Arquivo mensal: maio 2022

[Anarquistas da França] Guerra na Ucrânia: a Dança dos Hipócritas

Recolho da web de livros anarquistas livres esta sua reflexom ao respeito da HIPOCRASIA eurocentrista nesta Guerra na Ucrânia (e traduzo e colo):

Até o de agora não mencionamos a guerra na Ucrânia. Muitas coisas para dizer, muitas armadilhas para evitar… Ao contrário de muitos meios de comunicaçom que encontraram uma pepita de ouro lá e estão explorando o jazimento em excesso (olhem « Médias et Ukraine : la guerre en continu » na Acrimed).

Para anarquistas, a guerra é a negaçom absoluta de nossos princípios e objetivos: liberdade e igualdade para todas. Para nós, qualquer guerra entre naçons é um crime contra a humanidade!

E o que fazer?

Nenhuma atitude pode satisfazer nossas demandas: combater a agressom e o imperialismo, e aliar-se a um nacionalismo que só pode conter os mesmos males em germe, ou recusar a luita contra a opressom, dar-lhes as costas…

Respeitemos a escolha das que estám lá no alho, seja qualquer a que for!

As anarquistas ucranianas que pegam em armas estám seguindo o mesmo caminho que suas colegas coreanas que participaram das luitas contra o colonialismo japonês ou das libertárias balcânicas na luita pola independência contra o Império Otomano (leia Georges Balkanski sobre este assunto ).

Da nossa banda, sejamos solidárias com as refugiadas, desertores ucranianos ou russos, e reservemos a censura para dias melhores.

As anarquistas não acordamos agora recém na solidariedade, independentemente da nacionalidade, da cor da pele, religiom ou opçons políticas…

Só podemos revoltar-nos com a hipocrisia de muitas organizaçons ou instituiçons que acolhem as europeias brancas (especialmente mulheres e crianças) de braços abertos, enquanto o destino das refugiadas afegás, iraquianas, sírias ou outras pouco importa para eles.

Sabem vostedes que atualmente há guerras na África, com seu lote de perdas civis, fome e deslocamentos povoacionais?

Hipocrisia de novo quando berramos (com acerto) pestes contra o imperialismo russo enquanto esquecemos os imperialismos americano (países da América Central e do Sul…), chinês (Tibete, Uigures…), francês (na África, entre outros), israelense (Palestina), etc., passado e presente.

Tamém se pode estar obcecado com o imperialismo americano e não ver os outros: à esquerda e à extrema direita, esta cegueira parcial obrigou alguns a dar giros de 180 graus tardiamente (ainda assim saudamos a flexibilidade desses políticos!); outros, na extrema esquerda, adotaram uma atitude ambígua diante da agressom russa.

Hipocrisia sempre com o desejo de acusar a Putin e o seu governo russo por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade. Em geral, apenas os perdedores e os de baixo rango são julgados (nazistas alemães, ex-líderes iugoslavos ou africanos), naçons poderosas estám bem protegidas de tais perigos: quem ia ousar que soldados americanos foram processados ​​polo massacre de My Lai, o uso do agente laranja no Vietnã ou, mais próximo, o assassinato de civis por drones no Afeganistám; ou julgar os oficiais britânicos do bombardeio de Dresden em 1945; os franceses pola tortura e eliminaçom de prisioneiros durante os “eventos na Argélia” (nome digno da “operaçom especial” de Putin); e quantos mais.

Não nos ilusionemos com as protagonistas, permaneçamos lúcidas e críticas, levemos nosso apoio às refugiadas e aos desertores…

“Paz nos fogares, Guerra nos palácios!”.

Quem vem sendo Pedro Campos, o amigo do Emérito.

Diversos falsimédios adicam espaço nestes dias cara desvelar, à plebe, os grandes méritos do anfitriom do Emérito Borbón y Borbón. Todo som alabanças para o regatista reconvertido en resgatista da putrida Corona española e em especial do seu íntimo amigo, ex de Corina.

A este gajeiro que subscreve, o interés mediático por Pedro Campos Calvo-Sotelo, retrotraim-me a tempos nos que eu participava ativo no blogue e a revista anarquista galega por excelência: “Abordaxe!” e lá figera um seguimento contínuo dos protestos da Plataforma vizinhal “S.O.S. Panadeira” -coa informaçom que membros desta me iam facilitando por e-mail- em luita cara conseguir a retirada definitiva dos novos amarres para embarcaçons de gente rica e dum pantalám da entidade privada Real Club Náutico de Sanxenxo que preside e dirige Pedro Campos in illo tempore e in eterno e que invadira, usurpara e destruira as praias urbanas da Pandeira e Irinha.

