Arquivo mensal: agosto 2021

Pergunta a coviadeptas e covidianas: Como digerides isto?

Presuntamente seguimos em situaçom pandemoníaca, tal qual revistem falsimédios tudos, dia sim e dia tamém. Os niveis de contágios seguem sendo preocupantes, tanto que mesmo tratam de impôr a vacinaçom obrigatória, mesmo apôs de saber-se que estar injetada nom implica deixar de ser uma possível vítima do ataque fulminante destes novos microbichos mutantes e que tampouco garante que as assim tratadas nom sejam contagiadoras de qualquer outra.

A mim, diante desta situaçom pandemencial na que teles, rádios, imprensa, redes,… seguem fazendo apologia do medo aos bichinhos para assim inocular a quantas mais adeptas poidam; causa-me certo estupor ver coma na cidade na que moro e labouro, existe uma publicidade exacerbada -nesses mesmos falsimédios- chamando a invassom turística da mesma, celebrando uma situaçom na que a invassom de gentes estranhas está provocando, nalgumas das minhas convizinhas, um caos psicosocial muito similar ao padecemento do “trastorno dissociativo de identidade”, tamém chamada “perturbaçom de identidade dissociativa” (PID), anteriormente denominada “perturbaçom de personalidade múltipla”.

Porque…, Como é que se comem estas noticias numa situaçom de presunta Alarma Mundial? Coma se combinam o medo a estar perto de gente que te pode contagiar, com uma invassom turística na que -tal qual pode-se observar mesmo nas imagens de diversos falsimédios- muitas invasoras vam sem tapa-bocas incorporado??

A mim, nom me tenhem que explicar os porquês, tenho muito claro que esta pandemonomania é uma fraude; mas muitas das minhas convizinhas estám que já nom sabem que fazer diante de tamanha invassom de corpos estranhos que durante estes meses de estio vinheram às cheias fugindo das ondas de calor mas nom das ondas da presunta nova doença mundial pola que desde os mentideiros se aconsenha (e autoridades multam e condenam) certo distanciamento pessoal e andar cos orifícios respiratórios taponados.

Eu só tenho uma resposta para justificar este dualismo e chama-se CAPITALISMO!!

Matemáticas pandémicas.- Problema a prantejar nas aulas no 1º dia do novo ano escolar

Ponhamos por caso que temos uma aula onde o espaço a ocupar polo alunado mide uma superfície de 10 metros de ancho por outros tantos metros de fundo. Pupitres tenhem uma anchura de 80 cms e ocupam uma profundidade da mesma largura quando a aluna está sentada. Tendo na conta que no curso passado havia que guardar um distanciamento de 1’5 metros entre pupitres tanto ao ancho coma ao profundo e só colhiam 25 alunas, tal qual pode-se observar na imagem adjunta; quantas alunas mais colherám agora este novo curso 2021-2022 se o distanciamente entre pupitres reduz-se aos 1’2 metros??

SOLUÇOM:

NENHUMA !!

EXPLICAÇOM:

Ao reduzir só 30 cm as distâncias a guardar entre pupitres, dá um máximo de espaço ganhado de 1’20 metros por fila tanto de ancho coma no profundo, mas com esse distância ganhada nom há espaço algum para instalar nenhum pupitre mais, sendo assim que o único que se consegue é um corredor lateral e de fundo de 1’20 metros de ancho.

De Titulitecrácia, de censuras e do direito de opinar.

Nesta nova era mediática -onde a censura campa por redes e pola meia tradicional numa Neo-Inquisiçom coa sua correspondente Caça de bruxas- semelha que está instalada uma verdade absoluta irrebatível e instaurada uma Titulitecrácia tal, que só permite opinar a aquelas pessoas cujas cabeças foram ungidas no seu dia com um chapéu académico; mas nom todas.

Quanto menos é curioso que por estes lares jurdira este requerimento para ter voz nos meios apenas meses apôs de numerosos escándalos de titulos universitários falsos ou falsários; de políticos masters do universo que nunca assistiram a aulas e foram ungidos com tal prenda cabeçeira coa conivência de catedráticos e reitores ,… mas nestes tempos covidianos semelha que a Titulitecrácia vinhera para ficar e a censura consequente já assenta cátedra em televisons, rádios, imprensa e redes.

Eu levo mais de 30 anos trabalhando para as universidades galegas (estivem nas 3), durante todos estes anos fum comprovando no dia a dia que a imensa maioria dessas cabeças ungidas sabem muito de bem pouco e caseque nada do resto. Um experto em microbiologia marinha sem dúvida será uma eminência em bactérias e outros micro-organismos que “interatuam com” e “afetam a” peixes, crustáceos e demais fauna dos mares e oceanos; mas coa mesma se pensa que um bit é um siareiro dos Beattles ou uma bebida alcoólica com sabor de essências herbais.

Nom poucas vezes ao começo da era digital, naqueles primeiros tempos em que o computador portatil, as tablet, os livros eletrónicos, os telemóveis com múltiples funçons e acesso a internet,… ainda nom invadiram nossas vidas reais e virtuais, companheiras e eu mesmo, acodiamos regularmente a gavinetes de profissorado titulado diante do chamado urgente para ir ver porque nom se lhe acendia o seu computador… bastaria-lhe a estas eminências com ter olhado cara a parede para comprovar ipso facto que o seu aparato estava desligado da tomada eléctrica; mal podia funcionar… mas estas mentes privilegiadas nom estám afeitas às coisas tam simples e desde suas privilegiadas cátedras prefirem que lhes acoda um servo a soluçonar-lhes algo tam simples.

E nom só, um perito em veterinária vacuna é caseque um ignorante em enfermidades das tartarugas marinhas; de tal jeito que as expertas vam-se cumprimindo num só saber tam concreto que algumas nom tenhem reparos em reconhecer em público a sua ignorância em matérias que lhes tocam muito de perto e que mesmo estudaram na sua etapa de estudantes.

