Arquivo mensal: maio 2021

Morar só é sinónimo de má qualidade de vida cidadá segundo o projeto europeu Urban Audit

Este cabeçalho -dum pseudojornal que se di galego e do que nom me quero lembrar-que recolhim dum “pantalhaço” na sua versom digital e tal e qual,… é verídico, e eu lim-no refletido tal qual na sua ediçom em papel na passada sexta feira -venres- e fora entom que eu flipara por cores com tal tratamento.

No cabeçalho, o redator do artigo, um tal Carlos Punzón, reparte vitórias entre as cidades galegas e semelhara que tenhem um motivo para estar contentas com os resultados obtidos no estudo recabado no estado español sobre “Indicadores Urbanos” do Projeto Europeu Urban Audit, que, desde finais dos anos ’90, recolhe informaçom sobre as condiçons de vida nas cidades da Uniom Europeia para conhecer e medir a suas qualidade de vida.

É coma se, à hora de repartir o pastel, buscara em que destaca cada cidade por riba das demais do seu entorno e assim A Corunha é a que dispom de mais zonas verdes (sem dúvida algo positivo), Ponte-Vedra a de mais áreas naturais (fantástica qualidade) ou mesmo Compostela a mais atrativa para turistas (algo chungalí para a maioria das que moramos nela e temos que sofrir-lhes, mas sem dúvida atrativa para quem vêm de fora), a mim assombra-me que de Vigo destaquem coma positivo que é onde menos gente vive só????

Eu vivo só desde há anos e podo assegurar que a minha qualidade de vida atual é muito milhor de quando vivia acompanhado. Mesmo com isto do enclaustramento forçado pola presunta plandemia vim reforçada esta minha sensaçom de liberdade de açom ou inaniçom que me produz viver sozinho sem ter que dar contas a ninguém nem aguardar por outras para fazer qualquer coisa. Quanto menos seguiré pensando isto entanto me atope sã tanto física coma mentalmente, tal qual agora, recém cumpridos e cumprimentados meus 60 anos de vida.

E postos a pôr em questom este parámetro para assim medir a qualidade de vidas nas cidades, nom seria oportuno botar uma olhada quanto menos aos preços de aluguer?? Eu figem tal e foi buscar e atopar:

Pois mira tu !! E isto aos listos do projeto Urban Audit, nom se lhes passou pola cabeça??

E postos a rizar os rizes pergunto: Numa cidade coma Cartagena (que me veu nascer) onde há residindo acada mais migrantes sem papeis que se metem por necessidade a dúzias no mesmo piso compartilhando habitaçons; é isto uma demonstraçom da sua alta qualidade de vida?? Igual é que a resposta, tal qual dizia Bob Dylan, está no vento e que, coma cantavam A Roda, é cousa de encantamento.

[Colombia] El pueblo unido jamas será vencido! ou Quando o berro duma meninha emociona até as lágrimas!!

Colo acá este vídeo para ajudar a dar-lhe pulo internacional. Deito as palavras que Warmi Kusisita colou numa RRSS tal qual na sua língua originária, sem traduzir, porque a prosa quando rezuma poesia nom precisa de intermediários:

Las wawas emocionan hasta las lágrimas!! Las wawas nos interpelan para luchar por una vida digna. Son lxs niñxs que alimentan la esperanza de los pueblos.

Emociona ver a esta niña gritando El pueblo unido jamas será vencido! Apoyando con su voz a lxs hermanxs colombianos que en las calles luchan en contra del gobierno fascista y genocida de Duque Asesino.

Nos recuerda los tiempos del golpe de estado en Bolivia, nos emocionó Álvaro, un niño que gritaba Jallalla las mujeres de pollera! cuando pasaba la manifestación de hermanxs que luchaban en contra las violencias del gobierno de facto y paramilitares que violentaban a las mujeres de pollera y nuestro pueblo.

En estos contextos de tanta violencia, de mucho dolor, de masacres, desapariciones, encarcelamientos… las wawas y la luchas de los pueblos dan esperanza.

Fuerza a lxs hermanxs de Colombia!!

Fuerza a este pueblo berraco!!

Jallalla la Guardia Indigena!!

Jallalla la lucha de nuestros pueblos!!

Jallalla las Mamás de la 1ª línea!

Jallalla las wawas de los pueblos!