Em maio de 2013 constiuira-se em São Genjo a dita plataforma e manifestavam seus motivos para constituir-se coma tais, entre os que destaco “a colocaçom de novos pantalans do Clube Naútico entre o estreito espelho de água existente entre os já instalados e as praias urbanas de Os Barcos e A Pandeira suporá uma merma importante do espaço para o banho, assim como da qualidade de suas águas e da seguridade dos banhistas”; pantaláns que “só oferecem benefícios privados a uma empresa privada”; que “nom se crem as manifestaçons pública de Portos de Galicia de que dita obra cumpre todos os requirimentos, dado que é imposível que conte com informe favorável de impacto ambiental, dadas as gravíssimas consequências que acarrea”; e que “nom confiam em absoluto em que os políticos locais em geral movam um só dedo para evitar este despropósito, dada sua absoluta passividade amossada até entom”.

Desde entom e durante tempo em Abordaxe! estiveramos dando cobertura aos atos da Plataforma e das violentas respostas do cacique Pedro Campos e seus matons a soldo. E isto último nom é falar por falar, dado que em 26 de janeiro de 2014 houvera uma liorta na praia e no porto do Clube Naútico entre operários deste e vizinhos da vila e que dera pé a que só 2 dias depois dos sucessos, o Pedro Campos apresentara uma querela por mentir contra o advogado e vozeiro de SOS Panadeira, tras as declaraçons deste num programa da tele assegurando que no clube que preside o amigíssimo do Emérito se contrataram uns matons com a cara coberta para malhar nos vizinhos membros da Plataforma. O juíz encarregado da querela, desestimara tal, tras considerar que “não houvera um “temerário desprécio à verdade” tras escutar as testemunhas que evidenciavam que os agressores se refugiaram no Clube Náutico tras a peleja, e polas declaraçons falsas dum dos matons que chegara a negar que um vizinho fosse agredido, quando ficara evidente tras as denúncias interpostas que recolhem de maneira exata o incidente e polo seguinte vídeo gravado, que com a mensage “Julguem Vostedes Mesmas” foi colgado na rede adicado para todas aquelas persoas que durante o 2014 luitaram contra as injustiças que se estám a cometer nas praias da Iriña e da Pandeira:

E não fora a única agressom dos matons de Pedro Campos Calvo-Sotelo contra dos membros da Plataforma vizinhal, tamém houvera diferentes acusaçons por âmbas partes e a Justiça, o Instituto Galego de Consumo (da Junta), Portos de Galicia, Fiscalia Anti-Corrupçom… tiveram que intervir em várias ocasions.

Da outra beira houvera posicionamentos públicos a pro das demandas da Plataforma de coletivos ecologistas e sociais assim coma de numerosos artistas e cantantes da nossa terra:

Em junho de 2015 a Infanta Elena fora de vissita a São Genjo convidada por Pedro Campos e apôs do jantar sairam a passear polo pantalám quando se lhes achegou Jam, um membro de SOS Panadeira, insistindo em querer dar-lhe a mão á Infanta ao que esta acedeu (ela sempre tam campechana coma seu pai), momento no que Jam espetou-lhe à Infanta: “Te doy un consejo y la mano, no te juntes con indeseables como Pedro Campos y ahora Pedro ponme una querella” e diante o qual Pedro Campos ficara petrificado e a Infanta atónita.

“Y es que la irreverencia que siempre ha caracterizado a SOS Panadeira ha alcanzado en esta ocasión a la Casa Real”, assim qualificara esta simples açom algum falsimedio e denunciara nas suas páginas que prévio, os pantaláns amaeceram recubertos de substâncias peganhentas e com pintadas que reivindicam a titularidade pública da lámina de água na que se ubicam.

Mas, quem é Pedro Campos,o “representante” do Rei ?

Pedro Campos Calvo-Sotelo e familiar direito da saga Calvo-Sotelo. Quinto filho de Marcial Campos, quem se figera, tirando de artimanhas e triquinhuelas, com a titularidade privada do uso das Águas Termais Públicas da vizinhança de Cuntis (a informaçom deste roubo consentido está na rede para quem tenha inquedanças de saber mais disto), e é sobrinho, por parte de nai, de Leopoldo Calvo-Sotelo, quem fora presidente do governo español despois do Golpe de Estado de Tejero; e neto do diputado ultrafascista José Calvo Sotelo, o “Protomártir do Movimiento Nacional”, quem figera chamados á revolta militar contra a República antes de ser ajusticiado com dois disparos na sua caluga na madrugada do 13 de julho de 1936 por um grupo de Guardas de Asalto e de militantes socialistas (dos de antes). 10 anos apôs em 18 de julho de 1946, Franco otorgaria-lhe a título póstumo o Ducado de Calvo Sotelo.

