Arquivo mensal: fevereiro 2022

Federação Anarquista Ibérica face à escalada militar, a tensão e o possível conflito bélico na Ucrânia

Colo da sua web

A Ucrânia tem sido um barril de pólvora desde há muitos anos. O conflito tem raízes num quadro histórico muito complexo que vai desde a derrota russa na Guerra da Crimeia no século XIX, à guerra da Ucrânia no século XX, que levou à criação da República Socialista Soviética da Ucrânia, à entrega por Nikita Khrushchev da Crimeia à Ucrânia, ao processo conhecido como Euromaidan, à Guerra de Donbass e à anexação russa da Crimeia.

Nem os acordos de Minsk II, assinados para reduzir a tensão da guerra do Donbass, nem a diplomacia europeia conseguiram mitigar este longo conflito em que estão em jogo demasiados interesses geopolíticos, económicos, energéticos e étnicos. Interesses que colocam as oligarquias pró-russas contra as nacionalistas pró-europeias e que deixam ao povo ucraniano no meio, que têm que aprender a viver numa incerteza constante entre a guerra civil, a ocupação militar, a miséria que a guerra traz e que oligarcas irão lucrar com o seu trabalho.

Uma incerteza que nós, trabalhadoras da Europa e do mundo, também somos obrigadas a partilhar, visto que as potências beligerantes possuem milhares de ogivas nucleares, tornando esta tensão muito semelhante às que já se viveram durante a Guerra Fria.

A atitude do governo espanhol de enviar tropas para os vários exercícios militares da NATO*, assim como em organizar a cimeira de Madrid em 2022, responde à escala militarista que estamos a ver crescer, em que se investe cada vez mais em militares e armamentos, e onde a indústria militar engorda com a venda de armas e com a participação de Espanha em conflitos internacionais.

Perante a escalada da tensão e do possível conflito bélico, solidarizamo-nos com o povo trabalhador ucraniano. Rejeitamos a interferência imperialista da NATO e da Rússia, a ocupação estrangeira e o nacionalismo, e fazemos nossas as palavras de Nestor Makhno:

“Um poder estatal “intruso” e um poder de Estado “independente” dão no mesmo, e os trabalhadores não ganham nada com nenhum deles: eles devem orientar os seus esforços, onde quer que estejam, para destruir o aparelho de Estado e substituí-lo por organismos operários e camponeses vocacionados para a autogestão social e económica”.

Nem guerra nem negócio de morte

Nem guerra entre povos, nem paz entre classes

Federação Anarquista Ibérica

*Também Portugal já anunciou o envio de militares para integrar os contingentes da NATO nos países que integram a organização no leste europeu.

Posicionamento de “Ação Autónoma” sobre a invassão russa da Ucrânia: “O Crepúsculo Antes do Amanhecer”

Recolho a tradução da web Crimethinc desta declaração -publicada orginalmente num podcast em russo- no site do coletvo anarco “Автономное Действие” (Ação Autónoma) :

Guerra

Na manhã de quinta-feira, Putin lançou a maior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Ele agocha-se detrás duns supostos interesses das separatistas de Donbass. Embora a DPR (República Popular de Donetsk) e a LPR (República Popular de Lugansk) estivessem absolutamente satisfeitas com o reconhecimento de seu estado, a entrada oficial do exército russo e a promessa dum trilhão e meio de rublos. Lembramos na contraparte que, por muitos meses, os preços comunitários e dos alimentos na própria Rússia estão crescendo dia a dia.

O Kremlin apresenta exigências absurdas às autoridades de Kiev – imos começar com a “desnazificação”: É verdade que, graças à sua participação ativa nos protestos de Maidan em 2014, a ultradireita ucraniana garantiu uma posição descomunal na política e nas instituições policiais. Mas em todas as eleições na Ucrânia desde 2014, eles não ganharam mais do que alguns pontos percentuais dos votos. O presidente da Ucrânia é judeu. O problema da ultradireita ucraniana deve ser resolvido, mas não pode ser resolvido com tanques russos. As outras acusações do Kremlin contra a Ucrânia – sobre corrupção, manipulação eleitoral e tribunais desonestos – fariam mais sentido se fossem voltadas para dentro da própria Rússia. Agora, as tropas russas são, no sentido pleno da palavra, ocupantes de uma terra estrangeira – não importa o quanto isso contradiz as expectativas de todos que cresceram com histórias sobre a Grande Guerra Patriótica.

