“Medidas españolas sobre Tabaco e COVID .- Um sem-fim de incongruências sanitárias”

Quando o confinamento nas vivendas, quando a maioria da povoaçom só podiamos sair dos nossos fogares para passear nossas mascotas de quatro patas, mercar alimentos, produtos de higiene e limpeza e outros considerados de primeiríssima necessidade, naqueles dias nas que iamos todas sempre mascaradas – muitas de maneira voluntária, sempre obedientes aos ditados dos governos inda que nom os entendam; outras porque assimilaram coma própria a campanha mediática medorenta ou porque entraram em situaçom de pánico ao contágio; e outras muitas porque nos ameaçaram a golpe de talonário de fortes multas-, naquelas semanas quando milhor ar se respiarava, quando menos poluçom havia nas nossas vilas e cidades ou tinhamos que estar encirradas ou ao sair todas levávamos tapadas nossas bocas e nossos narices … Pois be,m, na altura de todas essas circustâncias, que ainda nom tivemos tempo para assimilar ou esquecer e que já marcaram nossas vidas e nosso futuro, algumas incrédulas e falhas de fé nos mandatos guvernamentais e/ou nos acordos dos organismos internacionais, vislumbramos tudo isto que se está a passar coma um experimento a nível internacional de control abusivo da povoaçom imposto sob uma escusa sanitária -como se alguma vez se preocuparam à sério pola nossa saúde!!-.

Tras a adopçom de medidas que ninguém entende bem, houvera muitas pessoas que as assumiram e assimilaram coma próprias por moi absurdas que poideram ser e se sumaram entusiastas ao carro de aplaudir quando era hora de aplaudir e tamém de assinalar a toda pessoa que, segundo seu corto nível de entendemento, nom cumprimentara estritamente com essas ordes que vinham impostas desde arriba sob ameaças. Essas fervorosas entusiastas dos mandatos de governos e governinhos derom sobradas monstras do seu afã colaboracionista para conseguir, supostamente, reservar a saúde de toda a cidadania (bom de toda, toda nom, pois as currelas de serviços básicos seguirom ao pé do canhom contra vento e maré sem que tiveram nenhuma recompensa nem reconhecemento público por tam esmerada e arriscada funçom social) e assim aplaudiam todos os dias as 20 hs ás polícias todas que faziam soar suas sereias a tudo volume de entusiasmo orgiástico e ao pessoal titulado dos serviços sanitários. Será coisa de classes, mas eu nesse tempo nom souvem de nenhum chamado á povoaçom desde os governos para que se agradecera o trabalho de celadoras e limpiadoras ou das caixeiras das cadeias de alimentaçom ou às pessoas que seguirom varrendo as ruas, coidando jardins, manejando buses ou camions de reparto, trabalhando em altura na construçom, lavrando as terras de cultivo ou dando tombos nos mares sobre barcos de pesca.

Foi por entom que o governo español acordara que entre os serviços básicos e imprescindívies estavam os ESTANCOS, mas nom pola sua laboura filatélica de venda de selos para cartas, uma tarefa caseque desaparecida ou em vias de desapariçom tras a invasom tecnológica das nossas vidas (nota para gente moi moça: as cartas eram de textos escritos com lápis, plumas, bolis ou outro artilúgio de tinta sobre quartilhas de papel que, envolvidas em sobres tamém de papel, havia que timbrar com selos de diferentes valia para que circularam entre emissário e destinatário); senom para que as que gostamos de aspirar tabaco (só ou misturado) nom perderamos esse feio vício. Uma medida que a mim me costa muito de entender nesta psicose geralizada pola saúde da cidadania. Acaso nom levam um feixe de anos advertindo-nos, nossas autoridades civis e sanitárias, de que o fumar provoca câncer, impotência, problemas bucais, mal alento, e umas quantas mais nocividades coas que gostam de adornar os envoltórios das diferentes labouras de tábaco?? Tem sentido, numa ALERTA SANITÁRIA MUNDIAL tam alarmante coma nenhuma antes se vira na história mundial, manter o acesso ao consumo de substâncias nocivas quando se nos está a encirrando nas vivendas e se nos proibe dar passeios respirando ar limpo por uma alameda ou pola ribeira dum rio??

A resposta a tal enigma é um ROTUNDO SIM.

As verdadeiras razons para que mantiveram abertas estas expendurias de veleno durante uma alerta sanitária resulta demasiado evidente que nom obedecem ao patrom dum governo que coida da nossa saúde. De ser tal entrariam em contradiçom coa essa horrível campanha que, com fotografias de moi dúvidoso gosto estético, plasmam em toda laboura tabaqueira desde anos há. Poidera ser que no fundo sim houvera razons médicas para nom pecha-las, mesmo poidera ser que alguma dessas assessoras que tenhem os governos para nom se sabe que pero que existem e cobram seus bos dinheiros públicos por isso, mesmo advertiram do perigo que conlevaria fechar estancos à vez que os bares e deixar a todas as aditas a estas substâncias privadas delas durante muito tempo (agás as residentes nas Ilhas Canarias, onde se vende o tabaco mesmo em tendas de alimentaçom e higiene). Só imaginar o que poidera passar dentro de muitas vivendas familiares se as adictas à nicotina e ao alcatrám “trám, tram”, nom poideram ver satisfeita a sua adiçom… pom-lhe os pelos de espeto até a mais calva e lampinha. Mas nom crio que isso lhes importe muito quando acordaram o nosso encerro, eu acho que havia alguma outra razom de muito peso económico duns miles de milhons de euros.

