Arquivo mensal: julho 2022

“Pensa mal e…” Palas de Rei futura sede duma empresa têxtil de fibras de eucalipto.

Anos há, lá polo vrão de 2010, uma boa amiga participara da equipa de arqueologia que atopara restos de arquitetura funerária (mámoas, túmulos, …) e petroglifos em Palas de Rei nas obras da autovia Lugo-Santiago a seu passo pela parroquia de Fontecuberta, no monte de Moreira. Taparam tudo baixo um manto de silêncio e a outra coisa…

Por entom, ninguém entendia a necessidade desta autovia, quando bem pouco se figera uma ampliação da anchura e uma milhora nas calçadas da N-547 no tramo que transcorre na senda do mais tradicional dos Caminhos de Santiago.

Mas isto sucedera nos tempos em que “Pepiño”, José Blanco, natural de Palas, sentava suas pousadeiras na poltrona do ministério español de Fomento, finiquitando assim qualquer mistério, dada a costume que tenhem os prebostes de contentar a suas vizinhas mais próximas quando acadam um posto de mando nas presuntas democracias.

Agora sabemos que em Palas vai-se instalar a primeira fábrica de fibras têxteis de eucalipto da España, e segunda de Europa, uma empresa do grupo da multinacional pastera portuguesa Altri (responsável direita das muitas desfeitas que o lume provoca no país vizinho) com a que se prevê captar fundos europeus ‘Next Generation’ e que, segundo contam os mentireiros, vai criar uns 2.500 empregos direitos e indiretos.

Pablo Taboada, alcaide do PP de Palas, tras uma vissita dos diretivos da multinacional declarou estar disposto a mudar o planejamento urbano para facilitar os acessos e serviços à parcela de caseque 200 hectáreas, onde vai estar ubicada: “un solar muy grande, de una pieza, que se encuentra al lado de la autovía porque la autovía a Santiago cruza esa finca por una esquina”.

QUATRO JINETES DA APOCALIPSE GALEGA: Abanca, Reganosa, Sogama, Inditex

Uma das derradeiras decissons de Feijóo coma presidente da Junta, fora reunir-se com o diretor ejecutivo de Altri, José Soares de Pina, e numa comparecência conjunta este declarara que a eleição deste município lucense oferece a Altri uma “tranquilidade por suas características em matéria de orografía, tipo de solo, recursos hídricos disponíveis, matérias primas, infra-estruturas e disponibilidade de fontes de energia”. Além agradeceu ao agora ex-presi a colabouração da empresa público-privada Impulsa Galicia, uma entidade criada em abril de 2021 com capital da Junta (40%) e mais as empresas muito privativas Abanca (38%), Reganosa (12%) e Sogama (10%).

Perguntado polos méios afins sobor do impacto medioambiental que terá a produção destas fibras têxteis, Feijóo descartou que se vaia empregar madeira de bosques autóctonos, e aclarou que será a partir de espécies de “crecimento rápido”: “Esa fábrica estará muy próxima a grandes plantaciones de hectáreas de eucalipto en la zona norte de A Coruña y Lugo, y por tanto lo que es la provisión de madera está absolutamente asegurada”, respondeu e ficou tam acho e depois liscou para Madrid.

Altri prevê que esta planta poida ter capacidade para produzir anualmente para perto de 200.000 toneladas de fibras têxteis de base celulósica, arrancando inicialmente com a produção de aproximadamente 60 mil toneladas de Lyocell para fornecer o cluster têxtil do noroeste peninsular, nomeadamente a Inditex.

E assim pecha-se o círculo: Uma autovia que coneta com a autoestrada do Atlántico, a AP-9 e a A-6 que te levam direitinha a Inditex.

Ardentia 1×15 – León Ruíz e a Convulsa Actualidade (lumes, eólicos,…)

Neste domingo pasado, día 24 de xullo, as “Amigas da Serpe” emitimos polas ondas libres da Radio Roncudo de Corme e da Radio Neria de Corcubión, un novo programa de ARDENTÍA, verbas ceibes autoxeridas, autónomas e anticapitalistas.

Nesta ocasión, coa campaña do músico León Ruíz (*), as “Amigas da Serpe” mergullámonos na actualidade. Vivimos tempos convulsos, incendios, invasión eólica… Tratamos estes temas dende o amor ao noso territorio.

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(*) León Ruíz é o autor de todas as cancións que soaron neste programa de Ardentía; postos en contacto con ele, tivo o detallazo de enviarnos uns audios coa sua voz. Aquí deixamos os enlaces aos seus 2 discos editados: “AKERBELTZ” e máis “SE KEMA”; onde tendes acceso libre a todas as suas canción, dado que, coma ele mesmo conta, “os dereitos de autor son incomprensibles no meu mundo, as cousas compártense”.