Dito qual, dantes desta nova era mediática onde impera a censura sem que ninguém se rasgue as vestiduras, especialistas acodiam aos meios coma expertas nas suas matérias com ánimo de ensinar a povoaçom certos aspetos do seu saber e lá, polo regular, todas sentavam cátedra. A nenhuma se lhe ocorria assistir se nom era para falar da única matéria na que se sentia cómoda e tinha argumentos abondo.

Agora já nom é assim; qualquer com um título de medicina geral e que esteja posicionado na linha argumentativa oficial e única, pode falar do que nom sabe porque possue um título universitário que lhe acredita seu saber. Dá igual que só seja um médico generalista e que nunca obtivera conhecementos sobre uma especialidade que tenha relaçom com o tema a opinar; sempre que diga o que tem que dizer para apoiar á oficilaidade correspondente, terá cancha em todolos platós televisivos, tertúlias de rádio e colunas nos jornais de grande tirada. Isso sim, se quem quere opinar, vai com más intençons para falar em contra da oficialidade, mesmo que seja experimentada na matéria, tenha prémios e certo reconhecemento internacional, de imediato e pola via tremenda verá coma se lhe fecham todas as portas e coma a sua boca será selada e mesmo se lhe imponhera uma alerta lá onde tente deitar as suas opinions coma que som fake (falsas) e quem tal impôm e declara nem sequer terá necessidade de argumentar nada para justificar dita censura. Qulaquer arma está permitida para defender o pensamento único, a verdade absoluta de governos e entidades com muitíssimo ánimo de lucro.

Nesta era digital onde quem queira saber tem possibilidades de aceder a conhecementos da mesma magnitude e intensidade do que se aprende nas aulas universitárias -e muitas vezes mais e milhor explicado- tratam de anular toda voz crítica sob a impositiva razom de “Tu que vas a saber…” e a mais contundente “quem sabem, nom dim isso que dis tu” e nesse “quem sabem” estám muitas daquelas que possuem esse título universitário e nom sabem olhar cara a parede e da outra banda estaremos quem seguimos cara elas para conetar-lhes a tomada.

MARLASKA DIMISSOM !! Demanda Conjunta de Organizaçons Migrantes e Antirracistas diante as devoluçons ilegais de menores a Marrocos

Sumo-me coma pessoa a esta demanda contra este ministro fascista agochado tras uma fachada reformista. Nom é a primeira vez que coma ministro do Interior, Grande-Maskada, cubre as páginas desta minha bitácora. A primeira vez em novembro de 2019 para ajudar a defundir a denúncia de Causa Galiza quando a Fiscalia imputava a 12 independentistas galegas um novo delito de “pertença a organizaçom criminosa para a comissom de delitos de enaltecimento do terrorismo” e solicitava de súpeto um total de 102 anos de prisom para @s militantes encausad@s, com penas que oscilavam para tod@s entre 4 e 12 anos de cárcere de cumprimento efetivo. A segunda já foi em março deste mesmo ano ao publicar as minhas impresons tra-la “Patada na Porta” -sem permiso judicial- da polícia às suas ordes, num piso num bairro de lujo madrilenho onde faziam festa turistas de alto nível económico; sob o argumento de que esta açom dos violentos de Grande-Marlaska é uma nova volta de porca do governo progre de PSOE e Unidas Podemos que autoriza a “patada na porta” para entrar nas vivendas sem permiso judicial sob a excusa da pandemia e a saúde da cidadania. E a 3ª no passado mês de abril, quando o Ministro do Interior do Governo mais progre da História d’españa, Grande Marlaska, enviara à polícia mais progre a bater e disparar pelotas de borracha contra as pessoas que se atreveram a protestar polas condiçons do seu encirro involuntário no Campamento “Las Raíces” em La Laguna e levándo-se várias detidas.

Colo (traduzido) seu Comunicado Conjunto:

Desde as organizaçons migrantes e antirracistas queremos fazer chegar nosso mais absoluto repúdio às devoluçons forçadas de menores  migrantes de Ceuta a Marrocos, realizadas polo Estado espanhol nesta última semana, bem como as realizadas em maio. Marrocos foi qualificado polo Governo como país “ chantagista”. Só três meses depois, segundo defendeu nos meios de comunicaçom o Ministro de Interior Grande Marlaska, Marrocos converteu-se num país “seguro” para as “devoluçons assistidas”, tal qual as chamam eufémicamente, ao mesmo tempo em que se impulsionou a devoluçom a esse país de ao redor de 800 meninos e meninas sem garantias e saltando-se toda a legalidade.

Assinalamos ao  autodenominado “Governo mais progressista da história de Espanha” e ao Governo de Ceuta como responsáveis pola violaçom dos Direitos da Infância, os Tratados Internacionais ratificados polo Estado espanhol em matéria de direitos humanos, migraçom e refúgio, bem como das garantias jurídicas, como a omissom de informaçom ás menores devolvidas ilegalmente a Marrocos desde o dia 13 de agosto.

A vulneraçom dos direitos da infância migrante nom só se expressou através das devoluçons forçadas. A situaçom de aglomeraçom em naves industriais desde o mês de maio, a ausência total do Estado no cuidado da infância expressa-se, entroutras formas, através da presença dum terceiro sector através do qual os Ministérios lavam as suas mãos para exercer as funçons derivadas de suas obrigas, que deveriam assumir direitamente. O negócio da Indústria do Resgate cresce simultaneamente do negócio da guerra nas fronteiras.