Pequeno dicionário de termos:

Berraco. Em Colombia, bravo, valente.

Guardia Indígena. Organismo ancestral próprio composto por crianças, mulheres e homes concebido como um instrumento de resistência, unidade e autonomia em defesa do território e do plano de vida das comunidades indígenas. Não é uma estrutura policial, senão um mecanismo humanitário e de resistência civil. (saber mais)

Jalalla. Palavra aymara que expressa esperança, satisfaçom e agradecemento pola vida, e que entroutras, usa-se como saúdo num ato espiritual para com a Pachamama (saber mais)

Mamás de la 1ª línea. Mulheres que após os primeiros protestos contra o Governo decidiram organizar-se para colocar-se á fronte dos protestos para assim proteger ás jovens da brutal repressom dos polícias antidistúrbios da ESMAD (saber mais)

Pollera. Som as saias tradicionais que utilizam as cholas (indígenas) e a identificaçom dessa peça com as cholas é tal que o eufemismo “mulher de pollera” ou “senhora de pollera” é usada para se referir a elas. (saber mais)

Wawas. Criança, meninha, bebé,… em quechua

[VÍDEO] “Estado Español é CORRESPONSÁVEL do SAQUEIO e as GUERRAS que provocam a MIGRAÇOM AFRICANA”

Recolho (traduço) e colo da web do jornal Canarias Semanal :

Na passada semana, o Governo marroquino permitia a entrada em Ceuta de milhares de migrantes, como resposta à decisom do Executivo español de tratar num hospital de Logroño ao dirigente da Frente Polisário, Brahim Gali, ingressado por coronavirus.

A interpretaçom desta crise política efectuada pelos meios espanhóis limitou-se a assinalar a responsabilidade da ditadura marroquina.

O sociólogo canario Cristian Sima Guerra (*), crítico da resposta oferecida pelo Governo espanhol, explica qual é o verdadeiro papel do Estado español na ocupaçom marroquina do Saara ocidental e assinala as causas estruturais da imigraçom irregular procedente do continente africano.

TITULARES ENTREVISTA:

“A intervençom militar española em Ceuta foi aplaudida pelos ultradireitistas Salvini e Le Pen”

“Os meios de comunicaçom españois blanquearam a atuaçom do exército em Ceuta”

“A migraçom africana representa tam só o 9% da que recebe o Estado español”

“À burguesia española interessa-lhe que Marrocos continue ocupando o Saara porque participa em seu saqueio”

“O discurso humanitário sobre a emigraçom serve para ocultar suas causas políticas”

“A guerra de Líbia gerou outros conflitos que se encontram na base do incremento migratorio”


(*) Cristian Sima Guerra é sociólogo, membro da Assembleia Popular de Fuerteventura e da Rede de Apoio às Pessoas Migrantes de Fuerteventura.

Que se passa em Palestina??

Se precisas duma explicaçom muito simples e contundente em menos de minuto e meio aqui a tês:

Se queres saber mais, podes atopar informaçom em muitos sites. Eu mesmo, durante minha etapa de radialista na Kalimera, a rádio livre de Compostela, figem essas buscas e cheguei a emitir algum que outro programa sobre o enquistado problema Israel-Palestina.

Acá vos deito um par de programas dos que eu emitira polas ondas livres da Kalimera:

  • Programa “Israel-Palestina”, emitido por vez primeira em novembro de 2006, onde fago uma analise da situaçom que se mantém por igual desde há muitos anos por aquilo de que a potência militar e assassina dos sucessivos governos de Israel contam com o silêncio cumplice de todos os governos do chamado 1º mundo quando nom com os parabéns e aplausos às suas políticas invasoras de okupaçom e tamém com o silêncio tácito de seus grandes falsimédios, que amossam muito interés (económico e social) em tergiversar e manipular as notícias sobre a situaçom que lá se sofre (maiormente polo povo palestiniano) e/ou se aplaude (por boa parte do povo isaraelita):

  • Programa “Palestina 2010” emitido por vez primeira em 18 de novembro desse ano de 2010 com o qual sumei-me (com 2 dias de retraso) a Campanha Internacional “Stop the Wall” Semana contra el Muro de Apartheid, convocada do 9 ao 16. Nele presto minha voz para a leitura de Contos e Poesias de autoras palestinianas coma minha aportaçom à luita para derrubar o muro de Cisjordania e todos os muros existentes no mundo:

Se me casas, esquéce-te de mim! Um berro de hoje duma menina de La Montanha (Guerrero, México)

As pessoas que vivemos imersas numas sociedades da Europa cristã, que se crê o faro da humanidade, estamos afeitas a escutar vozes críticas e airadas contra do machismo exarcebado nas práticas muçulmanas atuais coma consequência duma sua cultura que tildamos de patriarcal. A obrigatoriedade de seus véus, desde o simples hiyab até as terríveis burkas, causam nojo e arrepios entre ateias e cristãs; os haréns e mesmo os matrimónios de conveniência pautados polos pais, seguem escandalizando ás europeias de bem deste século XXI.

Estas tristes realidades inegáveis som argumentos de peso para políticas xenófobas e para extender ódios entre gente muito católica e apostólica que se crê muito superior em ética e costumes porque presuntamente isso já há tempo que já nom se passa nas nossas sociedades europeias de origem cristã e mesmo lá onde nossos ancestros foram “evangelizar” e redimir as indígenas a golpe de cruzes e de arcabuzes.

Pois bem, hoje chegou este texto a mim… Está escrito por uma moça de La Montanha do oficialmente denominado Estado Libre y Soberano de Guerrero, conhecido polas turistas europeias polas suas famosas praias de Acapulco; uma zona que fora “evangelizada” por frades agustinos. Nesta regiom habita a meirande parte das atuais indígenas guerrerenses: nahuas, mixtecos e tlapanecos.

Recolho, traduço e colo da web do Centro de direitos humanos da Montaña, Tlachinollan:

Como meninas indígenas da Montanha nunca imaginaríamos que após os 12 anos encontraríamo-nos a um passo para nos casar. Nossos pais nunca nos dim nada sobre o que pensam de nós, porque consideram que som temas que só se tratam entre os maiores. Apesar de que já me tocou ir à escola, lembro que muito pouco praticáva com as minhas amigas, sobre que íamos fazer ao terminar a primária. A verdade, só pensavamos em jogar e fazer o que nossas nais nos mandavam. Lembro que uma companheira me digera “se meu pai me quer casar, melhor vou-me ir da casa”. A essa idade ainda não lhe atopava sentido ao que me dizia. Minha mestra de sexto ano, várias vezes digera-nos que seguíssemos estudando, que saíssemos do povo para que não fôssemos sofrer, como nossas nais. Quando via que fazíamos bem a tarefa, chamava-nos para perguntar-nos se tínhamos família em Tlapa, porque lá poderiamos estudar a secundária. Notava-se que nos queria mais que aos meninos. Nesse tempo éramos 54 de sexto; 34 do grupo A e 20 do grupo B. Meninos eram 32 e nós 22.

Para nossos pais o mais importante é rematar a primária porque lhes interessa muito que falemos bem o espanhol, ainda que nos esqueçamos do nosso idioma. É o único estudo que nos dam, sobretudo às mulheres. Querem que aginha lhes ajudemos a trabalhar no campo e que casemos a temporã idade. Quando não há suficiente terreno para sementar, várias famílias vam-se trabalhar como jornaleras agrícolas a Sinaloa ou a Chihuahua, durante seis meses. Som contados os pais que querem fazer o sacrifício para que alguém da família sega estudando a secundária fora do povo. Para eles é muita despesa, porque não há quem lhes contrate no campo. Por isso vários moços se organizaram para ir de jornaleiros, mas como o dinheiro não atinge, agora se estám a ir a New York. Pedem prestado e com o que juntam em Sinaloa, contratam um “coiote” e lançam-se sem medir os perigos. Só a eles foi-lhes bem no povo, porque com os dólares que ganham, podem comprar a sua camioneta e construir a sua casa.

