[Itália] Quebrar a trampa, Passar a ofensiva.- Uma vissom anarquista sobre o “Green Pass”

Recolho (traduço) e colo esta reflexom de compas anarquistas italianas publicada em 14 de outubro passado na sua web “il Rovescio”. Cronache della Stato d’emergenza (“O Reverso”. Crónicas do Estado de Emergência):

Comecemos com o que nos interessa: revocar o “green pass” ou passe “sanitário”. Este não é só uma ferramenta odiosa de chantagem e divisom, senão um salto qualitativo no controle autoritário de nossas vidas e da sociedade. Para aquelas que não entenderam – ou fingem não entender – ficamos sem palavras. E não imos começar com os desenhos animados. A centralidade da digitalizaçom para o Estado e para a tecno-indústria semelha mais do que clara, por exemplo, mesmo a partir duma leitura superficial do Plano Nacional de Recuperaçom e Resiliência, para o qual a classe dominante solicitou os serviços do profissional morto da fame Draghi. Nossa prioridade é, portanto, rachar este programa – que precisa do pacto entre as classes e a paz social – no seu ponto mais frágil e mais evidente para dezenas de milhares de pessoas: o “passe verde”.

Além do monopólio do discurso sobre “saúde pública” (você pode discutir os detalhes, apontar esta ou aquela contradiçom, mas nada mais), agora o governo e os tecnocratas gostariam até daquele do “antifascismo”, transformado em um péssimo pretexto para fortalecer a ditadura que já está aqui (a muito democrática dos patrons) e para justificar um maior endurecimento das luitas (dos fascistas, que foi reconstituída em 1946 e sempre aproveitada pelo Estado “nascido da Resistência”, passamos entom ao “violento”, isto é, ás antagonistas, ás trabalhadoras combativas, ás revolucionárias). Não é por acaso que Draghi escolheu a sede nacional da CGIL para confirmar a “linha de firmeza” no passe, após o abraço comovente com Landini. A operaçom, no entanto, parece-nos em grande parte malsucedida, como demonstra a grande participaçom na greve geral de 11 de outubro (com os importantes blocos de Piacenza, Gênova e Nápoles, e a impressionante manifestaçom em Trieste contra o “passe verde”, galvanizado pelo elemento de classe e força adicionado pelos estivadores) e a expectativa para o amanhã. A “linha de firmeza” já rachou, com funcionários do Ministério do Interior oferecendo test de antígenos gratuitos aos estivadores (proposta enviada de volta ao remetente pelos diretamente interessados, enquanto solicitá-los às empresas para todos os trabalhadores faz parte do sindicalismo básico) …

O protesto é “sujo”, sem dúvida. Mas pode uma sociedade cada vez mais monstruosa produzir protestos em massa que não o som? Chutar o traseiro dos fascistas por muito tempo limitaria a confusom habilmente criada pela mídia nos protestos que resistem ao “passe verde”. Não imos perder agora uma oportunidade que não parece exagerada para definir coma histórica: a de finalmente revocar um dos muitos decretos de emergência (e de “segurança”) que se seguiram implacavelmente desde os anos 1970. Um decreto, aliás, que não ataca “apenas” as assalariadas, as imigrantes, as dissidentes, mas sim às pessoas enquanto tais, os seus corpos, as suas relaçons sociais, os seus día a día.

Não é hora de reclamar ou virar como cata-ventos de acordo com o que nossos grandes e pequenos inimigos dizem e fazem, mas de fazer nossas próprias apostas. Não serám as proclamas anticapitalistas que nos darám sona, mas a habilidade e o prazer de dar um golpe onde mais dói, sim valerá para abrir outras possibilidades, espalhando assim o contágio do entusiasmo e do conflito.

Nós apostamos. Colocando-nos na fronte, como sempre. Apostamos na greve com gestos obedientes, nas ruas e nas práticas relutantes, nos bloqueios anunciados pelos portos de Trieste, Monfalcone, Génova …, nos contra-movimentos que o poder será obrigado a implementar, e no que estes podem desencadear, bem como na força da açom direta e autônoma. Para a luta!

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