[Verim] Ao respeito do feche do “Paritório” de seu Hospital Comarcal Público

Nestes dias, e com respeito a notícia deste cabeçalho, lembrei-me do nosso “presi pequeno”, FEIJÓO, prometendo, lá por junho deste mesmo ano, uma LEI para tomar medidas cara incentivar o IMPULSO DEMOGRÁFICO na Galiza, para assim tratar de evitar, ou quanto menos frear, a incessante perda de povoaçom na nossa terra. Mesmo sumara-se a essa moda hipócrita de dizer que sinte preocupaçom polo progressivo ABANDONO do RURAL. Aqui temo-lo largando mentiras pola sua bocacha:

Pois, em só 5 meses, tudo um recorde entre promesa e ejecuçom, já temos sua 1ª medida ao respeito: FECHAR o PARITÓRIO de VERIM !!

“O PRINCÍPIO DO FIM”

Cesáreo Álvarez Rodríguez, jefe de Urgências deste Hospital de Verim, denúncia que: “O problema nom só está no paritório, está na pediatria de urgência. Se nom há pediatra, toda a pediatria de urgência do hospital correria a cárrego de pessoal médico nom especialista, incluido para o tratamento de pacientes -de 0 a 3 anos- em estado grave ou moi grave que necessitara ser transladadas”.

Assinalar que, segundo denúncia do pessoal deste Hospital, esta decissom do SERGAS de fechar o Paritório e a correspondente supresom do Serviço de Urgências Pediátricas, vem-se a sumar a um cenário de deixaçom do governinho galego para com este centro. De feito durante todo este ano houvo diversos fechos e concentraçons de protestos do seu personal laboral, facultativos e mais da cidadania usuária em reclamo do restabelecimento do seu Serviço de Dermatologia e de que “nom se seguiram eliminando meios humanos e técnicos” co galho de manter a qualidade assistencial.

Em quanto á qualidade assistencial no Hospital de Verim, desde a Comissom delegada, sua porta-voz Eva Fernández, assegura que se está mermando de maneira moi notável: “Havia uma lista de agarda de 1.700 pessoas para dermatologia, temos dois cirurgiãos em troques dos quatro que se precisam e estám derivando traumatologia á privada”.

Para pessoal médico, parteiras e administrativas consultadas, com lustros de experiência em Verim, a medida anunciada supom “o princípio do fim”.

ARGUMENTOS FALACES do SERGAS

(Ir)responsáveis do Sergas sustentam a supressom destes serviços tam básicos em base a números e dinheiros, como se a nossa saúde fosse algo quantificável em euros e a chegada dum novo ser a este mundo dependera da situaçom pontoal em quanto a aforros e investimentos públicos.

Tratando de justificar o injustificável, desde a direçom do SERGAS explicam que para eliminar este serviço e derivar toda essa atençom médica a Ourense (a mais de 70 kms e de 1 hora de viagem) baseou-se num código que leva por título “Maternidade hospitalária, estándares e recomendaçons”, do Ministério de Sanidade español, em concreto no estipulado no seu ponto 31 que di (sic): “Parece prudente no dotar de Maternidad Hospitalaria a aquellos hospitales que no tengan un área poblacional de referencia que genere una demanda superior a los 600 partos al año, excepto que razones de tiempos de desplazamiento o accesibilidad así lo aconsejen”. Se bem, ao argumentar tal, estám a fazer trampas pois, tal como aponta pessoal do Hospital de Verim,  nesses informes nom se fala em nenhures de supressom de unidades já existentes e estabelecidas e que o estabelecido em dito ponto 31 de dito código está pensado para a criaçom de novas unidades hospitalárias.

PRIMEIROS PROTESTOS

6ª feira 29 NOV – OURENSE

Convocadas pola Marcha Mundial das Mulheres, dúzias de pessoas concentraram-se ás 12,00 horas da sexta feira passada fronte ás portas do Complejo Universitário de Ourense (CHUO) para amosar seu rejeite ao fecho do paritório do Hospital de Verim. Manifestantes berraram cânticos contra os recortes na Sanidade Pública e a Junta

Sábado 30 NOV- VERIM : “MORRE O RURAL, E MAIS SEM HOSPITAL”

Quince mil pessoas percorreram as ruas da vila do Támega contra do último golpe da Junta de Feijóo contra o rural. “Morre o rural, e máis sem hospital”, dizia uma das faixas da meirande manifestaçom registrada em Verim nas últimas décadas.

