[Itália]: Anarquistas e trabalhadoras organizadas na luta contra a ditadura “sanitária”

Anarquistas participaram das marchas de protesto em 15 de janeiro contra a ditadura “sanitária” e as políticas socioeconômicas neoliberais do governo do banqueiro Draghi.

As manifas -que diminuíram em novembro e dezembro devido a proibições draconianas e feriados de Ano Novo- foram retomadas em várias localidades e as mais notáveis aconteceram no sábado passado (15 de janeiro) em Roma, Milão ou Gênova.

Em Roma, entre as manifestantes há anarquistas, esquerdistas radicais e antifascistas da Assembleia de Roma Sem Passaporte Verde. Homens, mulheres, mas tamém crianças, quase todas sem máscaras, “Nenhum vírus é mais perigoso do que o medo”, diz uma faixa, “Melhor morrer livre do que viver sem liberdade” está escrito em outra. Durante uma concentração de muitas miles de pessoas na Piazza San Giovanni in Lateran, anarquistas tentaram radicalizar o protesto e, contra a vontade das organizadoras, que desejavam limitar-se a uma ação estática, organizaram uma manifestação ao longo da rua Carlo Felice. Houve confrontos com as forças repressivas do estado. Para fechar o evento uma música sobre o Coronavírus cantada do palco: “Dance sozinho a liberdade, dance sozinho a verdade. Dance sozinho a imunidade, que virá por si mesma. Não tenho medo da pobreza. Viva a liberdade para todos nós”.

Uma tentativa de organizar uma manifestação tamém foi feita em Milão, onde o famoso virologista francês e crítico das medidas da ditadura “sanitária”, Luc Montagnier, falou às participantes do protesto desde o balcão: “Devemos dar às crianças a liberdade de praticar esportes, não lho podemos negar, quero olhar minha filha cara a cara” e “A salvação da humanidade e o fim desta emergência estarão nas mãos das não vacinadas”.

Grupos de manifestantes gritando “Procissão, procissão” foram bloqueados pola polícia na praça. Mais tarde, algumas das manifestantes puderam caminhar polo Corso Como até o cruzamento com a rua de Tocqueville. Entre os cartazes se destacaram como “Abaixo o estado fascista” e “Passaporte verde = Direitos revogados”.

Em Gênova, apesar da pressão das autoridades, os protestos não pararam nos últimos seis meses e não perderam um único sábado desde o final de julho. Na vanguarda estão os estivadores. Em 15 de janeiro, cerca de 700 pessoas caminharam pelas ruas da Piazza De Ferrari à Piazza Palermo. Os slogans e faixas são os mesmos há meses e meses. Antes do desfile, o jurista da “no vax” Ugo Mattei subiu ao palco improvisado da Piazza De Ferrari: Somos governados por pessoas irresponsáveis ​​- disse -, do Presidente da República ao Presidente do Conselho, que juraram sobre a Carta Constitucional servi-la com as costas retas, de forma honesta e digna, pola contra, estão a trabalhar na divisão cada vez mais selvagem e irresponsável do povo italiano com a chantagem dos postos de trabalho“.

Este discurso contra as políticas ditatoriais é apoiado pola Federação Anarquista da Sicília. Este é seu folheto distribuído polo Grupo Anárquico de Ragusa:

E diz assim:

“NUNCA CONFIES NO GOVERNO”.

As medidas governamentais contra uma minoria de cidadás (passaporte verde endurecido ou simples, multas, proibições de levar uma vida social normal) representam um perigoso viés autoritário.

Essas medidas não são sanitárias, mas políticas.

A história ensina que quando leis e decretos atingem a minoria, logo essas medidas são estendidas à maioria.

Não confiamos em um governo que, ao longo de anos de políticas neoliberais, destruiu o sistema público de saúde e que, após dois anos de crise pandêmica, continua recortando gastos em saúde, abrindo as portas para sua privatização (e privatização de outros serviços públicos, tanto em geral quanto em nível local), aumenta os gastos militares e trapaceia com a proteção ambiental, dando rédea solta aos poluidores e aproveitadores.

O estado de emergência serve apenas para encobrir as manobras económicas dos que estão no poder que cada vez mais vão para diminuir os petos das operárias, das pensionistas, das precárias e das desempregadas, garantindo sempre privilégios aos ricos, enquanto o aumento do gás e os preços da eletricidade infligem um golpe final e mortal na situação material da classe trabalhadora.

É muito importante não permitir que nos dividamos na questão das vacinas, mas encontrar unidade contra a classe política, econômica e financeira – insaciável, predatória e ladroa.

GRUPO ANARQUISTA de RAGUSA

Filiado à Federação Anarquista Siciliana.

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