A Rússia viu-se em isolamento internacional: Erdogan, Xi Jinping e até o Talibã estão pedindo a Putin que pare as hostilidades. A Europa e a América introduzem diariamente novas sanções contra a Rússia.

Enquanto preparamos este texto, o terceiro dia da guerra está chegando. O exército russo tem uma clara superioridade sobre o ucraniano, mas a guerra não parece estar indo exatamente de acordo com o plano de Putin. Aparentemente, ele contava com a vitória em um ou dois dias com pouca ou nenhuma resistência, mas tem havido sérios combates em todo o território da Ucrânia.

Os russos e o mundo inteiro agora estão assistindo a vídeos mostrando bombas atingindo prédios residenciais, um carro blindado atropelando um ancião em seu carro, cadáveres e tiros.

O Roskomnadzor [Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa do governo russo] ainda está tentando ameaçar toda a internet, exigindo “Não chame isso de guerra, mas de operação especial”. Mas poucas pessoas levam isso mais a sério. Enquanto a internet na Rússia não estiver completamente desligada, haverá bastante fonte de informação.

Os efeitos das sanções e da guerra estão apenas começando a ser sentidos pelos russos: a maioria dos caixeiros eletrônicos de Moscou estava sem papel-moeda na sexta-feira. Por quê? Porque no dia anterior, as pessoas pegaram 111 bilhões de rublos dos bancos: na verdade, todas as suas economias. O mercado imobiliário entrou em colapso e a construção de edifícios residenciais é o ramo mais importante da economia russa. A indústria automotiva estrangeira está gradualmente deixando de enviar carros para a Rússia. As taxas de câmbio do dólar e do euro são artificialmente limitadas pelo Banco Central. As ações de todas as empresas russas caíram severamente. Todo mundo entende que só vai piorar.

Só Putin Precisa Disso

A reação russa à guerra na Ucrânia é completamente diferente do que aconteceu aqui em 2014 [quando a Rússia tomou a Crimeia após a revolução ucraniana]. Muitas pessoas, incluindo celebridades que trabalharam para o governo, estão exigindo o fim imediato da guerra. A destituição da principal estrela da TV russa, Ivan Urgant, é digna de nota.

A grande maioria daquelas que ainda apoiam Putin tamém estão contra a guerra. O defensor médio de Putin agora pensa que tudo foi calculado, a guerra não se arrastará por muito tempo, a economia russa sobreviverá. Porque sim, não é fácil conviver com o entendimento de que seu país é governado por um demente – por Dom Quixote com um exército de um milhão, um dos mais fortes do mundo, Dom Quixote com uma arma nuclear capaz de destruir toda humanidade. É difícil perceber que, tendo lido cientistas políticos e filósofos de segunda categoria, ele queira bombardear um país irmão vizinho e destruir a própria economia.

Divertindo-se com o poder ilimitado, Putin gradualmente afastou-se da realidade: há histórias sobre quarentenas de duas semanas para mortais comuns que precisam se encontrar com o presidente russo por algum motivo, e mesas de tamanho gigantesco em que Putin recebe seus ministros e chefes de outros estados.

Putin sempre foi um político que equilibra os interesses das forças de seguridade e dos oligarcas. Agora, o presidente deixou esse papel, tendo feito uma jornada independente pelo mar sem limites da senilidade. Estamos prontos para apostar uma garrafa do melhor uísque que, em um futuro próximo, o Sr. Presidente poderá experimentar um golpe de seu próprio círculo íntimo.

A Rússia pode chegar ao ano de 2023 com algum outro sistema de poder e um caráter diferente no Kremlin. O que deparará o futuro é desconhecido. Mas, por agora, este é o crepúsculo antes do amanhecer.

