Arquivo mensal: dezembro 2021

Cada quem fala da feira segundo lhe foi nela. Da comparativa de doentes e mortes entre vacinadas e nom “vaciladas”.

Estes dados som os últimos facilitados polo Ministério de Saúde español, e coma cada quem conta da feira segundo lhe foi nela; eu vou fazer a minha valoraçom segundo o que me contam estes dados:

A questom primeira a analisar é que, na atualidade, há muitíssimas mais pessoas vacinadas que sem vacinar que estám hospitalizadas, na UCI ou faleceram, e eu estou a falar de pessoas e nom de porcentagens.

Assim, em números absolutos, é aberrante a quantidade de vítimas que passaram polo aro de se vacinar para NADA!!

Tamém é curioso que o Governo faga distingos entre “vacinadas” e só quantifique as que tinham essa mudável e variável “pauta completa” (coma se estivera claro em que consiste essa “completa” que cada vez se assemelha mais as burgers porque quando já crias estar vacinada já te estám convocando para uma quarta dose, quinta…, sexta…, kechup, maionesa, cebola…) deixando fora a muitas pessoas vacinadas que de tal jeito ficam no limbo. Assim é coma trampeam os dados e, de passo, desfám-se habilmente destas muitas vacinadas que tamém estám doentes ou mesmo morreram pese à vacina mas que, no momento de cair doentes, nom tinham essa pauta completa ao gosto do manipulador.

Mas eu figem as minhas contas tendo em conta os dados nom porcentuais facilitados polo próprio governo español, e na atualidade há, separando as “nom vacinadas” das “sim vacinadas” (sem distingos de quanta pauta, ou de se tinha ketchup ou mostaça):

HOSPITALIZADAS: 2.696 pessoas nom vacinadas (28’4% do total) x 6.790 (71’6%) que sim o estavam.

– Na UCI: 438 (41’5% ) nom vacinadas x 1.628 (58’5%) que sim o estavam

– e MORTAS: 196 nom vacinadas (21’2% de todas as mortes) x 728 que sim tinham sido injetadas (78’8%).

Repito: estou a falar de pessoas e nom de dados, com o que, estes números absolutos reflitem que, pese a estar vacinadas coa pauta completa, a gente enferma e morre.

Um meu Continho sobre a Lei Mordaça

Neste curso no meu Instituto houvo mudanças na direção do mesmo apôs da chegada duma profissora nomeada digitalmente (a dedo) para exercer o cargo de Diretora pola sua presunta experiência em resolver situações conflitivas noutros centros de ensinança.

Desde o primeirinho dia de escola, a maioria do alunado começamos a sofrer a sua particuar maneira de resolver os conflitos, tras introduzir vários câmbios que, segundo ela, iam cortar o mal pola raiz.

O mal que ela vinha erradicar, por mandato imperial, era o nosso baixo nível de aprovados em comparativa com os demais centros de ensinança da nossa cidade, coma se não tivera nada que ver o feito de estar ubicado num dos subúrbios mais empobrecidos duma grande cidade onde a maioria do alunado procedemos dum estrato social muito baixo e com progenitores pouco dadas ao estudo, as artes ou a leitura.

A sua tática em realidade não tinha nada de novidosa porque já fora testada na sociedade. Consistia em motivar ás mais desleixadas, incitando-las a participar ativamente fazéndo-lhes sentir-se importantes para o bo funcionamento do Centro. Coma quem lança uma pedra para evitar uma guerra, as vítimas desta novidosa situação seríamos claro objectivo de muitas pedradas.

A primeira na fronte recebemo-la quando, no ato inaugural na Sala de Atos, a nova Diretora nomeara coma Vigilantes às mais retardadas nos estúdios, às mais brigosas e às mais desobedientes que dia sim e dia tamém e ano tras ano, curso tras curso, montavam a de deus nas aulas e ejerciam de matonas polos corredores e pátios de recreio. Lá foram chamadas a subir ao estrado uma tras outra polos seus nomes e apelidos (a mais de uma houvo que empurrar-lhe já que não estavam habituadas a ser citadas polos seus dados personais) e uma vez na cima foram ungidas de autoridade com uma banda identificativa e uma chapa muito similar a dos “sheriffes” dos velhos filmes de índios e vaqueiros.