Nem o Ministério de Direitos Sociais, nem o de Assuntos Sociais, Inclusom e Migraçom, nem a Secretaria de Estado de Migraçom, nem a Fiscalia, estiveram presentes durante estes meses para acelerar o translado destas menores à Península. Nom houvo nenhuma investigaçom sobre as vergonhentas deportaçons através dos valos, durante o mês de maio, executadas polo Exército espanhol.

Estas vulneraçons de direitos para a infância e adolescência migrante nom podem ficar impunes, devem ser condenadas e assumidas as consequências do que eles chamam “erros e falhas”. Nós sabemos que som o funcionamento perfeito da maquinaria racista do Estado repressor, cuja presença nas fronteiras manifesta-se de maneira securitista e criminalizando o direito a migrar das pessoas.

Resulta surpreendente que Fernando Grande Marlaska, tenha sido magistrado e presidente da Audiência Nacional, vogal do Conselho Geral do Poder Judicial, e agora, como Ministro do Interior, junto com suas duvidosas declaraçons, atue acima de qualquer legalidade: atentando contra o direito à vida, à mobilidade, contra os direitos da infância, e o direito ao asilo e refúgio das pessoas que, nas fronteiras mais hostis do Norte global, topam-se com toda a violência colonial do sistema racista que expólia e saqueia os nossos territórios.

Marlaska usa nossas infâncias para gerir um conflito diplomático com Marrocos, saltando-se até a jurisprudência do Tribunal Constitucional em matéria de protecçom da tutela judicial efectiva dos menores. ( STC 183/2008, de 22 de dezembro)

O atual governo espanhol segue atuando contra a justiça, suas obrigaçons em matéria de Direitos Humanos e seus compromissos ante ONU.

Por isso exigimos:  

        O despedimento do Ministro do Interior Fernando Grande Marlaska, dantes magistrado e hoje principal responsável por esta ordem contrária à obrigaçom de protecçom dos direitos da infância e o conjunto dos DDHH. De levar a cabo políticas similares às do anterior presidente de EEUU, Donald Trump com a infância migrante, com medidas que vam na contramão da obriga do Estado espanhol de proteger os direitos das e dos menores.

        O fim ou derogaçom do Acordo entre Espanha e Marrocos sobre a coperaçom no âmbito da prevençom da emigraçom ilegal de menores nom acompanhadas, a sua proteçom e volta marcada, feito em Rabat em 6 de Março de 2007.

        A derogaçom da Lei de Estrangeiria: Lei Orgânica 4/2000 , injustamente titulada “Sobre direitos e liberdades dos estrangeiros na Espanha e a sua integraçom social”.

        Um posicionamento firme e claro por parte das forças democráticas de esquerda recusando tal vulneraçom dos direitos humanos e depuraçom de responsabilidades, exigir a imediata investigaçom, e reparo correspondente às e os menores afectadas, bem como a paralisaçom imediata de todas as possíveis deportaçons em trâmite das menores a Marrocos.

A Federaçom de Livrarias da Galiza a prol da CENSURA !!

QUANDO A CENSURA É CELEBRADA… A LIBERDADE DE EXPRESSOM FICA MUITO MERMADA!!

Sucedeu em Monforte, na Feira do Livro. Na programaçom estava prevista a apresentaçom do livro “El engaño más grande en la historia de la salud. Una cortina de humo para un mundo sin libertad” -uma obra assinada por 28 pessoas que aportam cada qual seus textos sobre as suas teorias ao respeito da nova doença que segue segando nossas vidas, nossos ócios e nossos afetos.

As pessoas da diretiva da FLG argumentam que censuraram o ato de assinar o livro porque nom querem facilitar espaço a convocatórias que «ponham en tea de juízo a legalidade em relaçom coa pandemia», nem tampouco que naide identifique a esta organizaçom com posturas que nom assumem y que «som contrárias ao que pensam cada um dos integrantes da sua direçom».

O livro tem ISBN legal, foi editado por “La Regla de Oro Ediciones” em 7 de julho deste ano polo que passou o filtro de seus editores e em 2 meses já vai pola 2ª ediçom.

Eu só espero que para ser justos, esta diretiva faga o mesminho com tudo quanto livro nom concorda com sua maneira de pensar e por dar para falar poderiam começar a retirar das suas livrarias esses livros supostamente históricos que falam da chegada a Galiza dum apostolo, que presuntamente viviu no século I da era cristã, e que arribou numa barca de pedra e de que seus restos foram atopados bastantes séculos depois e assinalados coma de seu sem praticar técnicas forense alguma. Só para empezar, depois poderiam seguir com caseque todos os livros que mintem sobre o Descobrimento de América ou sobre a Colonizaçom de África, Ásia e Oceânia.

Vam ter trabalho abondo…

ANTICORPOS ERRÓNEOS .- Um outro novidoso palavro cientista

Dos criadores de ENFERMOS ASINTOMÁTICOS jurdem agora os ANTICORPOS ERRÓNEOS ou AUTO-ANTICORPOS.

Nom lhes bastava com incluir na sua listagem do Terror a todas aquelas pessoas que deram positivo nuns test do que até seu próprio criador negou repetidas vezes a sua utilidade para atopar infetadas polo novo bicho que nos mantêm em suspense obrigatório desde há já mais de 1 ano. Pessoas que foram obrigadas a deixar-se meter um pau polo seu nariz e que foram diagnosticadas coma enfermas pese a nom sentir nenhum malestar, nenhuma dor, nenhuma doênça e passaram a enchir os recontos de Enfermas Asintómaticas e coa mesma foram obrigadas a guardar quarentenas encirradas nos seus fogares ainda que se atoparam sãs e salvas.

Agora nos venhem com este novo palavro, resultado dum oportuno estudio internacional, com o qual designar a todas aquelas pessoas anciás (maiormente homes) que nom souveram enfrontar seus anticorpos ao malvado bicho.