Enquanto isso, estão ocorrendo protestos contra a guerra na Rússia. Anarquistas participam deles em Moscou, São Petersburgo, Kazan, Perm, Irkutsk, Yekaterinburg e outras cidades. Na Rússia, é extremamente difícil organizar protestos de rua; há inúmeros de termos administrativos e criminais, para não mencionar a boa e velha violência policial. Mas as pessoas estão saindo do mesmo jeito. Milhares já foram detidas, mas os protestos continuam. A Rússia é contra esta guerra e contra Putin! Saia — quando e onde atopar melhor. Junte-se a amizades e pessoas que pensam como você.

Enquanto isso, anarquistas ucranianos estão se unindo na defesa territorial de suas cidades. Agora é mais difícil para eles do que para as pessoas na Rússia, mas esta é a mesma defesa. Esta é a defesa da liberdade contra a ditadura, da vontade contra a servidume, de pessoas normais contra presidentes dementes.

Para Suas Ovelhas

Se Putin de repente voltar a si por algum milagre, e a guerra terminar um dia desses, estamos prontos para “voltar a ser ovelhas”, como dizem os franceses? É provável que sejamos expulsos do Conselho da Europa. Assim, os russos perderão a oportunidade de recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e, em breve, o Kremlin restaurará a pena de morte.

Por enquanto, voltaremos ao noticiário no espírito de todos os anos recentes: neste momento, a Duma do Estado [um órgão legislativo da assembleia governante da Rússia] está adotando uma lei segundo a qual um recruta militar deve ir ele mesmo ao escritório de alistamento das forças armadas em vez de esperar por uma convocatória. Putin também aumentou recentemente os salários da polícia. E a fiscalia, em recurso, exige o aumento da pena do anarquista de Kansk, Nikita Uvarov, condenado no famoso “caso de terrorismo Minecraft”, de cinco para nove anos.

Vos mesmas saberedes o que há que fazer com tudo isto.

Liberdade para os povos!

Morte aos impérios!

Declaração do coletivo anarquista ruso “Боец Анархист” sobre o ataque de Putin à Ucrânia.

Recolho e colo da web Crimethinc.com a seguinte declaração que apareceu recém na canle duma RRSS do “Боец Анархист”, um coletivo na Rússia que traduzido viria a ser “Lutadoras Anarquistas” ou “Ativistas Anarquistas”:

Cremos necessário expressar explicitamente, para que nada fique por dizer, a nossa posição sobre os eventos que ocorrem na Ucrânia:

Nós, pessoas do coletivo do “Боец Анархист”, não somos de forma alguma fãs do governo ucraniano. Sempre o criticamos e apoiamos a opsição a ele no passado, e também fomos a causa da repressão em larga escala contra a operadora VirtualSim, feita polos serviços de seguridade ucranianos na sua tentativa de combater-nos. E sem dúvida voltaremos a essa política no futuro, enquanto recue a ameaça de conquista russa. Todos os estados são campos de concentração.

Mas o que está acontecendo agora na Ucrânia vai além dessa fórmula simples e do princípio de que toda anarquista deve lutar pola derrota de seu país na guerra.

Porque não se trata simplesmente duma guerra entre dois poderes mais ou menos iguais sobre a redistribuição das esferas de influência do Capital, na qual se poderia aplicar o axioma de Eskobar.(1)

O que está acontecendo na Ucrânia agora é um ato de agressão imperialista: uma agressão que, se bem-sucedida, levará a um declínio da liberdade em todos os lugares – na Ucrânia, na Rússia e possivelmente em outros países também. E tamém aumentará a probabilidade de que a guerra continue e se transforme numa guerra global.

Por que esse é o caso na Ucrânia é óbvio, no que nos diz respeito. Mas na Rússia, uma pequena guerra vitoriosa (assim como sanções externas) dará ao regime o que ele atualmente carece. Isso lhes dará carta branca para qualquer ação, devido à escalada patriótica que ocorrerá entre parte da sua povoação. E eles serão capazes de culpar as sanções e a guerra por quaisquer problemas econômicos.