TVE DESINFORMA !! O Apóstolo chegou por Muxía na Barca da Virgem

Já tenho contado por algures que gosto de ver algum esportes pola tele; por vezes prefiro apaga-la voz dos cronistas dantes de cabrear-me polo seu españolismo rampante e insultante, polo seu patrioterismo barato…

Noutro dia emitiam pola RTVE o Gran Fondo Ezaro, uma etapa ciclista polas terras da Costa da Morte entre Muxía e mais o Ezaro, e que remata com um sofrido ascenso ciclista ao Mirador do Xallas, onde este rio precipita as suas águas ao mar numa fervença singular.

E dispugem-me a vê-lo e, crasso erro o meu, também a ouvi-lo.

Neste aúdio, podedes escutar o anaco que gravei para colar acá:

E, para aquelas que não tenham bem ouvido ou prefiram ler que escutar, replico acá as palavras (em castellano) do locutor da retransmissão :

“El gran fondo Ézaro reservaba a los ciclistas una rampas de empedrados en el lugar donde la leyenda cuenta que llegó el Apóstol Santiago: Al Santuario de la Virxen da Barca… La obra escultórica de La Herida, testigo del esfuerzo del pelotón en una dura pendiente… de una jornada donde la niebla envolvía a los ciclistas en el camino hacia Fisterra y también a la entrada de Corcubión a diez kilómetros del final de la prueba corta y en el ecuador de la ruta larga”

É dizer, deixando fora de dúvidas de que é uma lenda, este senhor locutor nem sequer tivo a delicadeza de ler bem qualquer dos múltiples panfletos sobre as lendas de Santiago Apostolo predicando por estas terras que están editados polas administrações para conhecemento (ou mas bem desconhecemento) de turistas e romeiros das múltiples rutas a Compostela.

Ainda que é certo que as lendas contam que Santiago chegou numa barca de pedra, quando tal chegou já estava morto e bem morto e presuntamente vinha transladado desde Palestina (onde se conta que morreu) em corpo presente. Mas esta barca desembarcara os seus restos numa beira do rio Sar, bastante distante de Muxía e do santuário da Virgem ao que o relator fai sua referência enganosa.

Na barca da pedra de Muxía, segundo contam as lendas cristãs, quem chegara fora a Virgem, para animar a um Santiago vivo e muito canso de predicar em vão por estas terras cheinhas de gente descrida e pagana que mesmo, na cidade legendária de Duio figeram burlas dele, diante o qual o Santiago rancoroso e despiadado rogara a seu Deus que anegara dita cidade e assim afogar a toda a sua povoação em feroz represália polas mofas recebedas. Rogo que, segundo a lenda, foi concedido de imediato.

A lenda segue contando que, após cometer tal barbaridade, o tolo do apóstolo (virá de após tolo??), desolado chegara ao litoral em Punta Xaviña quando observara que se achegava por mar uma barca. Nela vinha a Virgem, quem lhe consolou e deu ánimos, à par que lhe anunciava que era necessário que regressara a Jerusalém, dado que sua missão na Hispánia já estava finiquitada.

Ou seja que, em troques de informar das lendas, o que fijo o locutor da RTVE foi um remexido incongruente. Ainda que todas estas lendas tamém sejam totalmente incríveis e incongruentes, mesmo pese a querecém um grupo de canteiros lograram fazer flutuar uma barquinha de pedra:


pdt.- Eiqui colo a ligação do endereço da transmissão íntegra para descridas

LUMES.- UMA HISTÓRIA INTERMINÁVEL ??

No 2017, quando as tremendas vagas de lumes na Galiza e Portugal, publicara neste meu blogue vários artigos sobre as mais que possíveis causas destes espetáculos dantescos. No ano seguinte figera uma recopilaçom destes, tras do lume que tiveram que suportar na Póvoa de Brolhom. Hoje, convencido de que nada mudou na política anti-lumes dos governos e governinhos implicados e um outro tanto na sua política de beneficiar às empresas pasteiras e a exploração de árvores sinaladamente alóctonas e muito pirófitas; colo acá, de novo este artigo recopilatório coas ligações a alguns destes artigos, por se é de interés para algúem:

LUMES.- A QUEM LHES POIDA INTERESAR

Num jornal español, que nom vou nomear nem ligar, dam voz a Fernando Peña, artesá e vigilante das brigadas contralumes na Ribeira Sacra, quem fala assim do lume que venhem de suportar na Póvoa de Brolhom e da fraga de castinheiros e frondosas autóctonas que arrodeam a sua aldeia e que segundo a crónica do jornal “resplandecem horas apôs no meio da obscuridade geral”:

“Figeram de cortalumes natural e salvou-se tudo: animais, setos, vivendas e toda a vegetaçom que cobre a aldeia. Tudo arrodeado, até a mesminha porta, polo imenso universo de cinzas”.

