“Andar à Pilha”. As Quedas e as Casas.

Eu criei-me em Ferrol, lá onde “andar às pilhas” é “jogar a quedas”.

Dentro das diversas modalidades deste jogo infantil há algumas que permitem ás jogadoras zafar de ser “pilhadas” por quem “panda” quando atopas refúgio na “Casa” entanto cantas a voz em grito tal logro. Na “Casa”, dita jogadora passa a estar em situaçom de “intocável” e quem panda tem que ir à busca duma outra vítima que resulte propícia, feito que soe aproveitar a “caseira” para sair do seu refúgio impenetrável e voltar a jogar, correr e rir.

Estas “casas” som lugares predeterminados de antemão por todas as jogadoras em dança, mas tamém alguma modalidade permite a possibilidade de nom ser pilhada ficando queda, imóvel, ao tempo que cantas “Estátua”; nestas ocasions quem panda soe ficar amolada pola açom da sua perseguida e por vezes fica durante um tempo ao seu carom à espera de que esta cometa algum movimento convulso que invalide sua estática estratégia de salvaçom e permita à caçadora ocasional pilhar assim a sua presa.

Uma outra variante destes jogos do pilha pilha, “as quedas envelenadas”, contenhem um elemento diferencial muito interesante e que causa muitas risas; dita peculariedade determina que a pessoa que é pilhada, ao igual que nas outras modalidades, passa a ser a que panda e tem que pilhar, mas coa dificultade engadida de que tem que levar uma das suas mãos cubrindo a parte do corpo onde ela foi “quedada” e tem que conseguir atrapar uma outra presa sem despegar em nenhum momento essa sua mão da sua parte infetada.

Quiças alguma vos perguntaredes a que vem este textinho sobre um jogo infantil num blogue presuntamente anarquista. A resposta nom é doada.

Cicais porque um nota que se vai fazendo velho e venhem a minha memôria lembranças da minha nenez quando nom existiam tantos aparatos tecnológicos, nessa época na que os coches com mando teledirigido ainda estavam ligados a um cable longo e só havia um moço que dispunha de tal inovaçom que ia detrás dele correndo entanto as demais miravamos assombradas coma parvas tanto avanço tecnológico.

Ou cicais porque com o COVID-19, SARS-CoV-2, Coronavírus ou como queira que se lhe chame a este bichinho que pode mudar de cepa e de nome tantas vezes como se queira; a maneira de se enfrontar a ele por governos e instituiçons, as suas normativas de precauçom e prevençom diante duma suposta pandémia e mais o tratamento mediático e medorento de televisons, jornais, … fiz-me lembrar este jogo e suas variantes; se bem nas ditas “quedas”, as suas diferentes normas eram bem doadas de apreender e cumprimentar e nom confundir, e quando jogas nom paras de correr, rir e berrar e sempre rematas canso e bem contente; pola contra com este vírus cada dia há uma norma nova vinda desde arriba, que custa entende-las e quando já as apreendes-te ponhem uma nova ou mudam as que já havia e confundem e som de obrigado cumprimento baixo pena de multa com o que e incitam aos assinalamentos buscando culpáveis; pelo que eu nem jogo, nem corro, nem me rio e até há quem pretendem que cale e nom berre.

Isso sim, canso estou de mais de tudo isto; se bem disto muito de estar contente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s