Arquivo mensal: setembro 2021

DE BOTELHONS e FESTAS nas RUAS.- A MINHA DECLARAÇOM SEM VERGONHA

Eu tenho já 60 anos cumpridos; no ano 80 do século passado cheguei a Compostela onde estivem matriculado na única universidade galega que existia e hoje, tras apenas 8 anos de rular por outras cidades galegas, sego residindo nesta cidade mais de 40 anos apôs da minha chegada.

Naqueles anos ’80 dos meus anos moços a zona nova era uma festa todas as noites; vizinhas molestas da rua Nova de Abaixo, Santiago de Chile, Frai Rosendo Salvado,… tiravam-nos caldeiros de água desde as suas ventás e balcons coa ilusa esperança de acalar assim os berros e cânticos alcólicos das miles de estudantes que montavamos festa nessas ruas onde estava por entom concentrados os bares, pubs e discotecas do âmbiente estudantil; mas esta sua atitude defensiva tivera de imediato um efeito adverso e tal qual coma quem sae dum souto para meter-se noutro, de imediato isso dera sucesso a que nós mesmas, desde os múltiples e numerosos “pisos de estudantes” copiaramos sua estratégia e sumáramo-nos entusiastas ao de tirar-nos água e tamém a pedi-la a berros desde abaixo e assim fora coma aquela zona, noite sim e noite tamém, passara a ser a zona 0 dum festival noturno de água, risas e álcool mesmo que chovera a cântaros: “Tiene que llover, tiene que llover, a cántaros….” como dizia a letra do cantautor Pablo Guerrero

Eram nossos “botelhons”, ainda que nom se lhes chamava assim quiçás porque por entom era costume aprendida de nossas maiores emborrachar-se indo de taçeio, de curtos de cerveça ou de litros de kalimotxo compartilhado, de “tumba a dios”, de mistela,… mas tamém eram anos de lutas estudantis, contra da subas dos alugueres ou das taxas das matrículas, mas tamém contra da entrada na OTAN, contra as nucleares, a reconversom naval e industrial, pola defessa da nossa língua, pola despenalizaçom do aborto, em solidariedade com a revoluçom sandinista ou com as represaliadas chilenas por Pinochet, e tamém contra as autopistas e mesmo contra a autonomia, porque por entom havia muito compromiso na luta por um mundo milhor e nom todo eram festas… De feito, as atuaçons policias dos de marrom (daquela esta era a cor das suas vestimentas que mudaram do gris do franquismo ao marrom da transiçom o que dera pé a um dos cânticos que mais se coreavam nas manifas: “De gris ou de marróm, um cabrom é um cabrom”) eram cicais mais brutais do que agora mas nom por isso evitavamos o enfrontamento coas forças repressivas.

Se existe alguma diferência co que se passa agora eu vejo-a no feito de que para nós todos os dias da semana era fatível rematar na noite de festa rachada e quando já fechavam os últimos lugares, rematar a festa até a madrugada na Quintana, na praza Roxa, nos jardíns de Ramírez, … entanto agora -e desde anos há- semelha que tudo se concentra numa só noite por semana, duas coma muito e tampouco vejo nas estudantes muito ánimo de luta por milhorar este mundo e apenas vislumbro compromiso solidário para com a gente doutros lugares.

Tamém há que ter na conta de que, na altura, Compostela ainda nom fora designada coma Capital da Galiza autoanémica, polo que apenas havia funcionários e além o Jacobeu ainda nom fora re-inventado por Fraga e coma tal só atraia pelegrins nos vraos dos anos santos, de tal jeito que, por aquelas, as estudantes eramos a meirande fonte de riqueça duma cidade que vivia, caseque em exclusiva de chuchar-nos os quartos que nos davam em casa, entroutras artimanhas, cobrando-nos alugueres abusivos em pisos destartalados e cutre amovoados (agora nom mudou caseque nada isto) muitos ubicados nessas mesmas ruas da movida, assim que, dalgum jeito, essas festas maciças nas ruas eram nossa resposta a esses abusos.