“NOM FOI UMA MILAGRE: ARDEROM PINOS e EUCALIPTOS. DEVERAIM ESTAR PROIBIDOS NA GALIZA !!

Totalmente de acordo com o Fernando Peña, deito acá estas ligaçons a diversos textos meus, escritos durante a terrível vaga de incêndios de 2017 na Galiza e Portugal, ao respeito dos LUMES, da sua relaçom direita com as plantaçons de EUCALIPTOS e PINHEIRAIS, e da busca dos VERDADEIROS CULPÁVEIS.

Desde entom NADA MUDOU na política preventiva nem forestal da Junta do PP, que ainda pretende que ENCE perpetue seu ECOCÍDIO saltándo-se as leis:

E engado coma final esta ligaçom à reflexom de Elena Buch, feita só quatro meses apôs da vaga:

Assassinato dum operário: La Yoli culpabiliza a “Um Golpe de Calor” e o alcaide Carapolla fai-se um “Amancio Ortega”.

Jose Antonio González, tinha 60 anos e morreu trabalhando sobre as 18.00 horas quando fazia uma temperatura de 40 grados, algo nada anormal nos vrãos de Madrid.

Era operário da empresa Urbaser, propriedade desde junho de 2021 da multinacional ianquie de capital de investimento Platinum Equity (com presença em 25 países) que mercou-na por uns 3.500 milhons de euros ao grupo China Tianying, seu proprietário desde 2016, e que a sua vez a mercara por uns 1.400 milhons a A.C.S. do multimilhonário espaculador Florentino Pérez, quem declarara que esta operaçom de venda ia reportar-lhe uma plusvalía de entre 325 e 560 milhons de euros.

Em 25 de maio deste mesmo ano, o jornalista Víctor Manuel Rodríguez-Izquierdo, publicava um seu artigo de opinom em “El Salto” com este singular cabeçalho: Madrid, punto sucio y los contratos de limpieza ‘basura’, onde dá conta de que a concessom da limpeça da capital das españas fora outorgada em novembro de 2021 a 5 concesionárias por um valor total de 1.636 milhons de euros para os vindeiros 6 anos e qualificava a recolhida do lixo coma a rainha das ruas, um serviço deplorável e que os contratos da limpeza se repartem entre umas poucas famílias —também conhecidas na capital como construtoras—.

Além destacava no seu artigo que as queixas sobre a limpeza de Madrid acumulam-se e estám na boca de viandantes, vizinhas e vizinhos que convivem com o lixo e a sujidade, em parte porque as próprias empresas concesionárias incumprem os contratos. E assinala quea soluçom a este monte de merda se passa pola remunicipalizaçom dos serviços e remata cum uma reflexom dirigida aos (i)responsáveis desta desfeita: poida que ao senhor alcaide, ao conjunto do Partido Popular e a Ciudadanos —que sostem este consistório zumbi—, aquilo de utilizar os recursos públicos por e para os madrilenhos e madrilenhas, e nom por e para o benefício de familiares e amizades, isto lhes soe a conto chinés.

O carapolha de alcaide, de imediato saiu a esquivar-se da morte deste operário, ao milhor estilo Amancio Ortega quando responsabilizou das mortes de meninhas operárias que trabalham para Inditex em condiçons de escravitude, e declarou ufano que “o trabalhador pertencia a uma “empresa contratada” e que no consistório “não conheciamos que houvera queixas dos uniformes” e aponta e dispara cara as responsabilidades do Ministério de Trabalho da princesa “Yoli”: “Isto compete à Inspeção de Trabalho, que compete ao Ministério e devem atuar em caso de que os uniformes nom fossem os corretos”.

Pola sua banda (criminal?) a princesa “Yoli” tamém elude as suas (i)responsabilidades culpando ao clima com este seu patético chio:

No colmo do cinismo e a crueldade, esta defessora dos intereses da burguesia (à que pertence), culpa ao novo demo, o presunto câmbio climático, da morte dum operário. Coma se o calor no vrão madrilenho não fosse previssível… 

A culpa desta morte não a tem as “condições meteorológicas extremas” da que falam os mentireiros, senom a empresa que obrigou a este home a trabalhar quando o risgo era máximo, que não lhe proporcionara uma vestimenta ajeitada e que não evitou a exposiçom a calor durante as horas mais duras. 