Com este currículum vitae só por razóns de berço, nom é estranho que a paixom pola vela de seu pai Marcial fora transmitida ao seu quinto filho Pedro, de quem nom se conhecem mais “habilidades” que a de ser uma das personagens chave na vinculaçom de JuanCar com o mundo da vela (de ai que se falara dele como o “representante” do Rei) e a quem se relacionara com os espléndidos e túrbios negócios de Urdangarín, o cunhado abandonado. Mas deixemos isso ao margem, se bem quer assinalar que há fontes que dim que o nosso Pedro acadara uns 30 milhons de euros tras a sua participaçom em 2 ediçons da Volvo Ocean Race (VOR) com o patrocinio de Telefónica.

Em definitiva Pedro Campos Calvo-Sotelo é, sem dúvida, alguém que se sinte por riba da “plebe” e fai ouvidos surdos as demandas do “populacho” em aras de ser “Ele” um ente ampliamente superior com espléndidas relaçons com a “Jet Set” da alta linhagem. É um desses homes com a atitude chulesca dos prepotentes que raia no despotismo, um desses que fam o que lhes peta com o beneplácito das forças e instituiçons presuntamente democráticas que prefirem olhar cara outro lado e fazer ouvidos surdos às demandas da vizinhança…

Mesmamente coma nos tempos de Franco.

Histórias do Pensamento Único: O Concílio de Nicea

Um dia como hoje, 20 de maio, mas do ano 325, dá início o Concílio de Nicea. Até entom houvera diferentes interpretaçons do cristianismo e do mesmo Cristo. Constantino, um pagano convertido ao cristianismo, convocara este concílio procurando unificar ao cristianismo.

Consequências do Concílio de Nicea e do anterior assenso de Constantino ao cristianismo:

  • Não se permite ter nem usar um outro nome que o dos cristáns católicos
  • Proibido em absoluto aos apostatas, nom já o direito de testar e herdar, senom tamém o de vender
  • Pena de lume contra quem abraça a religiom hebraica, com a conseguinte confiscaçom de bens
  • Autorizada e premiada a delaçom
  • Ordem de derrubar todos os templos paganos
  • Destituiçom de seus cargos públicos para aqueles que nom se conformarem; desterro, pena de morte e confiscaçom de bens para quem continue ainda realizando sacrifícios paganos
  • Desterro e excomuniom contra quem ouse discutir as afirmaçons da Igreja e dos sacerdotes
  • Proibiçom aos hereges de receber bens
  • Privaçom de todo direito civil para os nom católicos
  • Expulsum dos soldados de todas as legions que se atopem em igual caso
  • Pena de morte contra o possuidor de qualquer livro que contradiga ao Concílio de Nicea
  • Uma só fé para todos: a de Nicea

Uma vez tida uma só verdade, Jesucristo nom é já uma interpretaçom: fijo-se divino por maioria de votos.

Desde entom toda a interpretaçom do cristianismo foi castigada com o terror. Em todo mundo a igreja se encarregou de assassinar, mutilar, queimar, cortar, fustigar, afogar, fincar, acoitelar e torturar a toda pessoa que se atrevesse a pôr sequer em dúvida a verdade única do cristianismo.

Livre-pensadores, cientistas, crentes em outras religions foram exterminados em todo mundo.

Este texto é autoria de Erick Benítez Martínez

Epitáfio para Kairo, o inféliz macho beluga encirrado no Oceanografic de València. STOP Delfinários!!

Este epitáfio está assinado e publicado nas RRSS por “Verballenas”, plataforma de Santurtzi para o avistamento de cetáceos na Costa Basca, da mão do naturalista Gorka Ocio. Recolho, traduzo e colo:

FAI UMAS SEMANAS a infeliz Beluga que vivia no Oceanografic de València foi-se ao céu das Belugas a descansar em paz. Por fim!!! conseguiu sua ansiada liberdade. A pena é que tivo que ser depois da sua morte. Kairo, que assim se chamava este macho de Beluga, causava um grande impacto entre o público que lhe visitava ao se atopar mais dum 90% do dia imóvel em frente a uma das “janelas” da piscina. O centro, para acalmar as queixas, instalou um cartaz, onde asseguravam que era devido a sua avançada idade… 60 anos. Algo que nom era certo.