Agora resulta que alguns governinhos autoanémicos quando já todas nos vimos obrigadas a voltar ao talho (quem o tem) ou a engrossar as listas do paro ou dos ERTES e quando seguem mantendo os estancos abertos, acordam criminalizar seu consumo ao ar livre numa genial volta de porca para seguir apertando a situaçom. Seus argumentos rotundos som que as fumadoras ao expulsar o fume, chegamos mais longe com o vírus que o Teodoro García Egea, o secretário geral do PP cuspindo ossos de olivas dado que, por se ainda nom souberades tal, é o campiom mundial da especialidade e nom é uma brincadeira (ver acá vídeo)

“Onde o dinheiro manda, a saúde nom importa tanto”

Nesta mesma semana num jornal -que nom mento- escrevia uma sua coluna de opiniom Torcuato Labella, doutor em medicina, com o cabeçalho “Fumar y contagio de covid-19”, no que dizia, entroutras coisas, com muita razom que (traduzo) “as autoridades políticas tenhem um dilema difícil de resolver. Lutam duma ou otra maneira para erradicar o consumo de tabaco, pero pola outra –se botam contas– vejo-lhes pouco dispostos a renunciar à enorme cifra que reportam ao Estado os impostos com os que se recargam os produtos derivados do tabaco. Em España, concretamente, o 80 % do preço final (…). Esse 80 % de impostos, em 2018, supugera 9.000 milhons de euros ás arcas públicas. Isso é o que deixaria de recaudar, se amanhã, as medidas antitabaco e a persuassom da Administraçom convenceram a todo o mundo para que deixara de fumar. Isso sem contar as plantaçons e fábricas que fechariam com o conseguinte paro que se criaria”.

Tamém dava com a explicaçom que tenta justificar tomar tal medida da que nosso presidentinho Feijoo foi o primigénio. Assinala que deu com a explicaçom a tal fenómeno lendo uma entrevista que lhe figeram a D. Germán Peces-Barba, mandatário da Sociedade española de Neumologia e Cirugia Torácica: “a nicotina e os outros produtos que contém o tabaco nom influem na transmissom da enfermidade, mas si tem importância o feito de que quem fuma, ao inalar o fume, fam uma grande aspiraçom e em consequência a sua espiraçom do ar tamém é profunda, com o que expulsamos uma meirande quantidade de vírus, se estamos infetadas” e reafirma seu argumento sobre as grandes espiraçons das fumadoras, comparando-las D. Germán com as que fam quem falam a vozes ou cantam. Sem dúvida uma argumentaçom de muito peso e moi pouco rebatível. Mas o doutor Torcuato incidindo nessa resposta, amossa sua perspiscácia ao prantejar: “é dizer, que as infetadas nom fumadores vociferantes ou cantantes tehem a mesma capacidade infetiva que as fumadoras” e incide metendo o dedo na chaga: “e já dando por bo tal argumento, o mesmo risco de alta infetabilidade tenhem quem correm ao ar livre fazendo esporte, ao aumentar seu ritmo e profundidade dos movimentos respiratórios,(…) e nom digamos nos gimnásios, onde o maior ritmo e esforço respiratório é a norma, engadindo além, que se fai num sítio fechado”. E remata sua retranqueira diatriba sugerindo às autoridades políticas que promulguem normas proibitivas para vociferantes, cantantes aficionados de rua e quiçás para as que rim carcajeando, ao igual que deviam proibir correr na via pública e parques.

Além esta nova proibiçom vem-se a sumar ao absurdo reparto de funçons censoras entre governos e governinhos que criam confussom à povoaçom porque nunca sabes bem se te afetam ou nom, dado que nom só incide onde mores senom tamém quando se imponhem, pois se até hoje sim se pode, nunca saberás segura se a partir de amanhã nom. Em definitiva estas medidas aleatórias som ou nom de obrigado cumprimento dependendo só se estás dum ou doutro lado dessas raias, marcos, límites e/ou fronteiras coas que as humanas pretendem seguir dividindo o planeta Terra.

Mas entanto fumadoras sigamos suministrando miles de milhons as arcas públicas seguiremos sendo carne de canhom e objetivo das suas caprichosas medidas pero  nunca vam cerrar os estancos e, de momento, nom nos proibem fumar nas nossas casas; isso sim cada dia no-lo ponhem mais difícil consumir nossos vícios em público: tras proibir-nos fumar nos bares, depois nas praias e parques infantis e coches onde vaiam crianças, agora tocam ruas e terraços.

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