Arquivo mensal: março 2022

[Polónia] Raça, Classe e Status de Segunda: Reaçons à Crise de Refugiados Atual

Colo (e traduço) este texto publicado em 20 de março na bitácora de Laure Akai, da seçom polaca da AIT.

Nele  Laure Akai fai uma descripçom do que está a acontecer na Polónia com respeito às refugiadas ucrainas e dá conta da muito diferente resposta quando as refugiadas não se asemelham a elas na cor da sua pel e dos olhos e além compara a hipocresia do trato dado polas autoridades para com estas “neo-refugiadas” e o despreço que lhe dam às anteriores e mesmo às gentes pobres nativas. e uma crítica áceda que tamém pode ser aplicável nestes lares tanto com respeito ao recebemento para com estas “neo-refugiadas” em comparança com os paus e malheiras e devoluçons em quente que sofrem aquelas que, fugindo doutras guerras, procuram saltar os valos fronteiriços de Ceuta e Melilla, ou com os muitos impedimentos que se atopam as classes populares para acadar uma vivenda social ou um aluguer a baixo preço. Em fim que Laure fala da Polónia, mas qualquer pode ver que é talmete extrapolável a estes lares ou a qualquer outro do mundo capitalista que sofremos:

Nas últimas semanas, mais de 2 milhões de pessoas refugiadas vinheram desde a Ucrânia cara a Polônia. O que temos presenciado foi uma onda de solidariedade, ajuda mútua e auto-organização diferente de tudo o que se viu no país em muitos anos. Milhares de pessoas, a maioria das quais nunca figeram nada assim antes, abriram suas casas para estranhas que precisam de abrigo. Muitas outras doaram uma grande variedade de bens e foram às estações de trem para receber pessoas com alimentos e outras necessidades.

Grande parte da ajuda que aconteceu veu de iniciativas auto-organizadas. É claro que as ONGs que normalmente ajudam as migrantes estiveram ativas. Em Varsóvia, as autoridades da cidade, que fam muito barulho sobre o quanto ajudaram, de feito agiram relativamente tarde. Toda tipo de gente estava ativamente engajada e forneceram a maior parte da ajuda no início e, até onde podemos ver, continuam a fazê-lo.

Esse tipo de comportamento em relação às outras é comovente e semelha ser a maneira como o mundo deve reagir a estas situações. No entanto, algumas, eu mesmo, sentimo-nos bastante tristes com os horrendos padrões duplos que se estám a viver.

O outro lado da onda de corações abertos

Essa extraordinária demonstração de bondade e decência contrasta fortemente com o comportamento cotidiano de muitas pessoas e especialmente daquelas que estám no poder em relação a outras pessoas que estám em circunstâncias terríveis. Refiro-me a outros grupos de refugiadas, mas tamém a polacas pobres e a muitas das imigrantes ucranianas que já trabalhavam na Polónia. O trato às refugiadas anteriores foi racista e, no caso de polacas pobres e imigrantes ucranianas, categrizou-se polo desprezo mesmo entre as classes operárias.

Vale a pena comparar o tratamento, que já começa a gerar ressentimentos entre as afetadas.

Uma Questom de Racismo

Ao longo de muitos anos, políticos e jornalistas da direita com visons de mundo bastante racistas venhem tentando criar uma narrativa sobre as refugiadas que às vezes bordeia a histeria. Artigos jornalísticos som espalhados sobre os horrores que no resto da Europa enfrentam as refugiadas e isso colocou muitas pessoas contra elas. A Polônia negou-se a receber refugiadas doutros países da UE e, quando os acolheram, figeram um péssimo trabalho de ajuda.

Nas últimas semanas, muitas comentaram sobre a resposta da Europa à atual crise de refugiadas em comparação com refugiadas de outros países devastados polas guerras. Na Polónia, este contraste é especialmente alarmante, dado que alguns meses antes, houve uma crise na fronteira Polónia-Bielorrússia, onde as refugiadas foram literalmente brutalizadas, deixadas a morrer de fame e congelar no frio, até mesmo ensopadas com canhões de água no congelado tempo sem possibilidade de refúgio.

Durante este tempo, houvo pessoas que ficaram escandalizadas e tentaram ajudar. Isso apesar do fecho da área por parte do governo, inclusive para os meios, as ONGs e, se alguém entrara nessa área, corria o risco de sofrer brutalidade policial e prisão. Por outro lado, tamém havia grupos de extrema-direita que enviaram grupos paramilitares para intimidar e brutalizar aquelas que tentavam atravessar.

Estamos falando de dezenas de milhares de pessoas no outono e inverno de 2021, a maioria de lugares como Síria e Iêmen. Houve pessoas que se manifestaram, houve alguns protestos modestos e pessoas que foram ajudar. Parecia que a maioria das pessoas, cujos corações agora estám tam abertos, permanecera em silêncio ou apoiara de todo coraçom as açons brutais do estado.

Essas açons ainda estám em andamento. Recém, o New York Times publicou um artigo sobre duas pessoas tentando cruzar a fronteira num mesmo dia: um homem de Sudão e uma mulher da Ucrânia. Infelizmente, com a segunda mostra-se uma tremenda hospitalidade e bondade; mas o primeiro foi sujeito de insultos racistas e comportamento cruel por parte dos guardas de fronteira, além de ser perseguido com drones e helicópteros. (1)

O povo polaco não gosta de ser chamado de racista e, de feito, há muitas pessoas que não odeiam dessa forma, apesar de terem crescido num ambiente onde o racismo é tolerado. Certamente as pessoas preferem a imagem que está sendo difundida agora, dum povo caloroso e aberto, disposto a fazer de tudo para ajudar as necessitadas. Só que fica claro que esse tipo de tratamento costuma ser reservado apenas para aquelas com quem elas se identificam claramente – ou seja, pessoas que são brancas.

Mesmo as pessoas que fugiram da Ucrânia que não som brancas não encontraram o mesmo tipo de hospitalidade que suas colegas brancas e houve alguns relatos de racismo.

A Questom de Classe: Alguns exemplos da Hipocrisia

Se o primeiro tipo de duplo padrom é bastante óbvio, há outro tipo que poderíamos debatir. Podemos comparar tanto o tratamento das polacas pobres em certas situaçons de necessidade quanto o tratamento de muitas imigrantes ucranianas que viviam na Polônia desde antes da guerra com o tratamento dado polos governos central e local ás imigrantes de guerra de agora.

Vou escrever principalmente sobre vivenda e trabalho, pois som duas áreas em que estou ativo e conheço muito bem a situaçom.

Vivenda

Duas açons da Câmara Municipal de Varsóvia que consideramos muito preocupantes dim respeito à situaçom habitacional e só podem ser compreendidas com algum pano de fundo. Nos últimos 20 anos, houve um grande movimento no sentido de fazer cortes dramáticos na disponibilidade de vivendas públicas – algo uma vez recomendado ao governo polo FMI e perseguido com rigor polos formuladores de políticas fortemente neoliberais da cidade. Além da grande queda de unidades disponíveis resultante da privatizaçom e de décadas de negligência, deixando alguns prédios inabitáveis, há tamém o feito de muitas unidades habitacionais públicas estarem simplesmente devolutas. Existem várias razones para isso, mas as duas principais razons som que a cidade esperava que essas unidades pudessem ser privatizadas e que não investiu dinheiro suficiente para repará-las e torná-las habitáveis.

Uma vez que existem literalmente milhares de pessoas à espera dum apartamento ou qualificaçom negada devido a alguns tecnicismos absurdos, não é de admirar que esta situaçom tenha irritado muitas moradoras. No meu bairro, quase todas as inquilinas municipais podem nos falar sobre apartamentos fechos nas suas ruas. Apesar da extrema necessidade de vivenda, muitas vezes elas permanecem pechas por muitos anos. Numa açom de inquilinas ontem, uma mulher di-me que o apartamento em que ela morava permaneceu vazio desde que ela se mudou para outro. Isso foi há 17 anos.