E pese a que este palavro veu à luz (pública) agora, quando já estám presuntamente inoculadas caseque todas as pessoas de idade avançada, com os experimentos injetáveis dos negócios farmacêuticos; falsimédios ao uníssono pretendem fazer passar esta novidade cientista coma algo que existiu sempre entre este tipo de gente mesmo dantes do começo deste periodo do terror cientista, e que vêm a tempo para explicar à perfeiçom o porquê, nestes grupos de idades, a nova doença causa mais estragos: A culpa é dos velhos por dispôr destes anticorpos as moreias; o qual tamém explicaria (que casualidade!!) porque as inventadas injeçons nom som tam efetivas coma nos vinham vendendo desde a sua apariçom no mercado de valores.

Mesmo há quem assinala que estes Anticorpos Erróneos tamém podem-se chamar de “Auto-Anticorpos” que vêm a ser o mesminho, se bem estoutro palavro rebuscado redirige milhor a culpa a quem tem que tê-la: os avôs e as avós, e de ai o “auto”. Estes bichinhos errados e errantes, segundo contam os “especialistos” e as “especialistas”, abondam mais com a idade e atacam ao próprio sistema imunitário polo que constitue um factor de risco para desenvolver a nova doença com uma gravidade inusitada: “Com a idade incrementa-se o número de anticorpos ‘erróneos’ que bloqueiam a resposta imune, polo que estes pacientes nom podem fazer fronte à infeçom polo bicho. De feito, possuir estes auto-anticorpos poderia ser um indicador de mau pronóstico fronte ao mesmo”, assinalou Anna Planas, do Instituto de Investigaciones Biomédicas de Barcelona (IIBB-CSIC), uma das autoras do oportuno estudo.

Curioso é que até agora nenhum cientista falara destes tais micro-organismos para explicar as múltiples mortes de anciás já vacinadas. Curioso que jurdam ao tempo que numa mesma residência, ubicada em Olot, morreram 7 anciás duma só tacada , por suposto estas 7 pessoas mortas, ao igual que muitas outras em tudo o mundo ocidental, já estavam presuntamente inoculadas coa pauta completa dos ingênios farmaceúticos.

Seguiremos inventado !!

Continuaremos ameaçando !!

Programa Comochoconto Islamofobia.- O Burkini e o Véu

Esta entrada têm já 5 anos, foi publicada acá no 1º ano da andaina desta minha bitácora no 1º dia do mês de setembro de 2016 a raiz da polémica que jurdira na França quando proibiram o uso do burka. Recolhe, tal qual explico ao final, um meu programa sobre a Islamofobia emitido há 10 anos, em abril de 2011, pola Rádio Kalimera tras a polémica jurdida numa escola de Arteixo, onde uma meninha muçulmana fora repremida por acodir à escola com um seu véu. Hoje dou-lhe, de novo, vissibilidade a esta eterna problemática na capa principal desta bitácora co galho de continuar dando voz às mulheres muçulmanas, tal qual figera ao preparar este meu programa:

Burkini Vs Neopreno

Vaia por diante que aplaudo aquelas mulheres que contravindo costumes, normas, leis e tradiçons culturais com marcado caráter de imposiçons patriarcais, som quem de viver como quiger e em consequência vestir, calçar e coidar seu corpo e maquea-lo como mais gostam e desejam.

Dito isto e ao respeito da polémica surgida na França tras o intento de proibiçom do uso do Burkini, dizer que vivemos numhas sociedades onde a maiora da suas gentes assumem com suma facilidade qualquer normativa ou lei que sinifique proibir algo que até entom nom estava regulado e se essa proibiçom nom lhes afeta de jeito direito e vai encaminhada a por-lhe mais dificil a existência a gentes que nom assumem a cultura uniformada do capitalismo do primeiro mundo, melhor que melhor. Se nom gostam de pôr-se neoprenos, banhadores, bikinis e/ou toplees, que se volvam aos seus paises!!

Além, no caso que me ocupa e preocupa hoje, sumárom-se a felicitar tal proibiçom muitas mulheres que se autodefinem feministas sob a argumentaçom de que essa roupagem, que algumhas mulheres adotaram como ideal para poder tomar banhos nas praias, rios, lagoas e piscinas, é umha outra prenda de opressom patriarcal islámica e mesmo há quem di que, as mulheres que vivendo no chamado ocidente, usam este burkini, ou mesmo qualquer véu na sua quotidianidade, além de estar oprimidas polo patriarcado, som estúpidas, numha dualidade novidosa do feminismo malentendido que criminaliza por igual a opressor e oprimida.

Estase a focalizar interesadamente a problemática no ámbeto religioso islámista para imprimirlhe carater de terrorista a toda mulher que use ditas prendas no nosso ocidente, e evíta-se falar de que o uso e imposiçom de véus forma parte dumha prática patriarcal moi extendida desde muito antes de que viveram cristos e mahomets sobre a faz da Terra, e que assevera que toda mulher deve estar tapada como medida de proteçom para agocha-la das miradas de outros homes que nom sejam seu marido, pai, irmãos ou filhos.

Dito tudo isto, eu pergúnto-me se é que tam despejada de atitudes e normativas patriarcais estám as sociedades ocidentais; se é paranoia minha ou há umha intencionalidade nos agentes do capitalismo internacional tanto á hora de incidir nas suas propagandas mediáticas no jeito de vestir como no de calçar, assim como usar a maquilhagem e os perfumes e mesmo no referente ao coidado ou eliminaçom das células mortas tanto capilares como queratinosas (pelos e unhas). Ou nom é certo que a onda que marcam as grandes empresas da cosmética e da moda (dirigidas e participadas maciçamente por homes) nom vam na medida da uniformidade na estética e da perda da identidade cultural dos povos.

