[Anarquistas da França] Guerra na Ucrânia: a Dança dos Hipócritas

Recolho da web de livros anarquistas livres esta sua reflexom ao respeito da HIPOCRASIA eurocentrista nesta Guerra na Ucrânia (e traduzo e colo):

Até o de agora não mencionamos a guerra na Ucrânia. Muitas coisas para dizer, muitas armadilhas para evitar… Ao contrário de muitos meios de comunicaçom que encontraram uma pepita de ouro lá e estão explorando o jazimento em excesso (olhem « Médias et Ukraine : la guerre en continu » na Acrimed).

Para anarquistas, a guerra é a negaçom absoluta de nossos princípios e objetivos: liberdade e igualdade para todas. Para nós, qualquer guerra entre naçons é um crime contra a humanidade!

E o que fazer?

Nenhuma atitude pode satisfazer nossas demandas: combater a agressom e o imperialismo, e aliar-se a um nacionalismo que só pode conter os mesmos males em germe, ou recusar a luita contra a opressom, dar-lhes as costas…

Respeitemos a escolha das que estám lá no alho, seja qualquer a que for!

As anarquistas ucranianas que pegam em armas estám seguindo o mesmo caminho que suas colegas coreanas que participaram das luitas contra o colonialismo japonês ou das libertárias balcânicas na luita pola independência contra o Império Otomano (leia Georges Balkanski sobre este assunto ).

Da nossa banda, sejamos solidárias com as refugiadas, desertores ucranianos ou russos, e reservemos a censura para dias melhores.

As anarquistas não acordamos agora recém na solidariedade, independentemente da nacionalidade, da cor da pele, religiom ou opçons políticas…

Só podemos revoltar-nos com a hipocrisia de muitas organizaçons ou instituiçons que acolhem as europeias brancas (especialmente mulheres e crianças) de braços abertos, enquanto o destino das refugiadas afegás, iraquianas, sírias ou outras pouco importa para eles.

Sabem vostedes que atualmente há guerras na África, com seu lote de perdas civis, fome e deslocamentos povoacionais?

Hipocrisia de novo quando berramos (com acerto) pestes contra o imperialismo russo enquanto esquecemos os imperialismos americano (países da América Central e do Sul…), chinês (Tibete, Uigures…), francês (na África, entre outros), israelense (Palestina), etc., passado e presente.

Tamém se pode estar obcecado com o imperialismo americano e não ver os outros: à esquerda e à extrema direita, esta cegueira parcial obrigou alguns a dar giros de 180 graus tardiamente (ainda assim saudamos a flexibilidade desses políticos!); outros, na extrema esquerda, adotaram uma atitude ambígua diante da agressom russa.

Hipocrisia sempre com o desejo de acusar a Putin e o seu governo russo por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade. Em geral, apenas os perdedores e os de baixo rango são julgados (nazistas alemães, ex-líderes iugoslavos ou africanos), naçons poderosas estám bem protegidas de tais perigos: quem ia ousar que soldados americanos foram processados ​​polo massacre de My Lai, o uso do agente laranja no Vietnã ou, mais próximo, o assassinato de civis por drones no Afeganistám; ou julgar os oficiais britânicos do bombardeio de Dresden em 1945; os franceses pola tortura e eliminaçom de prisioneiros durante os “eventos na Argélia” (nome digno da “operaçom especial” de Putin); e quantos mais.

Não nos ilusionemos com as protagonistas, permaneçamos lúcidas e críticas, levemos nosso apoio às refugiadas e aos desertores…

“Paz nos fogares, Guerra nos palácios!”.

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