A derrota da Rússia, na situação atual, aumentará a probabilidade de as pessoas acordarem, da mesma forma que ocorreu em 1905 [quando a derrota militar da Rússia polo Japão levou a uma revolta na Rússia], ou em 1917 [quando os problemas da Rússia na Primeira Guerra Mundial levou à Revolução Russa] – abrindo os olhos para o que está acontecendo no país.

Quanto à Ucrânia, sua vitória tamém abrirá caminho para o fortalecimento da democracia de base – afinal, se for alcançada, será apenas por meio da auto-organização popular, assistência mútua e resistência coletiva. Estas devem ser a resposta aos desafios que a guerra lança à sociedade..

Além disso, as estruturas criadas para essa auto-organização de base não irão embora quando a guerra terminar.

É claro que a vitória não resolverá os problemas da sociedade ucraniana – eles terão que ser resolvidos aproveitando as oportunidades que se abrirão para a consolidação da sociedade na instabilidade do regime que vem após essas convulsões. No entanto, a derrota não apenas falhará em resolvê-los, mas irá exacerbá-los muitas vezes.

Embora todas essas sejam razões importantes para nossa decisão de apoiar a Ucrânia neste conflito, vamos chamá-las de razões geopolíticas. Mas eles não são nem mesmo os principais motivos. As razões mais importantes são morais internas: porque a simples verdade é que a Rússia é o agressor, que segue uma política abertamente fascista. Chamam paz de guerra. A Rússia mente e mata.

Por causa de suas ações agressivas, as pessoas estão morrendo e sofrendo em ambos os lados do conflito. Sim, mesmo aqueles soldados que agora estão sendo empurrados para o moedor de carne da guerra (sem contar aqueles bastardos para quem “a guerra é a mãe natureza”, que, em nossa opinião, nem são pessoas). E isso continuará até que sejam interrompidos.

Portanto, pedimos a todas que lêem isso, que não são insensíveis, que mostrem solidariedade ao povo ucraniano (não ao estado!!!) e apoiem sua luta pola liberdade contra a tirania de Putin.

Cabe a nós viver em tempos históricos. Vamos fazer com que esta página da história não seja vergonhosa, mas da qual possamos nos orgulhar.

Liberdade para os povos do mundo!

Paz ao povo da Ucrânia!

Não à agressão de Putin!

Não à guerra!


(1) Eskobar era o vocalista de uma banda de rock ucraniana chamada Bredor. Há muito tempo, numa entrevista, ele digera uma frase famosa, que se tornou num meme: “Шо то хуйня, шо это хуйня” – uma maneira sucinta de dizer algo como “Quando você é forçado a escolher entre duas opções enquanto não tem de qualquer alternativa”

A CRUELDADE DISCRIMINATÓRIA chega a EXTREMOS INCRÍVEIS: Obrigada Quarentena no Canadá mas só para os mortos peruanos do “Villa de Pitanxo” !!

Segundo a informação recolhida do falsimedio da imagem, duas das quatro pessoas de origem peruano mortas entanto estavam de maré por Terranova deram positivo por covid e as autoridades canadianas não dam permiso para que esses quatro féretros saiam de caminho para ser entregados às suas achegadas do Perú quanto antes; obrigando-lhes a passar uma quarentena de entre 7 e 10 dias no Canadá denantes de ser entregados às suas achegadas do Perú.

Diferentes tratos segundo a tua origem

Curiosamente os mortos galegos sim foram repatriados sem problemas pese a que tamém havia dois presuntos positivos em covid entre eles; se bem o mentireiro que publicou esta sensacional notícia justifica esse trato discriminatório porque os féretros españoles iam devidamente selados e com sudários especiais para que se poidam repatriar e mesmo poder velar-se com normalidade; e ainda que nada di o mentireiro ve-se que os féretros dos peruanos são de chichinabo.