Graças a SOSDelfines conhece-se a idade real de Kairo. Nom era tam velho. Nasceu em 1991 e foi capturada no Mar de Rússia no 96. Entom foi enviada a um aquarium a Argentina e daí passou ao de València. Kairo contava com tam só 30 anos de idade… ainda assim uma longa condena que resultou ser a perpetuidade para ela. Teve uma criança que só viveu 25 dias no próprio Oceanográfic. Já véis a verdadeira esperança de vida… quem em são juízo quere ser longevo encirrado de por vida num habitáculo? A foto que acompanha é de nosso triste protagonista e é uma foto denúncia de nosso amigo e aventureiro Paco Verdugo(*) que sofreu sua soidade e angústia.

De modo que nom creiais todas essas patranhas que vos contam e que muitos meios de comunicaçom deram por certas, sem contrastar quando morreu. É um crime ter num recinto limitado a uns seres tam inteligentes. Nom teria que haver nem um só cetáceo em cautividade. E mas num país como o Estado espanhol que conta com tanta costa e é tam rico em cetáceos selvagens. Isto nom serve nem para educar às mais chiquis… já que isto nom é cultura senom tortura. Podes vê-las em liberdade e nom só desde um barco, mesmo podem-se ver desde terra com paciência. E se nom desfrutar com essas maravilhosas reportagens televisivas. Que nom vos enganem… sempre tenhem que estar e ser livres. Está na mão de cada quem ajudar-lhes a que sigam cumprindo seus sonhos no Grande Azul.

Polos Oceanos !!!


(*) Paco Verdugo numa RRSS publicava isto tras a morte de Kairo: “Muito me arrependo de ter ido a vê-la e de fotografá-la ainda que seja como denúncia. Desde aquele longínquo 2010 disse-me que nunca mais. É o único que está em nossa mão para parar estas barbaridades. E desfrutar da travesia com Gorka Ocio e VERBALLENAS.COM e ter essa incerteza de se vas vê-lás ou nom, mas em onde tenhem que estar: na sua casa, nos oceanos

#StopDelfinarios – Nom me contes contos, tenho direito a saber a verdade

Além colo acá este vídeo denúncia, autoria de SOSdelfines, para uma campanha da Fundación para el Asesoramiento y Acción en Defensa de los Animales, FAADA criada para expor os problemas dos cetáceos que vivem em cautividade nos delfinários de arredor do mundo e na busca de soluçons que oferezam uma vida milhor a estes animais explorados durante tantos anos:

Como utiliza Marrocos as armas vendidas por Espanha por mais de 385 milhons de euros?: Controle migratório, assassinatos no Saara e espionagem

Recolho, traduço e colo da web Contrainformación.es

“Que quantidade de armamento, material bélico, bombas, veículos militares, etc. tem vendido Espanha, anualmente, desde 1991 até a data de hoje, ano a ano, ao regime marroquino?”, perguntava em novembro de 2021 o Senador de Compromís, Carles Mulet.

Numa primeira resposta, o Ejecutivo tinha-se limitado a remeter às estatísticas sobre exportaçom de material de defesa, de outro material e de produtos e tecnologias de duplo uso que publica o Ministério de Comércio, o que levou a Mulet a insistir na sua pergunta.

Em fevereiro de 2022 obteve uma resposta, 385.763.165 €, entre 1991 e 2020, anos entre os que se aprecia um substantivo e paulatino aumento, com repuntes e baixadas intermédias.

O desmembre em conceito “nom se dispom anteriormente a 2005”, responderam desde o Governo central, mas a partir daquele ano o maior desembolso desde Rabat tem seguido a constante de «veículos terrenos», com uma despesa total de 164.041.756 €, seguido de «muniçons e dispositivos» com 98.799.414 €, «bombas, torpedos, foguetes, mísseis» com 33.693.606 € e em «aeronaves, veículos mais ligeiros que o ar, veículos aéreos nom tripulados (UAV)» 10.652.626 € .

Completam os «fornecimentos materiais energéticos e substâncias relacionadas» por 1.386.120 ; «armas com canhom liso com calibre igual ou superior a 20mm, outras armas ou armamento com calibre superior a 12,7mm» por 912.800 €; «equipas eletrónicas, veículo espacial» por 465.310 e «equipas e construçons blindadas ou de proteçom» por 25.922 .

Do período completo o maior repunte vislumbra-se a partir do ano 2014, desde o que se manteve numa constante com vários picos, como o que supós nos anos 2015 e 2016 com 24.226.532 € e 30.270.829 €, respectivamente, e 2018 com 23.243.900 €.

No ano com maior preço de venda, no entanto, foi 2008 por 113.900.260 €, relacionado exclusivamente com o fornecimento de veículos terrenos.

