Arquivo mensal: junho 2021

“EU NOM APLAUDO” x Sari Arponen – Artigo sobre a fim das mascarilhas ao ar livre

Sari Arponen é uma mulher finesa afincada em Madrid onde exerce coma internista de hospital com amplos estudos e experiência em doenças infecciosas. Colo e traduço e compartilho ao 100%

Aplaude-se que Sánchez diga que o 26 as mascarilhas deixarám de ser obrigatórias ao ar livre com distância de seguridade. Eu não aplaudo. A medida da mascarilha ao ar livre obrigatória em todas partes nunca se deveu tomar. O regulamento espanhol é o mais absurdo de Europa (não falo do mundo porque não conheço o regulamento da cada país). (por exemplo Finlândia: ao ar livre nada, e em interiores como recomendaçom. E não, nunca me convenceredes de que na Espanha, país que me acolhe, a cidadania é mais irresponsável, porque não é o que eu tenho visto na maioria da gente e porque nunca insultarei às cocidadás que me acolheram.)

Não aplaudo que nos “devolvam” uma liberdade (respirar de forma livre em exteriores) que NUNCA nos deveram ter tirado. Não aplaudo que tenham torturado a nossas crianças em aulas de educaçom física com a mascarilha imposta, ou nos recreios.

A mascarilha ao ar livre NUNCA foi uma medida de saúde pública baseada na ciência, senom na demagogia e na política de inculcar medo à povoaçom. Reconhecido polos próprios políticos o de ter usado a estratégia do medo, por certo. Já reconheceram nalguns países que “talvez se passaram um pouco com o do medo”.

As verdadeiras negacionistas som as que negam a ciência, uma ciência que nos diz que ao ar livre por passar uns segundos na rua ao carom de alguém (ademais, alguém provavelmente sã), não te contagias de nada. As verdadeiras negacionistas som as que dizem “não passa nada, não molesta tanto a mascarilha ao ar livre”; pois olhem, sim que se passa (há pessoas às que sim dam problemas de saúde e não menores) e há gente à que sim molesta.

Insistirei uma vez mais em que os argumentos de “é que a gente é muito irresponsável e há que obrigar-lhes para que se lembrem da pandemia” som argumentos políticos demagógicos que nada têm que ver com a verdadeira proteçom da saúde. Algum político digera que a mascarilha é um símbolo. Senhoras, senhores, os símbolos em democracia não se imponhem. E não se deve multar a quem não aceita os falsos símbolos duma ditadura demagógica anticientífica.

Nestes meses censurou-se o debate, censuraram as perguntas, até censuraram publicaçons compartilhadas de artigos científicos de revistas como o BMJ, chamou-se de tudo à gente que nos adicamos à ciência de verdade só por ter-nos feito perguntas ou por pronunciar-nos na contramão de medidas absurdas no pleno uso de nosso direito à livre expressom, em pró de pseudoexpertos mamporreiros do poder e os meios de comunicaçom que se dedicaram a inculcar o medo na cidadania e que se beneficiaram no pessoal da pandemia do medo. Deu-se voz aos pseudoexpertos que puxavam polo uso da mascarilha ao ar livre quando realmente é algo que a maioria das expertas internacionais ou nacionais não apoiava (nem desde logo a evidência científica).

Em troques, promover a atividade física, a alimentaçom saudável, a vitamina D, cuidar a saúde mental da povoaçom, cuidar de nossas crianças e nossas maiores,… ISSO não o figeram. ISSO deu-lhes igual. E a quem falávamos destes temas, punham-nos alertas com o enlace à página da OMS. Ou direitamente censuravam-nos. Incluso chamavam-nos negacionistas.

Quem queira seguir levando a mascarilha em todas partes é muito livre de faze-lo, faltava mais.

Mas não, hoje nem estou contente nem aplaudo. Têm enganado a uma parte importante da povoaçom, que agora se sente aliviada (e outras, com medo) quando parece que se vai a aflojar uma medida que nunca se deveu tomar. Tem perdido, de novo, o espírito crítico, tem perdido de novo a ciência.