Uma minha curmã casou fai coma quinze anos com um paisano que chegou de New York. Têm duas meninas e um menino. Sua vida é muito triste por culpa de seus pais. Ela fala-me de que quando seu esposo bebe, sempre lhe pega. Ofende-na e diz-lhe que se juntou com ela, por culpa de seu pai. Recorda-lhe que pagou dinheiro para que se casaram. Por isso sente-se com direito de malhar nela. Fai uns meses decidiu-se a sair de sua casa com suas 3 menores para refugiar-se no domicílio de seus pais. Pediu o apoio para que a síndica do município pudesse intervir. Sua maior desilusom foi quando a síndica deu-lhe a razom ao seu esposo, e que, além a pressionara pára que regressara com ele. Em lugar de apoiá-la culpou-na de que seus filhos sofressem as consequências da sua rebeldia. Um familiar animou-na a não desistir e foram diante o juiz de paz. Apesar de que foi atendida, a família do esposo chegou com o comissário para declarar contra ela. A mesma sogra pujo-se de exemplo, comentou que seu esposo batia nela e que não pode fazer nada porque seus pais receberam dinheiro por ela. Com esse argumento reclamou-lhe que não tinha direito a se queixar. O juiz, em troques de proteger os direitos de minha curmã, cedeu em favor do esposo, recebendo dinheiro de por médio. O problema complicou-se porque o comissário citou aos pais e aí os homens encarregaram-se de reganhar a minha prima e a obrigá-la de que regressara a sua casa. Tivo a amarga experiência de que nem a autoridade da comunidade nem do município a defendessem. O pior de tudo é que regressou com seu agressor, porque não há quem a proteja, muito menos encontrou alguma oportunidade para refazer a sua vida num outro lugar. O que mais me dói, é que como mulher não podo fazer nada por minha prima, porque já o vivemos com outros casos que se apresentaram ante o ministério público. Aí é pior, porque não te atendem, e mais bem te maltratam quando escutam que não falas espanhol. Aí a justiça sai cara porque tens que pagar um advogado particular ou dar-lhe dinheiro ao ministério público para que te faga caso. De todos modos, não serve de nada, porque todo se arranja com dinheiro e as mulheres atopamo-nos desabrigadas e pobres.

Graças a minha tia pude estudar a secundária em Tlapa. Custou-me muito sair de minha comunidade, porque tivem que me enfrentar várias vezes a meu pai. Ele é muito machista. Não me fazia caso quando lhe dizia que não ia aceitar que recebesse dinheiro para que eu me casasse. Não gostava de meus comentários. Mais bem fazia-me enojar. Em várias ocasions demonstrou-me que o faria e que pediria até 200 mil pesos. Pujo-me a prova e não tivem outra que lhe dizer “vais deixar entom que malhem em mim? Para isso queres o dinheiro? Com que cara me vas defender se antes recebeste dinheiro por mim?” Minha nai escutava em silêncio e era minha aliada. Em todo momento aconselhava-me pára que estudasse. Punha-se como exemplo “olha filha queres viver como eu? Tes-te que levantar muito cedo para pôr o nixtamal, para moer e fazer as tortilhas. Ti já o sabes, lembra-te de quando te levava ao campo com o almorço. Tamém há que trabalhar no cerro. É duro ser uma mulher de campo, sobretudo quando não sabes ler nem falar o espanhol. Ninguém te vai defender. Por isso quero que lhe botes ganhas ao estudo”.

Valeu a pena a luita que dim com meu pai, lembro muito bem quando uma vez me dixo “não vou permitir que alguém te pegue. Se o fai te iria defender e trazer a minha casa”. Sentim que suas palavras saíam de seu coraçom, porque eu conheço a meu pai. Não cabe dúvida que tomou á sério o que lhe dizia e pouco a pouco fum convencendo-lhe. Quando saím a estudar a secundária e a preparatoria em Tlapa, minha vida deu um giro. Sentim que se abriu meu horizonte, porque ademais sentim-me capaz de estudar uma carreira. Perdim o medo e adquirim maior seguridade sobre o que eu queria fazer com a minha vida. O melhor que me passou na universidade é que me ajudaram a revalorizar a minha cultura e a minha língua, reafirmaram a minha identidade e em troques de me envergonhar de minha terrinha sentim-me mais orgulhosa, e compreendim que os costumes das comunidades som importantes, porque é a melhor maneira de defender com força nossos direitos como povos. A licenciatura em desenvolvimento comunitário da UPN ajudou-me a localizar a situaçom de dominaçom que padecemos as mulheres indígenas. Não é possível que nossos pais nos obriguem a casar a temporã idade e que nos neguem a oportunidade de estudar. Tamém se perverteu o costume que dantes tinha, de levar um presente para que um embaixador fosse em nome da família a pedir a mão da noiva. Agora tudo se quer arranjar com dinheiro. Bem como na cidade o dinheiro manda, tamém querem que no povo seja assim. As mulheres não somos mercadorias, por mais obedientes e respeitosas que sejamos dos costumes do povo. Não podemos suportar mais esta violência dos homens, muito menos que denigrem a nossa vida e que o álcool e o dinheiro os embruteça, para ser vítimas de crimes de ódio, e para que sigam desangrando nossas vidas por tanta crueldade e indolência das autoridades.