Veículos terrenos e dinheiro para o controle migratorio

Em 2019 a agência EFE tamém calculava que um total de 1.113 veículos, “na sua maioria todoterrenos”, seriam os responsáveis de “garantir a seguridade nas coisas” marroquinas. Tal despregue se enmarca no contexto do plano cooperativo quanto a política migratória entre a UE e Marrocos.

Ademais, transmutado o técnico, Europa Press em 2021 advertia que se calcula que a Uniom Europeia concedera 346 milhons de euros de fundos a Marrocos.

A maioria, expom a agência, 238 milhões, “através do Fundo Fiduciario de Emergência da Uniom Europeia para África, que procura atalhar as causas fundamentais da migraçom irregular e as pessoas deslocadas em África”.

Os veículos destinados ao propósito migratório por parte de Marrocos som proporcionados por duas entidades que geram até 140 milhons acordados dentro de dito fundo da UE pára África. Estas entidades som a espanhola Fundación Internacional y para Iberoamérica de Administración y Políticas Públicas (FIIAPP), que gere uma partida de 44 milhons de euros, e o Centro Internacional para el Desarrollo de una Política Migratoria (ICMPD), com uma partida de uns 40 milhons.

Drones, Ceuta, Melilla e o Saara: espionagem e assassinatos

O mesmo Carles Mulet questionava ao Governo espanhol sobre a colocaçom de drones marroquinas nas fronteiras de Ceuta e Melilla, ao que a resposta expressava o convencimiento da soberania marroquina:

«Em relaçom com a pergunta formulada por Sua Senhoria, assinala-se que, dentro dos esforços em matéria de paz e seguridade, a cada país é soberano para gerir a vigilância de suas fronteiras com os meios que considere convinte. Tal e como manifestara o Ministro de Assuntos Exteriores, Uniom Europeia e Cooperaçom em reiteradas ocasions, incluindo durante sua comparecência ante a Comissom de Assuntos Exteriores do Senado, o passado 16 de dezembro, o Executivo continua trabalhando por manter umas relaçons à altura do século XXI. O Governo de Espanha deseja manter a melhor relaçom de vizinhança possível com Marrocos, sócio estratégico. Assim, o Governo trabalha e seguirá trabalhando nos âmbitos de coperaçom sobre os que se sustenta nossa relaçom com Marrocos, procurando a melhor relaçom e o benefício mútuo, e defendendo sempre os interesses de Espanha».

Desde a ruptura do alto ao fogo entre Marrocos e a Frente Polisário, o passado 20 de novembro de 2020, os drones marroquinos têm forte presença e reportaram-se diversos assassinatos de civis, que nunca tem confirmado o Governo do regime alauita.

A maioria da frota de drons de Marrocos tem como objectivo a espionagem, mas se completa com o General Atomics MQ-9B SeaGuardian, de orige norte-americano.

“O MQ-9B SeaGuardian pertence à saga da plataforma Predator, uma das mais experimentadas do mundo, na que se fixaram países como Estados Unidos para sua equipa de aduanas e proteçom de fronteiras”, informam expertes armamentistas.

Estes drons, a diferença dos outros da frota, dispom de capacidade de ataque.

Rearme militar marroquino

Nos últimos anos Marrocos estabeleceu como matéria quase prioritária o rearme e modernizaçom militar, produzindo em suas finanças um aumento histórico destinado à compra de armamento e pessoal.

Em 2021 os dados refletiram no país magrebie um aumento de 30% do orçamento com respeito ao ano prévio, situando-se nos 4.295 milhons e para 2022 o total do investimento será de 4.800 milhons.

Na atualidade, sobre o total do PIB, a despesa militar atinge o 4,28% e supom mais de 12% do total da despesa pública do país no atual exercício.

Já nom há nenhuma dúvida em considerar que o rearme de Marrocos é uma realidade, que, paulatinamente, se desenvolve de forma importante no corno superior do continente africano.

Durante este período, para além de compra-las a Espanha, tamém estabeleceu uma agressiva compra de armamento a países como França, Israel ou Estados Unidos.

Em 2019 Marrocos adquiriu os F-16 C/D e os F-16 V, F-16 V Block 70/72, 200 M1A1 Abram, fragatas, drones, muniçom, artilharia, etc.

A dificuldade para rastrear as armas espanholas

Pese às estatísticas e dados oferecidos como resposta a Carles Mulet as especificaçons quanto ao material e a transparência neste aspeto é exigua, acrescentando, para mais reserva, a opacidade do regime alauita, para o que o desenvolvimento militar representa, tamém, uma constituiçom do seu statu quo, mas que cercena informativamente o desempenho militar e suas operaçons.