Dito tal e qual EU NOM ME ARREPENDO DE NADA e hoje sego entendendo e compreendendo as ganas de festa noturna da gente moça.

NOM ME CONVERTIREI NUNCA NUM HIPÓCRITA coma essas que agora CRITICAM o que elas e miles de pessoas da minha quinta faziamos a cotio, o mesminho que figeram (com matizes) as geraçons anteriores a nós e todas quantas vinheram apôs, ainda que as costumes e os lugares da “movida estudantil noturna” vaiam mudando.

QUE VIVA A FESTA !!

QUE VIVA A LOITA !!

QUE VIVA A JOVENTUDE !!

Reacionárias, Carcas, Direitonas, Retrógadas, … “Baixo que condiçons pode-se respeitar o passado?” x Victor Hugo

Victor Hugo na sua imensa obra Les Misérables (Os Miseráveis) publicada em 1862 fai uma muito interesante reflexom sobre aquelas pessoas que pretendem viver no passado e impôr as suas inamovíveis normas para sempre, o que venhem a ser as Reacionárias , tamém reconhecidas coma as Carcas, as Direitonas, as Retrógadas, …

Colo ao respeito este extrato da sua genial obra mestra dado que suas reflexons seguem à ordem do dia no que vivemos:

A teimosia que manifestam em perpetuar-se as velhas instituiçons semelha-se à obstinaçom dum perfume râncio que quigesse embalsamar os nossos cabelos, à pretensom dum peixe podre que quigesse ocupar um bom lugar na nossa mesa; à perseverância dos vestidos da criança que quigessem vestir á adulta, à ternura dos cadáveres que regresassem para abraçar aos vivos.

“ Ingratos! –dim os vestidos–. Protegimos-vos contra o mau tempo. Por que não vos servides de nós?” “Venho do mar”, di o peixe. “Fum uma rosa”, di o perfume. “Amei-vos”, di o cadáver. “Civilizei-vos”, di o convento”.

A tudo isto não há mais que uma resposta: “Sim; mas foi noutros tempos”.

Pensar no prolongamento indefinido das coisas que morreram, e no governo dos homens por embalsamamento; restaurar os princípios antigos em mau estado; dourar de novo as urnas; branquear os claustros; voltar a abendiçoar os relicários; refornecer as superstiçons; dar alimento ao fanatismo; ponher mango aos hissopes e aos sabres; reconstruir o monaquismo e o militarismo; crer na salvaçom da sociedade por médio da multiplicaçom das parasitas; impor o passado ao presente, som coisas muito estranhas. E há, no entanto, teóricos que sustentam estas teorias. Estes teóricos, homens de talento por outro lado, têm um sistema muito singelo. Aplicam ao passado um verniz que chamam ordem social, direito divino, moral, família, respeito aos antepassados, antiga autoridade, santa tradiçom, legitimidade, religiom, e vam berrando: “Olhem, tomem isto, pessoas honradas!” Esta lógica era já conhecida dos antigos. Os arúspices praticavam-na. Esfregavam com greda branca uma terneira preta, e diziam: “É branca! Bos cretatus”.

Quanto a nós, respeitamos em certos pontos e perdoamos em tudo ao passado com a condiçom que consenta em estar morto. Se quer viver, atacamos-lhe e tratamos de matar-lhe.

Superstiçons, hipocrisia, devoçom fingida, preocupaçons; estas larvas, por mais larvas que sejam, querem viver tenazmente; tenhem unhas e dentes na sua sombra e é preciso destruí-las corpo a corpo, e fazer-lhes a guerra sem trégua, porque uma das fatalidades da humanidade é viver condenada à luita eterna com fantasmas. É muito difícil apanhar à sombra polo pescoço e derrubá-la”.

