[Ilhas Canárias] SOLIDARIEDADE com Ruymán Rodríguez, detido, torturado e que agora vai ser julgado.

Nom conheço ao Ruymán persoalmente, mas é uma pessoa coa que, as gentes envolvidas na revista anarquista galega Abordaxe tivemos repetidos contatos e à quem, nom poucas vezes, demos cobertura nos nossos sucessivos blogues informativos e página web (as mais das vezes fora para dar cobertura aos sucessos em torno ao projeto comunitário anarquista de “La Esperanza”, que algúm suposto jornalista qualificara nom há tanto coma “a meirande comunidade okupa de España”) e mesmo figeramos-lhe um oco a um artigo de seu no nº 7 da revista em papel (no derradeiro que eu participei coma parte da equipa editora). Mesmo eu nesta minha humilde bitácora, tamém tenho compartilhado (e traduzido) vários artigos de analises seus sobre Anarquismo.

Agora venho de saber, graças às compas da Federación Anarquista de Gran Canaria (FAGC) que o Ruymán vai-se enfrontar ao entramado político-judicial español no vindouro 24 de março, acusado de ter dado um pontapé a um Guarda Civil no quartel onde estava retido e sendo torturado apôs duma detençom ilegal.

Sua culpa: Ter denunciado receber torturas estando encirrado

Colo acá o seu Comunicado de Apoio (traduzido), assinado polo Sindicato de Inquilinas (SIGC) e a Federación Anarquista (FAGC) de Gran Canaria:

No vindouro 24 de março a exemplar democracia espanhola celebrará uma nova farsa, um julgamento por outra montagem policial e judicial que só busca agochar outro caso de torturas por parte das Forças e Corpos de Seguridade do Estado. A fiscalia pede 1 ano e 6 meses de cárcere, além de 770 euros de multa, a nosso companheiro Ruymán Rodríguez por supostamente ter dado um puntapé a um Guarda Civil no quartel onde o retinha e torturava depois duma detençom ilegal.

O seu juíço tem lugar, suspeitosamente, no meio duma onda repressiva agravada que acabou com Pablo Hasél e Elgio condenados por suas letras, e com várias detidas nos protestos que se organizaram como consequência disso em várias cidades do Estado. Frente ao aumento da desigualdade, a ausência de futuro e oportunidades e a incerteza, a resposta do Estado é armar-se e bater. Ao mesmo tempo, em Canárias, o governo “mais progressista da história” prende milhares de migrantes em autênticos campos de concentraçom sob condiçons desumanas, violando seus direitos como seres humanos. Enquanto se reproduz o discurso fascista, gerando um terreno propício para seu crescimento e normalizaçom.

Não esperamos nada de um sistema judicial que nunca irá contra seus próprios agentes. E muito menos quando é um anarquista a quem julgam. À fiscalia basta uma montagem suja e torpe duns guardas civis que se assustaram quando nosso companheiro começou a vomitar sangue. Para eles tanto tem que a detençom fosse ilegal: tudo é parte dos esforços do Estado, com a colaboraçom dalguns meios [de comunicaçom] afins, para derrubar o projeto autogestionário de “La Esperanza”, que durante 9 anos deu abrigo a mais de 200 pessoas e que foi replicado em outros pontos da ilha.

Mostramos as misérias das instituiçons por cima de suas expetativas. Alojamos mais pessoas nas Canárias que todas as administraçons públicas juntas e politizamos e organizamos a “essa ralé e essa gentalha”, como os chamavam os guardas civis enquanto torturavam nosso companheiro. Por isso, em sua torpeza e ignorância, processam nosso companheiro; porque creem que uma vez decapitada, a serpente morrerá. O que não entendem é que a FAGC e o SIGC não funcionam com líderes. Não cabe em sua quadrada cabeça de funcionários hierarquizados, que somos a resposta organizada da necessidade de milhares de pessoas, que nenhuma de suas leis e corpos repressivos conseguirá aplacar: a vida e a dignidade.

Negamo-nos, não obstante, a que nosso irmão acabe no cárcere por ter-se deixado literalmente a saúde e a vida para que centos de famílias tenham teito, para que recebam atençom sanitária, para que comam. Terám-nos em fronte. Por isso as filiadas do Sindicato de Inquilinas de Gran Canária chamamos a todos os coletivos e indivíduos do Estado e do resto do mundo a mostrar sua solidariedade com nosso companheiro. Porque a sua luita, como a de tantas outras que já estám no cárcere, é a de todas e seu destino pode tamém ser o de todas.

Liberdade para Ruymán!!

Basta já de repressom policial!!

Sindicato de Inquilinas de Gran Canaria

Federación Anarquista de Gran Canaria

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