ESPECISMO ANIMAL na LINGUAGEM HUMANA.- Um feio vício a considerar

Vaia por diante que eu nom gosto de ponher epítetos as animais por seus comportamentos naturais. Há nisso um algo que me produz nojo quando escuto ou leio, mesmo de ámbetos anarquistas, qualificativos humanos outorgados ás animais: orcas assassinas, raposas astutas, hienas traiçoeiras, bichas noxentas,… som só alguns casos que de seguro que muitas tendes escutado nos múltiples documentários realizados, supostamente, para achegar-nos a vida animal “selvagem” ou “doméstica” às gentes do nosso maravilhoso “mundo livre e ocidental”, gentes que só temos que aposentar nossos cus em sofás e butacons a vê-lo mundo passar por uma pantalha.

Recém estes dias dim com tres casos numa RRSS que nos considera às anarquistas coma terroristas e na que ainda me mantenho ativo por aquilo da rutina e por ver passa-lo tempo perdido diante duma pantalha:

O primeiro foi ao respeito do cabeçalho e a imagem de riba publicada num jornalucho murciano alarmando da presência duma praga de animais numa urbanizaçom de lujo na costa. Se bem, quem colou a notícia -na RRSS duma plataforma da que formo parte com o nome “Salvemos el Mar Menor”– , já fazia uma sua crítica ao falsimédio por quantificar às bichas como más quando elas som inofensivas para as humanas e “ajudam-nos a controlar as pragas de ratas e ratos das que os mesmos vizinhos se queixam”; nom puidem resistir-me a tentaçom de deitar algo  meu nos comentários ao respeito de que, se bem as bichas som boas e de feito, ao igual que se passa co resto dos réptiles desta Región, estám protegidas pola lei (humana) e proibido mata-las baixo ameaça de fortes multas -segundo informaçom do “ecologista” que colou a notícia- entendo que este está assumindo que ratas e ratos sim que som más, maíssimas, para todas nós, a espécie elegida por Deus para dominar a Terra. Se bem minha intervençom no debate foi mais tíbia que meus pensamentos dado que já a maioria considerava uma barbariedade matar uma serpe, sendo coma som todas elas inofensivas e o dos ratos e ratas é um tema moi complexo no que profundizar dado a animosidade manifesta pola maioria da povoaçom que vive nas cidades (*) e assim focalicei minha crítica nos jornalistas que assinavam a crónica: UM MOI CLARO EXEMPLO DA ESTUPIDEZ MEDIÁTICA e HUMANA Esta crónica dupla assinada por I. Manzano y A. Lucas em “La Opinión de Murcia” é um claro exemplo de como o sensacionalismo e o morbo domina a cena mediática capitalista por riba da verdade. Pseudojornalistas que, em troques de escrever uma crónica educativa para pôr em conhecemento dessas “vizinhas” (mas bem donas dumas vivendas duma urbanizaçom construida sobre um entorno rural) a fauna natural dessa zona; prefirem criar alarma diante uns animales inofensivos que estám na sua habitat e dar voz á ignorância destas residentes de chalets e vivendas de lujo com campos de golf.

O segundo caso é moi provável que o conheceredes todas as que me ledes de quando em quando; dado que sucedeu nos mares circundantes da nossa terra: Orcas atacam a um velero da temível Armada española. Falsimédios tudos competindo em ver quem escrevia o cabeçalho mais morboso e alarmante e para mim que, dentre dos que eu olhei, leva-se a palma de ouro o jornal esportivo Marca (foto de arriba) que, por se nom fora bastante com o estúpido titular, ainda ponhem ligaçons a outros “assassinatos” cometidos por estes animais “sanguinários”. Neste caso já era tanto o cachondeio para com os militares atacados que me limitei a rir. Isso sim, todas as opinions eram coincidentes em que, quem se meteram onde nom deviam eram os militares; mas nom deixa de ser curioso a reaçom de naturistas nos falsimédios dando conta dum comportamento nada habitual destas orcas; como se as humanas já souberamos tudo sobre os comportamentos de cada uma dos 7’7 milhons de espécies animais diferentes que se quantificam na atualidade coma existentes no planeta e das que só pouco mais de 950 mil estám estudadas e descritas polas naturistas.

E o terceiro tóca-me de mais perto, depois de ver publicada esta imagem:
E aqui sim que nom puidem calar e colei este meu comentário: “LIMPEMOS A ANARQUIA DE PROPAGANDA ESPECISTA !! Nom sei eu que lhe tendes algumas que vos decides anarquistas contra das bichas, serpes, leons… Animais nom tenhem culpa das políticas humanas !!”

Suponho que meu arrebato veu dado porque o tema  da propaganda especista anarquista já me vêm de sempre a raiz do logo da CNT España (da que nunca fum filiado) onde um home fero e robusto abre as fouces dum leom, uma representaçom do primeiro trabalho impossível realizado por Heracles para emancipar-se do seu rei: lutar e matar ao leom de Nemeia que assolava os campos da Grécia matando gandos e pessoas.

Dizer que tempo há sabe-se da presência de leons na Europa do leste e como tal mesmo foram quantificados nos Balcanes por Aristóteles e Heródoto e há dados que determinam que a subespécie europeia de leons fora aniquilada e exterminada por causa de caçarias que ainda existiam quando o Império romano. Tudo um motivo para empenhar-se em manter este logo especista que nom logro compreender.


(*) Algum dia escreverei sobre essa dupla e estranha visom das humanas para com os ratos e ratas. Animais tam bem tratados nos contos e cantos infantis onde destacam múltiples personagens como o ratinho Pérez, Mickey, a ratinha presumida, Tom (o de Jerry), Pikachu, Totoro, … e o nojo e espanto que produzem estes animais reais a muita gente urbana que adora essas personagens de fiçom.

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