Comochoconto – 27set1975 – Lembrança de Txiki, Otaegi, Sánchez Bravo, García Sanz e Baena Alonso

Lá polo ano 2011 nas datas do aniversário deste assessinato de estado emitira polas ondas livres da rádio Kalimera (de Compostela e da orbe enteira) este programa de Comochoconto na sua homenagem. Agora, 10 anos apôs desta gravaçom e co galho de lembrar tam trágicos acontecementos, vos colo acá nesta minha bitácora, o áudio do mesmo e a entrada que escrevera para dar-lhe pulo na rede:

A alba do 27 de setembro de 1975 eram fusilados Txiki, Otaegi, Sánchez Bravo, García Sanz e Baena Alonso, os dois primeiros militantes da ETA e os outros tres da FRAP. Foram assassinados polo franquismo depois de diversos juízos sumarísimos sem garantes nenhuma de respeito dos direitos humanos. Foram os últimos fusilados estando ainda Franco vivo. As numerosas petiçons internacionais de clemência e as mobilizaçons cidadás nom serviram de nada ante um Dictador que se figera em 1936 assassinando ao seu povo, e que seguira matando para arrogar-se o “direito” de poder seguir matando.

27-septRealizado em base aos textos de:

Recordando a Txiki, Otaegi, Sánchez Bravo, García Sanz y Baena Alonso Paco Azanza Telletxiki 2010

27 de septiembre de 1975: luchadores por la libertad y la justicia social Sara Antifaxista

36º aniversario de los fusilamientos del 27 de septiembre Manuel Blanco Chivite

Los fusilaron al alba Mercedes Arancibia

27 de Septiembre, homenaje a los cinco últimos antifranquistas fusilados

Pequeño diario de clandestinidad Tomás Pellicer

Poemas de los 5 penados a muerte

Qué duro es esto – Los últimos 324 días de la vida de Francisco Franco Juan de Juan

Soarom neste programa:

José Mercé –Al Alba

Promiscuals – Baena

Dangiliske – Eusko Gudariak

Pedro Faura (Bernardo Fuster suburbano) – De madrugada clandestinidade

Contracanto – Yo te nombro

Lluís Llach – Campanades a morts

España criminaliza em quanto Europa celebra. De festas e mascarilhas ao ar livre

Flipo com o de que na españa tuda umha maioria da gente sega a levar mascarilha polas ruas, mesmo quando caminham sozinhas por ruas baleiras nas que nom se vê ninguém a metros de distância (eu, desde minha ventá, vejo muitas zumbies destas).

Desde há tempo observo o comportamento da gente noutros lugares da europa a través das ventás que me permitem ver esse mundo: as teles e a internet. Ontem mesmo estivem mirando na tele a final do mundial de ciclismo em ruta masculino que se celebrou na cidade de Leuven na regiom belga de Vlaanderen (Lovaina – Flandres- Bélgica).

O lugar onde estava a meta da prova, era uma praza aberta na cidade de Leuven e via-se (ao igual que por todo o percorrido da volta ciclista) tuda cheinha de gente de todas as idades sem tapa-bocas (era mais dificil atopar uma mascarilha posta do que ao Willy que havia que buscar naquelas famosas láminas), berrando, bebendo, cantando, desfrutando do que nessas terras é um espetáculo vivido intensamente (na bélgica, ao igual que nos países baixos, a bicicleta é um veículo de uso e desfrute maioritário) … e mentras por acá seguimos criminalizando botelhons da gente moça (que está demonstrado que apenas se contágiam).

Alguém dirá que a situaçom belga será muito milhor do que a española, mas NOM!!, à contra: na atualidade bélgica está reportando 1.987 novos contágios a cada dia (com um índice do 11%) em tanto españa reporta 2.436 (índice do 7%), com o que, a situaçom na españa semelha muito milhor que na bélgica tendo na conta as povoaçons de âmbos lugares (11.420.163 na bélgica por 47.450.795 na españa, pelo que há mais de 4 españolas por cada belga).

E assim seguimos submissas ao medo baixo o desgoverno mais progre da histéria d’españa.