A segunda labaçada fora recebeda quando um daqueles abusões com placa alegou que lhe dera uma tunda a uma moça porque esta estava a armar bronca e não atendia a sua demanda de calar e estar-se queda. A verdade de quanto acontecera era vox populi entre o alunado: a rapaça rejeitara andar a moçear com ele e diante da incómoda insistência deste pechara-lhe a porta da aula nos narizes, provocándo-lhe uma pequena hemorragia nasal ao covarde valentão. Mas a Diretora ao nomear às vigilantes tamém lhes outorgara o benefício de presunção de veracidade nas suas declarações e a moça em questão fora expulsada da escola por uma semana e advertida de explusão definitiva se não mudava a sua atitude beligerante para com o mentiroso.

Este feito em concreto desencadeou um feixe de situações análogas de abusos por parte das “embandadas” por qualquer motivo e/ou com qualqer escusa e em todas essas situações as declarações das vigilantes sempre eram tomadas coma verdadeiras mesmo que houvera dúzias de vítimas e testemunhas presenciais dos seus enganos e das suas viles façanhas.

Achegando-se o remate do 1º trimestre já eramos mais da mitade do alunado as suas vítimas ocasionais. Bastava uma roçadura casual num corredor com alguma delas para ipso facto converter-se na sua vítima propiciatória; mas incluso co tempo, e vista a total impunidade com que exerciam seu poder em corredores e pátios, não fazia falha causa alguma por nímia que fosse para ser golpeada por uma destas bestas e além apôs ser declarada pola Diretora culpável do ataque. Só quem dia tras dia riam-lhe as graças e mesmo ofereciam-se a testemunhar em falso ao seu favor, estavam a salvo momentâneo das suas tretas e artimanhas.

Fora por então quando um grupo de vítimas começara a juntar-se à saída da escola para argalhar um jeito de rematar com tanto abuso de autoridade. Os primeiros acordos que tomaram era tratar de juntar ao maior número de pessoas que estavam fartas desta situação e fazer sentadas nos recreios entrecolhidas dos braços formando um círculo e permanecendo a meia hora em total silêncio coma jeito de protesto. Desde então receberam o apelo de “As Circulares”.

Outras, menos pacifistas, tamém se juntaram para argalhar como ir devoltando os abusos sofridos, seu plano era atuar conjuntamente fora do Insti e ir vingando-se das camorristas uma a uma quando estiveram sozinhas polo bairro, dar-lhes uma boa tunda e ameaçar-lhes com dar-lhes mais se voltavam a ser assinaladas coma culpáveis diante da Diretora.

As táticas do primeiro grupo foram um total fracasso e aos poucos fora-se reduzindo o seu peculiar círculo de braços interligados entanto às do segundo grupo iam por bo caminho e acada dia eram mais as “Circulares” que se passavam ao 2º grupo tras realizar uma simple comparativa entre as efetividades duma e outra proposta.

E assim burla burlando chegamos ao final do trimestre e as feiras de Nadal. Os resultados académicos ainda foram piores de que em anos anteriores pois quem foram embebidas de autoridade andavam muito preocupadas em coma ejercer esta sua potestade coma para pôr-se a fincar seus cotovelos no estudo e às que antes quitavam boas notas tamém andavam mais imbuídas em safar dos abusos das camorristas e dos castigos da Diretora que de aprender lições novas de matemáticas, língua ou história.

A volta trouxo novidades na organização e direção do Insti. A Diretora, ainda no cargo, impulsou a criação duma Comissão Diretiva da que formariam parte não só o profissorado senão tamém representantes do alunado que seriam escolhidas dentre as mais votadas numa eleição convocada a tal efeito. No seu discurso de bem-vinda (de bem-volta milhor dito), convidou expressamente às “Circulares” a deixar-se de protestos nos recreios e apresentar-se aos comícios e passar assim a formar parte da diretiva para resolver milhor as situações problemáticas que poideram jurdir. Por suposto, as vigilantes tamém estavam convidadas a ser representantes e além manteriam seus privilégios de presunção de veracidade. Assim as coisas só iamos ficar fora as do 2º grupo, não por não ter sido convidadas a participar, senão porque acordáramos seguir resolvendo nossas lides fora da escola e da absurda justiça imposta pola Diretora.