Um dos familiares dos peruanos mortos e sequestrados no Canadá refletia assim esta situação discriminatória: «Lo que nos dijeron es que hubo cuatro positivos entre los fallecidos, dos en el grupo que se iba para Perú y dos en el que venía para España. A los de aquí les pudieron traer igual, pero para Perú por ahora nos dicen que no van» e engadiu: «su mujer está con los hijitos, que son muy pequeños y es el resto de la familia la que se está ocupando de los trámites. Estamos un poco desesperados porque nos dicen que estará entre siete y diez días en Canadá, imaginamos que en la morgue»

Diferentes tratos segundo o teu trabalho

Claro que são homes do mar, simples operários contratados num buque de bandeira española, por um armador español e ve-se que para trazer aos de acá, compatriotas europeus a fim de contas, não se andaram com melindres dado que o escândalo poderia ser monstroso se é que lhes obrigaram a permanecer lá os mortos na morgue durante 7 ou 10 dias. Mas com os peruanos…, ninguém vai montar um bochinche por isso e além enseguida ficará tudo num segundo ou terceiro plano oculto por outros feitos resenháveis e/ou morbosos dos que se alimentam estes falsimedios.

Estou certo de que isto não se tivera passado se o barco afundido em troques de ser um pesqueiro fosse uma fragata militar española, onde tamém há muitos homes de origem das terras do sul do Abya Yala (são um 7% do total do exército español mas representam até um 50% das equipas da primeira linha de tal jeito que um 43% das tropas españolas falecidas no Afganistão e no Líbano eram origináros destas terras) ainda que as razons para enrolar-se nuns e outros case sempre seja a mesma: “Migrantes acudem às praças mais arriscadas, mas milhor pagadas. Com o dinheiro que aforram podem acadar uma vida milhor para eles e a sua família”. É mais, teriam sido repatriados coma hérois, porque esses homes no momento de ser enrolados na Armada, no Exército de Terra ou no do Ar, de imediato adquirem a nacionalidade española, e a “rojigualda” luzirá no seu féretro com honra e sua família recebera do governo español com honores uma medalha comemorativa de seu valor em combate.

[Vila-Real] Moçom de PODEMOS, VOX e PSOE para impôr a rojigualda em todas as escolas.

PODEMOS, PSOE, e VOX à par, apresentaram esta moção para que se REQUIRA a TODOS os CENTROS DOCENTES PÚBLICOS e se ACOSENLHE nos PRIVADOS e CONCERTADOS a ARVORAR a BANDEIRA de ESPAÑA

O texto é resultado duma enmenda do PSOE acordada entre estes 3 partidos ESPAÑOLES e nele pode-se ler o que sinifica esse trapo bicor para Podemitas e demais compas de moção: “SIMBOLIZA LA NACIÓN, ES SEÑAL DE SOBERANÍA, INDEPENDENCIA, UNIDAD E INTEGRIDAD DE LA PÁTRIA”

Só lhes faltou escrever no seu remate um ARRIBA ESPAÑA, VIVA FRANCO!!

Coma dizia o conto: Deus os cria e eles se juntam

Putin suma-se á moda atual de prostituir a linguagem: «Não é uma “GUERRA”, só é uma “AÇÃO MILITAR ESPECIAL»

Se a OMS confabulada cos governos do 1º mundo, para meter MEDO à povoação mundial, foram quem de mudar o sinificado da palavra PANDEMIA; porque Putin não ia poder fazer o mesmo para tratar de quitar-lhe ferro aos seus operativos militares dentro dos marcos da Ucrania.

De todas, nada novo baixo o sol.

Já o genial Eduardo Galeano, anos há, escrevera e falara abondo desta prostituição da linguagem para o interés de malandrins e assassinos capitalistas. Colo acá agora (traduzido) este extrato do seu livro “Patas arriba. La escuela del mundo al revés”:

Capitalismo luze o nome artístico de Economia de Mercado; ao Imperialismo chama-se-lhe Globalização; às vítimas deste Imperialismo chama-se-lhes “Países em Via de Desenvolvimento”, que é como chamar crianças aos ananos; o Direito do Padrão a Despedir sem Indemnização nem Explicação chama-se Flexibilização do Mercado Laboral; em troques de Ditadura Militar, diz-se Processo; as Torturas chamam-se Urgências Ilegais, ou tamém Pressões Físicas e Psicológicas; o Saqueio de Fundos Públicos por Políticos Corruptos responde ao nome de Enriquecimento Ilícito; …