Há quem di que o uso dos véus e mesmo dos burkas e do burkini está a medrar em ocidente e que esse medre é devido a que as mulheres que professam o islám estám a levar essas prendas como auto-identificaçom da sua cultura e tradiçom e como contraposiçom a essa uniformidade manifesta. Eu nom podo menos que entender suas razons pois, de evitar a perda das nossas costumes longe da nossa terra, sabemos muito as galegas e galegos espalhadas polo mundo. E nosos trajes tradiçonais tamém tiram de panos na cabeça!!

Anos há, lá por abril de 2011, adicara um programa na rádio kalimera a falar sobre a islamofobia a raiz do caso dumha rapariga de Arteixo que fora expulsada da sua escola por negar-se a quitar o seu hiyab. Umha decisom tomada caseque por unanimidade polo Conselho escolar (do que formam parte membros do concelho, pais, mestres e alunado) e que contara com o firme apoio da Junta. No programa dou leitura a vários textos recolhidos da rede com opinions de mulheres árabes e panárabes ao respeito das polémicas na Europa na altura sobre o uso do véu e do burka, e de como os governos utilizam a excusa da sua preocupaçom pola situaçom da mulher muçulmana em ocidente para impôr nesta hipócrita sociedade a islamofobia. E tudo isso antes da apariçom na cena do terrorismo internacional do ISIS e dos atentados nas cidades europeias.

Aquí tendes o programa para escuta-lo, mas se preferides descarrega-lo clicade acá:

[Afeganistão] “Não todas as mulheres que usam o hiyab estám oprimidas” x Boushra Almutawakel

Dando continuidade a iniciativa de dar-lhe voz a mulheres muçulmanas para falar sobre a crise política, humanitária e a violaçom de direitos humanos que vive atualmente o povo afegão, recolho (e traduço) a entrevista da jornalista de BBC Mundo, Fernanda Paul a Boushra Almutawakel desde Dubái, onde vive na atualidade junto a sua família.

Boushra Almutawakel, fotógrafa yemení, autora da colagem de fotografias (2010) que se voltou agora viral, 11 anos depois, baixo a lenda “desaparecimento” nas redes sociais apôs a irrupçom dos Talibãs a Afeganistão. Seu enorme impacto surpreendeu à própria autora, considerada uma defessora dos direitos das mulheres e pioneira no mundo muçulmano: “passei de ter 1.500 seguidores a 20.000 em dois dias, é uma loucura”.

Boushra Almutawakel nascera no Iémen, em 1969, e depois estudara em Estados Unidos e fora durante esta sua época universitária que se interessara na fotografia. Agora reconhece ter “sentimentos encontrados” ao respeito da sona acadada. Conquanto alegra-se de que seu trabalho tenha repercussom no mundo, acha que tem sido mau interpretado e utilizado como uma forma de criticar ao islã e o uso do véu (ou hiyab). Na entrevista aclara qual é a verdadeira mensagem por trás da sua obra.

– Suas fotografias, especialmente a série “Mãe, filha e boneca”, foram amplamente compartilhadas nas redes sociais nos últimos dias. Qual é a mensagem por trás deste trabalho?

– É um comentário sobre a misoginia patriarcal. O medo, o controle e a intolerância. Que será suficiente para que estes extremistas aceitem às mulheres; quantas capas serám necessárias? Porque sentes que com o único que serám felizes é com que elas estejam fora da vista.

Eu venho de Iémen, que é um país que sempre tem sido muito conservador. No entanto, desde os anos 80 em adiante produziu-se a influência do wahabismo, de Arabia Saudita, e eu sentim pessoalmente que se estava a voltar demasiado extremo.

E para mim isso nom tem nada que ver com o islã. Dantes, os véus eram coloridos. A cada aldeia tinha seu próprio véu. Nalgumas vilas as mulheres nem sequer cobriam-se a cara.

Eu nom estou em contra do hiyab. Se fosse assim, teria partido minha série com uma mulher em bikini. Mas onde diz que uma menina de 5 anos deve-se cobrir o cabelo?

É como se a cultura fora bem mais forte que a religiom. Há muitas coisas maravilhosas sobre nossa cultura, mas a parte misógina, a extremista, isso de cobrir completamente às mulheres, esconde-las, usa-las como propriedade, nom é parte do islã.

– Mas algumas pessoas utilizam suas fotografias para criticar ao islã em geral. Como toma isso?

– Definitivamente é um mau uso e uma tergiversaçom, porque esta série de “mãe, filha e boneca” é parte de meu trabalho como mulher muçulmana, como árabe, como uma mulher iemenita que usa o hiyab.

Quando eu regresso a casa (ao Iémen), ponho o hiyab. Tenho recebido tanto ódio, em particular por parte das mulheres árabes que me dizem que estou na contramão do islã e do hiyab.

E esse era o medo que eu tinha de exibir meu trabalho em Ocidente, porque inclusive algumas pessoas da direita têm usado meu trabalho para mostrar como as mulheres islâmicas estám a ser oprimidas.

E meu trabalho nom é sobre o islã, é sobre o extremismo. Trata-se da misoginia patriarcal, que nom só se encontra no mundo muçulmano e árabe, está em todas partes.

Tem sentimentos encontrados sobre a repercussom de sua obra?

– Sim. Estou feliz de que a gente esteja a ver meu trabalho, mas estou um tanto molesta porque é como se a gente usasse meu trabalho para respaldar uma mensagem que têm que dizer.

Os muçulmanos e os árabes pensam que vou por Ocidente, que estou na contramão do islã. Mas estám a usá-lo mau e tergiversam-no.

E eu não estou a falar polas mulheres afegãs. Elas podem falar por si mesmas. Acho que a gente deve escutar e nom falar no seu nome.