(Ah, por experiências prévias com algum pós de FB:

-Dantes de que alguém diga que minha opiniom não é válida porque “não sou uma experta” direi que o sou bem mais que muitos desses pseudoexpertos da tv: Internista com muitos anos de experiência em Infecciosas, tese doctoral e dois másteres no âmbito da infectologia. Tamém tenho cursos de formaçom continuada em vacinas, a tudo isto, e em doenças infecciosas emergentes, e em zoonoses. E em outros muitos campos da infectologia, já postos a pôr. -Tamém, se alguém me quer desejar aquilo de “vai a um andar COVID a trabalhar sem mascarilha”, direi-lhe que aqui não falo de hospitais, falo do ar livre; e que já estive em anadares COVID dum hospital muito golpeado em Madrid, no IFEMA, com mascarilhas fake, de modo que se pode dizer que já estive num andar COVID com algo equivalente a trabalhar sem mascarilha quando ainda não tinha imunidade. Incomoda-me isto de pôr o curativo dantes que a ferida, mas isso que me poupo, espero.)

Paz e amor de todos modos.

Comunicado dxs 7 anarquistas presxs polas manifestaçons por Pablo Hasel

Colo e traduço desde La Haine

Somos xs presxs da manifestaçom do 27 de fevereiro em Barcelona que consideramos necessário, vistos os muitíssimos gestos de solidariedade e o suporte recebido, tomar palavra com este escrito coletivo.

Somos 7 individualidades com vivências pessoais e politicas diferentes, ainda assim muitas vezes coincidentes. O que seguramente compartilhamos é a maneira de ver o mundo e as relaoiones que desejamos entre indivíduos.

Amamos a liberdade, cremos na igualdade e no compartilhar. Odiamos o poder e oponhemo-nos à exploraçom duma pessoa por parte de outra.

Em poucas palavras reconhecemos-nos no ideal anarquista.

Somos conscientes de que esta montagem policial deve-se a nossas ideias. Somos e éramos conscientes do conflito social no qual participávamos e sabemos que a eleiçom de nosso inimigo o Poder e o Capital, pode acarretar consequências. Como por exemplo as que agora vivemos. As vinganças deste inimigo não nos assustam nem nos desmoralizam. Ainda estamos -e quiçá mais que antes- decididos a fazer quanto esteja nas nossas mãos por tentar mudar este horrível existente.

Somos perfetamente conscientes de que nossa batalha fica longe da vitória. E que até que estes muros não sejam demolidos, outrxs amantes da liberdade e outrxs inimigxs da ordem social serám encerradxs dentro deles.

Nossas ideias, no entanto, não se podem encerrar. Vossa solidariedade perfura estes muros e nós não nos sentimos sos nem cansxs nem presxs. Entanto nossa luta sega, nos sempre seremos livres e não lhe teremos medo a nada.

Agradecemos-vos o calor e a força que nos enviais. E esperamos voltar a abraçar-vos cedo sobre as ruínas fumeantes destes muros.

Recebido em 17 Junho 2021

TOLERÂNCIA.- Um palavro fora da minha linguagem

Perguntarom-me um dia se eu nom era tolerante tras expressar em alta voz meu profundo ódio polas pessoas que se identificam com o ideário nazista, fascista, militontas de VOX e outras indesejáveis.

E NOM, EU NOM SOM TOLERANTE

Porque ao meu entender, para ser tolerante com alguém tês que partir da ideia de auto-considerar-te superior à essas a quem toleras. É dizer, quando um católico apostólico romano e español di ser tolerante coas demais religions, o que nos está dizendo é que permite e tolera outras crências pese a que ele está certo desde seu pedestal, que essas outras pobres ignorantes estám erradas.

Eu, que nom me crio superior a ninguém, estou disposto a respeitar algumas outras ideologias e até crências em seres imaginários e/ou alienígenas; dado que o respeito é algo que se pode e se deve dar entre iguais.

Mas nunca respeitarei nazistas, fascistas, militontas de VOX e outras indesejáveis porque nom considero a minha igual a quem por ativa demonstram ser RAZISTAS, XENÓFOBAS e ODIOSAS. Condescender com elas, só serve para dar-lhes ás para medrar.

EU SOM ANARQUISTA e em consequência ANTIFASCISTA e polo tanto, NOM, nom podo ser tolerante, nem condescendente, nem transigente com essa gente.

Invocaçom às anarquistas x Cori Piccirilli

Recolho, traduço e colo com permiso da sua autora, Cori Piccirilli, anarquista, artista, insurreta, tinta e pólvora nas suas veias (os desenhos som tamém dela)

Hoje escrevo versos sem poder achegar-me ao verbo exato, procurando palavras que atravessem as paredes, as derrubem, te estremeçam, invocando às almas bondosas e a nobre luita.

