia, água, gás, gasolineiras, emissoras de rádio e televisom, jornais…, a dia de hoje Catalunya seria independente do Estado espanhol, e com algo de sorte de todos os Estados. E assim os presos andariam livres e ociosos dando conferências, e o planeta teria um outro modelo mais libertário que seguir. Em minha opiniom, pôr tanta energia em marcha, para pedir simplesmente um outro referendo mais para criar um Estado, e que soltem a uns poucos presos, é mui pouco ambicioso. E é que os políticos nunca convocam: desconvocam.
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E SE A REPRESSOM FORA EXATAMENTE UM SIMULACRO? x Pedro García Olivo

Traduzo estas reflexons sospeitosas do Pedro García Olivo, que segundo suas próprias palavras, navigam num ensaio intitulado «En los tiempos de la protesta domesticada» que forma parte (junto a outros 3 ensaios) do seu, até agora, último livro «La Peste pedagógica», publicado em Chile pola editora «Mar y Tierra»; da que o próprio Pedro qualifica de “admirável projeto editorial, precisamente independente, autónomo e autogerido”. Colo acá porque sim e porque crio que venhem moi ao pelo coa situaçom atual na Catalunya:

Polícias golpeando brutalmente a manifestantes exasperados que lhes fam frente com coragem e até lhes lançam pedras. Balanço de feridos e, às vezes, de mortos. Polícias partidários do Capitalismo contra manifestantes partidários do Capitalismo.

Descontentos querem que se respeitem e satisfaçam os direitos que o Sistema Capitalista lhes concedeu -assim o fijo quando a gendarmeria do chamado Mundo Livre considerou que «dignificar a vida de seus súbditos» equivalia a «reproduzir melhor o estabelecido». Ou clamam por um Capitalismo socialmente sensível, garante de bem-estares desfrutados ou prometidos, já nom selvagem, tam «humanitário» como as guerras que nom cessa de provocar. Ou querem livrar-se da coerçom dum Estado que sentem alheio para criar seu próprio aparelho coercitivo de Estado.
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Mais Manipulaçom dos Aparatos de Repressom e Propaganda Españoles !! TVE obrigada a pedir perdom.

Recolho da informaçom publicada hoje em ElNacional.cat

Tal como podedes ver na imagem da esquerda, que recolhe um “twitter” da canle pública 24H de RTVE (que pagamos todas, mesmo que nunca a mires) difundia ontem vídeos duma cidade em chamas, dum cenário apocalíptico, que foram enviadas a TVE por ‘fontes policiais’ e supostamente contrastadas minuciosamente (ironia extrema). Mas eram dum outro tempo, nada menos que de 2010 !!

A imagem amossa o edifício da Fira de Barcelona convertida num inferno, mas nom é de 2019 nem se correspondem cos protestos contra da sentença do Procés. Senom que recolhe sucessos acaecidos na capital catalã durante a noite do 11 ao 12 de julho de 2010.

E que se passara na Catalunya nessa noite? Acaso som imagens doutros protestos independentistas que nossa memôria nom lembra tem vido? Som imagens dum incidente casual e nom causal?? Porquê estavam a arder tam aparatosamente os exteriores da FIRA??

Pois tal qual conta ElNacional.cat:
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Como fazer para que uma fascista violenta e mentirosa seja convertida em heroina e vítima graças á propaganda mediática

VIOLÊNCIA.- Segundo a definiçom da O.M.S. (Organizaçom Mundial da Saúde) é “o uso intencional de força física ou poder, ameaçados ou reais, contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade, que resultem ou tenham grande probabilidade de resultar em ferimento, morte, dano psicológico, mal-desenvolvimento ou privaçom”.