Dada essa situaçom, às vezes as pessoas simplesmente ocupam esses lugares. Nos últimos dois anos, vimos quantidade de pessoas entrando nesses apartamentos aumentar drasticamente e oferecemos a eles, como organização de inquilinos, vários tipos de suporte. Um dos tipos de apoio mais comuns é impedir o seu despejo, pois as autoridades locais tentam ameaçá-los e bloqueá-los e, se isso falhar, despejá-los por meio duma ordem judicial.

Vale a pena notar que as pessoas estám fartas desta situaçom. Durante anos, não apenas nossa organizaçom, mas outras organizaçons que lidam com a habitabilidade e as sem-teto venhem tentando fazer algo. Muitas, muitas inquilinas se ofereceram para consertar esses apartamentos por conta própria. Tudo em vam. A única coisa que funcionou foi agachamento. Deve-se notar que a grande maioria das pessoas que ocuparam vivendas municipais tentaram legalizar sua permanência e até pagar aluguel. A ocupaçom de apartamentos vácios era uma prática comum nas décadas de 70 e 80 e enquanto aquelas que o faziam naquela época recebiam anistia e muitas vezes legalizavam sua residência, há alguns anos o governo adotou leis mais punitivas em relaçom à ocupaçom de vivendas municipais.

No nosso bairro, onde temos contato com muitas – senão a maioria – dessas pessoas, vemos que som em sua maioria mães solteiras, algumas vítimas de violência doméstica e principalmente pessoas em situaçom muito precária no mercado de trabalho.

Como algumas leitoras sem dúvida já adivinharam, a razom para escrever sobre este tópico é o feito de que, apesar de anos alegando que não há “dinheiro” para consertar esses apartamentos ou tentar convencer as pessoas de que estavam fazendo tudo o que podiam, magicamente agora há dinheiro para isso. Esses apartamentos devem ser reparados para abrigar refugiadas. Algumas pessoas que estám esperando desde há tempo por apartamentos já foram informadas de que esses apartamentos não chegarám tam cedo, porque a cidade tem que lidar com as refugiadas.

Embora muitas das pessoas afetadas realmente tenham feito algo para ajudar às refugiadas, agora podemos ouvir ressentimento. As refugiadas poderám viver sem pagar aluguer, apesar de poder trabalhar legalmente e algumas já tenhem atopado emprego. As residentes locais, por outro lado, às vezes enfrentam a realidade de que trabalhar em tempo integral pode desqualificá-los da vivenda pública e jogá-los num mercado privado com aluguéis muito altos que poucas trabalhadoras pobres podem pagar.

Além disso, a cidade encorajou essas pessoas – algumas das quais vivem em vivendas muito apertadas (com um padrom de 5 metros por pessoa) a acolher refugiadas. Especialmente por isso, a cidade não cobrará extra para pessoas adicionais que moram nos apartamentos. Embora isso seja bom (se alguém puder fazê-lo), esse tratamento deve ser comparado ao que acontece se uma inquilina municipal deixa uma amiga ficar em sua casa ou alojá-la temporariamente – por exemplo, após um despejo ou tentativa de fuga tras sofrer violência doméstica. Tal situaçom é considerada descumprimento do contrato de locaçom e essas inquilinas vem seus contratos rescindidos e enfrentam despejo.

Claro que isso é escandaloso. Por mostrar um pouco de solidariedade as amigas necessitadas, as pessoas correm o risco de ficar sem-teto. Amigas não devem ser ajudadas. Refugiadas da Ucrânia – uma história diferente.

Qual é a razom para tal duplo padrom? Na minha opiniom, trata-se duma mentalidade individualista e neoliberal que é alimentada por um ódio de classe profundamente enraizado. Podemos ver o desdém que os que estám no poder tenhem com quem precisa de ajuda de vivenda. Com exceçom de algumas senhoras idosas ou pessoas com deficiência, elas são amplamente consideradas como pessoas que dalguma forma estám em falta. Os burocratas e formuladores de políticas, com seus salários confortáveis, simplesmente não querem admitir que a vivenda não é acessível para as pessoas que trabalham duro. Seu preconceito de classe di-lhes que, se alguém não ganha o suficiente, não deve estar tentando.

Neste momento, os apartamentos mais baratos disponíveis fora da vivenda pública custam cerca de 2/3 do salário mínimo – antes dos impostos. Aquelas que ganham um salário mínimo ou menos, ou trabalham precariamente, ainda são centenas de milhares, mesmo na cidade mais rica da Polônia.

Ouvimos muitas reclamaçons sobre esse tratamento diferente e esperamos que isso não se transforme em ressentimento contra as refugiadas. Infelizmente, essa tem sido a história de muitos conflitos de classe – que em vez de atingir aqueles que som responsáveis ​​pola miséria mais diretamente-, pessoas como as imigrantes tornam-se objeto de ódio.

Se isso acontecer, não seria a primeira vez que os neoliberais adotaram políticas que ajudaram aquelas com uma retórica mais nacionalista a atiçar as chamas do descontentamento em seu benefício.

A situaçom habitacional e laboral das ucranianas da pré-guerra

Podo referir-me as imigrantes ucranianas que estiveram aqui antes coma pré-guerra. Simplificando, sua situaçom habitacional é muitas vezes trágica.

Como imigrantes, elas som frequentemente submetidas a contratos e condiçons ilegais de vivenda. Nossa organizaçom teve que fazer algumas intervençons; mesmo nas últimas duas semanas antes da guerra, ajudamos duas mulheres ucranianas. Uma foi despejada ilegalmente e outra está num pesadelo burocrático. As pessoas que ficam desabrigadas por causa do despejo ilegal não podem contar com nenhuma ajuda além de talvez um abrigo terrível. O município não quer lidar com vivenda pública para imigrantes, com apenas algumas exceçons.

Algumas ucranianas, que vivem aqui há décadas, conseguem entrar em vivendas públicas. Outras som tratadas como inelegíveis polos burocratas, embora não haja nada na lei que impeda isso. Há tamém um grande número de ucranianas que estám aqui e às vezes estiveram aqui a maior parte das suas vidas, mas tenhem problemas para legalizar sua residência.

Não é incomum encontrar grandes grupos de ucranianas vivendo em vivendas por abaixo do padrom. Conhecemos jovens vivendo 8 pessoas em duas pequenas salas. Intervimos como sindicato sobre as condiçons de vida das trabalhadoras – embaladas em contêineres sem aquecimento ou no chão de celeiros no campo.

É claro que tamém há muitas ucranianas que se saem melhor e há muitas profissionais que vieram aqui para trabalhar. Muito depende do status de suas autorizaçons de trabalho e suas profissons.

Infelizmente, ucranianas som a principal oferta de mão de obra barata na Polônia. Antes da guerra, havia cerca de 2 milhons de ucranianas com permisso de trabalho de longo ou curto prazo vivendo na Polônia. Além disso, há um número considerável de pessoas sem autorizaçom que estám trabalhando na economia negra. Estudantes, embora poidam trabalhar legalmente, som frequentemente exploradas e recebem condiçons de trabalho ilegais.

Nalgumas áreas, empregadores não querem pagar impostos ou legalizar o emprego. Isso é particularmente verdade para alguns empregos, como empregadas domésticas, cabeleireiras e esteticistas, trabalhadoras agrícolas e trabalhadoras da indústria hoteleira.

Essas operárias muitas vezes não tenhem nenhum benefício e tamém geralmente não tenhem direito à saúde. Elas muitas vezes não tenhem contratos, podem ganhar menos do salário mínimo, estám sujeitas a condiçons de trabalho ilegais e muitas vezes som enganadas ou demitidas sem aviso prévio.

Muitas daquelas sem legalizar encontram-se em tal situaçom por negligência do empregador em preencher a papelada ou por outros problemas burocráticos. Às vezes, apesar dos esforços para trabalhar legalmente, suas licenças são negadas.

Ucranianas que trabalham legalmente som, obviamente, contribuintes como qualquer outra trabalhadora que tem dinheiro deduzido de seu salário.

Apesar dos enormes problemas com roubo de salários e violaçom de seus direitos que as ucranianas enfrentam na Polônia, não houve nenhuma medida real tomada polo governo para proteger seus direitos. (Embora eles não protejam melhor as trabalhadoras polacas.)