E isso é o que se passa com Ocidente. Sei que é por boa vontade, mas tamém queremos salvar-nos a nós mesmas e temos vozes. Ocidente nom pode seguir falando por nós.

As mulheres afegãs precisam falar. E estou segura de que o farám. Elas têm vozes, som fortes.

– Entom que papel deveria ter Ocidente nas crises que golpeiam a alguns países como Afeganistão?

Ocidente nom precisa salvar-nos. E, em todo o caso, Ocidente destruiu-nos. Os talibãs foram criados por Estados Unidos para que pudessem lutar contra os soviéticos.

E deixaram-lhes os talibãs ao povo afegão. Quem os precisa? Que classe de mundo é este? Oxalá Ocidente mantivera-se fora de nossos países, incluído o meu. Têm destruído Méio Oriente em todos os aspetos.

– Preocupa-lhe que o que está a passar em Afeganistão incremente ainda mais a islamofobia no mundo?

– Por suposto. E claro que o faz. Mas a islamofobia existe com ou sem os talibãs, vem desde o 11 de setembro de 2001.

E se nom existissem os talibãs, procurariam outra coisa para alimentar esta propaganda de como o islã é o mau. Muito disto tem que ver com a ignorância e o medo, por desgraça, e a incomprensom.

Que quis provocar com a série ” What if…” (E se…), que mostra a um homem utilizando uma burka?

Nom estava a tentar provocar nada. Enquanto estava na universidade, em Estados Unidos, passei por uma etapa religiosa e usei o hiyab durante um ano.

Lembro que quando era verão eu estava sentada aí, suando, e via aos jovens árabes muçulmanos de pantalom curto… e pessoalmente nom fazia sentido para mim. De modo que tirei-mo [o véu].

Entom aí pensei: e como seria isto ao revés? Que fossem os homens os que tivessem que usar o hiyab. Era uma pergunta irrealista que quis a traduzir através de fotografias.

Lembro que exibim a série numa exposiçom no Museu Nacional, em Iémen. E para minha grande surpresa, a muitas mulheres encantou-lhes. E acho que quase todos os homens o odiaram.

Lembro ter tido uma briga com um médico que estudou em Estados Unidos. Ele me perguntava: que estás a tratar de dizer? Que os homens deveriam ser mulheres? Estás a questionar o que disse Deus? Tomou-no demasiado á sério.

“Deixem-nos em paz!”

– Você viveu na França vários anos, um dos países que tem proibido o uso da burka publicamente. Como foi essa experiência?

É muito contraditório. Seu lema é a igualdade, liberdade e fraternidade mas a realidade é outra coisa.

Muçulmanos som uma minoria, estám marginados. E focam-se nas mulheres, elas som as mais marginadas, as mais vulneráveis, é como uma forma de extremismo, mas na outra direçom.

Parece-me horrível, inclusive mais horrível porque Ocidente tem sido educado na modernidade, sobre a base da liberdade e a liberdade de expressom. Mas nom é verdade. Simplesmente nom é verdade.

E que opiniom tem sobre o intenso debate que provoca o uso do véu?

– Nom nos estamos a centrar nos problemas reais. Às mulheres sempre se lhes diz que fazer, se pôr o hiyab ou quitar-lho, ser delgadas, ser jovens… Deixem-nos em paz!

Olha o que é a indústria do maquilhagem e do peso. Os milhares de milhons de dólares que há aí. E as mulheres submetem-se a cirurgias plásticas e morrem-se de fome para ser delgadas. Essa é também uma forma de opressom.

Muitas das mulheres que se cobrem som médicas, políticas, escritoras, advogadas ou artistas. E som fortes. Nom porque se cubra sua cara ou seu corpo se lhe cobre o intelecto.

Algumas pessoas em Ocidente vêem a uma mulher com véu e imediatamente assumem que está oprimida e precisa ser salva. Mas nom todas as mulheres que usam o hiyab estám oprimidas. E nom estou a falar polas mulheres afegãs, senom polas iemenies e por mim.

– Preocupa-lhe o atropelo dos direitos das mulheres com o arribo dos talibãs em Afeganistão?

Sim claro, tenho medo como todos os demais. As coisas que têm sucedido no passado, mulheres às que lhes disparam, sacam-nas da escola, deixam-nas sem trabalho, assassinam, som muito horríveis.

Qualquer forma de fundamentalismo, de extremismo, onde nom há espaço para a flexibilidade, para a discussom, para o diálogo, é muito aterradora.

No entanto, acho que estamos a viver um momento diferente, porque agora temos telefones celulares e redes sociais e nom podem sair-se com a sua como costumavam fazer.

Tamém acho que desta vez muitas mulheres lutarám mais. Têm tido 20 anos duma melhor vida, e som fortes, ambiciosas e capazes. Tenho fé nelas.

[Afeganistão] Falar polas mulheres muçulmanas é violência x Fatima Tahiri

Recolho (traduço) e colo esta breve reflexom de Fatima Tahiri na web “Poder Migrante” sobre a crise política, humanitária e a violaçom de direitos humanos que vive atualmente o povo afegão e de como está a reagir diante disto o feminismo branco ocidental e sumo-me assim a iniciativa de dar-lhe voz a mulheres muçulmanas para falar desta terrível situaçom em troques de partilhar vozes de mulheres eurocentristas ou ocidentalizadas, desssas que se arrogam ser as ‘suas salvadoras’:

«A situaçom de crise política, humanitária e a violaçom de direitos humanos que vive atualmente, por desgraça, o povo afegão nos coloca na velha posiçom discursiva onde o islão converte-se na fonte de todos os males. As leituras culturalistas baseadas em preconceitos racistas e islamófobos nom só nos coloca 20 anos atrás, como Afeganistão, senom que nos mostra que as coisas nunca têm mudado para xs outrxs. Basear toda a problemática da questom Afegã no islão nom é só islamófobo e racista senom que deniega a agência política dos e das afegãs como suxeitxs politicxs. Nom som mais que muçulmanas que lidiam com uma religiom que lhes oprime sem ter em conta a história, o colonialismo, a intervençom internacional e as características sociais do povo afegão.

