Como utiliza Marrocos as armas vendidas por Espanha por mais de 385 milhons de euros?: Controle migratório, assassinatos no Saara e espionagem

Recolho, traduço e colo da web Contrainformación.es

“Que quantidade de armamento, material bélico, bombas, veículos militares, etc. tem vendido Espanha, anualmente, desde 1991 até a data de hoje, ano a ano, ao regime marroquino?”, perguntava em novembro de 2021 o Senador de Compromís, Carles Mulet.

Numa primeira resposta, o Ejecutivo tinha-se limitado a remeter às estatísticas sobre exportaçom de material de defesa, de outro material e de produtos e tecnologias de duplo uso que publica o Ministério de Comércio, o que levou a Mulet a insistir na sua pergunta.

Em fevereiro de 2022 obteve uma resposta, 385.763.165 €, entre 1991 e 2020, anos entre os que se aprecia um substantivo e paulatino aumento, com repuntes e baixadas intermédias.

O desmembre em conceito “nom se dispom anteriormente a 2005”, responderam desde o Governo central, mas a partir daquele ano o maior desembolso desde Rabat tem seguido a constante de «veículos terrenos», com uma despesa total de 164.041.756 €, seguido de «muniçons e dispositivos» com 98.799.414 €, «bombas, torpedos, foguetes, mísseis» com 33.693.606 € e em «aeronaves, veículos mais ligeiros que o ar, veículos aéreos nom tripulados (UAV)» 10.652.626 € .

Completam os «fornecimentos materiais energéticos e substâncias relacionadas» por 1.386.120 ; «armas com canhom liso com calibre igual ou superior a 20mm, outras armas ou armamento com calibre superior a 12,7mm» por 912.800 €; «equipas eletrónicas, veículo espacial» por 465.310 e «equipas e construçons blindadas ou de proteçom» por 25.922 .

Do período completo o maior repunte vislumbra-se a partir do ano 2014, desde o que se manteve numa constante com vários picos, como o que supós nos anos 2015 e 2016 com 24.226.532 € e 30.270.829 €, respectivamente, e 2018 com 23.243.900 €.

No ano com maior preço de venda, no entanto, foi 2008 por 113.900.260 €, relacionado exclusivamente com o fornecimento de veículos terrenos.

Veículos terrenos e dinheiro para o controle migratorio

Em 2019 a agência EFE tamém calculava que um total de 1.113 veículos, “na sua maioria todoterrenos”, seriam os responsáveis de “garantir a seguridade nas coisas” marroquinas. Tal despregue se enmarca no contexto do plano cooperativo quanto a política migratória entre a UE e Marrocos.

Ademais, transmutado o técnico, Europa Press em 2021 advertia que se calcula que a Uniom Europeia concedera 346 milhons de euros de fundos a Marrocos.

A maioria, expom a agência, 238 milhões, “através do Fundo Fiduciario de Emergência da Uniom Europeia para África, que procura atalhar as causas fundamentais da migraçom irregular e as pessoas deslocadas em África”.

Os veículos destinados ao propósito migratório por parte de Marrocos som proporcionados por duas entidades que geram até 140 milhons acordados dentro de dito fundo da UE pára África. Estas entidades som a espanhola Fundación Internacional y para Iberoamérica de Administración y Políticas Públicas (FIIAPP), que gere uma partida de 44 milhons de euros, e o Centro Internacional para el Desarrollo de una Política Migratoria (ICMPD), com uma partida de uns 40 milhons.

Drones, Ceuta, Melilla e o Saara: espionagem e assassinatos

O mesmo Carles Mulet questionava ao Governo espanhol sobre a colocaçom de drones marroquinas nas fronteiras de Ceuta e Melilla, ao que a resposta expressava o convencimiento da soberania marroquina:

«Em relaçom com a pergunta formulada por Sua Senhoria, assinala-se que, dentro dos esforços em matéria de paz e seguridade, a cada país é soberano para gerir a vigilância de suas fronteiras com os meios que considere convinte. Tal e como manifestara o Ministro de Assuntos Exteriores, Uniom Europeia e Cooperaçom em reiteradas ocasions, incluindo durante sua comparecência ante a Comissom de Assuntos Exteriores do Senado, o passado 16 de dezembro, o Executivo continua trabalhando por manter umas relaçons à altura do século XXI. O Governo de Espanha deseja manter a melhor relaçom de vizinhança possível com Marrocos, sócio estratégico. Assim, o Governo trabalha e seguirá trabalhando nos âmbitos de coperaçom sobre os que se sustenta nossa relaçom com Marrocos, procurando a melhor relaçom e o benefício mútuo, e defendendo sempre os interesses de Espanha».

Desde a ruptura do alto ao fogo entre Marrocos e a Frente Polisário, o passado 20 de novembro de 2020, os drones marroquinos têm forte presença e reportaram-se diversos assassinatos de civis, que nunca tem confirmado o Governo do regime alauita.

A maioria da frota de drons de Marrocos tem como objectivo a espionagem, mas se completa com o General Atomics MQ-9B SeaGuardian, de orige norte-americano.

“O MQ-9B SeaGuardian pertence à saga da plataforma Predator, uma das mais experimentadas do mundo, na que se fixaram países como Estados Unidos para sua equipa de aduanas e proteçom de fronteiras”, informam expertes armamentistas.

Estes drons, a diferença dos outros da frota, dispom de capacidade de ataque.

Rearme militar marroquino

Nos últimos anos Marrocos estabeleceu como matéria quase prioritária o rearme e modernizaçom militar, produzindo em suas finanças um aumento histórico destinado à compra de armamento e pessoal.

Em 2021 os dados refletiram no país magrebie um aumento de 30% do orçamento com respeito ao ano prévio, situando-se nos 4.295 milhons e para 2022 o total do investimento será de 4.800 milhons.

Na atualidade, sobre o total do PIB, a despesa militar atinge o 4,28% e supom mais de 12% do total da despesa pública do país no atual exercício.

Já nom há nenhuma dúvida em considerar que o rearme de Marrocos é uma realidade, que, paulatinamente, se desenvolve de forma importante no corno superior do continente africano.

Durante este período, para além de compra-las a Espanha, tamém estabeleceu uma agressiva compra de armamento a países como França, Israel ou Estados Unidos.

Em 2019 Marrocos adquiriu os F-16 C/D e os F-16 V, F-16 V Block 70/72, 200 M1A1 Abram, fragatas, drones, muniçom, artilharia, etc.

A dificuldade para rastrear as armas espanholas

Pese às estatísticas e dados oferecidos como resposta a Carles Mulet as especificaçons quanto ao material e a transparência neste aspeto é exigua, acrescentando, para mais reserva, a opacidade do regime alauita, para o que o desenvolvimento militar representa, tamém, uma constituiçom do seu statu quo, mas que cercena informativamente o desempenho militar e suas operaçons.

O Ministro de Exteriores espanhol, por sua vez, assegurou nesta semana, no entanto, que se encontra «satisfeito» do ritmo em que avança a folha de rota bilateral, que nom implica a um prisma de maior certeza, já que na recente cimeira entre ambos Chanceleres se eludiu comentar, inclusive, se se tratou o tema da espionagem marroquina perpetrado com ‘Pegasus’, que tem posta em teia de julgamento a responsabilidade do país africano e o desempenho do CNI.

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