A culpa tem-na, igualmente, o Ayuntamiento de Madrid que outorga as concesons a suas amizades sem se responsabilizar das condições de seguridade das empregadas.

A culpa também é da menestra de Trabalho, por incompetente e nom vigiar o cumprimento das condições de trabalho.

E culpáveis também som os sindicatos pactistas que não figeram nada para exiger umas condições laborais ajeitadas e que só servem para garantir a paz social dentro das empresas mesmo quando isto implica uma ameaça à própria vida das operárias.

Ardentia 1×14 (AMIGAS da SERPE – Rádio Roncudo) – Assalto ao Castelo de Vimianço

Este programa das AMIGAS da SERPE (que já podo anunciar que desde há um tempo tenho o privilégio de formar parte) emitido polas ondas da Rádio RONCUDO (e rádio Neira) recolhe os aúdios que gravaram minhas compas  “Antonia Forqueta” e mais “O Neto da Xalleira” em tam espetacular Festa do Povo.

Uma festa que, tal coma contam as protagonistas nesses aúdios, jurdira por iniciativa da mocidade de há já uns aninhos (neste ano celebrou-se por fim com grande éxito a sua XXV ediçom apôs de 2 anos de parom obrigado polas autoridades) em lebrança da revolta irmandinha que tivera lugar em Vimianço, quando em 1467 o povo ergueu-se contra o poder feudal e assaltara o castelo.

Uma festa que nasceu no ano 1996 no seio duma turma de moços e moças e da que, aos poucos, se foi involucrando acada ano mais gentes desta vila e da sua comarca a Terra de Soneira e que já está consolidara coma uma das festas mais atrativas da Galiza irredenta.

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O QUE APRENDE UM DA GENTE VIAGEIRA !! Um caso real de hoje mesminho.

Hoje caminho do curro, numa Compostela na que, desde bem cedo, já rulam alvorotadas as turistas vindas de lugares distantes; escuitei numa conversa dizer a um senhor español: “Pues nosotros estuvimos en el pueblo donde se partió el Prestige”.

Desde entom estou a dar-lhe voltas á minha cabecinha tudo preocupado.

Haverá uma ilha nas cordenadas 42°53′00 ″N e 9°53′00″ O ??

É mais, está essa ilha povoada ??

Há lá uma vila ??

Assim que sentei minhas pousadeiras na cadeira do meu curro, pugem-me coma um tolo a buscar no gugleart por ver que há lá nessas cordenadas; e vê-se que há uma trama internacional para que nom se saiba o que há lá, porque o único que vim é muita água por todas partes.

Mas…, coma é que esse senhor español com acento da meseta interior poidera chegar lá, a 130 milhas naúticas de Fisterra e ver o que eu nem sabia que existira !! ??

Pena de ir tam apurado para chegar ao curro!! Fiquei com ganas de saber mais dessa aventura única no mar desse senhor mesetário.

O dito, nom há nada coma viajar para fazer-te sábio e conhecer mundo

Admitamos CENSURA para IMPÔR a ÚNICA VERDADE

“Em primeiro lugar, se uma opinião é compelida ao silêncio, essa opinião pode, pelo menos naquilo que nós podemos conhecer com certeza, ser verdadeira. Negar isso é afirmar nossa própria infalibidade”.

 John Stuart Mill “Sobre a liberdade”

Anos há, naquela España do “Habla Pueblo Habla” (música oficial da UCD, autoria do grupo “Vino Tinto”, chamando à participaçom numas urnas presuntamente democráticas) tras da morte do Ditador Franco, se alguém propugera aplicar uma censura férrea nos meios de informaçom sob a escusa de evitar a expansom de notícias falsas, de seguro que, de imediato, se criaria um revolto tal, que reverteria coma um bumerange sobre essa ousada pessoa, quem receberia toda caste de epítetos (acá irreproduzíveis por decoro) e faria-se chança de tais suas pretensons o que, sem dúvida, a condenaria ao vazio mediático de por vida.