O Ministro de Exteriores espanhol, por sua vez, assegurou nesta semana, no entanto, que se encontra «satisfeito» do ritmo em que avança a folha de rota bilateral, que nom implica a um prisma de maior certeza, já que na recente cimeira entre ambos Chanceleres se eludiu comentar, inclusive, se se tratou o tema da espionagem marroquina perpetrado com ‘Pegasus’, que tem posta em teia de julgamento a responsabilidade do país africano e o desempenho do CNI.

Bem-vinda ao ‘Encontro Galego contra o Cúmio da OTAN’ e Convocatória duma JORNADA CULTURAL de rejeito em 10 de junho no CSA do Sar (Compostela)

Em 25 de abril deu-se a conhecer em Compostela o ‘Encontro Galego contra o Cúmio da OTAN’, conformado por pessoas da sociedade civil assim como por diversas organizaçons anti-imperialistas. Tenhem como objetivo desenvolver uma campanha de mobilizaçom social contra o Cúmio:

Na apresentaçom denunciaram que nos atopamos numa “conjuntura internacional de ofensiva imperialista”, que fai mais necessário ca nunca recuperar o espírito dos Comités Anti-OTAN dos anos 80“A OTAN é uma organización criminal jurdida da lógica de acumulaçom do Capital.

O Encontro Galego pretende levar a cabo açons unitárias e amplas, principalmente nas ruas, que amossem o rejeite do nosso povo a que o pretendido “governo mais progressista” do Estado español acolha a cimeira duma organizaçom que ataca a soberania dos povos do mundo e que, junto aos EE UU e á Uniom Europeia, expande a base de atos de guerra e terroristas os intereses do modelo imperante.

Denunciam tamém o papel servil do governo atual, que utiliza instalaçons portuárias e aéreas da maquinária militar española na Galiza para ponhe-las ao serviço do terrorismo imperialista. “A carência de soberania do nosso país converte o nosso povo em cúmplice passivo duma escalada imperialista que só favorece os intereses do complexo militar-industrial norteamericano”. Exemplo disto é a atual guerra na Ucrânia, sobre a que exigem a retirada de todas as tropas enviadas á zona e o cessamento da venda de armamento.

O Encontro constituiu-se formalmente em 1 de abril, tras uma rolda de contatos iniciada a começos deste ano e fam um chamado a que outras organizaçons e pessoas do movemento popular e da esquerda transformadora se unam nesta denúncia combativa e firme das alianças militares da OTAN e a UE.

Desde aqui quero dar minha bem-vinda a tal Encontro Galego e procurarei ir informando assim coma vaia sabendo das diferentes convocatórias. De momento sei desta:

Cultura contra a OTAN : Por uma vida em paz OTAN NOM (6ª feira, venres, 10 de junho às 21:30 no CSA do Sar, a Casa do Peixe)

O objetivo desta jornada é o de criar consciência da necessidade de se organizar e manifestar pola paz e a solidariedade dos povos mediante o impato positivo que criam as disciplinas artísticas da Música e da Literatura fundamentalmente no ambente juvenil.

ARTISTAS CONFIRMADAS: Ben Senmedo e Zeltia – Irevire

E Ter Na Mente, Yolanda. Últimas atuaçons estelares de “La Dama Roja”

  1. Aplausos entusiastas na toma de pose do novo presi da Junta galega, o españolista pepeiro e pro Galicia Bilingüe, Alfonso Rueda.

Se bem, nom é nada raro ver a esta presumível e presuntuosa eurocomunista fazendo-lhe as Beiras a pepeiros e demais mandantes, e coma monstra um botom, de nom há muito tempo atrás:

e 2) Mas, nas suas ânsias de sumar votantes, das de agora e das de antes, monstrou-se coma qualquer españolaço nesta finde, publicando o seu fervor polos produtos consumíveis da indústria discográfica, polo bódrio de concurso amanhado e por uma cantante bom bom, doom con mi boom, y le’ tengo dando zoom, zoom on my yummy pa’ todos los daddie’

YOLI, o teu españolismo cañí rojigualda, sim que será por sempre memorável.

[Porto] 28 e 29 de Maio.- Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução: MANIFESTO e PROGRAMA

Entre os dias 28 e 29 de Maio decorrerá, no Porto, um encontro de saberes e fazeres, cujo guia seja o espírito «faz tu mesma», colaborativo, e o sonho libertário, rebelde, duma terra livre de deuses e amos.

Mais do que a «habitual» feira do livro, que – claro – desejamos que aconteça, queremos um lugar onde seja visível o salto da teoria para a prática, um espaço de produções variadas, da comida ou da bebida ao artesanato, passando por coisas que nem nos atrevemos a imaginar.