Imagine a surpresa para as ucranianas que lutam para obter um permisso de trabalho ao saber que todas as refugiadas de guerra podem ter o direito de trabalhar legalmente na Polônia e assistência médica gratuita apenas por terem entrado depois do início da guerra, não antes.

[Guadalupe] Grande vitória de independentistas contra a fascista Marine Le Pen x Por Agencia Mp3. Lqsomos.

Não esquecemos a escravitude! A Marine Lhe Pen sai-lhe muito mal sua campanha presidencial neste arquipélago, território colonial da França. Increpada durante uma entrevista na televisão, a candidata de ultradireita deu por concluída a sua viagem.

Recolho a informação da web de Lo que somos

«Le Pen fora!», corearam as ativistas durante a gravação dum programa de France Télévisions num hotel de Pointe-à-Pitre, a cidade máis importante deste arquipélago , o que motivou que seus gardacostas a evacuaram de imediato até sua habitação entanto continuavam os assobios e insultos em crioulo, especialmente um: Racista!.

«Esta terra está cheia de sangue de escravos», lembrou diante as câmaras René Sainte-Rose, porta-voz de Alyans Nasyonal Gwadloup ( ANG), um movimento independentista de esquerda. Sainte-Rose acusa «aos antepassados ideológicos de Marine Le Pen, Eric Zemmour e (Nicolas) Dupont- Aignan» de instaurar a escravitude nas colónias francesas.

«Marine Le Pen é um símbolo para nós», declarou o ativista, remachando que «as ideias de extrema direita não são ideias, são delitos», e devem ser tratadas «como um cancro».

Pola sua banda, seu contrincante, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou-se da mesma corda de Le Pen ao sinalar que estava comocionado pola cena totalmente inaceitável da interrupção da gravação da transmissão de Marine Le Pen. «Estes feitos me escandalizan e condeno-os com a maior firmeza», apontava hipocritamente o presidente francês, que tamém condenava «qualquer forma de violência», em particular em vésperas das eleições presidenciais.

Por sua vez, um porta-voz de Le Pen, Julien Odoul dirgiu suas críticas contra os Black-Block: «ações de ativistas de extrema esquerda, os ‘blocos negros’ locais, os que o pudren tudo, independentemente do território da República onde atuem, lamentavelmente».

Assinalar como dado, que em novembro de 2021 produziram-se importantes mobilizações e protestos contra as autoridades francesas até o ponto de que Paris se mostrou disposta a abordar uma possível negociação do futuro político do archipiélago.

[Vídeo] Ucrânia: O Ministério da Verdade x José Manzaneda

Colo acá este vídeo publicado ontem mesmo na web de Cuba Debate .- Contra el Terrorismo Mediático e seu texto (traduzido) coas ligações aos meios dos que fai referência:

Em torno da guerra na Ucrânia, os meios e governos ocidentais proíbem-nos ler um outro livro diferente do escrito pola OTAN.

Censura absoluta: 1984

Os meios russos que, durante anos, foram um espaço para analistas internacionais críticos (1) (2), forom proibidos por EEUU, a UE (3), Reino Unido (4) e outros aliados. Seu sinal aberto, seus canais YouTube (5) e todas suas redes sociais. Sem decisão judicial alguma.

Google apagou do seu buscador seus contidos anteriores, a sua hemeroteca (6). Para rescrever a história, como o Ministério da Verdade da novela “1984”.

Os meios aplicam uma censura estrita. Deixando –isso sim- alguns espaços testemunhais que justifiquem sua falsa pluralidade. Liu Sivaya,  politóloga russa, enfrentava-se a uma matilha na canle española Cuatro (7). Ao denunciar os oito anos de bombardeios ucranianos em Donbass, teve que escutar que eram “matizes irrelevantes”: “Parece-me um autêntico insulto que comecemos com matizes irrelevantes ante uma situação que é tão sumamente clara, que não permite matizes brancos e negros e na que está claríssimo quem são os bons e os maus”, dizia a tertuliana Ketty  Garat.

Precisamente por relatar a situação em Donbass, o diário francês “Le Figaro” censurou uma reportagem da sua  corresponsal Anne-Laure Bonnel (8). O coronel español Pedro Banhos decidiu abandonar suas presências na televisão depois de receber sérias ameaças. A razão: o seu tom neutro nas suas análises sobre o conflito (9).

YouTube censurou não só a meios e jornalistas da Rússia com milhões de seguidoras (10). Tamém documentários como “Ukrania on fire”, de Oliver Stone, realizado fai já seis anos (11).

Twitter etiquetou como “meios filiados ao governo russo” as contas de todo jornalista que colaborara, nalgum momento, com algum canal público russo (12). É a “estrela amarela” com a que os marcam, profissionalmente, cara ao futuro (13).

Para a propaganda da guerra contra Rússia na rede TikTok, Joe Biden convocou aos 30 ticktokers mais influentes, dando-lhes uma mensagem clara a difundir: a culpa da inflação em EEUU é de Putin (14).

Facebook e Instagram levantaram suas proibições de mensagens de ódio, se estes são contra Rússia, permitindo mesmo os chamados a matar aos presidentes russo e bielorruso e os elogios ao Regimiento nazista ucraniano Azov (15).

As redes permitem e encarojam este ódio antirruso: políticos como o senador estadounidense Lindsey Graham pediram em Twitter o assassinato do presidente Vladimir  Putin, sem que a rede lhes tenha limitado (16). Em “meios sérios”, como NBC News,  um repórter propunha um ataque da OTAN a comboios russos, ou o que é quase o mesmo, o início da III Guerra Mundial (17).

A jornalista russa que protestou em televisão contra Putin e à que só lhe impuseram uma multa, é já uma estrela mundial (18). Mas sobre um jornalista europeu, o vasco Pablo González, que leva quase um mês encarcerado e  incomunicado na Polónia, acusado de ser “espia russo” por informar sobre o drama em Donbass, o silêncio mediático é quase absoluto (19).

O nazismo bom

O periódico catalão La Vanguardia realizava uma promoção comercial com o lema “Stop Putin. A desinformação quere-nos divididos” (20). Traduzido: a unidade contra o único vilão (Rússia) requer esmagar toda a informação e opinião que contradiga a versão oficial européia.

Apagando para isso, por exemplo, os crimes de nosso aliado, Ucrânia. O diário español ABC eliminava as notícias que  publicara, em 2016, sobre violações a meninos e meninas por parte do exército de Kiev (21).

Chamam “Centro para a Manutenção da Paz” a uma base de treinamento de mercenários (22). Palavra –por verdadeiro- proibida nos meios: são “combatentes estrangeiros” (23). Assim despedia a entrevista a um deles uma repórter española: “Esta mesma tarde ele se marcha num autocarro para España, preparado com refugiados ucranianos e no que vão ir alguns dos combatentes estrangeiros españoles”. Este mercenário de ultradireita regressará ao seu fogar sem ser detido nem interrogado. Sem passar o calvário policial e judicial que sofreram oito milicianos de esquerda ao seu regresso de Donbass em 2015, depois de ser etiquetados polos meios españoles como “prorrusos” (24).

Algum noticiário falou de Fahrudin Sharafmal, apresentador ucraniano que, ao vivo, fijo um apelo a degolar a todas as crianaças russas (25)? E sobre Gennadiy Druzenko, diretor dum Hospital Móvel de Voluntários, que ordenou  castrar aos soldados russos por ser “cascudas” (26)? E sobre os atos de humilhação pública, na Ucrânia, a pessoas  gitanas, pintadas de verde e atadas a mastros (27)? Nada.

O Regimiento Azov, composto por neonazis, é uma força voluntária de reserva das Forças Armadas da Ucrânia (28) (29). E seus membros –nazistas- são entrevistados, como se tal coisa, por meios como a CNN (30).  Azov recebe armas de governos europeus, como o de España (31): compradas com bilhão de euros do “Fundo Europeu em Apoio –não se riam, não- à Paz” (32). No canal espanhol Cuatro, um “experto” dava –com toda a tranquilidade- lições de como empregar este armamento para “matar mais russos” (33): “Sou optimista duma maneira nada mais: há que matar mais russos (…) Porque o povo ucraniano o precisa para poder chegar a uma boa negociação”, dizia o instrutor militar José Jiménez Planelles.