Anarquismo não é uma simples teoria para um futuro, não deve ficar dormitando nos livros, nos acordes dalgumas cançons, nem nas súplicas de reformas que se estoupam contra a nada.

As pessoas parecem incapazes de ir para além da superfície, não são capazes de ver a origem de todos os males, contentam-se com medidas imediatas e fugazes -que podem significar um alívio, claro- mas que este despiadado sistema e seus súbditos aniquilarám sem pestanejar, em lugar de organizar a sua comunidade.

E eu que não! Que não podo suportar um minuto mais diante a violência intrínseca do aparelho estatal e te pido que não sejas cúmplice do sofrimento do teu povo e de seus sonhos violados, das mortes, do despojo e da tristeza, não sejas covarde nem egoista, não fagas parte desse culto da felicidade baixo os like e as aparências.

O céu do Império Capital parece a cada dia mais escuro, o ambiente carregado de ódio e violência. Caçadores trás de sua presa abrem as suas fauces sinistras, botas apertando nossos corpos dificultando-nos respirar, rostos secos e de fame assomam-se detrás das portas, vagos fumes que emergem das choupanas diluem-se entre meus dedos porque quando vai frio, aqui vai mais frio ainda, em todos lados se observam improvisadas fogueiras e potas apanhando corpos e ialmas, e as autoridades em lugar de conceber formas e meios para alimentar às famentas só agravam as suas condiçons.

Esta enruga do tempo, este século tam cheio de raiva mas com poucas propostas precisa mais responsabilidade individual e revolucionária, requere-nos ativas e em fraternidade.

Voltairine de Cleyre digera alguma vez “A liberdade de expressom não significa nada se não significa a liberdade para dizer o que outros não querem ouvir.”

Eu te digo Que importa a condenaçom eterna?! É preferível à liberdade amordaçada. Não vou calar para sobreviver! Prefiro converter-me numa pária exilada ou ficar tras das reixas, silenciar o alma jamais!

Anarquismo é ilegal ou não o é!!, sê desobediente, fermosamente desobediente. Procura sempre aproximar-te à ideia mas não só com a inteligência senão com ânsias apaixonadas e latejos vibrantes nas tuas mãos e nos teus atos.

Quando a vida se volta sinuosa há que traçar novas folhas de rota para voltar a casa à anoitecida.

Nada se opom à noite e há que manter viva a brasa, arroupa-la.

Pronto amanhecerá. (A)

ALERTA!! Extremo Coidado para com as Vacinas dos Elitistas Jogadores da Seleçom Española de Futbol

Por vez primeira noto que nos FALSIMÉDIOS TUDOS há muita GENTE muita PREOCUPADA polos EFEITOS SECUNDÁRIOS das VACINAS. Polos efeitos secundários, mais que possíveis e prováveis, que poidam padecer os FUTBOLISTAS da SELEÇOM ESPAÑOLA que vam a ser vacinados de urgência tras detetar-se 2 positivos nas provas PCR realizadas entre os elegidos.

Segundo uma notícia dum jornal esportivo español (do que nom vou dar ligaçom alguma) mesmo gente importante da CIÊNCIA coma o Dr. José Antonio López Guerrero, Diretor do Grupo Neurovirología de la UAM (Universidad Autónoma de Madrid) que declarou: “Se tenhem que vacinar-lhes, milhor hoje que amanhã. Os efeitos secundários som mais agudos na gente nova e ainda que som moços fortes e nom lhes vai passar nada, entendo que nom é o ideal sair a jogar sem estar ao cento por cento. 48 horas dantes dum partido seguro que nom se o ponheria… Milhor antes”. “A mim me pugeram noutro dia a segunda dose da minha vacina e para correr uma maratona nom estava…“.

Assimesmo Pedro Gullón, epidemiólogo da Universidad de Alcalá de Henares opina que se “restringiram na España e noutros países as vacinas de Janssen e AstraZeneca para um tramo de idade maior. As vacinas que tenhem coma base o Adenovirus nom se estám ponhendo a gente jovem polo tema dos trombos…”.

Tamém o doutor da seleçom alemana Thomas Assmann (que declinou vacinar a seus jogadores) opina o mesminho no jornal Bild: “A vacina de Johnson&Johnson tem efeitos secundarios similares aos de AstraZeneca. Se os españois vam jogar realmente a vindoura semana tras ter sido vacinados recém, os rivais vam aledar-se”. “É possível que os jogadores saiam ao campo coma se tiveram uma grilheta nos seus pés devido aos efeitos secundários.