Somos a antitese da aldeia gala de Asterix; acá seguemos invadidas e temerosas polo vírus mentras o resto de europa ocidental respira e celebra o final do pesadelo.

E aqui… Até quando??

O infame e selvagem pecado do fanatismo religioso

O escritor e aventureiro Alberto Vázquez Figueroa escreve no seu livro Un Mundo Mejor esta imensa reflexom sobre o sentimento religioso das étnias amazónicas do Rio Xingu (afluente do grande rio pola sua margem direita) que traduzim e colo:

Nas tribos amazónicas do Xingu (xingus, xavantes,…) costuma-se dizer:

Se tentas impor ao teu deus pola força, esse teu deus é falso, já que o verdadeiro não precisa da sua violência para demonstrar quem é. Se alabas em excesso a teu deus, assegurando que é o único verdadeiro, esse teu deus é falso, já que o verdadeiro está tam alto que não precisa louvanças. E se utilizas as armas para defender ao teu verdadeiro deus, estás a ofender-lhe, porque ao fazê-lo consideras que não é o suficientemente forte como para se defender por si mesmo”.

Para as nativas daquelas selvas o conceito de ser supremo está muito acima do conceito religioso, já que consideram que as religions não som mais que um sibilino invento do demo. Segundo elas quando o Anjo negro se rebelou contra o Criador, chegou à conclusom de que jamais poderia vencer-lhe já que suas seguidoras estariam em minoria, polo que decidiu que sua única esperança de êxito se baseava na possibilidade de dividir as forças de suas inimigas. Por isso adicou-se a tentar ás pessoas, não com o poder, a ambiçom ou a luxúria, pecados todos pessoais, disculpáveis e passageiros, senão com a astuta promessa de que se adoravam a um deus determinado e defendiam até as últimas conseqüências a sua fé, atingiriam o paraíso e uma suposta vida eterna que até esse momento ninguém lhes prometera.

Com esta sua açom propiciou o nascimento de diferentes religions, cuja razom de ser não era outra que conseguir que os seres humanos se odiassem e matassem em nome de um determinado deus, esquecendo-se de que o verdadeiro deus não precisa nome.

Se, segundo essa lenda indígena, o que o demo pretendia era fazer dano, o conseguiu plenamente.

O infame e selvagem pecado do fanatismo religioso é o único que se transmite de geraçom em geraçom e afecta por igual a todos os povos e todas as etnias.

PFIZER obrigada a retirar do mercado o CHAMPIX porque provoca CÂNCER !! (um exercício de contrainformaçom)

A finais do ano passado num dos meus artigos deitados acá lembrava aqueles tempos iniciáticos nos “contrainformativos da rádio Kalimera“, quando tinhamos que recorrer aos jornaluchos coma El Correo Gallego para atopar notícias que contrarrestar (de ai o seu nome de “contras”), ao que davamos-lhe as voltas com certa retranca dado que bem pouca informaçom alternativa chegava por entom ás nossas mãos, mais lá dalguns fanzinetes e revistas coma o Molotov.

Hoje retorno a aquela tarefa tras ler este artigo publicado ontem 21/09/2021 num jornalucho de tirada nazional española do que colo a foto da sua cabeceira (passo muito de pôr em que meio saiu e a ligaçom à notícia; e quem queira saber e comprovar se é certo o que eu conto, que a busque na rede):

O artigo original é uma loubança ao medicamento proibido: “este anúncio deixa de forma indefinida aos sistemas sanitários sem uma das suas milhores armas para reduzir o consumo de tabaco”, “o mais efetivo e o mais utilizado por 3 de cada 4 pacientes que queiram deixar de fumar”, “um 23% das pacientes que tomaram Champix seguem sem fumar 12 meses apôs”, “triplica o éxito de tentar deixar de fumar sem ele”, “Sanidade di que onde se atoparam estas impurezas o risco é baixo”.