Em Portugal, um juiz levantou, ao neonazi Mario Machado, a obriga que tinha de se apresentar quinzenalmente, ao se ter oferecido a ir a Ucrânia para brindar –sigam controlando o riso- “ajuda humanitária” (34).

Que o presidente Volodímir Zelenski outorgara o título de Herói Nacional de Ucrânia a Dmytro Kotsyubail (35), líder do grupo paramilitar Pravy Sektor, artífice do massacre dos sindicatos de Odessa, em 2014, na que 46 pessoas foram queimadas vivas (36)? Não o ouvirão.

Que o Serviço secreto ucraniano assassinou a um membro da sua própria delegação negociadora com Moscovo por “traição” (37)? Coisas da guerra.

Nas televisões mostram-nos uma exposição-protesta polas crianças mortas, nestas semanas, na Ucrânia (38). Excelente. E a exposição em Moscovo “Olha aos olhos do Donbass”, sobre os mais de 150 crianças assassinadas por forças ucranianas nestes últimos oito anos, em que informativo saiu (39)?

Fake news for war

Há que converter um tanque ucraniano que arrasa um carro num “tanque russo” (40). Um míssil ucraniano que derruba um bloco de vivendas num “míssil russo” (41). Uma menina de Donbass vítima das tropas ucranianas, numa menina de Kiev (42).

Há centos de fake news similares (43). O telejornal de Antena 3, o mais visto na España, abriu com imagens duma explosão na China como se fossem bombardeios de Rússia (44).

“Uma carniçaria”, titulava na sua capa o diário italiano La Stampa, com a foto de civis massacrados num bombardeio russo (45). Russo? Não. A imagem era de Donetsk (Donbass), onde morreram 30 civis por um míssil… ucraniano (46).

O Governo de Rússia assegura que não pediram armas a China. China confirma tal. Mas que nos contam os meios? Letra por letra, o que diz o Governo… de EEUU (47) (48) (49).

Racismo classista com olhos azuis

A louvável solidariedade com a povoação refugiada da Ucrânia passa, uma e outra vez, por um filtro de racismo classista (50). Uma jornalista de NBC: “Estes não são refugiados de Síria, são da nossa vizinha Ucrânia. São cristãos. São brancos. Parecem-se muito a nós” (51). Um repórter da CBS: “Este não é um lugar, com todo o respeito, como Iraque ou Afeganistão, que tem conflitos fai décadas, este é um país relativamente civilizado e europeu” (52). Um entrevistado pola BBC: “É gente européia com olhos azuis e cabelo loiro que está a ser assassinada” (53). Um depoimento em La Sexta: “Não são os meninos que estamos acostumados a ver em televisão, senão meninos com os olhos azuis e isso é importantíssimo” (54).

E comã colofão, um noticiário de 13 TV (e não é uma paródia): “A situação dos refugiados? Pois podes imagina-la. E é que é gente como tu e como eu. Tenho visto bolsas de Dolce&Gabbana, roupa de Louis Vuitton, gente que poderia estar em Madrid perfeitamente, é gente coma nós e vive numas condições totalmente deploráveis” (55).

The New York Times publicava um mapa sobre deslocação de pessoas: as famílias ucranianas na Polónia são “refugiadas” (56). As de Donbass na Rússia, no entanto, são “migrantes”. Ainda que fujam das bombas ucranianas.

Enquanto a União Europa tem dado a ordem de regularizar, de maneira extraordinária, a milhões de pessoas procedentes da Ucrânia (57), a povoação africana segue sendo recebida a paus polas polícias européias (58). Isso, quem chegam. No último naufrágio de março, 44 pessoas morriam em frente à costa de Canarias (59).

A  geopolítica exige não martelar as nossas consciências com as mais de 10 mil crianças mortas no Iemen, por mísseis da Arábia Saudita (60). Cujo governo, amigo de Occidente, não recebe sanções. Nenhuma.

Política no desporto: ontem proibida, hoje obrigatória

O Grande Irmão tamém chegou ao desporto. Em 2009, o futebolista Frederic Kanouté fora sancionado pola FIFA com 3.000 euros por mostrar uma camisola em apoio a Palestina (63). Em 2016, pola mesma condena a Israel por parte de suas siareiras, a UEFA sancionara ao  Celtic de Glasgow (64). Mas agora fazer política no campo e apoiar ao governo da Ucrânia é obrigatório para todos os clubes de futebol.

“Dois indivíduos já identificados pola Ertzaintza mostraram seu apoio a Rússia. Bandeiras a favor da Rússia no campo de San Mamés. Bandeiras e cartazes. A Ertzaintza já tem identificado aos autores”: isto dizia o comentarista catalão Josep Pedrerol, tratando de criminalizar a quem portavam bandeiras da República Popular de Donetsk (em  Donbass), um povo masaacrado, durante oito anos, polo exército da Ucrânia e que votou em massa por sua independência (65). Mas nos meios lemos que eram “cartazes a favor da invasão russa” (66).

O empresário russo Román Abramóvich viu-se obrigado a vender a equipa de futebol inglês Chelsea, pola pressão política e mediática (67). Mas o Newcastle seguirá em mãos da Casa Real Saudita, que leva 7 anos bombardeando Iemen e tem causado ali mais de 300 mil mortes (68). Por certo, em 12 de março foram executadas em Riad 81 pessoas num só dia (69). Mas a Supercopa de España seguirá celebrando-se ali, em Arábia Saudita, que paga à Federação Española de Futebol 30 milhões por ano (70). Tudo muito coerente.

A política de chantagem a escala global fai que empresários russos sejam sancionados não por suas decisões, senão polas do governo da Rússia. Igual que seus desportistas. Que não podem competir com a bandeira de seu país nem em Mundiais nem em Olimpiadas (71).  Nikita Mazepin, piloto russo, foi despedido da equipa Haas de Fórmula 1. (72). O tenista Daniil Medvedev deverá “renegar de Putin” se quer competir em Wimbledon (73). E o Grande Mestre de Xadrez Sergey Karjakin recebeu uma sanção de 6 meses (74).

A Associação Ucraniana de Futebol retirou a Anatoliy Tymoschuk, um dos melhores jogadores da sua história, todos seus títulos e sua licença de treinador, devido a “seu silêncio ante a invasão russa” (75). O lutador ucraniano Maxim  Ryndovskiy foi torturado e executado por neonazis, acusado de “equidistância” no conflito com Rússia (76). Algum escândalo na imprensa desportiva?

A caça de bruxas na cultura

A caça de bruxas chegou tamém à cultura. O russo Valeri Guérguiev foi destituído como diretor da Orquestra  Filarmónica de Munique (77). Os teatros europeus, como o Teatro Real de Madrid, estão a cancelar as actuações do  Ballet Bolshoi (78). A Orquestra Filarmónica de Cardiff (Gales) retirou do seu repertório as obras de Tchaikovsky (79). Devido aos protestos, a Universidade de Milão teve que dar marcha atrás a sua decisão de eliminar um curso sobre  Dostoiewski (80). E a de Córdoba, não só rachou relações com o professorado da Rússia, senão que ameaçou com  faze-lo com o de Cuba e Irão “se não recusavam a invasão russa” (81). A Reitora da Universidade de Valencia chamou à “auto deportação” de todo o estudiantado russo (82).

Em Arlington ( Virginia), um professor de escola que incluiu, numa classe sobre a guerra da Ucrânia, o ponto de vista de Rússia, foi filmado e denunciado por um aluno. De imediato, foi suspenso por difundir “propaganda russa” (83).

A loucura não para. O nome do cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem no espaço e falecido fai 54 anos, foi retirado dum ato benéfico da Space Foundation de EEUU (84). Não poucos meios estenderam a trola de que Rússia ia abandonar no espaço a um astronauta estadounidense, algo completamente falso (85). Como falso foi que o traje amarelo duns cosmonautas russos na Estação Espacial Internacional fosse um “ato de apoio” a Ucrânia (86).

Crimes de guerra?

“Criminoso de guerra”, acusam a  Putin nos meios que jamais aplicaram dito termo a George W. Bush, José María Aznar ou Tony Blair, depois da invasão de Iraque, que provocou centenas de milhares de mortes (87).

