“Alerta Sanitária Internacional!!” A nova cepa dum coronavírus que pode matar por igual a ricas que a pobres.

Na altura dos acontecementos, e uma vez passados mais de 2 meses desde que, o gabinete da OMS da China, informara sobre mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados em Wuhan, na província de Hubei; acho que é hora de opinar sobre esta mediática nova enfermidade produzida por um novo tipo de Coronavírus: o Covid-19.

Nom vou entrar a valorar o feito coincidente desta nova cepa coa guerra económica USA-China; nem a fazer cábalas sobre uma possível intervençom científica com clara intençom de trasmutar o coronavírus a uma humana desde uma outra animal para causar estas mortes e deixar em mal lugar á China; tampouco vou entrar a valorar a acelerada e imediata construçom dum hospital em Wuham com 1.000 camas para tratar ás pacientes desta nova cepa do coronavírus em tam só 10 dias; feito que deixa co cu ao ar ao nosso presidentinho Feijoo e sua teima em valeirar de pediatrias e paritórios nos nossos complejos hospitalários; nem tampouco vou fazer risas de monárquicas alteradas polo nome do vírus, nem sumar-me ás republicás aledadas por este mesmo feito; e nom, nom vou dizer nada do derrubo das Bolsas, nem da caida das vendas da cerveja mexicana “Coronita”. Dito tal, sim vou focaliza-lo em tratar de averiguar a que vêm esta toleada mediática e sanitária nesta parte do mundo ao que lhe chamam “desenvolvido”.

A informaçom facilitada polo gabinete da OMS da China fora feita na moi peculiar data do 31 de dezembro (do ano passado); foi coma se as autoridades chinesas da OMS quigeram amolar nossa festa do fim de ano ocidental, mas  acho que, polo memos por estes lares, nenhum falsimedio, nehuma tele, nemhum jornal em papel ou digital, dera importância alguma a essa notificaçom; ou quanto menos eu nom soubem nada disso na altura. Suponho que nom era questom de difundir tal alerta numa data que só está desenhada, e com várias semanas de antelaçom, para repetir por enessima vez os mesmos patéticos atos mediáticos: as mesmas geadas imagens de gente nórdica meténdo-se no mar gelado, falar só de felicidade, das 12 badaladas e das transparências da “Pedroche”, das uvas coas que se engasga o avó durante a ceia familiar e da borracheira coas amigas e a posterior ressaca de aninovo.

De ter-se dado, nessa sinificativa data ocidental, toda a informaçom com a que nom estám bombardeiando agora nos falsimedios todos -e desde há semanas, justo tras dar-se a conhecer as primeiras vítimas mortais registradas em paises desenvolvidos da parte de fora da Ásia- de seguro que, racistas e xenófobas de diferentes pelagens do ocidente tudo, teriam tirado conclusons absurdas e nom seria raro que alguma mente perversa assinalara a circunstância de que as chinesas, ao dar a conhecer tam terrível notícia nessa data, pretendiam fastidiar tal celebraçom alcólica ocidental porque elas -as chinesas- ainda celebram tal registro de câmbio temporal segundo seu particular calendário linussolar -o mais antigo do que se tem registro, até agora, na história e que se serve tanto do Sol quanto da Lua-, dado que, se bem este ficara em desuso oficial por razons económicas e laborais a inícios do século passado, ainda segue moi vigente esta maneira de contar o passo do tempo nas suas celebraçons culturais e mesmo para identificar-se baixo o ciclo anual no que nasceram e o animal da sua astrologia que lhes simboliza e imprime carater (1)

Nom foi assim, mas pouco tardaram em agromar xenófobas e fascistas, aproveitando que a origem do foco vírico estava na China, para sacar sus ódios a passear -baixo um clima de assentimento geral das estúpidas- nada mais sair á luz mediática os primeiros casos detetados nos paises “avançados” (que nom non enganemos, som os únicos que em verdade importam aos nossos caros falsimedios). Motivo mais que suficinte como para criar uma bomba mediática que figera olvidar outros problemas sociais, laborais e mesmo sanitários mais urgentes e mais cercanos.

