Sindicato Popular De Vendedores Ambulantes de Barcelona contra pacto de pesca da UE com o governo do Senegal. Efeito-causa da Migraçom das empobrecidas

Estes dias os noticiários das canles de televisom españolas falam da ingente quatidade de pessoas africanas empobrecidas que, viajando em inestáveis caiucos, chegam às costas das ilhas Canárias ou morrem no intento de atopar uma vida milhor fora dos seus lugares da origem.

O “drama humanitário”, palavras que soam repetidamente nestes falsimédios, misturam-se com reproches de políticas que cada vez igressa seus enormes salários e dietas íntegras e que, com moi pouca integridade moral, reclamam que “esse coladero tenha fim” e que se “fagam mais devoluçons da gente que chegou lá fugindo da miseria”. Nada dim estas hipócritas da situaçom de origem destas pessoas, nom é seu problema ir a raiz dos motivos que levam a tantíssimas pessoas a arriscar suas vidas no intento de milhorar a sua situaçom e a das pessoas que deixam a atrás sem quere-las deixar. Para estas políticas, as migrantes nom som pessoas coma elas, som só um número problemático que está convertendo “Canarias num polvorim”.

Traigo acá (traduzido), co galho de tentar contrarrestar um algo tanta xenofobia, a convocatória para este vindouro sábado dum protesto em Barcelona POLO DIREITO À VIDA!! e CONTRA A SINATURA do ACORDO de PESCA da UE com SENEGAL e mais o seguinte texto que o Sindicato Popular De Vendedores Ambulantes de Barcelona vem de colar numa RRSS (em 13 de novembro) para denunciar um trato entre governos. Uma denúncia que sim vai direito à raiz do problema:

Ninguém vem a Europa para ser violentada ou escravizada, tamém nom para sobreviver. Ser mantero é a única opçom possível para aquelas que sofrem as consequências de leis estatais como a Lei de Estrangeiria e de Pactos Europeus que promovem a exploraçom de países como Senegal.

Ontem a Uniom européia voltou a assinar um pacto com Senegal para facilitar a exploraçom pesqueira do mar senegalés por parte de grandes multinacionais internacionais, muitas delas Españolas (*).

Som pactos irresponsáveis que nom têm em conta as condiçons de vida daquelas pessoas que estiveram mantendo às suas famílias graças à pesca e que, finalmente, se vêem obrigadas a deixar seu país em procura de uma vida digna e em paz.

Mas no seu caminho, em vez de paz e dignidade, encontram-se com mais violência. 2.000 pessoas saíram nesta semana da costa africana, 480 têm perdido a vida tentando chegar a Espanha. Uma semana, 2.000 saídas, 480 mortes. Um escândalo mundial de primeira ordem.

As poucas que conseguem chegar som deportadas, sem ter em conta as razons pelas que saíram de seus países, vulnerando de novo seus direitos e levando-lhes a um país desconhecido como Mauritania, o último país do mundo em abolir a escravitude. Nem sequer som devoltas a seu país de origem !!

Em frente a esta realidade:

Denunciamos a opacidade dos governos africanos e em concreto do senegalés, por ir na contramám de seu povos e a favor de empresas européias e internacionais.

Reclamamos a busca de soluçons sociais e NOM policiais. Necessitamos que o governo dirija o país tendo em conta as necessidades da gente jovem e isto requer uma política social justa e uma comunicaçom ampla e humana com a gente. O Estado investe recursos em redadas policiais no mar ou assina tratados como o da pesca. Enquanto isto suceda, jovens seguirám procurando a maneira de viver melhor arriscando suas vidas contra sua vontade. Ninguém quer desaparecer no mar.

Exigimos soluçons imediatas para que se termine este massacre. Oxalá nossos governos quigessem-nos um pouco como nós queremos a nosso povo. O mar é nossa caixa forte.


(*) O protocolo assinado estabelece permissom de pesca de atum para 28 atuneiros cerqueiros congeladores, 10 canheiros e 5 palangreiros de España, Portugal e França (10.000 toneladas ao ano), assim como pesca de merluza negra para 2 arrastreiros españoles (1.750 toneladas por ano).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s