E assim é coma numa suposta democracia segue a haver privilégios de Classe; onde uns milhonários em calçons correndo tras duma pelota saltam-se à ligeira os protocolos tudos para ser vacinados sem ser a sua quenda de idade e saltándo-se as normas impostas para o resto da sociedade.

É evidente que o que lhe passe ao resto da POVOAÇOM trae-lhes sem coidado, IMPORTA-LHES UMA MERDA!!

[EXCLUSIVA] Entrevista à ÚNICA doente de GRIPE nesta tempada

Tempo atrás, tras lêr, ver e escutar esta impactante notícia em mais dum meio, propugem-me dar com esta paciente:

O meu primeiro passo foi desejar que a doente nom tivera morto por causa dessa gripe; uma enfermidade que, só no território conhecido coma españa, em 2018 no ano anterior ao descubremento da Doença Universal por Excelência (DUE), matara 1.852 pessoas, o que vêm a supôr 5 pessoas acada dia do ano.

O segundo que figem foi contatar com o hospital onde esta pessoa fora atendida por ver se me poideram facilitar os seus dados se é que sobrevivera. Resultou-me muito mais doado do esperado dado que a outrora tam cacarejada confidelidade médico-paciente ficara muito em entredito desde o começo da Campanha Obrigatória de Vacinaçom Idem e ainda mais tras da publicaçom do Decretaço da Imunidade Internacional de obrigado cumprimento para toda a humanidade.

O terceiro cai de caixom. Dirigir meus passos cara ao endereço facilitado e, uma vez lá, solicitar uma audiência com quem estivera em transo de tam rara doença. Meus anseios foram colmados e acá colo seu resultado; se bem dantes hei de advertir que nom vou facilitar imagem nem dado algum desta pessoa, nem sexo, nem gênero; nem cor da pel, nem cor do pelo; nem altura, nem grossura; nem idade, nem identidade:

Permita-me em primeiro lugar dar-lhe meus parabéns por ter conseguido pilhar tam raro espécime de vírus. Seu éxito é para mim de muito maior valor do que tem pescar o Campanu nos rios asturianos. Poderia dizer-me, onde foi que foi busca-lo ??

Pois eu fum polo ar e fum polo vento, mas deveu-me chegar coma coisa de encantamento. Certo é que nom me foi nada doado pilha-lo; é mais, eu diria que a minha experiência foi tal coma a de atopar às cegas uma agulha num palheiro quando as arvores nom te deixam vê-lo bosque. Foi a minha, uma sorte tal coma a dos narcos da drogha coa Lotaria do nadal nos tempos de Fraga.

E coma foi que soubo que o seu caso era único ??

Eu de sempre, sempre, tenho bo gosto. À hora de eleger som muito esquisita e nunca pilho o que se leva de moda, procuro andar ao meu jeito e há quem me tilda por isso de provocadora e de antinormas; mesmo houvo quem, tras saber da minha estranha doença, tildou-me de dissidente. Ao ser consciente de que nom perdira nenhuma das minhas papilas gustativas, tinha muitas esperanças postas em que o que eu pilhara nom tivera nada que ver com a DUE e com muita ilusom encaminhei meus pés à boa fé cara dar parte da minha captura no meu hospital de referência.

Uma vez confirmada a tua rareza, sentiste-te ou te figeram sentir-te algo especial ?

Nom e Sim! E explico-me; eu nom me sentim nada diferente às demais pacientes por muito que todas as demais eram doentes da DUE. É mais, havia momentos em que tossíamos em coral e rara vez era eu quem desentoava. Pola contra, muito pessoal sanitário sim me mirava com olhos diferentes ao resto; e tamém notei certa intriga nos rostros de presuntas especialistas em DUE, coma se eu, com minha maldita exclusiva gripe simples, igual a de todos os anos anteriores, estivera agora fastidiándo-lhes ao desviar-lhes do único tema que tinha que preocupar-lhes e mais de uma bata branca pretendeu dar-me de alta quando ainda tinha febre idem.

E já para rematar. Estás pensando na vindoura tempada em ir a pilhar de novo?

