Crônicas Pandémicas.- PODEMOS, PSOE e VOX evitam eliminar o IVE de todas as mascarilhas

Hoje saim da casa, caminho ao curro, coa mesma rutina dos dias laborais deste ano pandêmico. Uma rutina assumida, ou mais bem obrigada, que cumprimento cada dia com muito escepticismo, dado que a dia de hoje sego mantendo que nom se evita contágio algum por levar tapa-bocas e ainda menos se observamos a coma os leva postos a mairoia da povoaçom. Uma rutina que me levou a dispôr desses trapos asfixiantes colgados da porta adentro ao carom da fechadura para assim evitar esquece-lo ao sair da casa e ponhe-lo aos poucos metros de sair do portal e de estar na rua.

Uma rutina que cumpro caseque metodicamente dia a dia; agás nessas contadas ocasions nas que descubro, ditoso, e quando já levo andado uns quantos metros, nom levar posto na boca nenhum impedimento para poder inspirar bem profundo e mesmo expirar com força, tossir e até espirrar e mesmo cuspir as fleimas num pano; umas costumes moi sãs ás que sim estou afeito de sempre nos meus caseque 60 anos de existência e resistência.

Som esses felizes momentos nos que comprovo que, por muita rutina que me imponha, ainda nom assumim a condiçom de triste assimilado de quantas ordens e mandatos nos venhem impostas com muita arbitrariedade desde arriba; se bem, nessas contadas ocasions, hei de reconhecer que sempre volto até casa a pola esquecida mordaça. Nom o fago por gosto, nem para evitar ser multado, nem tam sequer para nom ser increpado polas muitas delatoras que, sempre obedentes, estám ao ajejo das desmascaradas para increpa-las nada mais deteta-las e soltar-lhes polas suas tapadas bocas toda sorte de desprósitos, escumalhos e disparates, berrando bem alto coma se se lhes fora a vida nisso e para que todas as escoitem mesmo a centos de metros de distância. Fago tal só por respeito a todas aquelas enmascaradas que sim assumiram já sua condiçom de tristes assimiladas mas que mantenhem certa dignidade humana e nunca levantariam a voz para denunciar ás suas semelhantes.

Haverá quem leia isto e nom concorde comigo na minha crítica ás delatoras porque ela tamém está convencida de que se joga a vida se ve passar polas ruas ao seu carom alguma desmascarada. Nom vou negar que “quem tem cu tem medo” e nom é raro que se pense assim dada a política desinformativa de governos e desgovernos e das opinons unánimes de tertulianas e supostas expertas nos falsimédios. Mas, se nos atingimos a que, em vários lugares da geografia mundial, a posse da mascarilha ao ar livre, foi e segue a ser voluntária, e se observamos que, nesses mesmos lugares, os contágios nom só nom foram muito mais elevados senom mesmo foram muitos menos que noutros lugares onde obrigaram ao seu uso. Assim, Johan Carlson, director geral da Agência de Saude Pública de Suécia, considera que a mascarilha nom é a soluçom e que a povoaçom nom está preparada para fazer um bo uso das mesmas, e mesmo assinala que nom só nom evita a propagaçom da Covid-19 senom que mesmo a fomenta porque influe na relaxaçom da distância social a gardar. Dito tal e qual, a única conclusom lógica á que eu podo chegar é que levar postos ditos trapos ou tecidos plásticos sobre as nossas bocas NOM EVITA NADA e mesmo FOMENTA O CONTÁGIO.

Hoje eram as 7 e meia da manhã -pese que ainda nom saira o sol- quando saim do portal do meu edifício, e ainda levava numa mão a mascarilha e na outra uma gorra para ponher. De pronto sentim um olhar cravado em mim. Aos poucos metros de onde eu moro, há uma paragem de autobus, é rara vez está baleira a essas horas. Desde lá provinha essa lacerante mirada… e, atraido mirei cara lá entanto dispunha-me a emboçar-me e a cobrir minha calva: esta minha imediata disposiçom atuou ipso facto no rostro do ajejante espia, mas foi abondo para eu perceber no seu olhar que já estava a piques de lançar uma série de impropérios cara mim e que só minha rápida ocultaçom da minha boca fora a que tapara a sua. Quitei-lhe num momento toda sua ilusom de se converter num héroi aplaudido e aclamado polo resto de expectantes ocupantes da paragem do autobus. E lisquei de lá, coma sempre, andando que è gerúndio.