E tamém é um aplauso para o bo fazer de Pfizer ao retira-la do mercado: “A farmacêutica bloqueara na España os primeiros lotes no passado julho tras a detençom de nitrosaminas, uns compostos potencialmente cancerígenos. Pfizer já deixou de subministrar o medicamento a primeiros do vrão e agora ordena a sua retirada mundial”.

MINHA REDAÇOM CONTRAINFORMATIVA

Pfizer NOM retira o Champix porque si, senom porque a Agência Europeia de Medicamentos (AME) detetou, neste e outros fármacos, nitrosaminas (compostos potencialmente cancerígenos) tras incrementar seus controis.

É dizer, Pfizer vendeu durante anos um fármaco, Champix —cujo princípio ativo é a vareniclina—, que foi com diferência o medicamento mais prescrito na luta contra o tabaco, mas tempo apôs descubre-se que provoca câncer; polo que se veu obrigada a retira-lo uma vez que uma agência exerna detetara nele compostos cancerígenos.

A Sanidade pública española estivera financiando desde janeiro de 2020 o tratamento com este medicamento cancerígeno. Segundo dados do próprio Ministério de Sanidade, nesse primeiro ano foram dispensadas nas farmácias com carrego aos fundos públicos um total de 507.676 caixas de Champix.

AME confirmou na passada quinta, 16 de setembro, que os niveis detetados no Champix estám por riba do aceitável.

Em conclusom:

Uma empresa farmacêutica, PFIZER, com ingresos multimilhonários lança ao mercado um seu produto para deixar de fumar que PROVOCA CÂNCER.

E agora que me venham covidiotas e/ou coviadeptas a dizer que as empresas farmacêuticas estám coidando das nossas saúdes e que nom há detrás de seus accionistas nenhuma intençom de fazer negócio coas nossas vidas e mortes.

Farmacêuticas milhonárias ou quando se socializam os riscos e se privatizam os lucros x Noam Chomsky

«Quem criaram a crise som mais ricos e poderosos que nunca» Noam Chomsky

Dias atrás, em debate numa RRSS com um amigo (nom só virtual senom real), este sustinha que “as vacinas som do menos rendível para as farmacêuticas assim como de tudo o que tenha que ver coa medicinha preventiva, tamém os “bozais”.

Desconheço ainda hoje que dados maneja ele para asseverar tal, mas bem pode que seja certo o que ele afirma, que nom som destes seus produtos dos que mais benefícios obtenhem estas empresas com muito ánimo de lucro; nom vou debate-lo porque desconheço o despiece das suas enormes rendas; mas vou-me permitir ponher acá em dúvida tal sua afirmaçom para com o caso que nos ocupava no nosso debate; porque se bem poida que a ganahância obtida na venda dum só dial seja uma quantidade pequena, deixa de ser tal exígua quando as vendas estám a ser de milhons de unidades em todo o Planeta.

Sucede como quando os bancos redondeiam as cifras decimais no seu favor; poida que o que ganham com esta operaçom a cada cliente nom supere a ridícula cifra dos 2 cêntimos de euro, mas se som milhons as clientes dessa entidade bancária, estariamos a falar dum roubo descarado de muitos milhons de euros em total.

De todas, se algo saltou aos médios nestes tempos foi a necessidade de cobrir os enormes gastos ao que tenhem que se enfrontar as farmacêuticas para acadar um medicamento eficaz o que presuntamente justificaria que muitos estados capitalistas desembolsaram quantidades ingentes de quartos públicos cara estas empresas com muito ánimo de lucro para incentiva-las a quitar quanto antes suas urgentes vacinas para deter o monstro.

Mas deixando a um lado estas minhas elucubraçons, vou dar voz a Noam Chomsky, um dos primeiros assinantes (entre mais de 350 pessoas e 200 organizaçons ativas nos 5 continentes) do Manifesto Acabemos com o Sistema de Patentes Privativas! Por uma indústria farmacêutica baixo Control Social e um plano global de vacinaçom pública, universal e gratuita” .