Qualquer pessoa com dois dedos de frente, nestas alturas do Capitalismo Orweliano na que nos vemos imersas ou mais bem submersas a maioria da povoaçom mundial, nom deveria deixar-se manipular polos falsimédios e as mal chamadas redes sociais. Mas, estes médios de propaganda fascistas (diante dos quais o mesminho Goebbels ficaria hoje assombrado da sua tática e éxito) para evitar que a gente pense por si mesma segundo o que vê e quanto ouve, utilizam tecnicas moi burdas pero moi efetivas para apresentar uns feitos desde uma perspetiva moi diferente da real e dar-lhe a volta a tudo:

Se comprovades os vídeos emitidos nas diferentes (pero iguais) canles de televisom espanholas que recolhem a já famosa cena, todas sem excepçom coidarom-se de dar-lhe a volta a situaçom para apresentar uma agressora fascista como uma pobre vítima duma dura agressom por parte dum independentista.

Eiqui o vídeo sem cortes nem manipulaçons:

Para elo todas essas canles sem excepçom: Continuar lendo

Sentença do procés e Paradoxos do Capitalismo

Juízes supremos dum estado centralista sentenciam o encerro dos máximos jefes políticos dum dos seus países periféricos.

O povo desse pequeno país periférico sae a protestar contra a sentença. Um dos focos dos protestos mais numeroso é no aeroporto meirande do país periférico.

Os novos jefes políticos do pequeno país; da mesma corda que os empresados polo estado centralista, ordenam as suas forças policiais armadas que batam contra o povo que protesta no aeroporto.

Única conclusom com algo de lógica: É muito mais importante o negócio que as pessoas

Quarteto rimado incongruente:

A POLÍCIA CATALÃ
cumprimentando ordes do GOVERNO CATALÁM
DISPARA contra o POVO CATALÁM
com balas de FOAM.

[Equador] Quem fala de Paz? Reflexão sobre os últimos acontecimentos no país x Joseph SP.

Colo acá esta tradução ao português feita por “Sol de Abril” e publicada na A.N.A. (Agências de Notícias Anarquistas) do original (em castelám) publicado no Indymedia Ecuador  e autoría de Joseph SP:

Quase nunca me pronuncio por redes sociais, mas hoje não deixei de pensar nas condições de turbulência social que vive o país e as maneiras nas quais afetam a minha vida. Alguns em redes sociais fizeram um chamado à PAZ e a calma, clamando pela paralisação das mobilizações dos setores mais despossuídos da sociedade: xs indígenas, xs camponesxs, as mulheres e os estudantes. Com hashtags como #EcuadorPaísdePaz nos fazem crer que a PAZ esteve sempre aí e que unxs “outrxs” vieram quebrá-la e vandalizá-la. No entanto, me é impossível pensar se realmente teve PAZ e se outros similares a mim a tiveram antes de todas estas manifestações. Realmente tenho PAZ? Quem a tem? Que é realmente a PAZ?

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CONTAMINAÇOM de MICROPLÁSTICOS no MAR e INDITEX

O Instituto Oceanográfico Español (IOE) tras analisar as augas do Cantábrico e da Ria de Vigo, vêm de medir por vez primeira o contido de plásticos microscópicos em mexilhons e atoparam que estám contaminados por microfibras, gránulos e microfilns. Uma notícia que podiades lêr esta semana em vários falsimédios.

O que nom contam ditos falsimédios (porque nom querem ou porque nom lhes deixam contar) é que grande parte destes microplásticos provêm de resíduos que vam parar ao mar e procedem -nom de objectos plásticos perceptíveis a simples vista-  dos centos de miles de lavados diários em máquina (caseiros e industrais) das prendas que, fabricadas com fibras sintéticas plásticas, dominam o mercado textil por internacionais capitalistas como Inditex e outras.
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PARADOXO da VIGILÂNCIA ou “Onde nom há delitos, há que simula-los”

Ontem o jornalucho local compostelá destacava na primeira plana que vam instalar mais VIDEOCÁMARAS de VIGILANCIA tras o acordo chegado entre o concelheiro do PSOE de SEGURIDADE CIDADÁ, as POLÍCIAS LOCAL E NACIONAL e o gerente de COMPOSTELA MONUMENTAL!! . Isso sim no jornalucho diziam que houvera uma cimeira na comisaría com vizinhos e comerciantes mas, além dos assinalados, nom mentam a ninguém mais; vê-se que a vizinhança temos que sentir-nos representadas polo concelheiro de Seguridade Cidadá, do PSOE, partido que só obtivo o voto de 18.150 vizinhas dum total de 78.607 censadas com direito ao voto ; o que dá um ridículo 23%; com o que, sumado aos escasos membros da C.M., temos que menos de 1 de cada 4 compostelás estiveram representadas nessa reuniom.

