NÃO SOU FEMINISTA. SOU ABOLICIONISTA DA CULTURA REPRESSIVA x Sofía Ramos

Muito interesante esta opiniom numa RRSS da ativista argentina Sofía Ramos, quem se autodesigna coma “Poeta hiperlubricada. Cantante. Esotérica empedernida. LTF, abolicionista da cultura repressiva”. Escritora – Colunista e Membro do programa radial de culto El club de los Sofistas

Convido a sua leitura pausada e reflexiva. Com especial adicaçom a Aturuxas e demais inquisidoras da moral e das sexualidades diversas. Recolho, (traduço), e colo:

-Porque, para começar, as categorias de homem e mulher não me dim nada. Não significam nada. Não existe o homem, nem a mulher. Não tenho identidade estática. Sou em tanto gerúndio. Sou em tanto metamorfose.

-Porque o feminismo é o cristianismo moderno. Porque as feministas são legisladoras do orgasmo. Polícias do erotismo, militares do corpo (ainda que criam que trabalham polo contrário).

– Porque encantam-me as polhas e a cada vez encontro mais feministas esforçando-se por ser lesbianas, lamentando sua erotizaçom com as polhas (tenho o morbo de que goste dos homens, tem dito Pichot).

-Porque o feminismo é uma religiom e o ritual de iniciaçom é definir-te vítima. Reconhecer-te vítima. Resignificar um a um teus atos sexuais para encontrar qual foi o do problema. Furgar na tua memória para que aquilo do que goçavas, poida ser olhado como um acosso (a memória está feita de nossos inventos).

Devir vítima. Identificar-te como vítima. Pensá bem, dá-lhe, alguma vez tiveste que ter sido manipulada ou violentada ou violada ou acossada (que, a cada vez mais, usam todo isto como uma mesma coisa).

-Porque os mandamientos feministas aniquilaram toda a seduçom: não te maquilharás/ não te depilarás/ denunciarás a um home-macho-varom que dantes de te olhar aos olhos, olhe às tuas tetas/ serás gorda/ pintaras-te umas mechas de cabelo verde/ usarás lenços de todas as cores/não exporás publicamente teu cu se este é parado, duro e belo.

-Porque os homens não são manipuladores/violadores/violentos em pausa, em potencial. Os homens, segundo o feminismo, são violentos até que se demonstre o contrário.

“Os homens”, “As mulheres”, como se todas fôssemos o mesmo, perdidos em massas homogêneas determinadas pelos genitais com os que nascemos.

-Porque longe de destruir as etiquetas, multiplicaram-nas (e não, precisamente, para uma experimentación de multiplicidade poética. De identidades múltiplas e lúdicas. De máscaras e metamorfoes. De gerúndios eróticos). Essa listagem de identidades intermináveis que inventaram, segue sendo partero de etiquetas, encaixes e moldes.

-IDENTIDADE DE GÉNERO: existirá uma outra combinação de palavras mais horrível?

Do opresor binário ao opresor múltiplo. Não é negócio. Não vou definir meus gustos na cama. Hoje gosto de apanhar com tipos, amanhã com tipas, passado com um cavalo e no mês que vem quem sabe…

-Porque não quero leis nem direitos que me protejam. Menos que me protejam pelo só feito de ser mulher. Não quero Ministérios. Não quero delegacias. Não quero ser parte de um estado que se apropria de meus conflitos. Que se apropria de meus trânsitos. Que se apropria de meus abismos. Não quero que nenhum presidente me contente com uma lei festejando que destruiu ao patriarcado (e vos o aplaudis? não te dá, ao menos, bronca, que te entrampem assim?)

-Ao macho escracho: o escrache é uma ferramenta punitiva. De castigo. De vingança. Completamente repressiva. O escrache é uma ferramenta miserável.

-Porque não me creio com autoridade moral por ter concha ou útero para falar de certas coisas em frente a pessoas “não gestantes” (neste caso que a palavra já tem “e”, como fazemos? Persones? Gestantas e gestantos?). Não me creio com autoridade moral para nada porque, direitamente, ódio à autoridade e vivo da maneira mais imoral possível.

-Porque “tengo un cuerpo bien macho, que nunca será cuerpa”, digo num poema.

-Porque a linguagem inclusiva é uma estupidez e nem sequer sabem-no usar quem desejam usá-lo. A ver, muchaches, se o substantivo é com e, o artigo também.

– Empoderar-se? E, cá, ninguém melhor que Belu Maletti para contratacar: “e eu que pensei que o problema era o poder…”

-Porque não NOS estám a matar. Estám a matar pibas (ok, não se enojem, pibas, pibes, pibis). Não vou entrar nunca nessa vitimizaçom coletiva por ter concha.

-Para os que estám a pensar: “mas se vos no 2018…” sim, fum à marcha do aborto. E não voltaria a ir ao Congresso da Naçom a reclamar uma lei. (Ai Sofía, que contraditória!).

-Porque com todo o circo que fam, o único que ganham é que os casos de pibas mortas se consolidem perfeitamente entre as dinâmicas mais poderosas. Se as mortes seguem e seguem aumentando, não se dão conta que estám a apontar mau com as alianças, com as ideias? com as buscas?.

-Porque a ESI (*) é outro mecanismo de controle. Escola e sexualidade: aliança repressiva assegurada. Outra parcela de Deus para estabelecer que, como e com quem apanhamos.

-Porque sexualidade não é o mesmo que erotismo.

-Porque a categoria de femicidio não fai mais que fortalecer a brecha, a diferença, e a minimizaçom da mulher. Categoria arbitrária (como todos os delitos). Como comprovar que um homem violenta a uma mulher só pelo feito de ser mulher? Sabem quantas vezes tenho escutado dizer em conflitos menores “e somei-lhe cargos por género”?

-Porque os slogans nem sequer funcionam como tais: ”nasci para ser livre, não assassinada” que significa isso? Quem nasce para ser livre com todas as cadeias com as que nos trazem ao mundo?

-Porque olho porno e apoio às putas.

-Porque não há intensidade erótica possível se encerram ao prazer entre bordas. Entre varas. Entre algodões. Entre condições. O prazer pertence ao âmbito dos suburbios, do escuro, do sujo, do baixo. O prazer é um dos portais ao infinito.

-Porque sou uma ninfa de Dioniso. ( Dionisio versus o crucificado/ Ninfas versus feministas).

-Porque não há que deconstruir. Há que destruir.

-Porque som hiperlubricada. E o feminismo é seco.

-Porque não se pode abolir ao patriarcado sem abolir à cultura repressiva.


(*) ESI Programa Nacional de Educación Sexual Integral criado polo Ministerio de Educación de Argentina em 2012

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