Porque existem as patentes de medicamentos??

Há uma década, no vrão do ano 2010, saia do prelo o nº 2 da revista anarquista galega por antonomásia, “ABORDAXE”, que na altura se dizia “revista anarquista pola extensión da revolta” . Na mesma, este que escreve, quem já participava nela de maneira muito ativa desde suas origens no ano anterior, participara com um meu artigo intitulado tal qual esta entrada. No mesmo punha em entredito a mesma existência das patentes de medicamentos e denunciava as mesmas por ser mais fonte de negócios que de paliativo de enfermidades pondo coma exemplo o singular medicamento “Tamiflú” que ia ter um comportamento pouco menos que milagroso para curar todas as gripes existentes e as que tenham que vir e que com o tempo demonstrou-se ineficaz mas que seguiu vendendo-se coma paliativo para as posteriores Gripe Aviar e a Gripe A, voltando a ser um fiasco curativo mas um negócio muito lucrativo. Rematava meu artigo considerando aos lideres e proprietários destes empôrios farmaceúticos coma “monstruos assassinos sem escrúpulos“, epitetos que a dia de hoje mantenho.

Colo acá o texto que por entom escrevera denunciando estas más praxes:

Porque existem as patentes de medicamentos??

Antes de nada seria bo aclarar que, o que se conhece como “patente”, nom é mais que um direito exclusivo e reconhecido legal e internacionalmente sobre a propriedade duma qualquer mercadoria a quem a inventa ou a comercializa. Este direito outorga a exclusividade na sua fabricaçom e venda e na obtençom de ganáncias e mesmo persegue a quem a cópie ou imite.

Este direito exclusivo, no caso que nos ocupa, só tem sentido ao considerar os medicamentos como meras mercadurias dum beneficioso negócio, e deixando totalmente ao margem os seus supostos benefícios paliativos ou curativos de enfermidades e doenças da humanidade.

Assim, o negócio farmaceútico, é so isso: um negócio como outro qualquer, se bem com a particulariedade de que já alcançou a cume da rendabilidade, situando-se ao nível dos negócios legais mais lucrativos junto à fabricaçom e venda de armamento de guerra.

Longe, moi longe ficam as palavras do fundador dos laboratorios Merck, um dos grandes, quando declarara em 1952 à revista Times que “os medicamentos som para a gente, nom para as ganâncias”.

Assim, desde há muitos anos, as farmaceúticas, como qualquer outro negócio, só buscam benefícios económicos, e assim os laboratórios só investem e investigam sobre supostas enfermidades que afetam às gentes pudientes ou que poideram ser declaradas pandémias no primeiro mundo.

Hoje em dia, estas “empresas da saúde” apenas adicam o seu tempo a buscar paliativos ou curativos de enfermidades que afetam exclusivamente às pessoas dos paises empobrecidos ou mesmo nom adicam esforços em enfermidades minoritárias com poucas pacientes possíveis.

Um dado sinificativo: os dois medicamentos mais rendíveis no mundo som dois fármacos que tratam os altos niveis de colesterol, uma doença da gente rica que desapareceria fazendo umha vida mais sá. Um outro dado as moradoras de Europa, USA e Japom compram o 87% dos fármacos, maiormente antibióticos, anti-histamínicos, analgésicos, vacinas e antidepresivos, entanto as habitantes de Ásia, África e a América ao sul dos USA ( onde moram as ¾ partes da humanidade) só gastam um 10%.

Mas, como é que isto é possível? Supostamente as pessoas do chamado primeiro mundo temos melhores condiçons de saude e de prevençom, mesmo há muitas enfermidades irradicadas, mas tamém é certo que as pessoas que cá moramos já nom podemos, nem sabemos, coidar de nos mesmas, somos débis, pregiçosas, irresponsáveis e toxicómanas e dependemos dum sistema sanitário que é puro negócio com os seus hospitais e laboratórios, e onde mesmo as práticas médicas fora deste sistema som perseguidas, criminalizadas e severamente penalizadas.