Este Manifesto sublinha que a “cobiça” das grandes companhias farmacêuticas está a supor um risco para o acesso igualitário à saúde em todos os países do mundo. Consideram que se devem fazer públicas as farmacêuticas em todos os países e realizar planos de investimento que melhorem o sistema sanitário público.

Recalcam que o Capitalismo e as políticas neoliberais contribuem a gerar “mais desigualdade, mais sofrimento e mais mortes em nome dos interesses duma minoria privilegiada”. Nesse contexto advertem que a crise sanitária está estreitamente relacionada com a crise ecológica. Do mesmo modo, recordam que esta crise tem afectado às classes populares, especialmente às mulheres e as pessoas racializadas.

Assim, no seguinte vídeo, Noam Chomsky explica muito clarinho como desde sempre se lucram as empresas farmacêuticas graças às investigaçons públicas. Apenas mudam nada do trabalho de investigadoras das universidades mas todas as ganâncias resultado destas investigaçons vam parar a estes ladrons capitalistas (se bem ele di isto com outras palavras, é o que eu entrecolhim das mesmas):

A Falha de Talante e Debate de Covideológas

Nom som eu muito partidário de dar pulo a râncias televisons nesta minha bitácora, mas quando jurde uma oportunidade há que saber aproveita-la.

Durante todos estes meses passados desde o começo da era covidiana resultou impossível assistir nas teles de maior audiência a um debate de ideias entre cientistas e outras especialistas na matéria vírica ou similares, mas que nada porque nom os houvo. Algo paradóxico se temos na conta de que foi o tema que abriu todos os telejornais durante tediosos meses.

Agora temos duas monstras de que o debate nom era factível mas que nada pola falha total de talante das Covideologas :

Assinalar que um dos covideológos é Xavier Trias (ex-alcaide de Barna), atual presidente do Institut Català de la Salut, negando o evidente e que já ninguém discute como é que haxa mortes entre as pessoas já vacinadas.

Nestoutro debate estám presentes 5 médicos, entre os que se atopam María Luisa Carcedo Roces, ​ ex-Ministra de Sanidade do PSOE e o presidente do Colégio de Médicos de Madrid Manuel Martínez-Sellés que, diante a evidência de seus poucos argumentos fugem do debate (por certo este vídeo está censurado em youtube). No debate participavam tamém o cirujám Juan José Martínez, o doutor Ruiz Valdepeñas e a doutora de família Natalia Prego:

Para que vejades em mãos de quem estamos.

La Palma, sempre num curruncho do meu coraçom.

A minha família chegara em 1980 a Sta Cruz de La Palma, no mesmo ano em que eu começava meus estudos em Compostela (onde já residia meu irmão maior). Durante 6 anos essa ilha foi meu fogar familiar, onde eu acodia gostoso durante as minhas feiras de vrão e nadal.

Quando chegáramos fazia apenas 9 anos da erupçom do Teneguía, o vulcám do sul da Isla Bonita, nome popular outorgado pola gentes das outras ilhas, e a gente contava aquilo coma se tiveram sido partícipes dum espetáculo privilegiado; gente que colhia suas barcas de madeira para ir ver coma caiam os bólidos ao mar entre efervescências, aplausos e assombros e outras juntavam-se na borda do cráter em forma de picnic para ver o espectáculo que durou três semanas com a lava fluindo para o mar e redesenhando a paisagem do sul em lunar e fazendo disto um evento quase social. Ninguém, na altura, falava de desgrácias nem de perdas materiais e semelhara que só ficava em seus recordos a beleza da lava fundida, os cheiros a enxofre e as enormes luminárias. Nada fazia pensar a alguém que, coma mim, chegava lá anos apôs da sua erupçom, que na ilha se viviram situaçons de medo ou de grandes perdas.