Onde diz Longa e Penosa Doença, deve-se ler Cancro ou Sida; Repentina Doença sinifica Infarto; nunca se diz Morto, senão Desaparecimento Físico; tamém não são Mortos os Seres Humanos Aniquilados nas Operações Militares: os Mortos em Batalha são Baixas, e as Civis que caem nas mesmas só são Danos Colaterais

“Dignidad” era o nome duns dos campos de concentração da Ditadura Chilena e “Libertad” o maior cárcere da ditadura uruguaia; chama-se “Paz y Justicia” ao grupo paramilitar que, em 1997, metralhara polas costas a 45 labregas, quase todas mulheres e crianças, enquanto rezavam numa igreja do lugar de Acteal, em Chiapas.

Em 1995, quando as explosões nucleares da França no Pacífico sul, o embaixador francês em Nova Zelândia declarara: «Não gosto dessa palavra Bomba. Não são Bombas. São Artefactos que Explodem»

O dito: NADA NOVO BAIXO O SOL…

MANIFESTO ANTIBELICISTA: A Internacional Anarquista e a Guerra

Em 12 de fevereiro de 1915, coma protesto pela que seria denominada 1ª Guerra Mundial, fazia-se público em London e em três idiomas “inglês, francês e alemão”, o Manifesto Antibelicista “A Internacional Anarquista e a Guerra”, que seria publicado à postre no número de março da revista londrina Freedom; e do que colo acá um seu extrato:

“Não existe distinção possível entre guerras ofensivas e guerras defensivas […]. Só existe uma guerra de libertação: a que em todos os países se realiza polas oprimidas contra seus opresores, dass exploradas contra seus exploradores. Nosso papel é o de chamar às escravas à rebelião contra seus amos. A propaganda e a ação anarquista devem aplicar-se com perseverância para debilitar e disgregar os diversos Estados, para cultivar o espírito de rebelião e para criar o descontento nos povos e nos exércitos”

O Manifesto fora assinado por 36 compas anarquistas: Leonard D. Abbott, Alexander Berkman, Luigi Bertoni, L. Bersani, G. Bernard, G. Barrett, A. Bernardo, E. Boudot, A. Calzitta, Joseph J. Cohen, Henry Combes, Nestor Ciele von DIEP, FW Dunn, Ch. Frigerio, Emma Goldman, V. García, Hippolyte Havel, M H. Keell, Harry Kelly, J. Lemaire, E. Malatesta, H. Marcas. F. Domela Nieuwenhuis, Noel Panovich. E. Recchion, G. Rinjders, J. Rochtechine, A. Saviola, A. Schapiro, William Shatoff, V. J. C. Schermerhorn, C. Trombetti, Pedro Vallina, G. Vignati, Lillian G. Woolf e S. Yanowsky.


NOTA.- Quero agradecer acá a enorme laboura divulgativa sobre Anarquismo e sobre das muitas pessoas de todo o mundo na história que se sinificaram coma anárquicas, numa RRSS da pessoa que assina coma Eleuterio Perot Fernández, de quem copiei (e traduzim) esta muito interesante informação.

[Puebla, México] Chamado Internacional ao BOICOTE a Danone em Solidariedade co povo cholulteca reprimido polo “progre” López Obrador.

Dou pulo a esta informação facilitada por uma amiga de lá, que comunica que “La Casa de los Pueblos” do município Juan C. Bonilla, foi despejada, na madrugada da terça-feira, dia 22, por elementos da Guarda Nacional (GN), Granaderos e da Polícia Estatal. “Altepelmecalli” (Casa dos Povos) levava ocupada por indígenas cholultecas (povo aborigem desta zona) desde que, em 22 março de 2021, botaram fora aos capitalistas da multinacional Danone, proprietários da empresa engarrafadora Bonafont, que se instalaram lá co permiso das autoridades e os protestos do povo para roubar acada dia 1 milhão 600 mil litros de água, secando rios, poços e manantiais.

