Um pouco de ANATOMIA, um bom pouco de SENTIDO COMUM… x Rafael Gazo Lahoz, doutor em Medicina

Rafael Gazo é um médico, já jubilado e com ampla experiência, especialista em Medicina Familiar e Comunitária. Durante esta era “pandémica” está-se sinificando coma uma das vozes críticas mais águdas coa politica presuntamente preventiva e sanitária de governos e governinhos.

Rafael Gazo quem se autodefine coma “Enamorado do conhecemento e da arte. Casado com o livre-pensamento. Amante do sentido comum” vem de publicar, nas RRSS, esta sua reflexão que acá compartilho, traduzo e colo:

A minha última detenção de um mês em “CARALIVRO” (*) deveu-se a um comentário raciocinado sobre a relação do uso continuado do boçal e certas patologias. Repito, se deixo de escrever, ainda que seja um par de dias, é que me bloquearam. Seguiria-lo fazendo em TELEGRAM (Rafael Gazo Medico -sem til-).

Vejo que apesar do frio, normal nesta época, a gente segue saindo às ruas, mas sem sorriso, sem rosto…

Sempre que chegava o inverno, e com ele o frio, insistia a minhas pacientes que para evitar infeções respiratórias (catarros, gripes…) evitassem, entroutras coisas, RESPIRAR POLA BOCA.

O ser humano, apôs quanto menos 2.000.000 de anos de evolução, apesar de sua complexidade estrutural e anatómica é muito frágil e carece de muitas defesas que sim tenhem outros animais. Tudo o compensa por sua inteligência inata e sua infinita capacidade de adaptação. Por isso levamos ao menos dois mil vezes mil anos pisando a biosfera e navegando pola hidrosfera deste planeta. E lembro que temos sobrevivido e convivido com numerosas e longuíssimas glaciações.

Nosso aparelho respiratório, desde que nossas ancestras fugiram definitivamente da vida no mar, tem sua entrada na NASOFARINGE, e isso há muita gente que semelha esquece-lo. O ar que respiramos dantes de chegar a nossa traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos, tem ou DEVERIA de PASSAR prévio pola NASOFARINGE. Não deveríamos de respirar quase nunca polo que chamamos cavidade oral. A língua, os paladares (duro e macio), os dentes e a faringe estão feitas para comer, e em nosso caso particular tamém para ajudar ao fala. Só em casos muito pontuais, como ter as fossas nasais taponadas por moco, deveríamos usar a boca para respirar.

A nasofaringe é um prodígio evolutivo. Dois fossas nasais separadas por um tabique, com seus humedecidos e alongados cornetes, sua especial histologia mucosa, inclusive os antiestéticos pelos que assomam às vezes por nossos buracos nasais… Todo está ali para aquecer, filtrar e humedecer o ar que respiramos. É a primeira barreira de nosso sistema imune, junto por exemplo a pele, que tamém nos defende…

Obstaculizar a respiração natural com qualquer objeto, e mais ainda ao ar livre, com o incrível objectivo de frear aos patogénicos é um imenso erro. Pode ajudar em momentos muito, muito pontuais, mas nunca jamais como norma.

Vejo caminhantes com seus boçais ajustados que os expandem e contraem com força em seus rostos, indicando que essas “caminhantes” estão a respirar com sua boca aberta, e é natural. O sentir que algo obstaculiza nossos orifícios da respiração, igual que quando estamos acatarradas, fai que instintivamente abramos a boca. Se vai muito frio no exterior, essas inspirações e expirações, não circulam polos condutos adequados e o ar frio na inspiração entra direitamente à orofaringe e laringe, sem estar quente e húmido, apesar de que algumas pensam que a máscara aquece esse ar… Por isso é que aparecem os CATARROS.

Os cornetes, atuam como um radiador perfeito, alongando a trajetória do ar e criando turbulências que são aproveitadas além de para aquecer dito ar, para humedece-lo. Esse ar é o que deveria de chegar sempre a nossa laringe e traqueia, e consequentemente a nossos alvéolos. Isso foi assim durante ao menos dois mil milénios…

As pessoas quando levam quase dois anos respirando pola boca, ao sentir esse obstáculo “obrigatório”, às vezes, muitas, sobreinfectado de bactérias e sujo, é complicado que quando lho retiram do rosto, voltem a respirar só polo nariz…

Forma-se um círculo vicioso que é contraproducente e difícil de cortar.

Isto que tenho escrito é puro “SENTIDO COMUM” e não há que ser nem sequer médico para deduzi-lo, só conhecer um pouco a nossa anatomia.

Tirem suas próprias consequências, ainda que seja de maneira “DISCRETA”…

Espero que não me prendam e me impidam raciocinar e escrever uma outra vez.(*)


NOTA

(*) Por suposto, coma toda pessoa que amosa a sua crítica a estas medidas nas RRSS, Rafael Gazo Lahoz está a ser a cotio CENSURADO no “CARALIVRO” por as hordas podadoras de opinions divergentes (temem que poidam motivar debates), ao mando supremo da Ana Pastor à fronte da sua agência Newtral, que dito seja de passo, nada tem de neutral, e por outras neo-inquisidoras. De ai estas suas advertências tanto ao início coma ao final deste seu estupendo artigo.

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