De novo vemos-nos imersos nas dinâmicas racistas e islamófobas onde se aponta à comunidade muçulmana e onde o discurso da ‘salvaçom das mulheres muçulmanas’ converte-se no eixo principal tal e como sucedeu no colonialismo. O uso da mulher muçulmana e seu corpo foi uma estratégia colonial para submeter aos povos e fazer uma lavagem às atrocidades e crimes de guerra cometidos durante a colonizaçom.

O mesmo modus operandi utilizou-se na invasom de EEUU em Afeganistão que para além de melhorar a situaçom da mulher, empiorou-na.

Falar polas mulheres muçulmanas é violência, anular sua capacidade intelectual e política é violência, posicionar-te como branca salvadora é violência e é uma opresión constante com a que muitas temos que lidiar. A variante racial e religiosa faz que se suspenda nosso papel como mulheres e que sejamos vistas só como povos inferiores que há que salvar e civilizar, negando todo tipo de sororidade e exaltando todo um imaginário supremacista branco. A questom afegã salpica a toda a comunidade muçulmana dado que o racismo fai que todo seja considerado como um bloco homogêneo, nada mais longe da realidade. Só somos [para elas] muçulmanas e nom somos pessoas

Apelar à salvaçom das mulheres muçulmanas só em contextos como o de Afeganistão mostra a posiçom racista do feminismo que nom tem em conta outros contextos como onde a mulher é a eslabom mais débil. Que se passa com as mulheres da Palestina matadas e maltratadas a mãos do sionismo, e com a limpeza étnica dos Roghinya e com a comunidade muçulmana da China onde milhares de mulheres têm sido violadas? Onde estám os reclamos ali? Afeganistão só é o reclamo para sacar a passear o racismo e a islamofobia. Não interessam em realidade a mulheres afegãs, interesa mostrar que como brancxs ocidentais sois superiores.

Leituras supremacistas, racistas e culturalistas que nunca levarám-nos a acabar com os problemas que nos rodeiam. Se tanto quereis justiça para as mulheres afegãs e muçulmanas tratá-las como iguais, calar e escutar, e sobretudo, respeitar as diferentes visons e formas de existir neste mundo. Por certo, a libertaçom do povo afegão nom só passa por libertar a suas mulheres senom que tamém a seus homens.

O povo afegão é um povo submetido polo colonialismo e o imperialismo que graças a teu feminismo salvador tens apoiado. Por último, mandar forças ao povo afegão e sentir que um tema que teria que ser tratado com rigor por respeito a sua luta e sofrimento tenha acabado num campo de racismo e islamofobia no que temos que sair membros da comunidade muçulmana a aclarar e defender conceitos que já teriam que estar mais que superados.»

Fátima Tahiri. Investigadora da UAM em Estudos Árabes e Islámicos, na atualidade está elabourando a sua tese doutoral sobre ‘Religiosidade e práticas religiosas nos jovens muçulmanos de España: o caso dos jovens de origem marroquino’. É a autora do fermoso poema “YO SOY LA OTRA” que tudo o mundo deveria escutar, sentir e mesmo afaze-lo de seu, e que podedes escutar, na sua própria voz, neste seu vídeo:

Yo soy la otra

Yo soy esa sumisa de la que todo el mundo habla

Yo soy la pobre a la que tienes que ayudar

Yo soy la ignorante a la que tienes que enseñar

Yo soy esa mujer del velo en la que no puedes dejar de pensar

Yo soy la otra

Esa mujer que quieres salvar, pero necesitas atrapada

Yo soy aquella cuyo cuerpo quieres controlar para poder liberar

Yo soy la mujer que tiene que destapar parte de su cuerpo 

para no ser agredida, vejada o para trabajar

Para ser merecedora de respeto y contar como persona 

Yo soy la fantasía que Charles, Rahulla, Usama y Bernard quieren disfrutar

Manoseando mi cuerpo sin consentimiento y sin respetar mi dignidad 

por ir provocando a su aturdido progreso y ensalzado estatus

Yo soy la otra

Soy aquella a la que quieres dar voz, pero no quieres escuchar

Soy la constantemente acallada 

Soy esa pura ilusión de dominar aquello que ni siquiera sabes nombrar

Ni en la fuente del faquín ni en la tertulia de televisión 

Soy la fiel y disponible concubina en tu harén del gueto 

Soy el rollo fácil para presumir de tu papeleta electoral 

Soy la que grita ahogada en el mar del racismo y machismo mientras intenta nadar

Soy la que no es más que un cuerpo que tapar o destapar 

Yo soy la otra

Soy el personaje secundario de su propia historia

Soy aquella que vive en el reflejo eterno de un suelo de cristal en el que se proyecta mi presencia 

Una vaga imagen para engañar, para advertirte que eres mejor, superior

Yo soy el alivio que te quiere hacer creer que eres libre, independiente y puedes volar 

Yo soy la que no pudo elegir no ser, no ser civilizada, no ser empoderada, no ser libre, no ser mujer

Soy la que quiere ser libre para elegir, pues ¿qué es la libertad sino no tener miedo por lo que elegiste?