Quando lhe dixem a meu pai “se me casas esquece-te de mim!”, sento que lhe mudei a vida. Não só por ser a sua única filha, senão porque me viu decidida a não obedecer-lhe nem a respeitar o costume dos senhores. Chegar a este extremo não foi fácil. Agradeço-lho a minha mãe e a minha mestra de sexto ano, quem depois confio-me que tinha deixado a seu esposo, porque não permitiu que a golpeara. Fijo que me orgulhasse quando me dixo que, dos 54 estudantes da geraçom do 2003, só eu terminei os estudos de licenciatura. Entristecim-me quando uma ex companheira de sexto de primária comentou-me no povo “quem poidera ser coma tu que seguiste estudando. Vê-se que tens uma outra vida. Eu casei aos 13 anos e agora tenho 6 filhos. Aqui no povo sofre-se muito. Tens que te levantar cedo, trabalhar todo o dia, sem ganhar dinheiro e acima de tudo, suportar ao marido”.

Hoje entendo que como meninas indígenas seguimos sendo reféns de práticas comunitárias que truncam nosso futuro como mulheres livres e autónomas. Somos tamém a eslabom mais frágil dum sistema patriarcal que cosifica e mercantiliza nossa vida como mulheres. Somos reféns duma justiça estatal misógina que nos condena por defender nossos direitos, que fai escárnio do nosso sofrimento e que é corresponsável da violência feminicida, pola impunidade que impera e a colusom que existe com os perpetradores.

Mark Zuckerberg censura em Facebook às críticas ao extermínio de palestinianas polo governo de Israel

“Fui criado judeu e depois passei por um período de tempo no que questionei coisas, mas agora acho que a religiom é importantíssima”, digera em 2017 o criador de Facebook.

Suponho que seu judaismo praticante é uma razom de peso para nom permitir na sua “Rede Social” qualquer publicaçom que utilize um dos seus símbolos sagrados para criticar a política assassina do governo israelita e de seus militares e com o apoio explícito da maioria da sua povoaçom.

Nom é a primeira vez que recebo uma sançom de vários dias sem poder publicar nem comentar nem compartilhar nada nesta presunta Rede Social, mas entendo que se faga e nom me surpreende. Á contra !! Receber nestes tempos uma CENSURA no FB é sinal de que algo fás bem. É mais… Seria preocupante comprovar que, numa RRSS controlada e dominada por CENSORES PROFISSIONAIS de tam pouca talha ética coma Ana Pastor, permitiram qualquer crítica a um governo ASSASSINO.

publiquei nom há muito nesta minha bitácora a minha contrariedade ao comprovar que há muitas publicaçons anarquistas no FB criticando que FB está a censura-las!! Mas… que esperávades destas mal chamadas Redes Sociais impulsadas por gente com muitíssimo ánimo de lucro ??

Tamém nom há muito publiquei que Facebook defende o NAZISMO e CENSURA ANTIFASCISTAS ao “sofrer” outra censura de vários dias de “castigo” tras dar pulo no meu muro a estoutra imagem:

Por entom escrevera que “ou bem as coidadoras do FB estám muito erradas ao considerar que esta publicaçom contém elógios ou apoios a terroristas ou à violência organizada e ao assasinato em massa ou bem som pro-nazistas e de ai seu enfado e castigo.

Agora as respostas a estas minhas dúvidas seguem sem estar satisfeitas; sego a duvidar se Mark Zuckerberg defende o judaismo ou bem defende o nazismo; ou, tamém, porque nom, âmbas doutrinas de Holocausto e Extermínio.