A jornada eleitoral, da que passamos olímpicamente as do 2º grupo, deu coma resultado a eleição de 3 membros das “Circulares” e de 2 das macarras. As “Circulares” co galho de atrazer à votação as do nosso grupo e demais reticentes para acadar assim os 5 postos em jogo, colaram cartazes onde prometiam impulsar a derogação imediata do privilégio de presunção de veracidade das vigilantes coma primeiro ponto do dia na primeira juntança da nova Comissão Diretiva.

Chegara a data dessa primeira juntança e coma primeiro ponto do dia figurava a concessão dum gavinete com calefação central e vistas panorámicas ao monte à Vicedireitora de alunado, cargo a ocupar que sairia duma escolha entre as 5 representantes eleitas. Aos poucos dias o “Coletas”, um rapaz com muita soltura no seu falar, ocupava a cadeira reclinável do gavinete adjunto ao da Diretora, um amplo espaço que mesmo conta com banheiro privativo. As promesas eleitorais ficariam para mais adiante.

Assim as coisas caseque nada mudara dum trimestre a outro, voltou-se a dar uma expulsom injusta duma moça das do “Círculo” que nada figera e que fora acusada de dar uma couce num rififi com um dos vigilantes; mas quando alguém foi reclamar ao “Coletas” para que intervira no favor da rapaça, este nom figera rem que é o mesmo que nada. Mesmo justificara a sua inatividade dando a entender que a culpa é das do 2º Grupo que som todas umas violentas e que estám sempre em contra de tudo.

As vigilantes aproveitaram a circunstância favorável para exiger manter as suas prebendas intatas e na seguinte juntança da Comissão foi aprovada a sua demanda à par da concesão duma quantia económica para repartir entre as representantes do alunado e as vigilantes.

E assim aquela promesa, coma tantas outras, ficou para sempre no olvido.

O conto poderia seguir mas acho que toda boa entendedora sabe por onde vam os tiros.

O Governo mais progre da história d’España pretende dar aos carcereiros título de agentes da autoridade. Comunicado na sua Contra de 26 Organizações Civis

EsCULca, Observatório para a Defessa dos Direitos e Liberdades, remite-me num seu correio ajuda para defundir o Comunicado que remitirom ao Congresso español em 30 de novembro em demanda de que tal barbaridade nom chegue nunca a aprovar-se. Colo tal qual (em galego normativo):

DEMANDAN 26 ORGANIZACIÓNS CIVIS AO CONGRESO

Que os funcionarios de prisións non sexan considerados axentes da autoridade

26 organizacións, entre elas EsCULcA, solicitan ao Congreso dos Deputados dar marcha atrás e non aprobar a emenda proposta por Unidas Podemos e PSOE que prevé recoñecer aos funcionarios de prisións a condición de axentes da autoridade  abrindo así as portas á súa policialización e a un aumento da arbitrariedade nas decisións que afectan as persoas presas.

Nun comunicado publicado esta mañá un total de 26 organizacións manifestaron o seu «absoluto rexeitamento» á emenda formulada polo PSOE e Unidas Podemos á lei mordaza, que recoñece aos funcionarios de prisións como axentes da autoridade. Por tal motivo, os colectivos rexistraron unha petición dirixida ás porta-voces dos grupos parlamentares que compoñen a Comisión de Interior do Congreso, coa finalidade de «frear unha modificación lexislativa que implicaría unha nova regresión democrática».