Yo soy la bárbara, la sumisa, la oprimida, soy la que dejó de ser mujer para vivir condenada en la otredad

Yo soy la que lucha contra lo que es porque se cansó de ser la otra, porque se cansó de no ser

Soy esa mujer agotada de demostrar que merece existir

Yo soy la otra que sólo quiere ser 

A QUEM CORRESPONDA E POIDA PRECISÁ-LO.- Regulamentos e normativas sobre a obrigatoriedade do consentimento das pacientes x Juan Peris

Quiças, polo teu carater ou pola tua forma de te enfrontar aos teus problemas tenhas recursos abondos para negar-te a ser inoculada pola força da sem-razom que domina na atualidade no mundo sanitário ocidental, mas quiçás desconheces que há toda uma série de regulamentos, códigos, declaraçons, convénios e leis tanto internacionais coma estatais que estám da tua parte ao respeito. Juan Peris tivo a iniciativa de recopila-los e publica-lo numa rede de redes e eu, traduço e colo, para ajudar a defundir desde esta minha bitácora:

Conhece os teus direitos: que não chos violem, nem te defraudem, nem experimentem contigo

Juramento de Hipócrates (-460 / 377): “Não darei veneno a ninguém, se mo pedem, nem tomarei a iniciativa de tal sugestom”.

Código de Conduta Médica, artigo 36: “Em todos os casos se deve solicitar o consentimento da pessoa examinada ou tratada. Quando a paciente, num estado de manifestaçom de sua vontade, recusa a investigaçom ou o tratamento proposto, o médico deve respeitar esta negativa depois de informar á paciente de suas consequências”

Código de Nuremberg (1947): “O consentimento do sujeito humano é absolutamente essencial”. O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos retomou esta proibiçom contra a experimentaçom involuntária, em seu texto de 1966, que estabelece: “Ninguém pode ser submetido sem seu consentimento a um experimento médico ou cientista”

Declaraçom de Genebra para os médicos (1948): “Respeitarei a autonomia e a dignidade de minha paciente. Não utilizarei meus conhecimentos médicos para infringir os direitos humanos e as liberdades civis, inclusive baixo a força. Manterei o respeito absoluto pola vida humana, desde a concepçom. Considerarei a saúde de minha paciente como minha primeira preocupaçom”

Declaraçom de Helsinki (1996) assinada por 45 países, incluída Espanha, artigo 25: “A participaçom de pessoas capazes de dar seu consentimento informado à investigaçom médica deve ser um ato voluntário. Nenhuma pessoa capaz de dar seu consentimento informado pode participar num registro sem dar seu consentimento livre e informado”

Convênio de Uvieu (1997) assinado por 29 países, entre eles Espanha, artigo 5: “Uma intervençom no âmbito da saúde só se poderá realizar após que a interessada tenha dado seu consentimento livre e informado. A esta pessoa proporciona-se-lhe previamente informaçom adequada sobre o propósito e a natureza da intervençom, bem como as suas consequências e os seus riscos. A interessada poderá, em qualquer momento, retirar livremente seu consentimento”

Lei Kouchner (4 de março de 2002), artigo 111-4: “Toda pessoa deverá tomar decisons sobre a sua saúde com o profissional da saúde e tendo em conta a informaçom que este lhe proporcione. O médico deve respeitar a vontade da pessoa após informar das consequências de suas eleiçons. Se a vontade da pessoa de recusar ou interromper o tratamento pom em risco a sua vida, o médico deve fazer todo o possível para convence-la de que aceite a atençom que tanto precisa. Não se pode praticar nenhum tratamento médico sem o consentimento livre e informado da pessoa e este consentimento pode-se retirar em qualquer momento

Jurisprudência de Salvetti (TEDH de 9 de julho de 2002 ). Nenhum tratamento médico é obrigatório na Uniom Européia: “Como tratamento médico não voluntário, a vacinaçom obrigatória é uma ingerência no direito à privacidade, garantido polo artigo 8 do Convênio Europeu de Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais”

Código Civil francês, artigo 16-1: “Toda pessoa tem direito a respeitar seu próprio corpo. O corpo é inviolable”

Resoluçom 2361 do Conselho de Europa (28 de janeiro de 2021). Opiniom consultiva. Assembleia insta aos Estados membros e à Uniom Européia (a artigo 731): “Assegurar que as cidadás sejam informadas de que a vacinaçom não é obrigatória e que ninguém está baixo pressom política, social ou de outro tipo para vacinar-se, se não deseja faze-lo pessoalmente” (e artigo 732): “Assegurar que ninguém seja discrimi­nada por não estar vacinada, por um risco potencial para a saúde ou por não querer vacinar-se

Constituiçom Espanhola, art 139.2, 1. “Todos os espanhóis têm os mesmos direitos e obrigas em qualquer parte do território do Estado” e 2. “Nenhuma autoridade poderá adoptar medidas que direita ou indireitamente obstaculizem a liberdade de circulaçom e estabelecimento das pessoas e a livre circulaçom de bens em todo o território espanhol”.

Constituiçom Espanhola, art 14: “Os espanhóis são iguais ante a lei, sem que poida prevalecer discriminaçom alguma por razom de nascimento, raça, sexo, religiom, opiniom ou qualquer outra condiçom ou circunstância pessoal ou social”

Lei 2/2021 do 29 de março de Medidas Urgentes de Prevençom, Contençom e Cordenaçom para fazer frente à crise sanitária 2/2021, artigo 24. Deteçom e notificaçom. 1. “Os serviços de saúde das comunidades autónomas e das cidades de Ceuta e Melilla garantirám que, em todos os níveis da assistência, e de forma especial na atençom primária de saúde, A TODO CASO SUSPEITO DE COVID-19 realizará-se-lhe uma prova diagnóstica por PCR (Reaçom em Corrente da Polimerasa) ou outra técnica de diagnóstico de infeçom COVID-19, tam cedo como seja possível desde o conhecimento dos sintomas, e que toda a informaçom derivada se transmita em tempo e forma segundo se estabeleça pola autoridade sanitária competente”.

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