Outro tanto ocorre com as cópias dos medicamentos, as leis protegem e amparam às grandes empresas outorgando essas patentes que as leis do mercado internacional obrigam a respeita-las durante 20 anos, o que impede a produçom de cópias mais baratas, deste jeito, entanto estás a ler este “Abordaxe”, vam morrer miles de pessoas em todo o mundo de enfermidades das que existe cura, mas estas pessoas nom podem pagalas vacinas porque os proprietários dos laboratórios farmaceúticos nom querem nem ouvir falar da cópia barata dos “seus medicamentos”, umas cópias que permitiriam paliar verdadeiras pandémias nos paises empobrecidos como a malária ou a tuberculose e essa actitude egoista é a que defende a lei do mercado que impom que, o direito ao negócio está por riba do direito à vida.

As empresas farmaceúticas alegam que as patentes som justas porque permitem recuperar os gastos originados na investigaçom de novos fármacos e mesmo servem para gerar recursos para novas investigaçons. Deste jeito, as farmaceúticas assumem o slogan “os benefícios de hoje som os medicamentos de amanhá” o que vem a sinificar algo assim como “que ninguém questione as nossas patentes porque senom deixaremos de inventar novos medicamentos para as suas enfermidades” ou noutras palavras “deixem-nos fazer ainda que segam a morrer miles de cidadás empobrecidas deste mundo por doenças curáveis”.

Mas nom fica lá as suas ánsias de dinheiro, mesmo quando um suposto medicamento nom obtem os quantiosos benefícios com os que se contavam, o aparato mediático reconvirte esse producto como o melhor paliativo para umha vindoura pandémia. É o que se passou e se está a passar com o medicamento milagroso contra as gripes: O “Tamiflu”, um producto estrela que quando saiu do laboratório lá por 1999, ia paliar todas as gripes, mas resultou ser ineficaz e todo indicava que ia ser um fracaso económico, mas só 6 anos depois em 2005 volta a atualidade dos grandes médios como o medicamento milagroso contra duma alarmante pandémia onde iam morrer milhons de pessoas em todo o mundo: aquela que derom em chamar Gripe Aviar e que de resultas foi um fiasco, mas, no entanto, os laboratórios conseguiram vender a todos os governos do primeiro mundo milhons de caixas do Tamiflu.

Agora, só 4 anos depois daquele engano mundial, voltam com oTamiflu como remédio da nova pandémia de gripe, a Gripe A (desta deixando atrás porcos e aves, deu-lhes por chama-la gripe A, pois ha de ser mais singelo seguir o abecedário que buscar mais animais a quem bota-la culpa, agora a seguinte já pode ser a Gripe B e sucessivamente a C, a D,…). O negócio vira redondo entanto a eficácia do Tamiflu segue a ser posta em questonamento mesmo por cada vez maior número de professionais da medicina e assim laboratórios e empresas farmaceúticas seguem a forrarse com as suas vendas, os políticos curam a sua imagem em saude, dezindo que já fam todo o que está nas suas mans e mesmo os grandes médios que se fam eco da alarma e criam a histéria coletiva tamém sacam a sua boa talhada, pois estas notícias sempre se vendem moi bem, dado que contenhem umha boa dose de morbo e de medo e os laboratórios farmaceúticos pagam-lhes boas quantidades em publicidade.

Caberia perguntar-se: Som uns monstros os tipos que lideram estas empresas farmaceúticas?? Som uns monstruos quem criam as leis que os protegem, quem promovem e alentam a alarma e o medo para incrementar benefícios?? Pois eu opino que sim, que som uns monstruos assassinos sem escrúpulos, porque nom podem merecer um outro nome quem impede, por dinheiro, a curaçom de milhons de pessoas, e mesmo quem fai negócio com o medo e a alarma e quem protege e ampara com as leis a estes miseraveis.

Mas, a quem surpreende??, Vivemos numha sociedade enferma que castiga, criminaliza e encirra a quem rouba pequenas coisas e que ensalza como pessoas moi respetaveis e exemplares a quem deixa morrer a milhons de pessoas pola sua ilimitada codícia e a sua ânsia permanente de incrementar os seus obscenos benefícios milhonários

Uma ideia sobre “Porque existem as patentes de medicamentos??

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