O foliom que se armou nesta vila que gosta tanto do Entroido, foi muito mais reivindicativo que nessas festas e seus cânticos de protesto resoaram como nunca para reclamar o mantemento do paritório e das urgências pediátricas no hospital comarcal. Os sons que, de maneira habitual soem acompanhar ao Entroido tradicional desta comarca, acentuaram ditos cantos coreados polas miles de pessonas que sairam ás ruas para exiger á Junta de Feijóo que paralise esta decisom.

REUNIÓNS INFRUTÍFERAS, PERDA DE TEMPO

Ontem 2ª feira, 2 de dezembro, representantes da Comissom do hospital de Verim foram recebidos polo conselheiro de Sanidade, Jesús Vázquez Almuiña,  numa reuniom que estas qualificaram de “Perda de Tempo” e declararam que, tras a infrutuosa reuniom, dado que a Conselheria teima em fechar este Serviço, sentirom-se “moi tristes e decepcionadas”; “saimos com a visom de que nom se nos tivo em conta para nada”, declarou Begoña Pérez, parteira do Hospital. “Tenhem sua decisom tomada e, de momento, nom vam dar seu braço a torcer”, ha assinalou o doutor Javier Castrillo, jefe do Serviço de Obstetrícia.

Eva Fernández, porta-voz da Junta de pessoal, concorda: «vinhemos a Ourense a perder o tempo e saimos mais cabreadas aínda tras a reuniom co conselheiro. Nom vam revocar a decisom sobre o paritório e as movilizaçons continuarám até que seja preciso».

Profissionais amossaram tamém “preocupados” polo seu desconhecemento dos protocolos e critérios que devem empregar desde já, dado que desde o domingo 1 é efetivo o fecho do paritório para o translado das mulheres grávidas: “Tomou-se a decisom sem dar-nos nenhum tipo de informaçom de como vai-se fazer isto”, declarou Begoña Pérez, e engadiu: “esta mesma noite pode entrar uma gestante em trabalho de parto e nom sabemos que imos fazer com ela”.

Pola sua banda, o conselheiro de Sanidade declarou tras a reuniom que o paritório de Verim desaparece para dar “seguridade e qualidade na atençom dos partos, tanto para as mulheres como para as crianças da comarca de Verim”. Ve-se que, para este macho, antes nom havia tal seguridade; o qual di moi pouco a favor do Sistema Sanitário da Junta do PP. Pero este macho machoman, tamém deitou outras perlas antológicas tras a juntança, como estas que nom traduço e que vos mesmas podedes julgar de que calibre som, (sic): el embarazo es un proceso largo en el que se conocen los tiempos”; “los partos no ocurren de un momento a otro” ; “puede ser el caso incluso de mujeres en que su primer parto se demora hasta 10 o 12 horas. Por tanto, hay tiempo para desplazamiento” ou “un parto no es inmediato, no es un infarto que ocurre de un momento para otro, es un proceso largo que en el mejor de los casos tarda tres, cuatro horas”.

FECHE INDEFINIDO no HOSPITAL de PESSOAL e VIZINHANÇA

O jornal SERMOS dava conta ontem de que, desde as oito da manhã, pessoal do Hospital de Verim e vizinhança da comarca iniciaram um feche com caráter indefinido neste complexo hospitalário para demandar do Sergas que reverta essas medidas, que enmarcam na linha de recortes que sofre a sanidade pública e que nesta comarca já supugera a eliminaçom de Dermatologia. Sua preocupaçom é que o seguinte passo seja o “desmantelamento” da Unidade de Cirurgia.

Noutros médios destacam que, vizinhas e trabalhadoras do hospital, iniciaram ás oito da manhã sua protesta polo feche do paritório. O feche cobrou meirande afluência a medida que avanzava o día. Ás onze da manhã, um cento de congregadas, incluidas mulheres grávidas e algumas nais lactantes com suas crianças, apostavam-se na zona de direçom do Centro e abuchararam e increparam ao seu Gerente, Miguel Abad, e reclamaram sua dimissom por ter-se posicionado a favor do fecho do Paritório (algo moi normal dado que estes mandos intermédios som escolhidos digitalmente pola Conselheria). Miguel Abad, que estava de feiras quando a Junta acordou fechar o paritório, mesmo recebeu cânticos retranqueiros moi ajeitados ao seu papel nesta polémica: «Dónde está el pobre Miguel que hace mucho tiempo que no sale!» misturados com outros menos cómicos e mais próprios de:  «Dimissom, dimissom!»

A vozeira da  Junta de pessoal, Eva Fernández, deitou claro que nom pensam abandonar as instalaçons e que permanecerám semanas sé é necessário até que se atendam suas petiçons essenciais. «Queremos que venha o conselheiro a dar explicaçons e que dimita de forma imediata Miguel Abad. E tamém, por suposto, que se reabra o Paritório e o serviço de Pediatria de garda já».

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