Algum canal de televisão recuperou o video do hoje presidente de EEUU sobre os bombardeios a Jugoslávia? Pois disse, exatamente, isto: “Fum eu quem sugeriu bombardear Belgrado. Fum eu quem sugeriu enviar pilotos estadounidenses para destruir todas as pontes” (88). Era 1999. A OTAN lançou 2.300 mísseis e 14.000 bombas durante 78 dias (89). Assassinou a mais de 2.000 civis (90). E que papel jogaram os meios que hoje se engalanam com a bandeira da Ucrânia? Lembremos só a capa da revista Time: “Levando aos sérvios ao inferno: um bombardeio em massa abre a porta à paz” (91).

Autodeterminação à carta

Dizem-nos que Putin é um tirano porque –asseguram- proíbe manifestações contra da guerra (92).  Zelensky acaba de proibir a atividade de onze partidos, quase todos da esquerda, além do comunista, que já era ilegal (93). Por ser “prorrusos”. Tudo com o aval da União Européia (94).

O governo de Lituânia cancelou uma doação de 400 mil vacinas anti- Covid19 a Bangladesh, porque este governo absteve-se na votação para condenar a Rússia na ONU (95).

Suíça, cuja banca guardou o ouro do III Reich (96), que protege com o segredo bancário a narcotraficantes e defraudadores de toda pelagem, num gesto “ético –depois dalguma que outra ameaça, quiçá? (97)- “abandonará sua neutralidade e unirá-se às sanções económicas” contra Rússia (98).

E, para acabar, falemos de soberania e da livre decisão dos povos.

España acaba de seguir o rumo que marcou Donald Trump em relação a Marrocos (99): aceita sua ocupação ilegal do  Saara e dá uma facada polas costas ao povo saaraui (100). Que segue sofrendo os bombardeios marroquinos (101).

Exactamente igual que com o Saara, nem Españha, nem EEUU, nem a União Européia, nem Ucrânia estão dispostas a respeitar a vontade inequívoca, expressada em referendo e próxima ao 90 %, da povoação de Crimea (102) e Donbass (103).

Vontade que, nos meios ocidentais, convertidos em artilharia ideológica da OTAN, nem se menciona como uma das chaves inevitáveis para a solução do conflito.

Hoje vivemos um macartismo em estado puro. Uma Ditadura Global. Em frente à que será imprescindível organizar a resistência (104).