Além, Santiago de Compostela é uma das cidades mais seguras do estado español, e nom porque o diga eu, senom que mesmo estatísticas oficiais do próprio Ministério do Interior das Españas todas confirmam tal dado, que tamém é refrendado por estudos privados como o informe “Estamos Seguros”, no que a capital da Galiza aparece como a quinta cidade española com mais de 75.000 habitantes na que se produz menos roubos: Continuar lendo

Resposta de Saisei-Chan (ativista e trabalhadora sexual) ás perversas declaraçons dum tal Pedro Mansilla (crítico de moda)

Nom vou entrar em falar de quem é o tal crítico, de quem nunca ouvira falar até hoje, e assim evito dar-lhe pau algum a quem nom se me dá nada. A resposta de Saisei-Chan, membro da  Intersindical Alternativa de Catalunya (IAC), vai em referência as palavras deste elemento bigodeiro recolhidos nos cabeçalhos da imagem adjunta.

Se colo acá ditas palavras (que recolhim do Colectivo de Prostitutas de Sevilla) é porque me pareceram muito acertadas para falar do CAPITALISMO EXPLORADOR (e valha a redundância) exercido por AMANCIO ORTEGA e uma boa patada nas entrepernas da sua PLÊIADE de LAMBE-CUS de toda caste:

Uma trabalhadora de Inditex na Índia cobra menos de 3 euros diários; em Marrocos, menos de 6. Estes som os salários da empresa que tem gerado uma das maiores fortunas neste planeta: a de Armancio Ortega. Nom é, pois, uma questom de que, para este senhor, seja impossível aumentar os salários: tudo se reduz à exploraçom capitalista e criminal com a que se amassam as grandes fortunas. Mas, para o senhor Pedro Mansilla, as meninas que costuram para Inditex deveriam estar-nos agradecidas, já que isto as aparta da prostituiçom. Em lugar de aumentar os salários de suas nais e pais para que elas pudessem aceder à educaçom e a outras oportunidades, Inditex prefere mante-las na linha da sobrevivência, para que suas filhas também sejam trabalhadoras exploráveis. Também estaria a opçom de nom deslocalizar as fábricas e contribuir assim a que os índices de pobreza do próprio país de Armancio Ortega fossem um pouco menos escandalosos ainda que, nesse caso, teria-se que dobrar à legislaçom espanhola e os benefícios sim que seriam escandalosamente menores.
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Poder e Propriedade. Teorias e Contos anarquistas

Dentre minhas leituras breves dos últimos días fiquei atrapado por dois textinhos que me figeram reflexionar abondo. O primeiro quitei-no duma nota ao pé de margem dum escrito de Acratosauro rex recém puiblicado em Alasbarricadas encol duma possível teoria anarquista sobre o Poder e o segundo é um continho escrito por Rafael Barret em 1910 intitulado “Gallinas”. Traduzim ambos e agora os colo acá:

Teoria anarquista sobre o Poder

O certo é que sim temos uma teoria sobre o Poder, e vo-la resumo com palavras dum amigo: Que o poder é mau (nom só a níveis morais, senom práticos), que corrompe; que se o exerce o listo idiotiza-nos e infantiliza às demais, e se o usa o tonto arrastra-nos à perdiçom; que nom o precisamos e nom o queremos; que se pode organizar a sociedade e mudar o mundo sem toma-lo; essa é a ideia mais original do Anarquismo, a que mais tem tensionado as filosofias universais. O poder pode destruir-se, nom reformar-se, assim é.
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