Queremos ver, entender, aprender e difundir projectos práticos que permitam romper com a teia capitalista, o modo de vida tradicional e nos permitam acreditar que é possível viver de outra maneira. Construindo e criando formas alternativas de suprir as nossas necessidades mais básicas.

Aprofundemos as cumplicidades que são os alicerces das redes e difundamos as nossas formas de viver, pensar, estar e fazer.

MANIFESTO das Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução

«Para se discutir livremente deve-se arrebatar tempo e espaço aos imperativos sociais. Em suma, o diálogo é inseparável da luta. É inseparável materialmente (para falarmos devemo-nos subtrair ao tempo imposto e agarrar os espaços possíveis) e psicologicamente (os indivíduos adoram falar daquilo que fazem, pois só então as palavras transformam a realidade).»

Ai Ferri Corti

Nestes 3 anos desde o último Encontro Anarquista do Livro do Porto temos a impressão de que o mundo inverteu os seus polos. Desde a “crise” pandémica, que justificou e agravou a crise “endémica” do capitalismo, à recente mobilização militarista dos impérios decadentes, parece ser difícil encontrar pontos de referência e momentos de discussão que fujam à polarização imposta a partir de cima.

Momentos como este demonstram, mais uma vez, a necessidade do debate contínuo entre indivíduos que partilham um mesmo projecto, uma mesma vontade, um mesmo ideal (apesar das diversas formas que ele possa assumir). Um debate que fuja à artificialidade do digital, principal responsável pela degradação da capacidade de análise (e pela consequente propagação de um consenso estéril), pela presente leviandade do que é dito e pela auto-suficiência activista por trás de um ecrã.

Neste mundo que avança a passos largos para a completa desmaterialização da vida e onde os significados das palavras são constantemente manipulados na tentativa de apagar qualquer vestígio de um pensamento minimamente crítico, impõe-se a questão de fazer ou não sentido despender energia a organizar mais um Encontro Anarquista do Livro. Para nós a resposta é óbvia.

Porque continuamos a reconhecer a palavra escrita e impressa como parte de um arsenal a explorar, o livro como algo com potencialidade de nos abrir um vasto campo de debate que vai para além da discussão efémera e fútil das redes sociais modernas e do imediatismo da opinião formatada pela propaganda mediática.

Porque através da leitura continuamos a encontrar, no passado e no presente do “sonho anarquista”, centenas e centenas de exemplos de companheiros e companheiras que nos inspiram e nos mostram que, apesar de todas as adversidades, sempre fomos capazes de desenvolver uma crítica e prática antiautoritárias contra este mundo, de planear o assalto aos céus, sem nunca pedir autorização a nada nem ninguém. Exemplos inspiradores de quem pensou e agiu enquanto havia quem esperasse o amadurecimento das condições ideais!

Tendo como pressuposto a recusa da espera pelas ditas condições e valorizando, de certo modo, a criação de alternativas práticas que nos permitam sobreviver no sistema vigente no imediato, decidimos nesta edição alargar o Encontro do Livro a projectos de autoprodução. Projectos que vão desde a autonomia alimentar à impressão, mostrando que a vontade de emancipação se pode traduzir em opções válidas mesmo nos tempos sombrios que vivemos.

No entanto, somos conscientes que projectos baseados meramente num impulso de autonomia em relação ao mercado têm por definição certos limites e que podem, até mesmo, representar apenas uma solução confortável para criar somente mais um novo estilo de vida, deixando intacta toda a estrutura de dominação existente. Nesse sentido, o nosso objectivo ao incluir a questão da autoprodução é encontrar os pontos onde a vontade de autonomia e a necessidade de revolta e subversão se tocam.

Assim, vemos estes 2 dias como um espaço de debate claro entre companheiros e companheiras e como momento público de divulgação desse amplo espectro de ideias e práticas que constitui o “espaço anarquista” e o define como o movimento de negação multiforme para a subversão da ordem social e pela apropriação das nossas próprias vidas.

Estas Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução são, pois, uma tentativa de arrancar tempo e espaço ao quotidiano do poder, de os definir nos nossos próprios termos, de criarmos um momento de contágio. Um momento de encontro e debate pela criação de novas afinidades rebeldes e de reforço de laços antigos entre companheiros e companheiras, na esperança de acabarmos estes dois dias com motivações renovadas para enfrentar os tempos difíceis que já cá estão.

PROGRAMA

Sábado – 28 de Maio

10h00 – Abertura

11h00 – Oficina

ACAB – A Cerveja Anda Bem, pela Coop. da Bicha das 7 Cabeças

11h00 – Conversa/Apresentação

União Libertária

12h30 – Abertura da Exposição “A pegada de Anar”

“Nunca existiu aquilo de que não há memória (ou é como se não tivesse existido). Por isso há aqui lugar a uma pequena mostra, mesmo que não exaustiva nem sistemática, da presença libertária nos acontecimentos e espaços do Porto (mas não só), sobretudo nos últimos 50 anos.