NOTAS

  1. https://www.cubainformacion.tv/especiales/20220322/96246/96246-censura-de-guerra-rusia-y-cuba-italiano
  2. https://www.elconfidencial.com/espana/2022-03-12/television-rusa-manipulacion-kremlin-guerra-ucrania_3386028/
  3. https://www.lavanguardia.com/internacional/20220302/8095180/ucrania-rusia-rt-sputnik-ue-guerra-medios-television-sanciones.html
  4. https://www.europapress.es/internacional/noticia-reino-unido-suspende-definitivamente-cadena-rusa-rt-20220318102226.html
  5. https://www.prensa-latina.cu/2022/03/12/youtube-bloquea-medios-de-comunicacion-rusos
  6. https://twitter.com/ldejesusreyes/status/1500130333169172482?t=XSGwzRJD1txszfDPi73KiA&s=03
  7. https://www.huffingtonpost.es/entry/escandalo-y-tension-en-cuatro-al-dia-tras-las-palabras-de-una-politologa-rusa-es-un-insulto_es_62226c4be4b04a0545d65f3b
  8. https://sana.sy/es/?p=223367
  9. https://www.cuatro.com/horizonte/iker-jimenez-mensaje-coronel-banos-harto-amenazas-aislo_18_3296220018.html
  10. https://www.elpais.com.uy/domingo/inna-afinogenova-periodista-rusa-censurada-invasion-ucrania.html
  11. https://infocielo.com/documental/youtube-censura-un-documental-oliver-stone-ucrania-2016-n732806
  12. https://twitter.com/cgpenalva/status/1498333754431053827
  13. https://twitter.com/HelenaVillarRT/status/1498356980502695937?t=n4l0hk1eu7T9piaM6EocRw&s=03
  14. https://www.debate.com.mx/mundo/Ejercito-de-TikTokers.-Joe-Biden-recurre-a-influensers-de-TikTok-para-luchar-contra-la-desinformacion-de-la-la-invasion-de-Rusia-20220314-0029.html
  15. https://www.lavanguardia.com/tecnologia/aplicaciones/20220311/8116479/libre-haters-facebook-e-instagram-permitiran-desear-muerte-putin-pmv.html
  16. https://evtv.online/senador-graham-pide-el-asesinato-de-putin/
  17. https://twitter.com/pascual_serrano/status/1498726185437700106
  18. https://www.elperiodico.com/es/internacional/20220316/activista-guerra-interrumpe-informativo-television-13372817
  19. https://www.publico.es/internacional/periodista-pablo-gonzalez-lleva-tres-semanas-preso-polonia-familia-abogado-hayan-podido-contactar.html
  20. https://suscripciones.lavanguardia.com/landings/706009/landing-3×3.html?utm_source=marketing&utm_medium=email&utm_campaign=captacion&utm_content=periodismoconstruye
  21. https://twitter.com/pascual_serrano/status/1500184138183290893
  22. https://mobile.twitter.com/Avivir/status/1502904794343649283
  23. https://twitter.com/EurekaNews10/status/1503821128439152643
  24. https://www.elconfidencial.com/espana/2015-02-27/detienen-a-ocho-milicianos-espanoles-tras-combatir-en-el-conflicto-de-ucrania_719239/
  25. https://7dejunio.com/degollar-a-todos-los-ninos-rusos-presentador-ucraniano/
  26. http://pablohduarte.com/post/medico-ucraniano-ordeno-castrar-a-todo-soldado-ruso-capturado
  27. https://www.lavozdelsur.es/actualidad/internacional/ninos-atados-farolas-jovenes-pintadas-verde-hombres-desnudos-tropas-ucranianas-humillan-saqueadores-gitanos_274045_102.html
  28. https://www.niusdiario.es/internacional/europa/regimiento-batallon-azov-polemico-paramilitar-nazi-integrado-fuerzas-armadas-ucrania_18_3294649658.html
  29. https://www.latercera.com/la-tercera-sabado/noticia/batallon-azov-el-comando-neonazi-que-desafia-al-kremlin-en-mariupol/W2JPMGXO2RGPRJTNFX6IBZQQ34/
  30. https://twitter.com/Polk_Azov/status/1505887132224827395
  31. https://twitter.com/oriolsabata/status/1501288161510670336
  32. https://www.efe.com/efe/america/mundo/borrell-propone-gastar-500-millones-mas-fondos-ue-para-dar-armas-a-ucrania/20000012-4758624
  33. https://www.publimetro.cl/noticias/2022/03/12/hay-que-matar-mas-rusos-la-insolita-solucion-de-instructor-militar-de-espana-para-terminar-con-la-guerra-en-ucrania/
  34. https://www.publico.pt/2022/03/18/sociedade/noticia/juiz-dispensa-mario-machado-apresentar-quinzenalmente-esquadra-combater-ucrania-1999356
  35. https://twitter.com/manelmarquez/status/1500190631313952772
  36. https://www.voltairenet.org/article183837.html
  37. https://www.lavanguardia.com/internacional/20220306/8103569/denis-kireev-asesinado-negociadores-rusia-ucrania.html
  38. https://www.infobae.com/america/fotos/2022/03/18/impactante-protesta-en-ucrania-mas-de-100-cochecitos-de-bebes-vacios-rinden-tributo-a-los-ninos-muertos-en-la-invasion/
  39. https://venezuela-news.com/exposicion-mira-a-los-ojos-del-donbas-se-inauguro-en-moscu/
  40. https://videos.elmundo.es/v/5HH38rhhG0w-un-tanque-ruso-engulle-a-un-coche-y-a-su-conductor-en-ucrania
  41. https://www.telesurtv.net/news/ucrania-rusia-conflicto-proyectil-kiev-20220226-0010.html
  42. https://maldita.es/malditobulo/20220226/padre-llora-hija-evacuacion-ucrania-rusia/
  43. https://maldita.es/malditobulo/20220322/conflicto-militar-rusia-ucrania-bulos/
  44. https://twitter.com/JulianMaciasT/status/1497158224222597120
  45. https://twitter.com/MichelCaballero/status/1504436682019549191
  46. https://espanol.cgtn.com/n/2022-03-15/GafJEA/moscu-reporta-23-muertos-en-donetsk-tras-ataque-con-misiles-en-ucrania/index.html
  47. https://www.elmundo.es/internacional/2022/03/14/622ec29dfc6c835b478b457e.html
  48. https://www.antena3.com/noticias/mundo/eeuu-insiste-que-rusia-pedido-armas-china-estarian-dispuestos-darselas_202203156230a762f5e39e0001f84918.html
  49. https://www.20minutos.es/noticia/4970068/0/rusia-ha-pedido-a-china-apoyo-militar-y-economico-segun-medios-de-eeuu/
  50. https://spanishrevolution.org/2022/03/04/video-rubios-y-de-ojos-azules-refugiados-de-primera/
  51. https://www.semana.com/mundo/articulo/periodista-aseguro-que-refugiados-de-ucrania-son-mejores-que-los-de-siria/202231/
  52. https://twitter.com/Racismo_MX/status/1498656583089201167
  53. https://www.diariodemorelos.com/noticias/europeos-con-ojos-azules-son-asesinados-guerra-en-ucrania-destapa-racismo
  54. https://twitter.com/PiensaPrensa/status/1498386092994691072
  55. https://twitter.com/HelenaVillarRT/status/1506827729135718402
  56. https://twitter.com/AnibalGarzon/status/1499159123690196996
  57. https://rebelion.org/de-unos-cien-ucranianos-que-aceptan-acogen-mas-o-menos-a-dos-africanos/
  58. https://rebelion.org/las-razones-de-la-presion-sin-precedentes-sobre-melilla/
  59. https://twitter.com/pascual_serrano/status/1502717693530710017
  60. https://www.europapress.es/internacional/noticia-mas-10200-ninos-muerto-resultado-heridos-causa-guerra-yemen-unicef-20220312010250.html
  61. http://izquierdaweb.cr/internacional/el-estrella-roja-de-belgrado-le-recuerda-a-la-otan-los-ataques-de-sus-miembros-en-los-ultimos-70-anos/
  62. https://www.elespanol.com/social/20220318/bochornoso-pablo-iglesias-rifirrafe-antonio-maestre-darle/658184524_0.html
  63. https://www.europapress.es/deportes/futbol-00162/noticia-kanoute-sancionado-3000-euros-exhibir-camiseta-lema-palestina-20090109205026.html
  64. https://www.elperiodico.com/es/deportes/20160929/celtic-multa-uefa-banderas-palestinas-hapoel-5431682
  65. https://twitter.com/alinadetormes/status/1501305268734345217
  66. https://www.20minutos.es/deportes/noticia/4967253/0/aficionados-pro-rusia-grada-san-mames/
  67. https://www.bbc.com/mundo/deportes-60596509
  68. https://elpais.com/deportes/2021-10-08/el-newcastle-se-entrega-a-arabia-saudi-y-se-apunta-a-la-lista-de-clubes-estado.html
  69. https://news.un.org/es/story/2022/03/1505562
  70. https://www.marca.com/futbol/supercopa-espana/2021/06/07/60bdcf39ca47419b288b4580.html
  71. https://www.europapress.es/deportes/olimpiadas-00169/noticia-coi-recomienda-vetar-deportistas-rusos-bielorrusos-20220228164029.html
  72. https://www.caranddriver.com/es/formula-1/a39332354/haas-despide-nikita-mazepin/
  73. https://www.abc.es/deportes/tenis/abci-wimbledon-peligra-para-medvedev-debe-renegar-putin-para-competir-202203151913_noticia.html
  74. https://www.20minutos.es/deportes/noticia/4974130/0/sergey-karjakin-sancion-apoyo-vladimir-putin/
  75. https://www.tudn.mx/futbol-internacional/anatoliy-tymoshchuk-queda-vetado-del-futbol-ucraniano-de-por-vida
  76. https://www.marca.com/otros-deportes/2022/03/06/62249a5422601d561a8b459e.html
  77. https://www.dw.com/es/la-filarm%C3%B3nica-de-m%C3%BAnich-cancela-su-colaboraci%C3%B3n-con-el-director-ruso-valery-gergiev/a-60957268
  78. https://elpais.com/cultura/2022-03-04/el-teatro-real-cancela-las-funciones-del-ballet-bolshoi.html
  79. https://rpp.pe/mundo/actualidad/orquesta-filarmonica-de-cardiff-retira-obra-de-tchaikovsky-por-conflicto-en-ucrania-noticia-1391772
  80. https://www.elperiodico.com/es/ocio-y-cultura/20220302/universidad-italiana-cancela-dostoievski-13311850
  81. https://cordopolis.eldiario.es/cordoba-hoy/sociedad/universidad-cordoba-rompera-relaciones-profesores-cubanos-iranies-si-no-rechazan-invasion-rusa_1_8801858.html
  82. https://www.elmundo.es/comunidad-valenciana/2022/03/14/622f71adfc6c8339528b4590.html
  83. https://twitter.com/brunosgarzini/status/1499761651385606144
  84. https://colectivo-news.com/internacional/una-fundacin-de-eeuu-censura-el-nombre-de-yuri-gagarin-en-un-evento-dedicado-al-espacio-por-el-conflicto-en-ucrania/
  85. https://www.tercerainformacion.es/articulo/ciencia/14/03/2022/roscosmos-desmiente-los-bulos-sobre-supuestos-planes-de-abandonar-a-un-astronauta-estadounidense-en-la-eei/?p=155749
  86. https://www.dw.com/es/astronautas-rusos-llegan-a-la-eei-vestidos-de-amarillo-y-azul-colores-de-la-bandera-de-ucrania/a-61206460
  87. https://elpais.com/internacional/2007/03/16/actualidad/1173999603_850215.html
  88. https://www.youtube.com/watch?v=54OVTfeXgNE
  89. https://es.wikipedia.org/wiki/Bombardeo_de_la_OTAN_sobre_Yugoslavia
  90. https://twitter.com/eutelia50/status/1503380585192083463?t=15f-_LAbnNIg5Lxbq8tVWg&s=03
  91. https://www.reddit.com/r/PropagandaPosters/comments/4bs62n/bringing_the_serbs_to_heel_a_massive_bombing/
  92. https://www.semana.com/mundo/articulo/rusia-sancionara-a-quienes-participen-en-manifestaciones-contra-la-guerra-en-ucrania/202222/
  93. https://es.euronews.com/2022/03/20/zelenski-suspende-la-actividad-de-al-menos-11-partidos-politicos-en-ucrania
  94. https://www.europapress.es/internacional/noticia-bruselas-enmarca-suspension-partidos-opositores-ucrania-ley-marcial-plena-invasion-rusa-20220322154330.html
  95. https://www.lrt.lt/en/news-in-english/19/1634221/lithuania-cancels-decision-to-donate-covid-19-vaccines-to-bangladesh-after-un-vote-on-russia
  96. https://elpais.com/diario/1998/05/26/internacional/896133609_850215.html
  97. https://www.france24.com/es/minuto-a-minuto/20220227-aumenta-la-presi%C3%B3n-sobre-suiza-para-que-se-una-a-las-sanciones-internacionales-contra-rusia
  98. https://www.abc.es/internacional/abci-suiza-abandona-tradicional-neutralidad-y-sanciones-economicas-contra-rusia-202202281528_noticia.html
  99. https://www.bbc.com/mundo/noticias-internacional-55267560
  100. https://www.cronicasdelanzarote.es/articulo/canarias/pedro-sanchez-traiciona-pueblo-saharaui-cediendo-chantaje-marruecos/20220322121635307667.html
  101. https://www.mundoobrero.es/pl.php?id=13074
  102. https://elpais.com/internacional/2014/03/16/actualidad/1394974142_352878.html
  103. https://elpais.com/internacional/2014/05/10/actualidad/1399756365_060753.html
  104. https://rebelion.org/informacion-falsa-imagenes-adulteradas-videos-trucados-y-censura-al-servicio-de-la-otan/

Curiosidades post-covidianas.- Os numerosíssimos abandonos nas carreiras ciclistas profissionais

Mesmo a imprensa especializada fai-se eco desta fatal circunstância nunca vista até o de agora nas rutas competitivas, mesmo derom-lhe já o qualificativo de “vírus ciclista”.