Segundo fontes das organizacións sociais, esta proposta «implica romper co consenso establecido na Lei Xeral Penal aprobada no ano 1979». Esa norma, tal e como sinalan os colectivos, «supuxo un salto democrático, xa que creou un corpo civil para a xestión dos centros prisionais, en contra do que acontecía no réxime franquista». Neste sentido, a emenda «abre as portas á policialización dos funcionarios de prisión», xa que, de conformidade cos principios constitucionais, «os criterios que han guiar a súa actuación son de índole tratamental e non de réxime nin orde pública».

En opinión dos colectivos, esta reforma constitúe «o abandono da paradigma rehabilitador que teoricamente debe guiar o funcionamento do sistema prisional». No seu lugar, afirman, esta emenda implanta un modelo en que «as persoas privadas de liberdade poderán ser sancionadas por feitos leves tanto pola vía administrativa-penal, como tamén na vía penal, xerando un aumento dos casos en que se acuse e condene por atentado, resistencia ou desobediencia a axentes da autoridade». Alén diso, esta reforma tamén suporá «un aumento das dificultades para denunciar situacións de malos tratos en contexto de privación de liberdade». Desta feita, a presunción de veracidade dos funcionarios de cárcere, que pretende introducir a reforma, «actuará como un elemento disuasorio á hora de presentar denuncias e iniciar procedementos ante unha eventual contra-denuncia por parte dos funcionarios». Así mesmo, sinalan, aumenta a marxe de arbitrariedade nos expedientes sancionadores, incluídos aqueles que afectan gravemente a dereitos fundamentais, como os isolamentos en cela.

As organizacións sociais poñen de manifesto o seu desconcerto respecto desta emenda, dado que esta proposta é presentada pouco tempo despois de publicar o Comité para a Prevención da Tortura (CPT) do Consello de Europa o seu relatorio após a súa última visita ao Estado español. Respecto da situación dos cárceres, o CPT afirmou que «continúa existindo un patrón de malos tratos físicos inflixidos polos funcionarios de prisións como reacción desproporcionada e punitiva ao comportamento recalcitrante dos presos». Segundo a delegación do CPT, as denuncias efectuadas polas persoas privadas de liberdade non poden ser tratadas como resultado das accións dun ou dous funcionarios, «senón que representan unha cultura máis profunda de abuso de poder e impunidade entre certos funcionarios de prisións que traballan nestes cárceres».

Por todo iso, as organizacións sociais solicitaron esta mañá aos grupos parlamentares recuaren nesta reforma que suporía «un paso atrás na garantía dos dereitos das persoas privadas de liberdade e un paso adiante na consolidación da cultura de abuso de poder e impunidade denunciada polo Consello de Europa».

Organizacións asinantes:

  1. Asamblea de la Marcha contra la Macrocárcel de Zuera
  2. Asociación Pro Derechos Humanos de Andalucía (APDHA)
  3. Asociación Libre de Abogadas y Abogados de Madrid – ALA
  4. Asociación Libre de Abogados y Abogadas de Zaragoza – ALAZ
  5. Asociación de Derecho Penitenciario Rebeca Santamalia (ASDEPRES)
  6. Asociación Salhaketa – Araba
  7. Asociación Salhaketa – Nafarroa
  8. Associació Catalana per a la Defensa dels Drets Humans
  9. C. A. M. P. A. (Colectivo de Apoyo a Mujeres Presas en Aragón)
  10. Ceivar, Organismo Popular Anti-repressivo
  11. Colexio da Avogacia de Ourense
  12. Comisión Legal Sol
  13. CNT-AIT Tarragona
  14. Observatorio del sistema penal y los derechos humanos de la Universidad de Barcelona
  15. EsCulCa
  16. Famílies de Presos a Catalunya
  17. Federación Andaluza Enlace
  18. Federación Provincial de Drogodependencias Liberación
  19. GrupoDerechosCiviles15mZaragoza
  20. IACTA Cooperativa d’Advocades
  21. Institut de Drets Humans de Catalunya
  22. Irídia – Centre per a la defensa dels drets humans
  23. La Corda – Grup anticarcerari de Reus
  24. OTEANDO. Observatorio para la defensa de los derechos y libertades
  25. SODePAz Balamil
  26. Zambra Málaga