O Teneguía (que ainda hoje segue ativo coma a maioria dos vulcáns canários) seguia quente por entom e já era um atrativo turístico nessa ilha ainda muito afastada do turismo maciço, onde moravam umas 75 mil pessoas em toda a ilha (15 mil na capital); Se te achegavas a sua cume ainda notavas a calor que desprendia e mesmo poderias fazer ovos fritidos sobre as suas rochas. A seu redor rezumavam as vides rastreiras do malvasía criadas sobre solos de cinzas vulcánicas, o que lá se conhece como “solo de lapilho”, que chegam a acadar até 5 metros de profundidade, onde a pranta extende as suas raizes para chegar a um subsolo rico em minerais tras percorrer grandes distâncias para captar a água e manter a humidade necessária para a maduraçom das uvas. A erupçom de 1971 dera pê a uma paragem natural preciosa e espetacular em 1980 e por suposto nada perigosa.

Todo o sul da ilha tinha uma cor preta atrainte e quente; lembro coma se fora hoje que nesse primeiro vrão de 1980 chegaramos em barco até uma praia de areia pretíssima onde fora parar parte da colada do Teneguía; iamos fazer lá o jantar que levaramos preparado; eu fum o primeiro em baixar carregado de duas caixas com viandas, bebidas,… nom pesavam muito e lembro de saltar ao mar onde já fazia pé abondo e ir caminhando entre águas até adentrar-me nas pretas areias e… aos poucos segundos pegar um berro descomunal, saltar as caixas e sair correndo cara a água a fume de caroço… a minha sensaçom fora coma de ter pisado brasas e de ter-me queimado as prantas dos meus pés; ao final por sorte fora mais a sensaçom que o queimor e aos poucos observavamos coma havia formadas na praia longas fileiras de algas secas para facilitar o tránsito até a água das banhistas que chegavam por terra. Liçom aprendida para alguém coma mim habituado as areias brancas e muitas vezes frias de Ferrolterra.

Nada fazia pensar em que aquela experiência para as gentes nativas de La Palma fosse trágica, demencial, terrorífica ou merecedora dalgum dos múltiples qualificativos que agora utilizam os falsimédios de toda pelagem para angustiar com imagens de enorme beleça a quem nunca até hoje preocupou-se pola força da natureza. Como para muita gente já era evidente a erupçom, nom se produziram momentos de pánico: “A calma foi uma das provas mais destacadas da vizinhança de todos os pontos da ilha. Ninguém correu” relatava um jornal por entom.

Assim era quando eu a conhecim a Ilha de “La Calma”, tal qual era nomeada dada a especial parcimónia das suas gentes, onde só havia um semáforo na capital e era muito comum que a gente que ia em carro se parara no meio meio do escaso tráfego para falar com quem iam no veículo com que se cruzava criando por vezes fieiras em âmbos sentidos sem que ninguém se alterara, tocara o cláxon ou berrara; um lugar onde as condutoras paravam antes de chegar a um passo de pions por se vinhera alguém com ânimo de cruzar.

Umha ilha formosa que por entom durante o vrão só recebia a vissita das muitas migrantes palmeiras que partiram de lá cara América e que, ao igual que se passa em muitas aldeias galegas, voltavam a vissitar às famílias e passar as festas. Uma ilha da que, coma por acá, a gente marchava caseque sem querer, por necessidade, e na busca de milhorar sua economia, muitas vezes servindo-se só de barcas pesqueiras de vela sobrelotadas onde a gente apertava-se umas com outras cruzando o Atlántico cara Venezuela seguindo as correntes e os ventos alisos que usara Colón e tantos outros navigantes. Muitas embarcavam entregando todo seu dinheiro, outras suas posses, para assim pagar a passagem e poder empreender rumo ao que criam seria uma vida milhor. Algumas morreriam em alta mar, outras chegariam a terra enfermas e as mais com fome, sede, piolhos e as suas roupas desgastadas pola salitre e cheias de vómitos.

