Arquivo mensal: novembro 2019

[Vídeo-clip] Wechekeche Ñi Trawün – “LUCHARÉ”: Um berro de justiça por todas as vítimas de violaçons aos direitos Humanos em Chile

Esta cançom, autoria do grupo de Música Mapuche Fusom, Wechekeche Ñi Trawün, em colaboraçom com as artistas Kurakeo ka Aillapan, Hakan Player, Angelika Llankamil e Noemi Aillapan, está adicada a todas quem luitaram e luitam pola Dignidade, pola Liberdade, polo Respeito, pola Humanidade, pola Terra, pola Vida, polo Água… a todas as que morreram luitando contra este Estado Assassino e Opresor, ás Assassinadas, ás Desaparecidas, ás Torturadas, ás Mutiladas, ás que sofreram Vejaçons Sexuais, ás Baleadas, ás Atropeladas, ás que foram Vítimas de terríveis malheiras e abusos policiais.

Adicamos este trabalho a nossa Naçom Mapuche que por séculos vem sofrendo esta mesma Repressom por parte dos Estados Chileno e Argentino e ainda assim continua luitando sem claudicar, defendendo Nossa Terra com sua Sangue .

Dedicado ás estudantes de secundários quem som as atoras principais da atual Mobilizaçom e motivaram com força a todo o Povo chileno que já nom está disposto a continuar aceitando abusos, organizando-se e saindo com Valentia a Manifestar-se e a Luitar.

Esta cançom é um berro para exigir justiça por todas as vítimas de violaçons aos direitos Humanos consumadas polo Estado de Chile, o qual mediante os diferentes governos, perpetua os abusos que se iniciaram na ditadura de Pinochet.
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Aprovada a nova MORDAÇA DIGITAL cos votos de PSOE, PP e C’s e coa aquiescência de PODEMOS

Ai de aquelas que no periodo de campanha eleitoral chamavam ao voto progresista para frear um governo de direitas !!
Ai daquelas que nos fusilavam ás anarquistas, abstencionistas convencidas e consequentes, coas suas miradas de ódio cúmplices, acusándo-nos de que, por nom votar, iamos permitir um governo de direitas regressivo e censor !!.
Que dirám agora ??
Que novas mentiras farám suas para justificar tanta ignomínia por parte desses supostos partidos progresistas (PSOE, IU, Podemos,…) para quem reclamavam o voto ?? Que culpas seguirám botando enriba doutras, com tal de nom asumir as suas ??

Decretaço Digital aprovado pola medida de urgência no Congresso.

No passado 5 de novembro, o Governo do PSOE em funçons publicara no BOE seu Real Decreto-lei 14/2019 de 31 de outubro que estabelecia que o «Governo, com caráter excepcional e transitório, poderá acordar a assunçom pola Administraçom Geral do Estado da gestom direita ou a intervençom das redes e serviços de comunicaçons eletrónicas em determinados supostos excepcionais que poidam afetar à ordem pública, a seguridade pública e a segurança nacional».

Ontem, 27 de novembro, vem de ser refrendado e aprovado definitivamente pola Diputaçom Permanente do Congresso de Diputados español por 50 votos a favor, 10 em contra e 8 abstençons pola medida de urgência (e isso pese a que, segundo o artigo 86 da sua Imaculada Constituçom, nom se dam as condiçons necessárias para elo) cos votos favoráveis de PSOE, PP e C’S e a abstençom de Podemos (pola sua banda, ERC, PNV, EH Bildu, Compromis e Vox votaram em contra).
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[Valencia] O governo do PSOE contra das mulheres: A sua Polícia identifica, sob a Lei Mordaça, várias participantes numa turma noturna polo 25 N

O cabeçalho é de meu, como um recordatório de que a polícia nacional, quando atua em “provínvias” para controlar os protestos sempre o fai por ordem do governo de Madrid, ou do seu delegado e de ai que faga referência a que, neste caso atuarom por orde do governo provisório do PSOE de Sánchez que agora apoia Podemos e que, ambos, semelha esqueceram suas promesas de derogar a Lei Mordaça que agora aplica a polícia espanhola baixo suas ordes.

Recolho (traduço, recopilo e colo) do publicado pola redaçom da Vilaweb e pola jornalista Tere Albero no Directa.cat:

A Assemblea Feminista de València denuncia que, uma veintena de ativistas feministas foram identificadas na noite do sábado 23 pola polícia espanhola após sua marcha nocturna nom mista por Valencia, baixo a lenda “Pren la nit” (“Toma a noite”) para condenar a violência machista. Num seu comunicado, a Assembleia informa que a polícia figera ditas identificaçons ‘por estar na via pública’ e baixo amparo do estipulado pola Lei de Segurança Cidadã (mais conhecida como Lei Mordaça)

No seu comunicado deitam claro que a manifestaçom decorrera ‘com tranquilidade e total normalidade polas ruas do centro da cidade e o dispositivo policial em nenhum momento intervéu’.