Solicitam ajuda! e convidam ao Boicote a Bonafont e Danone.

Representantes dos povos originários demandam do governo “progre” de López Obrador que ponha fim a este despejo das instalações do Altepelmecalli, Casa dos Povos, e denunciam a desmedida presença e a repressão das forças públicas contra o povo e que o seu governo atue só em favor dos intereses de Danone para facilitar que se reinicie o roubo das águas.

Um povo aguerrido e valente que, há apenas 11 meses, conseguiram botar aos intrusos capitalistas europeus, ladrões das águas, fechar a instalação da engarrafadora Bonafont, propriedade da multinacional francesa Grupo Danone, e instalar-se nelas para fazer lá sua “Altepelmecalli”, construindo vida sobre suas ruinas com projetos coperativos de saúde, educação, agricultura, ganderia, justiça,…

Cholultecas assinalam que manterão sua luita pola defesa do água e, se bem até o momento não se tem conhecemento de detenção alguma, convocam a “todos os povos, às organizações fraternas, às organizações de direitos humanos, aos meios de comunicação e ás companheiras que caminharam junto as comunidades cholultecas a somar-se às suas demandas e a estar pendentes diante sua iminente perseguição”.

Reiteram que “agora o governo responde polos interesses desta empresa e facilita que o roubo de água reinicie. Por isso, denunciamos que reprimem aos povos e protegem ao Capital. Para eles, o dinheiro está acima da vida.

Tras o brutal despejo realizado polas forças repressivas do governo de López Obrador, pessoal da multinacional francesa Danone, destruitora de vida, que quando fora expulsada polo povo Cholulteca, já levava extraidos indiscriminadamente milhões de metros cúbicos de água, colocaram um cerco com malha ciclónica na entrada da empresa com canos de metal para evitar que as instalações sejam tomadas de novo.

Solidariedade Internacional com os povos cholultecas !

Boicote a Bonafont e Danone !

Organizadas somos mais fortes !!

Água, terra e liberdade !!

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo!” ???

Quando crio fum educado na religiom católica, apostólica e romana, se bem aos poucos de obter por méritos próprios o que, por entom chamava-se, uso da razom, ficara surprendido pola sentença do cabeçalho. Como ia eu a amar coma a mim mesmo ao cabronaço do Chencho que, dia sim e dia tamém, dava-me de labaçadas e couces sem vir a conto?? É mais, coma ia eu a ama-lo, do mesmo jeito e tanto, coma a Azuzena dos meus amores infantes?? Não me colhia na minha cabeça tanta exigência no amor para com quem me maltratava.

Sim, naqueles tempos já existia o que agora chama-se bullyng ou acoso escolar; se bem daquelas não só não havia campanhas governamentais para denunciar estos abusos e assim poder pôr fim a essa lacra social, senão que mesmo estava tacitamente proibido denunciar os abusos recebidos; não porque o Ditador Franco tivera aprovado uma das suas injustas leis proibitivas ao efeito, senão porque estava em voga e era de lei (não escrita) não chibar-se de nada a nossos superiores, fossem estes profes, pais, nais, cregos ou freiras e quem tal se atreviera a faze-lo era objeto imediato de chanças, burlas, labaçadas e o que era pior, sem dúvida, os cânticos a coro de toda uma aula: “chivato, acusica, la rabia te pica, por feo por chato te vas a morir”. É mais se por açar chegavam as queixas de abusos aos ouvidos dos superiores, polo geral levavam castigos âmbos, um por fostiar ao outro e mais o fostiado por ser um acusica e um covarde.

De tal jeito fazia-se-me costa arriba cumprimentar com aquele mandato que, na teoria cristã, e junto ao outro de Amarás a Deus sobre todas as coisas, venhem a resumir a dúzia de mandamentos presuntamente escritos numas tábuas de pedra polo “dedo de Deus”, em só dois (que diante disto, suponho eu que no dia em que se pugera a picar a pedra com um cinzel, vê-se que o tal Deus tinha ganhas de espraiar-se abondo dando-lhe ao dedo ou bem colheu-lhe gosto e em troques de litografar só as duas frases do resumo que, sem dúvida, caberiam numa só tábua, deu-lhe por escrever a sua versão mais extensa, mesmo que assim, tivera que usar duas tábuas).