Vacinadas ou Vaciladas .- Misturar Alhos Zéneca com Bugalhos Pfizer

O dicionário “Estraviz”, sempre fiel á sua autodefiniçom “uma explosão de luz no universo da língua”, recolhe duas acepçons que reflitem o sinificado da expressom popular galega “misturar alhos com bugalhos”:

Curioso é que a conjunçom de âmbas acepçons serva para descrever à perfeiçom a situaçom criada na atualidade para com as miles de pessoas, minores de 60 anos, que tempo atrás foram vacin(l)adas com a 1ª dose de AstraZéneca, e às que agora – após o escándalo universal que se manifestara tras detetar-se dentre elas vários casos de trombose e mesmo alguma morte- pretendem injetar-lhes a Pfizer na 2ª dose ao tempo que lhes obrigam a assinar um seu consentimento dantes de ser de novo picadas (algo que nom se fijo com ninguém mais até agora).

Mas coma eu nom som cientista nem tenho argumentos próprios para assentir tal, remito-me ao que declararam recém algumas das cientistas procovidianas mais reclamadas polos falsimédios coma expertas durante toda esta tolémia:

“No se puede hacer experimentos de algo que no está demostrado, como es combinar vacunas en busca el riesgo cero. A eso no se debe ir”, Margarita Val (viróloga do CSIC)

“El problema es que este ensayo clínico, del cual se dieron los datos este martes, no es suficiente para decir que combinar las dosis es seguro. No es un ensayo clínico hecho para eso, es un ensayo clínico de fase 2 para medir inmunogenicidad, no seguridad”. Cesar Carballo (médico de urgências do Hospital Universitario Ramón y Cajal, Madrid)

“Decir que La segunda dosis con Pfizer es eficaz y segura para los que recibieron una primera de AstraZeneca es una locura, porque este ensayo no tiene potencia para mirar ni eficacia ni seguridad”. Daniel Prieto-Alhambra (professor de Farmacologia da Universidade de Oxford)

“Estoy decepcionado con esta decisión, el estudio es muy loable pero no suficiente para tomar una decisión así. Los resultados que explican que aumentan los anticuerpos es, hasta cierto punto, obvio. Lo que no es para nada concluyente, porque el estudio es muy pequeño, es si puede dar complicaciones. Por eso a muchos especialistas este estudio no nos parece concluyente ni decisivo”. Daniel López Acuña epidemiólogo e exdireitor de Emergências da O.M.S.

[Tarajal, Ceuta] Uma História Verdadeira de Migrantes e do Governo mais progre da história d’España

Sem dúvida as imagens que se reflitem nesta vinheta da moça da Cruz Vermelha atendendo com toda sua empatia a um home exausto, junto a das do herói picoleto com um bebé no seu colo libertándo-lhe das aguas da praia de Tarajal (*), de tam tristes e vergonhentas lembranças para os membros desse corpo armado, constituem a estampa mediática que mais interesa ao Governo mais progre da história d’España, tal como se autodefine o governo atual de PSOE-Unidas Podemos.

Interesa e muito às hipócritas Podemitas que estavam na oposiçom na altura dos acontecimentos vividos em fevereiro de 2014 nessa mesma praia do Tarajal quando foram assassinadas 15 pessoas a mãos de pistoleiros da Guarda Civil. A essas que por entom, co galho de ganhar protagonismo social (e votos), mesmo chegaram a fazer um ato de homenagem no Congresso español às 15 pessoas mortas no sucesso -vítimas segundo elas- e colocaram-se à cabeça dos protestos que exigiam do governo de Rajoy que se aclarara a tragédia do Tarajal… essas que som as mesmas que, agora no Governo, sem dúvida goçarám observando coma se desvia a atençom mediática cara às declaraçons xenófobas de fascistas da corda de VOX e assim safar elas dos focos coma se o que se passa nom fosse nada com elas.

Nom é minha intençom ao escrever isto restar-lhe importância as declaraçons de neonazistas e outros elementos de baixa estofa, mas sim tratar de focalizar as culpas a quem corresponde; porque a situaçom que se vive estes dias nas fronteiras de Ceuta e Melilla nom mudou o mais mínimo desde há anos; valados seguem altíssimos e cheios de concertinas afiadas que mutilam os corpos e cortam a vida; os picolos fronteiriços – agora que já nom podem disparar-lhes com suas armas de fogo- seguem a tratar a quem queira cruzar a raia coma um estorbo, coma um bicho molesto ao que há que empurrar contra as rochas, patear-lhes coas suas botas militares de ponta de aceiro ou tirar-lhes ao água para que afoguem (ver vídeo de abaixo e convido a prestar ouvidos às palavras da presunta jornalista de Faro Tv no minutagem 1’20” quando assinala aos militares espanhois “desbordados” coma as VÍTIMAS PRINCIPAIS duma autêntica OFENSIVA HISTÓRICA).