Desde a Assembleia consideram os feitos ‘um exemplo mais de repressom policial e política para com o movimento feminista e uma tentativa de atemorizar as manifestantes que, na noite de ontem, precisamente reivindicavam a necessidade de se sentir livres e seguras em todos os espaços da cidade’.

Além, lembram que estas identificaçons arbitrárias já se produziram em outras ocasions e que, ainda hoje, tenhem multas por participar em piquetes informativos legais durante as jornadas da greve feminista do 8 de março de 2018 e do 2019, que somam um total de 12.000 euros e tamém estám amparadas na lei mordaça.

Marcha contra as violências machistas
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[Lugo] Agressom FASCISTA no ginásio SCULTURE AB FITNESS

              Exteriores do ginásio pro-NAZI. A cor usada nas suas ofertas já daria para pensar…

Recolho e dou pulo a esta informaçom publicada no blogue das Brigadas Antifascistas (BAF) Lugo:

Em sábado 9 de novembro um moço acudira ao ginásio AB Fitness Sculture (na rua Concepción Arenal) coma um outro dia qualquer. No vestiário atopou-se com dous rapazes mais novos ca ele (dentre 20 e 25 anos) aos que escuitou falar barbaridades sobre feminismo, fazendo comentários racistas e xenófobos a favor do partido ultra direitista VOX . Ao acabar de mudar-se, tirando de sarcásmo espetou-lhes a ditos rapazes um “qué, a votar a los nazis, no?” diante o qual houvo um intercâmbio de palavras sem maior importância.

Estando já na sala de máquinas do ginásio, aos poucos um dos moços baixou e topou contra seu ombro com força, ante o qual este empurrou-lhe para quita-lo de encima. Começa uma série de berros como “Qué pasa por ser de VOX eh? Por eso soy un nazi??” e achéga-se nesse momento um home duns 50 anos berrando o mesmo que o rapaz. Um outro rapaz alheio ás partes pujo-se no meio impedindo que se lhe botaram enriba outros mais que começavam a avançar cara ele. O home de 50, tras tentar golpear-lhe em repetidas ocasions, começou a  chamar-lhe “rojo” e “comunista” gritando totalmente fora de si até que já chegou um momento onde se pujo a realizar o saúdo nazista berrando “Heil Hitler!” estirando seu braço “Claro que soy nazi, algún problema?”. Diante isto, o rapaz nom tivo mais remédio que sair rapidamente do ginásio por medo a uma agressom maior.

Dias depois voltou polo ginásio para pedir falar coa direçom do centro. Ante sua incredulidade, nom só nom figerom nada, senom que reconheceram que houvera outras situaçons coma essas tempo atrás no ginásio, mesmo houvera um tipo que se passeava cumha esvástica tatuada e nunca foi recriminado por isso. Pese ás reiteradas petiçom de contatar co dono, negárom-lho alegando que ambos deveriam pedir perdom, e que a vítima fora quem provocara o incidente, ponhendo assim no mesmo nível um intento de agressom nazista com uma discusom sem importância.

A permissividade diante estas atitudes fascistas nom deveria produzir-se em nenhures, pero paréce-nos muito mais grave num ginásio, onde se mistura gente de todas as idades, géneros e condiçons co galho de cultivar seus corpos; por isso fazemos este comunicado.

Nom podemos calar diante esta insultante apologia do fascismo e o posterior encubrimento e branqueo.

Nenhuma agressom sem resposta!

Quando o lúmpen ergue sua voz x Ruymán Rodríguez

Tomo (traduzo e colo) este artigo assinado por Ruymán Rodríguez (*), de quem já tenho tomado outros artigos de opiniom nesta minha bitácora, a propósito da polémica sobre a prostituiçom e sua possível sindicaçom e sobre a necessidade de que o lúmpen tome o protagonismo da sua emanicipaçom, que foi publicado na web da Rádio Klara:

A esquerda política, e desde fai umas décadas tristemente tamém certo espectro do anarquismo, é profundamente classista. No senso de que crê que a sociedade está constituída por classes antagónicas e promove o desaparecimento destas? Nom, no sentido de quem tem preconceitos elitistas para as pessoas mais golpeadas polo Sistema.