E coma caseque sempre, caminhando comecei a dar-lhe voltas a cabecinha e retornou a mim a notícia que lera ontem ao respeito do IVE das mascarilhas.

Tempo atrás todos os falsimédios falaram abondo de que se a UE dava ou nom dava permiso ao governo español para reduzir o IVE de todas as mascarilhas sob a argumentaçom de que se passaram a ser um artigo de uso obrigatório para toda a povoaçom. Assim soubemos o que algumas já sabiamos: que em Portugal as mascarilhas eram muito mais baratas do que acá e que isso mesmo se passava em vários outros países da UE onde tamém rebaixaram o IVE ou mesmo o anularam com ou sem consentimento da UE. Tempo depois o governo español anunciava a bombo e platilho a sua rebaixa do IVE, se bem nom afetava a todo tipo de mascarilhas senom só às quirúrgicas descartáveis, ficando fora das rebaixas as tipoFFP2 (consideradas coma as milhores em prevençom e qualidade para lugares de trabalho e medios de transporte) e as higiénicas (as mais usadas).

A notícia de ontem á que fago referência lim-na de casualidade num bar, único lugar onde olho estes mentideiros jornais. De feito nada aparecia no cabeçalho ao respeito das mascarilhas; senom que refletia que tras as emendas aos Presupostos do Estado nada mudou para Galiza. E ilustrava o artigo uma foto camaral de Nestor Rego, único membro do BNG no Congresso español; um home da minha quinta com quem tenho compartilhado lutas, festas e desputas e de quem eu sabia se negara a apoiar uns presupostos porque rebaixam as quantidades destinhadas à nossa terra. Foi cicais esse cúmulo de circunstâncias o que me motivou a leitura do corpo dessa notícia e lá estava escrito (sic):

O deputado do BNG, Néstor Rego, registrou 234 emendas, entre elas a que fue qualificada como 002746 demandava ao Governo que «as mascarilhas higiénicas, as mascarilhas médicas e as mascarilhas filtrantes estivessem exentas deste imposto entanto esteja vigente a obrigatoriedade de seu uso geralizado pola povoaçom para previr os contágios da Covid-19».

Fontes parlamentárias presentes na comissom na que se debateu esta emenda tramsladam que Rego por pouco ganha a votaçom. A sua emenda contou com 14 votos a favor: BNG, PP, ERC, Bildu e PDECat e 18 na sua contra: PSOE, PNV e Unidas Podemos. Essas mesmas fontes falam de que nom estiveram presentes os 5 deputados de Vox nessa Comissom que, de votar a favor teria saido adiante a emenda do BNG e teria-se incorporado aos PGE.

É dizer o governo de PSOE e PODEMOS nom está disposto a rebaixar mais o IVE dum artigo de uso obrigatório para tudo o povo. É muito o recaudado tras obrigar ao seu uso e estes partidos tam progres nom iam renunciar assim coma assim a tam apetitosa quantidade de euros que lhes venhem dados sem ter que fazer nada mais que manter o uso obrigatório dos tapa-bocas.

Nom vou ser eu quem faga cair sobre VOX a culpa de nom ter-se aprovado tal emenda; tal como estám a fazer os outros partidos da direitona, C’s e PP; que de seguro, se estiveram no governo, tampouco renuncariam a tal pastelom. O meu olhar vai encaminhado a PODEMOS, essa força que se di que nasceu do povo que protesta e que agora nos obriga a levar um tapa-bocas permanente e tirar boa talhada dessa obriga; pois nom só quita bos réditos do IVE, senom mesmo conta com a recaudaçom polas multas no caso de incumprimento da obrigatoriedade do uso das mascarilhas e assim ainda enchem mais a coleta impositiva graças á Covid.

De todas tampouco é que aplauda ao Nestor e ao BNG, eu coma anarquista nom me resignaria a pedir ao governo a exençom do IVE dos tapa-bocas, senom que exijo a nom obrigatoriedade de seu uso e mesmo o seu reparto gratuito a toda a povoaçom que as demande.

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