Na atualidade é o autodefinido governo mais progre da historia d’España quem enviou as suas tropas armadas e seus tanques de guerra para tratar de deter as avalanchas de refugiadas e devolta-las a Marrocos para eludir o problema. Nada novo farám para atopar uma soluçom para estas pessoas que fugem da fome, da miséria e das guerras que provocam esses mesmos governos da Europa que lhes fecha as portas às suas ánsias de vida. NADA! porque na realidade nunca importou-lhes NADA a vida destas gentes.

Focalizar a problemática nas declaraçons de fascistas e xenófobas é o milhor é o mais fácil para distrair o foco de atençom, entanto pasmas, picolos e exército baixo as ordes do governo mais progre da historia d’España impedem que estas pessoas poidam optar por uma vida mais digna e cujo “único delito” para ser maltratadas assim, seria ter nascido em zonas deprimidas e empobrecidas do Planeta por causa dos “bos cristãos europeus” que levam expoliando essas terras desde há já séculos.


(*) Informaçom sobre os sucessos do Tarajal de 2014 e outros atos heróicos de picolos nas fronteiras nesta minha bitácora e no blogue de Abordaxe

– [Raia Ceuta – Marrocos] Assassinados, quanto menos 10 pessoas pola Guarda Civil quando tentavam cruzar a raia.
A Guarda Civil, o Arsenio e a Noite Europea
[Ceuta] Interior admite agora, despois de negalo rotundamente, o uso de pelotas de goma, cartuchos de fogueo e botes de fume contra os migrantes pero só para “disuadir”
– Arquivadas dúas causas de Garda Civís implicados na morte de migrantes
[Ceuta] 3 mortes máis na fronteira: “Cheguei con máis compañeiros a través da auga, pero a Garda Civil golpeounos e entregounos a Marrocos”
A impunidade da violência policial leva prémio: Condecorados os 8 gardas civís que malharom num emigrante no valo de Melilla
[Tarajal, Ceuta] 5º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

[Glasgow] Quando o Povo sabe Governar contra o Racismo e a Xenofobia.

DUAS PESSOAS LIBERADAS POLA SUA VIZINHANÇA NUM BAIRRO DE GLASGOW TRAS SER SEQUESTRADOS POLA POLÍCIA PARA SER DEPORTADOS.

Num momento no que o Governo PSOE-Unidas Podemos, autotitulado coma “O mais Progre da Históira d’España”, envia militares, picolos e pasmas fortemente apetrechados com todo tipo de armas e toda sua valentia e arrojo (lêr em modo retranca) a se enfrontar, na raia Marroquina-Ceuti, a miles de jovens desarmados e desamparados que fugem da fame e duma guerra à que nom querem irainda ficam esperanças contra do racismo e a xenofobia na velha Europa!!

E assim, em 13 de maio num bairro da capital escocesa de Glasgow, viveu-se uma épica manhã de PODER POPULAR.

A Agência de Fronteiras de Reino Unido decidira mandar à polícia para procurar a dois homens e deportá-los. Tra-la sua detençom, a gente do bairro começara a arrodear o furgom policial onde foram encirrados seus vizinhos e conseguiram aos poucos bloquea-lo por completo em tanto berravam ao uníssono cânticos coma:

“SOM NOSSOS VIZINHOS, SOLTEM-LHES JÁ”.

A gente seguiu-se somando ao protesto, bloqueando as saídas para que o veículo não se pudesse mover e conseguiram cercar durante 8 horas o dispositivo policial, até que as pessoas que iam ser deportadas, forom finalmente LIBERTADAS.

Neste vídeo as duas pessoas já liberadas agradecem, desde o mesmo furgom onde foram encirrados, o apoio multitudinário da sua vizinhança entre berros entusiastas de VITÓRIA !!

O povo de Glasgow ganhou, o Poder Popular impôs-se ao estado.

Ainda ficam esperanças…