Lamentavelmente, o feito de que quase todos os fundadores teóricos do socialismo no século XIX (com a excepçom de Proudhon e pouco mais) fossem de classe acomodada, propiciava que na sua reformulaçom da classe operária excluíssem sistematicamente à gente mais pobre e marginada. Isso aludia a todas aquelas pessoas que só podiam aceder a trabalhos irregulares e a qualquer ocupaçom condenada pola lei ou a moral e as convençons sociais. O termo “lúmpen-proletariado” (“proletariado em farrapos”), acunhado por Marx e Engels no seu Manifesto do Partido Comunista (1848) [1], nom tinha outra intençom que denigrar e traçar uma linha clara entre proletários e “subproletários”. A seu modo de ver, o “lúmpen” é, quase sempre, instintivamente contrarrevolucionário e, se nom é arrastado pola força ao campo da revoluçom, deve ser, pouco mais ou menos, fuzilado [2]. O socialismo centralista e estatista tem mantido opinions similares até nossos dias. O anarquismo, pola contra, nom foi até fai pouco que começou a adquiri-las.

O discurso de Marx e Engels já era confrontado naquela época por Bakunin. Para ele, o marxismo excluia da equaçom política a seitores (nom só ao “lúmpen” senom tamém á campesinhada) cujo potencial revolucionário nom se podia desdenhar às presas. Bakunin, ainda que às vezes caísse numa desnecessária romantizaçom e idealizaçom [3], tinha claro que nom se podia segregar do projeto revolucionário a quem justamente mais o precisavam:

“[…] O proletariado extremamente pobre, esse lúmpen-proletariado do que os senhores Marx e Engels, e em consequência toda a escola social-democrata da Alemanha, falam com um desprezo profundo, é tratado muito injustamente, porque nele, e somente nele, e nom no estrato burguês da massa operária […], é onde está cristalizada toda a inteligência e toda a força da futura revoluçom social” [4].

Abrir os braços aos seitores mais pobres do proletariado, que outras forças políticas recusavam, foi uma constante do incipente movimento anarquista para além de Bakunin. De Stirner ao anarcondividualismo francês e italiano e deste ao anarcosindicalismo ibérico. Quiçás por isso o anarquismo fijo-se especialmente forte entre as massas labregas das regions mais deprimidas e entre a populaçom urbana mais marginada das grandes cidades. A importância nos posteriores acontecimentos revolucionários dessas oprimidas acusadas de “desclassadas” porque viviam nas margens da moralidade burguesa, demonstraria o erro do anatema marxiano. Desde a Comuna de Paris (1871), passando pola Semana Trágica de Barcelona (1909) até a Revoluçom espanhola (1936), as ninguém, as sem nome e sem classe, foram ponta de lança à hora de enfrentar à reaçom [5].
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Admitem a trâmite a querela por falso testemunho do jornalista Boro LH contra da polícia.

Recolho (traduço e colo) esta espetacular novidade jurídica (por insólita) de La Haine, onde Boro LH publica a cotio:

Nom som muitas as querelas criminosas que denunciam montagens policiais admitidas a trâmite no Estado espanhol. Mas a do nosso companheiro Boro já é uma delas

Dois meses após que o jornalista de La Haine, Boro LH, apresentasse uma querela criminosa contra os polícias que trataram de encerrar-lhe durante 6 anos com um falso relato do ocorrido em 29 de março de 2014 em Madrid ao remate da manifa “Jaque a la monarquía”, já há uma primeira resposta judicial: a querela foi admitida a trâmite.

Davide contra Golias. A dignidade contra a mordaça

Muito têm mudado as coisas desde aquele 29 de março de 2014, ou desde que em 2015 nosso compa recebeu essa exagerada petiçom fiscal de 6 anos de prisom e 6.200 € simplesmente por fazer seu trabalho informando para nosso médio duma mobilizaçom contra a monarquia. O companheiro foi, por um lado, condenado pola Audiência Nacional por outro caso (o da Operaçom Araña), enquanto o caso de “Jaque a la monarquia” deu um surpreendente giro conseguindo desacreditar durante o juíço o falso relato policial, que assegurava que nosso compa golpeara com patadas e punhadas a vários agentes.
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O ABOLICIONISMO É PATRIARCAL

Recolho duma RRSS esta reflexom brilhante assinada sob o alcume “Louise Michel” e coa que concordo ao 100% :

Assim o afirmo porque o patriarcado sempre tem defendido a família como instituiçom sagrada e o sexo da mulher reservado para goze e desfrute do marido como propriedade exclusiva para engendrar a seus filhos e herdeiros. E para assegurar-se totalmente de que seus filhos levavam seu sangue e seus genes, tinha que se assegurar de que a mulher nom mantinha relaçons com ninguém que nom fosse ele. E era a mesma mulher a encarregada de velar por sua dignidade e sua honra que era a de seu marido.

Expressons como “garda a tua flor”, “nom perdas a honra”, “sê pura e decente até o matrimónio”, etc… têm sido ditas uma e outra vez às mulheres para mante-las, como digem, ao serviço exclusivo e permanente de um homem.
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