MORRER por PROTESTAR.- Hoje nom saiu o Sol em Peru x El Pirata

Buscando na rede informaçom sobre os sucessos do Peru que vinheram duma mão amiga ou, quanto menos, dalguém com as minhas inquedanças polo que se passa no mundo mais alá do que temos diante dos nossos narices, fum dar com “El Pirata” e uma sua publicaçom na web Canal Trans , da que vos traduzo um extrato e colo a seguido deste vídeo da canle Latina que é uma TV falsimédio que, coma muitos outros em todas partes, manipula e tergiversa para dar conta dos assassinatos de dois moços nos protestos. Uma canle que conta com denúncias do povo pola sua falha de ética e sua teima em dar só voz a criminosos:

Bem-vindas às notícias internacionais e as tristezas, dores e sangue que nos entrega sempre algum lugar do mundo, como se nunca termináramos de entender.

Hoje, para além do clima, para além do calor, para além do que teus próprios sentidos podem testemunhar: em Peru nom saiu o Sol.

Manuel Merino, teu sonho de ser presidente durou pouco. Mas nom importa, quanto menos o conseguiste por umas horas. Igual que teu gabinete, que às horas deveu renunciar porque a vergonha já lhe tinha chegado a todos até o pescoço.

Já vêem como é Latinoamérica de enfadosa. nom si?

Protestam contra governos da esquerda como em Venezuela e matam-nas, protestam contra governos da direita como em Chile e matam-nas, marcham porque querem que o Congresso nom seja uma cova de ladrons como em Peru e matam-nas. E a polícia que está demasiado assustada, que toma demasiada cocaína, que se lhes vê tal qual fossem cans selvagens quando lhes soltam a correia.

Nom saiu o Sol em Peru. Mataram-no ontem, assassinaram-no à noite, assassinaram-no e nom só a ele. Jovens mortos, no meio da rua. Mas que tolice! Assassinaram a um par, como se assim pudessem deter a milhons.

E sempre assim termina a coisa nom? Com grupos que penalizam o accionar, com jovens que já nom estám, com polícias que som anónimos, com agentes de civil sequestrando, metendo-te provas na mochila, subindo-te a carros sem placas, sem identificaçom.

De memória, porque um já tem seus anos, podemos-lhes recitar o que se passa quando há ditaduras e falsas democracias. “Que uma amiga foi comigo, que a perdim na marcha, que um meu colega se perdeu, que nom o vim após a fumaça, que vimos de percorrer as esquadras policiais, que em todas nos dizem que nom, que nos hospitais nom há registro, que a seu bairro nom chegou e que é melhor que já nom busquemos”.

Mas hoje estamos mais comunicadas, ainda que cortem o sinal em toda a capital, ainda que cortem a luz eléctrica para que reine a escuridade, ainda que usem a praça como curral e nom nos deixem sair, os feitos conhecem-se, sabem-se, o mundo observa.

E que uniom tam emotiva !! Um amigo chileno explicou-nos como desativar as bombas lacrimogéneas, uma moça venezolana diz que nom levemos anéis nem aretes, um de Bolívia explicou que os cascos da moto nom som tam fortes mas que é o que há, uma mulher das marchas de México nom para de repetir que a polícia nom nos cuida e que é cúmplice e assassina.

É estúpido, é tudo tam estúpido. Que importa se Vizcarra era um corrupto ou se Acción Popular é o pior, que importa se o fujimorismo matou mais que o senderismo ou se a seño Laura coqueteou com Montesinos. Que importa se Odebrecht se carregou ao PPK ou se o Alan (García) se matou para nom ir preso. Hoje todo o debate fica, por respeito, num minuto de silêncio.

Hoje nom sai o Sol em Peru. Hoje sai um Congresso a ver como explica o inexplicável, como pede perdom, como faz para evitar que tudo se afunde no desgoverno e a crise constante.

Gatilhos, balas que nom se disparam sozinhas e que nom dispara só uma pessoa. Dispara-as um Sistema perverso que em troques de proteger os valores que deveria custodiar defende, com ordenes singelas, como cans adestrados no ataque, o ódio que os poderosos encaramados na cume parecem lhe dispensar a toda aquela que queira debater seus atos.

Som jovens revoltosas, queriam incendiar o Parlamento, queriam destruir e danificar a cidade. Som jovens da direita diziam em Venezuela. Som jovens de esquerda diziam em Colômbia. Som jovens que respondem ao pentágono diziam na China. Som infiltradas anarquistas diziam em Europa. Som a esquerda progressista que quer abortos e morte dizem as ultra cristãs americanas.

Às vezes nom respondem a espúrios interesses. Às vezes som só pessoas fartas.

Jovens, filhas, netos, de aquelas que alguma vez, talvez sim, talvez nom, tiveram que respirar uma granada de fume, sentiram o chorro de água, receberam uma porrada. E assim, sentindo que estám vivas por milagre estám muito tentadas de dizer-lhes: “Nom vaias à marcha, é perigoso”. Mas nom podem, porque sabem que tamém elas nom figeram caso quando lho dixeram a elas. E se tivessem feito caso nada nunca teria mudado.

Em Peru nom saiu o Sol. Assassinaram a Inti. E nom só a ele. Inti Sotelo Gallardo -24 anos- e Bryan Pintado Sánchez -22 anos-, foram assassinados depois de receber múltiplos impactos por armas de fogo.

Nom nos surpreende, já estamos afeitascostumadas: dim-nos “nom somos corruptos” enquanto aceitam o sobre, dum-nos “somos bons” enquanto fam suas maldades, dim-nos “vimos a unir” enquanto dividem, dim-nos “nom se usaram perdigons nem balas reais” enquanto caem mortas e feridos a puro balaço. O ministro do Interior, Gastón Rodríguez, tinha negado que os agentes da Polícia Nacional de Peru tivessem utilizado perdigons para conter o protesto.

Damas e cabaleiros, por todos aqueles lugares do mundo em onde hoje nom saiu o Sol, damos-lhe as boas-vindas ao Kaos total!!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s