Ao tempo que reconhecem que não sabem a que obedece, sim tenhem claro que não é covid: “o que se resenha em todas as informações é que se trata de síntomas gripais (febre, sinusite e bronquite, principalmente), mas, ante tudo, que não é covid-19. Tests realizados a ciclistas dam negativo.

Isso sim, comentaristas da tele española, “fam-se o longuis” ao respeito e apenas dam bulo a esta peculiaridade nunca vivida na era pre-covidiana. Milhor calar que informar, suponho que será a sua nova prática informativa. Esta semana passada que estivo a celebrar-se a Volta Ciclista a Catalunya, de novo o número de abandonos nesta carreira ciclista de 7 dias foi numeroso, de tal jeito que na última etapa o pelotão estava muito mermado e poucos mais da mitade dos que partiram na 1ª etapa, chegaram a meta final.

Não é algo pontoal, senão que já se está a converter numa situação crónica e habitual em todas as carreiras deste ano. Eiqui tendes a gráfica das 6 últimas carreiras desputadas (em parentese os dias de duração):

Denantes desta nova era, as razons para que um profissional abandonara eram extraordinárias, não sendo por caidas apoteósicas ou febres raras e pontoais que não soiam ser contagiosas.

Agora e desde que no pelotom profisisonal obrigaram a se picar com os preparados covidianos, semelha que tudo mudou, mas seguro que é por uma outra causa que não tem nada que ver com essa picadas.

FEISBUK CENSURA A VERDADE DAS MISÉRIAS E RACISMO EUROPEIAS

Nada mais publicar esta imagem, saltou a ALERTA e apareceu a CENSURA:

Hoje, após quase 9 anos de conflito, após quase 9 anos de estar fugindo duma guerra sem fim, calcula-se que há uns 5,6 milhões de refugiadas sírias fora do seu território, sendo a maior crise de refugiadas do mundo. Além disso, mais de 6,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro da própria Síria.

80% destas refugiadas vivem em situação de extrema pobreza.

Mais de 7.000 crianças foram mortas ou mutiladas e cerca de 3.000 recrutadas para lutar. As sobreviventes deixaram tudo para trás em busca dum lugar onde se sintam seguras. Muitas seguirám tentando chegar às fronteiras proibidas da Europa atravessando o Mediterrâneo para chegar à Grécia ou à Itália.

A sua culpa é não ter a pel clarinha ou seus olhos azuis, não ter a sorte das ucranianas. E tal que assim, as europeias seguirám alheias à sua dor e olhando cara outro lado, tal qual figeram, fam e farám com todas as demais deslocalizadas por causa de guerras ou da fome que não sejam coma elas.

Assim é coma pretende resolver uma greve o governo español mais progre (passo a passo)

Passo nº1.- O governo español mais progre da história não fai nada diante da abusiva suba das tarifas dos combustíveis e da luz acordadas na Europa para interés das empresas extrativas e elétricas fruito das suas normas de liberação do mercado, do Capitalismo.

Passo nº2.- O governo español mais progre da história trata de botar a merda fora e culpa a Rússia da suba dos preços, presuntamente causada pola sua invassão da Ucrânia. A jogada sae-lhe rá pois de feito já estavamos a pagar a luz muito mais cara que as 20 principais economias mundias, muito antes de dita invassão. 

Passo nº3.- Diante da passividade total do governo español mais progre da história, transportistas minoristas e autónomos decidem sair às estradas a protestar e criam a Plataforma pola Defensa do Transporte.

Passo nº4.- Em diante estes protestos, o governo español mais progre da história manda às suas froças repressivas a deter e fostiar nos grevista e, à par, a fazer de vigilantes e gardacostas dos transportistas das grandes empresas e maioristas para permitir-lhes ejercer de fura-greves. À vez seus porta-vozes dos falsimeios começam a assinalar coma membros de VOX a todas as grevistas.

Passo nº5.- Governo convida a sentar a negociar coa Patronal que só representa aos grandes empresários transportistas e cos sindicatos assinalados coma maioritários mas que não tenhem case representação entre autónomos e minoristas, é dizer, entre grevistas. A Plataforma pola Defensa do Transporte não é convidada a sentar.

Passo nº6.- Grevistas, diante do menospreço do governo español mais progre da história, seguem suas protestas e fam cortes dos acessos às cidades.

Passo nº7.- Governo español mais progre da história acada um acordo com maioristas para conceder-lhes uma bonificação de 20 céntimos por litro de combustível e 450 milhons em ajudas às empresas.

Passo nº8.- Minoristas e autónomos da Plataforma pola Defensa do Transporte, não convidados a negociar, rejeitam o acordo e demandam do Governo español mais progre da história que escuite às transportistas autónomas nas suas reivindicações que vam mais alá do preço dos carburantes.

Passo nº9.- Governo español mais progre da história e seus porta-vozes dos falsimeios assinalam coma culpáveis de continuar coa greve a minoristas e autónomos e botam lenha contra deles.

Passo nº10.- Ainda por chegar.

Comochoconto – “A Ditadura do Relógio”

Tras uma leitura do texto “A Ditadura do Relógio” do anarquista George Woodcock, refigem um meu programa que adicara há tempo na rádio livre de Compostela “A Kalimera” a este objeto multiformato, a este invento odioso: O Relógio.

Uma temática que, há tempo, tinha intençom de questonar. Um tema que nos quantifica, delimita e mesmo nos controla sem remédio, pois, pese a que quigeramos fugir do seu control, nesta sociedade na que vivemos resulta ser imposível ou quanto menos irrealizável.

E estou a falar da mediçom do tempo, dessa absurda necessidade de saber em que hora nos movemos, em que dia estamos, em que mês sofremos ou quantos anos levamos vivendo ou sobrevivendo neste mundo.

De como o relogio domina nossas vidas:

Se queredes descarrega-lo clicade acá

Duração:

Só 1 hora das vossas preciosas e precisas vidas

Contos de:

Leandro

Julio Cortazar

Texto de:

George Woodcook

Músicas de:

Toquinho- “Aquarela”

Olga Román – “Voy sin reloj”

Tita Merello – “El que atraso el reloj”

Mariza – “O tempo não para

Miguel Montero – “Antiguo reloj de cobre”

Albert Pla – “El Reloj”

EA! – “La vida”

Comochoconto .- Câmbio Horário (programa da rádio Kalimera)

Recupero acá o programa que emitira anos há na rádio Kalimera ao respeito deste tema quando em 2 dias voltaremos a sofrer, uma vez mais, a estúpida normativa de modificar uma hora os relógios. Segundo os hipócritas governos que manejam nossos horários isto fai-se para aforrar costes energéticos mas eu gostaria mais que, nestes tempos convulsos, se aplicaram em reduzir os gastos das vítimas das suas decisões sobre os preços da eletricidade e dos combustíveis.

Além estes câmbios não estám pensados para a Galiza, dado que pola nossa posição geográfica, a partir da vindoira semana, acordemos a obscuras e teremos que acender a luz elétrica cara não tropeçar e cair de bruços, dado que voltará a ser de noite quando soem os despertadores para ir trabalhar ou à escola.

Volto pois colar este programa de Comochoconto, nesta minha bitácora, que emitira por primeira vez em 2007, co galho da mudança horária do vrâo, e que acho segue em plena atualidade, por mais que me pese.

Ne-le fago além umha mençom ao absurdo de que na Galiza tenhamos o mesmo fuso horário que no resto do estado espanhol (agás Canárias) e o mesmo que o que tenhem na Galitzia polaca (!!!) por umha decissom tomada no franquismo polo seu germanismo e a sua fília com o nazismo hitleriano:

E que não nos chamem a engano pois essa política aforrativa nem sequer é universal pois há um feixe de paises que nunca modificam seus husos horários ao longo do ano e por suposto não é fatível crer que tanto quando nos quitam coma quando nos engadem uma hora, sempre aforremos:

Por tudo isto súmo-me ao clamor popular:

23 aniversário do início do bombardeio, unilateral e maciço, da OTAN sobre Belgrado.