13h00 – Almoço

14h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do livro “Mancomunidade. Uma terra livre sem estado”, com Joám Evans Pim. Editora Ardora

16h00 – Conversa/Apresentação

Bairro ocupado em Gasteiz

18h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do livro “Identidade Equivocada”, do académico americano de origem paquistanesa Hasad Haider, a cargo dos companheiros que traduziram e editaram o livro. Neste livro, Haider traça, para além de outras coisas, uma historiografia do termo “política de identidade” e da sua aplicação à luta social. Pretendemos com esta apresentação animar um debate sobre os seus limites e contradição com o projecto anarquista. Editora Locus Horrendus

20h00 – Fecho

22h00 – Concerto – Casa do Salgueiros

Focolitus – https://soundcloud.com/focolitos

Os Barbosas – https://soundcloud.com/osbarbosas

Os Selektors – https://soundcloud.com/luis-seabra

Flor Tecla Negra – https://www.facebook.com/people/Flor-Teclas/1238466204/

Gaitas da Ínsua a Terras dos Montes

Domingo – 29 de Maio

10h00 – Abertura

11h00 – Conversa/Apresentação

Novo Circo e Circo Social no Chile e no Porto, uma conversa de ações comunitárias e autogeridas através das artes, como ferramentas para a transformação cultural e social, com o colectivo EKUN

13h00 – Almoço

14h00 – Conversa /Apresentação

Apresentação do livro “La locura rev/belada. Narrativas, experiencias y saberes encarnados”, com Miguel Salas Soneira. Editora Ardora

16h00 – Conversa/Apresentação

Anarquismo, animação e luta popular, com Zé Paiva (Terra Viva)

18h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do número 9 da revista Flauta de Luz, com Júlio Henriques

A revista Flauta de Luz vai para o seu nono volume, continuando empenhada nas suas temáticas centrais (a crítica da tecno-industrialização da sociedade, a presença das culturas indígenas). Neste n.º 9 é dado destaque à guerra na Ucrânia, através da posição anarquista e pacifista, abordando-se também a viagem zapatista pelo território português, o caso Julian Assange, a Internet como motor do capitalismo, o colapso da modernização. Mantém-se o espaço dedicado à intervenção poética e ficcional e às notas de leitura, e inclui-se um caderno a cores dedicado à obra do pintor e escultor Artur Varela. Entre os participantes neste número estão Jorge Leandro Rosa, Phil Mailer, Charles Reeve, Ailton Krenak, Bruno Lamas, M. Ricardo de Sousa, sendo de destacar o ensaio de Langdon Winner sobre «A complexidade tecnológica e a perda da acção».

20h00 – Fecho

E se nom se conta? Um vídeo para recapacitar sobre a necessidade de ter os nossos próprios meios.

Vídeo-resumo dum experimento realizado por GARA e NAIZ nas ruas. Publicado em 2017, 5 anos apôs segue em vigente atualidade, tanto á hora de divulgar o que acá se denúncia coma na necessidade de seguir optando por nossos próprios meios:

Algumas transeuntes reconheciam os rostros que lhes eram ensinados e bem poucas as histórias que há detrás das fotografias das 3 pessoas, nascidas em Euskal Herria, que deveriam ficar sempre na lembrança de quem luitam por um mundo milhor:

Lucio Urtubi, albanel anarquista quem, na segunda metade da década dos 70, falsificara cheques de viagem do Citibank, o maior bando do mundo na altura, e quase conseguira quebra-lo. Quando foi gravado este vídeo ainda estava vivo e seguia sendo solidário para com qualquer projeto de luita.

Iñigo Cavacas, seareiro do Athletic, assassinado em abril de 2012 por um ertzaintza que lhe disparou na cabeça com sua escopeta de balas de borracha, desde poucos metros, durante uma intervençom policial abusiva, tras atender à ordem de «entrar con todo lo que tenemos». 10 anos despois o assassinato segue impune e essa escopeta segue gardada num armário, mas outras similares seguem disparando e quitando olhos e vidas, sem justiça e sem vergonha.

Yolanda González, estudante militante do PST (partido de tendência troskista), sequestrada do seu domicílio no bairro madrilenho de Aluche, em 1 de fevereiro de 1980 e apôs assassinada polos fascistas do Batallón Vasco Español, Emilio Hellín Moro e Ignacio Abad Velázquez.