A Representaçom Pra’Lamentar

Apenas há um par de semanas que assentarom de novo seus cus nas cadeiras do Parlamentinho galego as nossas supostas senhorias. Todas elas foram, supostamente, eleitas polas galegas para nos governar desde Compostela com permiso de Madrid.

De tudo quanto levo escutado ao respeito das eleiçons e dos resultados das mesmas, chamaram-me a atençom o silêncio cúmplice de que, de novo, uma vez mais, a abstençom foi a opçom muito maioritária, superando desta volta mesmo o 50% do total do censo eleitoral. O que me leva a dizer em ALTIFALANTE que o nosso “PARLAMENTINHO” nom representa nem sequer à mitade da povoaçom galega (da que tem direito a voto).

Outra arroutada que escutei foi respeito a que na Galiza somos a hóstia porque VOX nom se comeu nadinha, somos milhores mesmo que em Euzkadi onde VOX quitou um deputado por Áraba e assim há quem se aleda por este feito e se auto-engana ao nom fazer nenhum comentário nem valoraçom ao respeito de que no território euskalduno chega com obter um 3% dos votos válidos numa circunscripçom para ter representaçom (na Galiza é o 5%) e além o feito de que, como cada território basco tem direito a 25 escanos, Araba sempre está hiperrepresentada. Um absurdo que desmonta tal teoria deste auto-engano som os feitos objetivos das cifras de voto acadadas em âmbos lugares polas hordas neofascistas: e assim VOX quitou maior porcentagem de votos na Galiza que em Euzkadi, ainda que nom chega nem ao 1% do eleitorado em nenhuma das partes.

Gostaria fazer refletir que os resultados em escanos nom representam as querências das pessoas com direito ao voto, nom só porque, como já digen, mais da mitade nom estám a ser representadas por nenhures; é por isso que colo acá estas duas imagens com os resultados do comportamento eleitoral das pessoas com direito ao voto na Galiza e em Euzkadi onde figuram as porcentagens obtidas em relaçom ao nº total do censo (o que deveria contar para fazer estudos de comportamento eleitoral da povoaçom com algo de rigor) e mais com relaçom aos votos considerados válidos com os que depois praticam a lei D’Hondt para outorgar os escanos onde aposentaram seus cus as eleitas senhorias.

Como dado curioso, observade como, na Galiza, obtem o PP uma maioria absoluta no parlamentinho, quando nem sequer obtivo o apoio duma quarta parte da povoaçom com direito ao voto.

Chamam-lhe democracia, disque…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s