Colo esta informação de “Mar de Lumes” , onde sinificam que aquele ataque, unilateral e maciço, acelarara a disolução da Iugoslávia. Acho que lembrar esta atuação da maior banda TERRORISTA da história atual e contemporánea é muito necessária nuns momentos em que a CENSURA e as MENTIRAS são, nestes dias, nestes tempos, coma o pam nosso de acada dia.

Neste seu fio nas mal chamadas redes sociais, fazem memória daquela guerra que começara com um ataque brutal e sem quartel contra a povoação civil em tal dia coma o de ontem, 24 de março, mas de 1999 e tiram algumas lições para o presente:

Durante 78 dias ininterrompidos, avions da coaligação militar conduziram 2.300 ataques aéreos. Um total de 420 mil mísseis, 1,3 mil mísseis de cruceiro, com uma massa de 22 mil toneladas de bombas, incluindo bombas cluster que usavam uránio empobrecido.

2.500 pessoas foram assassinadas, e 12 mil feridas. 25 mil prédios residenciais foram atinxidos. 450 km de estradas e 595 km de vias férreas, 14 aeroportos, 19 hospitais, 20 centros médicos, 18 jardins de infância, 69 escolas e 176 monumentos e elementos culturais foram destruidos.

O ataque começou, sinificativamente, polo edíficio da RTS (Rádio Televisão da Sérvia). Era a primeira vez que um meio de comunicação era considerado objetivo militar “legítimo”. Com tudo, o ataque não tinha apoio da ONU e fora ordenado por Javier Solana (PSOE), na altura secretário geral da OTAN.

Tamém fora a primeira vez que um ataque de tal calibre fora “justificado” em base ao conceito de intervenção humanitária, aproveitando o conflito entre sérvios e albaneses kosovares. Não tanto, do mesmo jeito que hoje acontece na Ucrânia, ao abrir o foco, as verdadeiras razons sairam á luz.

Aquela guerra não declarada de 1999 fora o derradeiro episódio duma série de agressões que tinham coma objetivo desmantelar a Iugoslávia, e que se decidiram com muita antelação, e que se veiculara a través doutras guerras travadas ao longo da mesma década.

As potências imperialistas serviram-se do conflito criado á volta do UÇK (Exército de Libertação do Kosovo), quando até moi pouco antes estava identificado como uma “organização terrorista” e á que financiaram e armaram, e da consequente resposta das forças policiais e militares sérvias para amparar a brutal intervenção do grupo terrorista OTAN.

A derrota sérvia possibilitou a fabricação dum novo estado: Kosovo, liderado por Hashim Thaçi, quem abriu o pais às bases da organização criminal OTAN e assegurava á presença permanente de soldados norteamericanos e doutras potências europeias, ao tempo que 120 mil pessoas das étnais cigana e ashkali eram expulsas desse novo território limitado.

Além, aquela guerra abrira a porta a uma expansão maciça da OTAN em direção ao leste da Europa, aproveitando as vantagens e a impunidade que o estatus de unipolaridade garante aos Estados Unidos e á UE.

Por isto, quando a OTAN e a UE dim que a guerra na Ucrânia é um conflito de valores e pola democracia, não podemos esquecer nunca o que eles figeram na Iugoslávia na década de 1990 ou, mais recém, a destruição do Iraque, Líbia, Síria, etc…

REPRESSÃO DE MULHERES CIGANAS na UCRÂNIA x Lucio Martínez Pereda

Lucio, historiador comprometido coa verdade, vem de publicar numa rede social esta denúncia, com imagens que as atestiguam, duma realidade atual na Ucrânia mas que se remonta aqueles avessos anos nos que, esquadrons de ucranianos nazistas na mal chamada 2ª guerra mundial, assassinaram a miles de ciganos nómadas sem papeis.

Diante de inquisidoras que querem saber quanto lhe pagam por difundir isto, Lucio resposta categórico: “O ofício de historiador traz consigo uma tripla obriga: investigar, ensinar e divulgar. A história que está guardada nas bibliotecas é apenas ciência sem utilidade social. A história comprometida é uma arma de combate contra a injustiça”.

São abundantes os casos de mulheres ciganas, marcadas de verde, punidas com o método repressivo do “quadro de queixas públicas”. Isto acontece com o auxílio de polícias e militares, tal qual pode-se ver nas imagens.

É a técnica nazista do “Boletim Público da Vergonha”. Os chamados castigos de humilhação social praticados por todos os fascismos.

Estas humilhações som conhecidas e autorizadas polo governo Zelensky. Atendidas por militares do exército ucraniano e amplamente divulgados nas redes sociais seguindo a técnica nazista das “praças públicas de vergonha”. Com a reprodução nas redes, o sofrimento é repercutido ao máximo: permanece um sinal constante de agressão que a qualquer momento e em qualquer circunstância pode desencadear uma punição subsidiária de assédio por qualquer pessoa. A vítima não sabe quando e em que circunstâncias sua imagem pode aparecer marcada com os sinais de opróbrio social que autorizam, preparam e legitimam o assédio.

Estes castigos buscam produzir uma pena direta, mas tamém provocar humilhação psicológica nos espaços públicos para que dita humilhação faga parte da visão que a comunidade terá da mulher punida.

A mulher assim marcada é forçada em muitos casos a levar uma vida de exclusão social.

Esses atos devem se encaixar numa tradição de perseguição que começou nos anos 40.

A maior comunidade cigana da Ucrânia procedem da Sérbia. Durante a Segunda Guerra Mundial, a partir da segunda metade de 1941, esquadrões de extermínio nazistas ucranianos já estavam matando ciganos nômades. Na primavera de 1942, começaram os assassinatos e deportações sistemáticas. No outono desse mesmo ano, nazistas, com a ajuda da polícia local ucraniana, iniciaram uma nova campanha para identificar sobreviventes para exterminá-las e as atrocidades em massa continuaram.

Já em março de 1944, quando as deportadas foram autorizados a retornar, o número de sobrevivintes era de perto de 14.000 pessoas, o que significa que quanto menos 11.000 ciganas deportadas morreram entre os anos 42 e 44

Na atualidade, segundo o censo de 2011, existiam 47.587 ciganas vivendo na Ucrânia… mas perto de 30.000 não possuem documento de identidade.

Em 2018, os ataques contra o povo cigano na Ucrânia reapareceram. Vários desses ataques de grupo foram gravados e transmitidos -como acontece agora de novo com estes castigos- co galho de intimidar as comunidades ciganas. Destruíram propriedades e feriram muitas pessoas. Famílias, casas e comunidades inteiras foram alvo desses ataques em massa.

Em outubro de 2021, 50 neonazistas, carregando tochas, foram de porta em porta na cidade ucraniana de Irpin, perto de Kiev, entoando discursos de ódio, pedindo violência contra o povo cigano.

E agora atopamo-nos com estes castigos humilhantes e patrióticos: a fita que os amarra à coluna sempre é do cor amarelo da bandeira ucraniana.

Inevitável a lembrança às mulheres rapadas durante o franquismo, às que sempre deixavam uma mecha de cabelo para pendurar dela uma bandeira vermelha. Franco mandara rapar os cabelos das mulheres republicanas e as figera andar polas ruas principais enquanto uma banda de música tocava hinos patrióticos para atrair a multitude.

E para finalizar: as vítimas da manipulação da propaganda têm um elemento da personalidade do fanático religioso: Se há uma pequena brecha que se abre na história manipulada, manipuladores reagem agressivamente. Neste sentido, não estou surpreso com a abundância de insultos pessoais que esta denúncia desencadeou.

Diante de um sistema punitivo como o ucraniano, impróprio para uma democracia, que ameaça a dignidade das pessoas e busca excluir socialmente uma minoria étnica, o silêncio de Amnistia Internacional e outras ONGs clamam ao ceu