Uma das minhas irmás ficou lá a viver até há poucos anos quando liscou para Tenerife, onde moram tamém outras duas irmás e um irmão, coas suas famílias respetivas; eu nom voltei a pisar La Palma desde 1991 (numa vissita fugaz), mas sei pola minha irmá e polo resto da minha família “canária” que La Palma desde entom sofreu um medre de turistas enorme, onde antes só havia um hotel em toda a ilha agora há vários. Isto levou a um auge na construçom de edíficios por doquier para albergar a toda essa massa de gente europeia que vai buscar lá o sol e a beleça da que semelha que careceram nos seus lugares de origem. Muitas destas novas construçons figeram-se sobre terrenos qualificados coma urbanizáveis em zonas por onde é previssível que poidera correr a lava colada dalgum dos vulcáns, lugares onde presumivelmente non convém mercar nem fazer-te uma casinha, um apartamento, um hotel ou montar um bungalow nas suas ladeiras.

Todas as Ilhas Canárias surgiram de vulcáns submarinos. A ilha de La Palma calcula-se que jurdiu do oceano há 2 milhons de anos, no entanto, seus vulcans nom cuspiram fogo durante muito tempo. Documentaram-se sete brotes nos últimos 500 anos, que foram classificados como temperados. NUNCA HOUVO VÍTIMAS, felizmente a lava sempre fluiu lentamente.

Desta volta, a lava que sae cuspida do vulcám que derom em chamar de “Cumbre Vieja” (ubicado no Parque Natural do mesmo nome) tamém vai muito a modinho sua viagem até o mar; de novo vêm-se imagens de gente muito perto da lava observando-la passar; se bem televisons prefirem falar de temor e de perda de bens materiais e de mortes de animais (que deixaram encirrados nas granjas, por certo) quando em realidade a gente da zona fora alertada co tempo abondo do que se vinha enriba. Sim haverá que lamentar perdas económicas, mas nada mais. Mas sempre vende mais o medo e o terror que a calma e de ai que os falsimédios tudos já tenham uma outra notícia com a que infundir terror agora que o letal bichicho semelha ir de capa caida na sua virulência mortal.

Os Valores da Vida – A Cabeleiraria… (autoria desconhecida)

Um dia uma florista foi ao salóm a cortar-se o cabelo. Ao terminar perguntou quanto era a conta, o cabeleireiro respondeu-lhe:

“Não podo aceitar dinheiro. Nesta semana trabalho para a comunidade.”

A florista agradecida, abandonou o local. Ao ir abrir à manhã seguinte o cabeleireiro sua loja, atopou uma nota de agradecimento e uma dúzia de formosas rosas na sua porta.

Nesse mesmo dia véu um padeiro a cortar-se o cabelo, no momento de abonar o corte, o cabeleireiro dixo-lhe:

“Não aceito dinheiro. Nesta semana atendo à comunidade.”

O padeiro foi-se muito feliz. À manhã seguinte, quando o cabeleireiro voltou à loja, encontrou uma nota de agradecimento e uma dúzia de bolos de leite na porta.

Pouco depois um Senador foi cortar-se o cabelo e quando se dispunha a pagar uma vez mais, o cabeleireiro dixo:

“Não podo aceitar dinheiro. Nesta semana fago serviço à comunidade.”

O Senador afastou-se extremamente contente. Ao dia seguinte, quando o cabeleireiro foi abrir seu local, tinha uma dúzia de Senadores, 10 Deputados, 15 Conselheiros, o Alcaide e vários Concelhais, alguns acompanhados de suas esposas e filhos, todos fazendo fila para cortar o cabelo de graça.

Isto, querido colega, mostra a diferença fundamental que há entre a cidadania comum e os membros do grupo “honesto” que nos governam…

Nas vindouras eleiçõns, dantes de votar, atende a tua consciência e lembra que…

O Ladrom vulgar pode roubar-te: dinheiro, relógios, cadeias, veículos, telefones e qualquer outro objeto. Ele te elege a ti…

O Político “honesto” rouba-te: a saúde, a educaçom, as pensons, o tempo livre, o trabalho, o fogar e tamém a tua consciência. Este elege-lo tu!

Pensa-o bem