Pois ainda nom sei se compensa. Tivem que evitar focos e jornalistas porque eu nom gosto desses espetáculos e crio que caseque milhor que na vindeira tempada seja uma outra a afortunada.

CENAS COVIDIANAS DELIRANTES.- A Atual Normativa das Mascarilhas

Medidas de prevençom e higiene: Uso Obrigatório de Mascarilhas.- A norma estabelece o uso obrigatório de mascarilhas por todas as pessoas maiores de 6 anos na via pública, em espaços ao ar livre e em qualquer espaço fechado de uso público ou que se encontre aberto ao público, bem como nos meios de transporte aéreo, marítimo, em autocarro, ou por caminho-de-ferro, transportes públicos e privados complementares de viajantes em veículos de até 9 praças se as ocupantes dos veículos de turismo nom convivem no mesmo domicílio.

Gente que viaja no seu próprio carro, tanto seja sozinha coma com até 9 conviventes, mesmo que se veja metida num atasco em tripla fila, mesmo que se insultem e/ou se cuspam as umas às outras com uma distância de separaçom entre carros e pessoas minor de 1’5 metros…

NOM INCUMPREM NENHUMA NORMATIVA COVIDIANA, PESE NOM LEVAR POSTA NENHUMA MASCARILLHA

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Mas se uma pessoa decide ir a passear polo monte coas suas conviventes, por um lugar onde ela sabe que naide mora e que caseque ninguém vissita e por onde vam estar caseque sempre sozinhas…

COMA NOM LEVAM POSTAS AS SUAS MASCARILHAS OBRIGATÓRIAS…

SOM UMAS ILEGAIS, UMAS PECADORAS, UMAS INSOLIDÁRIAS, POLA SUA CULPA SEGUE MORRENDO GENTE, SOM UMAS ASSASSINAS, UMAS … AHHHHHHH!!!! HÁ QUE MATA-LAS !!

“A POLÍCIA” segundo o anarquista MANUEL GONZÁLEZ PRADA (Lima, 1844 – 1918)

Colo acá estas duas imagens nas que se recolhe o texto originário (em castelám) publicado no seu livro póstumo “ANARQUÍA” e escrito nos primeiros anos do século XX

E colo acá, um anaco traduzido:

Se os polícias evitaram acidentes e crimens, estariam exercendo uma laboura humanitária; mas, polo geral, cuidam-se só de perseguir ao criminoso. À pessoa assassinada, em que lhe benefícia a captura ou o julgamento do assassino? À mulher violada, que lhe remenda o castigo ao violador? Vingança pública, sançom moral, escarmento,… Som por acaso, algo mais que palavras ocas??

Desde os primeirinhos anos, caseque mesmo desde o berço, a polícia amarga e entristece a vida das pessoas, pois se outrora assustavam às crianças com demos, aparecidos e bruxas, hoje amaeaçam com o garda da esquina.

Nom servem para conservar a ordem pública senom para defender aos governos abusivos.(…) Corporaçom tam bem selecionada, persegue ás adversárias do governo, inventa conspiraçons, pratica a chantagem, provoca motins, apaleia escritores, arrasa imprentas, viola mulheres, tortura pessoas presas, furta do roubado, assassina nos caminhos à culpável e mais à inocente…

O agente de polícia representa o derradeiro elo da ominosa cadeia formada por Ministros de Governo, o prefeito, o subprefeito, o comissário, o inspetor. Nom tanto ninguém mais altaneiro nem mais inexorável que o agente de polícia: formiga com presunçons de elefante, rabo com orgulho de cabeça. Segue por lei: baixeza diante seu superior, altivez com o inferior. Tudo humildade diante da gram dama e o gram senhor, tudo soberbia diante da tímida labrega, do pobre negro ou do infeliz migrante. Nasce do povo, vive na intimidade com a sua gente, conhece as misérias das deserdadas,… e declara-se seu inimigo implacável.

Nom compreendemos como, havendo tantas maneiras de ganhar-se a vida honradamente, poida um home afiliar-se à polícia. Se conservas um resto de pudor e dignidade, se nom perdeste o teu derradeiro resíduo de vergonça, sê tudo quanto no mundo poida ser um home, tudo, agás agente de polícia. Adica-te ao ofício mais baixo e menos limpo,… porque despedindo maus cheiros, pingando imundícias, aparentarás menos fedorento e mais limpo que instaldo numa esquina, co teu vestido caqui, a tua gorra branca e a tua porra da lei.