O catecismo escolar da “Comisión Episcolar de la Enseñanza” franquista que eu mamei, citava ao Evangelho de Mateus (Mt 22;37-40) e resumia: «Estos Diez Mandamientos se encierran en dos; amarás a Dios sobre todas las cosas y al prójimo como a ti mismo». E dado que, coma o primeiro dos doze, já vinha a dizer o de amarás a Deus sobre todas as coisas, de resultas pode-se concluir que o de amarás ao teu próximo como a ti mesmo, vem a ser o resumo dos outros nove; ainda que de minor valor que o de Deus.

Mas tal dito, polo que soubem anos depois, o de amar às demais coma a ti não é esclusivo das cristãs, senão que mesmo judeus reclamam a autoria de dita sentência apelando à maior antigüidade histórica das suas crenças e a que já aparecia tal qual no Levitico 19:18 da sua Torá: “Não te vengarás, nem guardarás rancor aos filhos de teu povo, senão que amarás a teu próximo como a ti mesmo. E tamém apôs soubem que isso de amar ao próximo, tamém era um preceito ditado para as siareiras de Alá, dado que, ainda que de jeito não tam específico, no seu Corám (cap.4:37) cita-se : “E adorem a A-láh e não associeis nada a Ele e mostrem bondade aos pais, aos parentes, aos orfos e necessitados, ao vizinho afim a vos e ao estranho, ao colega que está a vosso lado, ao viajante e aos que possuís com as vossas diestras”, e tamém segundo apontam no Hádice (livro que conta as andaças e sentências do profeta Maomé) declara-se que: Nenhum de vocês é um crente enquanto não ameis para vosso irmão o que amais para vocês mesmos .

Ou seja que as 3 grandes religions monoteistas, vistas as mútiples guerras na história, os roubos e espólios, as escravitudes, os ódios, os genocídios, as leis de estrangeria, os valos e fronteiras,… seguem a predicar no deserto ou dito dum outro jeito: muito lirili, mas pouco lerele.

Mas se agora estou a escrever esta entrada na minha bitácora não é para recriminar às adoradoras destas tres religions a sua falha de compromiso para com as suas crênças, nem sequer a falha de ética de seus líderes e dirigentes religiosos; senão por uma sentência ao respeito que lim há poucos dias no livro de Amin Maalouf “A viagem de Baldassare focalizado no século XVII e que compartilho ao cento por cento e mais nestes tempos de absurdas proibições e imposições pandémicas, que a maioria da gente no primeiro mundo assumiu de bo grau e que mesmo ainda agora, que já não é obrigatório, segue levando tapa-bocas que lhes impedem respirar bem e lhes provocam infeções nos seus lábios, nariz e boca:

Observando o que a maior parte da gente fai com sua vida, vendo o que fazem com sua inteligência, não sento nenhum desejo de que me amem como a si mesmas.

Mas o Amin Maalouf profundiza na sentência: Além não se poderá impedir nunca que algumas pessoas interpretem esse preceito com mais arrogância que generosidade: o que é bom para ti é bom para as demais; se tu possuis a verdade, deves levar polo caminho reto às ovelhas descarriadas, por todos os meios… E de seguido fai referência a quando os judeus foram obrigados a baptizar-se ou ser expulsos da península Ibérica por ordem dos Reises Católicos,… E o mesminho se passou com islamistas ou com todos os povos indígenas da Abya Yala, conquistados a golpe de fúsil e da cruz ou com todas as chamadas Guerras Santas, Cruzadas, a escravitude na África, o seu reparto polos governos imperialistas europeus, o holocausto judeu de Hitler, os contínuos assassinatos impunes do povo palestiniano cometidos por israelitas,…

Em definitiva, querer-vos a vos mesmas muito mais do que poidades chegar a odiar a quem ditam mandamentos e imponhem restrinções, e mais as submissas que aceitam tudo isto sem se questonar nada.