A parca aplicando assim a sua máxima mais justa

Algumas pessoas -quanto menos aquelas que tenhem uma fronte ampla- de certo que cairam na conta de que, ao parecer, esta doença está a afetar, fora da Ásia, caseque só ás gentes dos chamados paises desenvolvidos, e dentre elas, mais bem, a gente com muitos “possíveis” e “moi desenvolta”; gente que dispom, além de muito dinheiro, de tempo de lezer como para poder estar de turisteio pola China interior nas festas do Nadal. Tamém nom se lhes escaparia o feito de que no estado español, a campanha mediática orquestrada começara quando nom se detetara nenhum caso todavia e co galho de justificar que, por vez primeira e sem estar declarada esta doença coma Pandémia, se sucederam por toda a orbe ocidental a suspensom de atos oficiais de suposta enorme transcendência económica e política e mesmo de acontecementos multitudinários esportivos, culturais ou festivos. E acho que tampouco serám alheias ao feito de que, de momento, e a diferência das outras alertas sanitárias internacionais sofridas nos últimos tempos (vacas tolas, gripe aviar, gripe A (2), Ébola,…) semelhara que, ao nom haver ainda remédio assegurado efetivo para paliar seus efeitos mortais, esta nova cepa de coronavírus pode devenir por igual nas pessoas ricas coma as pobres e de aí estas suspensons destes encontros onde iam assistir gente que se autoconsidera de grande importância no Capitalismo Internacional e onde iam misturar-se com gentes do povo todas cheinhas de bactérias, vírus, retrovírus, pestes, pragas bíblicas, …

E assim foi coma, em apenas umas quantas semanas, desde que a nova cepa do coronavírus mudara dalguma animal até uma humana na cidade de Wuhan nos últimos dias do 2019, esta nova doença acapara toda a atençom mediática internacional nos paises desenvolvidos, abrindo todos os telejornais e acaparando cabeceiras e titulares de diários; e isso pese que, sua mortalidade e sua expansiom nom derom pé, aos organismos internacionais para falar de Pandémia Vírica e só falam de que dito coronavírus tem potencial de passar a ser considerada coma tal, só quando chegue o inverno ao hemisfério sul, onde até agora apenas afetou a ninguém.

Mas este que escreve teme-se que, quando tal suceda, já terá deixado de ser um tema do que falar nos grandes médios; na altura das circunstâncias é mais que fatível que as farmaceúticas já compitam por tirar um novo medicamento a moi alto preço e que as mortes por esta enfermidade só afetem a quem nom poida mercar essas medicinas ou nom tenha acesso nenhum a receber atençom médica por ser pobre de mais.

E nom digo isto por dizer, porque em tanto a atençom mediática focaliza tudo no Coronavírus, semelha que a ninguém dos falsimédios tudos, preocupara o mais mínimo a nova Epidémia de Ébola declarada em agosto de 2018 na regiom de Kiwu -dentro das fronteiras artificiosas criadas polos europeios tras seu reparto da África, no que agora chamam de República Democrática do Congo, um território em eternas guerras tribais e que está catalogado como “a capital do mundo da violaçom”- e que até  hoje já levou á morte a 2.253 pessoas de 3.874 casos confimados de infeçom, o que sinifica uma tasa de mortalidade do 60% !!! Uma epidémia que vêm a ser a segunda mais mortífera de Ébola da que se tem registo, sendo apenas ultrapassada pola que atingira África entre 2014 e 2016 e que matara mais de 11.300 pessoas. Doença da que sim tivemos notícia e muita repercussom mediática, mas só depois de que transpassara as fronteiras desse Continente fávela (por vez primeira desde que se descubrira em 1976 em Yambuku, ao norte do Congo) ao afetar a algumas profissonais da medicina que regressavam as suas casas, do 1º e do 2º mundo, infetadas por ajudar a coidar das doentes.

Agora que esta nova epidémia de Ébola nom afeta a Ocidente, voltou de novo ao baul dos despropósitos do Capitalismo Internacional e da preoucupaçom dos Organismos de Saúde Mundial. Tanto tem que morram africanas!! Bem pouco pode importar-nos quando deixamos que morram cruzando o Mediterráneo (ou o Atlántico até as Ilhas Canárias) e quando nossas forças policias -sem que isso tenha repercussom alguma legal- disparam a matar contra quem trata de salta-las valhas que nos separam, e matam algumas dessas pessoas indesejáveis só porque som pobres e som provintes desse continente, do que só nos importa seguir roubando-lhes os recursos que precisamos para viver atadas a um telémovel entanto engulimos comida rápida e lixeira (que nom ligeira) e navigamos pola internet e poidamos seguir enviándo-lhe todos nossos refugalhos mais perigosos, sejam estes químicos, biológicos ou tecnológicos.

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Notas

(1) Ano novo chinês.- Os signos, a astrologia e o horóscopo chinês por Alexandre Gameiro

(2) Meu programa Comochoconto da Kalimera adicado á “Gripe A” que foi emitido ao vivo na quinta (joves) 28 de janeiro de 2010 de 9 a 10 da noite

2 ideias sobre ““Alerta Sanitária Internacional!!” A nova cepa dum coronavírus que pode matar por igual a ricas que a pobres.

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