UM OLHAR AO PASSADO MAIS REMOTO

Tras o invento da imprensa moderna por Johannes Gutemberg por volta de 1450  e a sua rápida expansom por toda Europa -270 cidades mantinham imprensas ativas a finais desse século XV e estima-se que nesses 50 anos se imprimiram entre 12 e 20 milhons de livros- o monopólio da informaçom e das ideias transmitidas desde os púlpitos das igrejas, desde os salons dos reinos, ducados e condados, e desde as Académias de sábios, desapareceu coma a escuma das ondas do mar e se viviu (na Europa) um momento chave em quanto à liberdade de expressom e de expansom de ideias revolucionárias e dissidentes.

Essa expansom de ideas, diferentes e divergentes coa oficial, a través da imprensa, tivera muita repercussom social por tudo o continente e figera tremer os tronos do Poder. Havia que parar isso de imediato!! Não podiam permitir a expansom sem freio de ideias desafiantes e subversivas!!

Na altura, as autoridades civis e religiosas começaram a aplicar uma estrita censura cara tratar de silenciar as críticas das suas dissidentes. Empregaram para acometer tal fazeta uns métodos brutais que começaram coa persecuçom das rebeldes e uma série de procedimentos sumários por toda Europa. Fora por entom quando, além das caças de brujas, numerosas dissidentes políticas ou religiosas foram tamém acusadas de herejia e queimadas nas fogueiras.

CENSURA NA ATUALIDADE

E se bem, para uma maioria da sociedade europeia atual, este período é só uma época obscura na velha Europa que é para esquecer pois nunca mais voltará, já umas quantas pessoas do estado español, nesta era das tecnologias, estám a sofrer penas de cárcere ou exílio forçoso por causas nímias coma as letras duma cançom de artistas caseque desconhecidos polo público (casos de Valtonyc condenado a 3 anos e meio de prissom polo TS, ou os 12 moços vigueses de “La Insurgencia”, julgados pola A.N. por enaltecemento do terrorismo e condenados acada a 2 anos e 1 día de prisom, multa de 4.800 euros e 9 anos de inabilitaçom absoluta); e mesmo de artistas que já se ganharam um reconhecemento do público, coma o caso de Pablo Hasél, julgado e condenado pola A.N. a 2 anos e 1 dia de cárcere e uma multa de 24.300 euros.

Mas nom só as letras de cantantes (mesmo que sejam caseque desconhecidos) som consideradas muito perigosas e altamente censuráveis sob o atual governo mais progre da história d’españa: há coisa de 1 ano, o artista de performance Abel Azcona, considerado o enfant terrible da arte espanhola contemporânea, tivo que se exiliar a Portugal tras sua negativa a ser julgado por escrever a palavra “PEDERASTIA” em 242 hóstias coma crítica à Igreja Católica por permitir durante séculos os abusos sexuais a minores polos membros destacados desta crência. Seu único crime: a blasfémia. Sua misséria: Residir na España das peinetas e das procissons.

Mesmo no Madrid da advogada podemita e sobrevivinte da Matanza de Atocha, Manuela Carmena, tivera muita sona o caso dos dois titeriteiros anarquistas da companhia “Títeres desde Abajo”, censurados em pleno entroido polos podemitas no poder municipal e foram as primeiras em tirar uma sua nota de imprensa oficial para sumar-se encantadas à denúncia porque (sic) “los artistas contratados han realizado acciones ofensivas, completamente fuera de lugar en cualquier contexto y totalmente irrespetuosos con los valores de convivencia, respeto y diversidad”. Seu delito, para desmemoriadas, fora um cartaz que portava um títere com a lenda “GORA ALKA-ETA”

Não só de artistas vive a CENSURA

Sem duvida há muitos mais casos de artistas de agora que sofrem uma censura igual que as artistas na ditadura franquista; mas a diferência de por entom, agora TODAS somos OBJETIVO da CENSURA e dos CENSORES OFICIAIS.

Tal que assim, desde que as mal chamadas Redes Sociais invadem e ocupam nosso tempo nas sociedades presuntamente avançadas, estamos a viver uma NOVA ERA da CENSURA.

Ao igual que se passara coa imprensa, os computadores, teléfones movéis, tablets ,…. permitiram uma rápida dispersom de ideas por tudo o mundo tecnólogico. O monopólio da distribuiçom de notícias que até esta era digital ficava só em mãos de grandes capitalistas e dos governos, desapareceu assim dum dia para outro. Contemplando possíveis soluçons, os políticos de agora enfrontavam-se a uma situaçom similar à que a Igreja católica, apostólica e romana, experimentara no século XV e isso nom se pode permitir e tenhem que fazer algo.

De pronto começam a aparecer por todas partes notícias falsas, as FAKE NEWS, que se repetem polas redes coma as sardinhas; ninguém semelha estar detrás dessas répicas, mas é a escusa das poderosas para assim tratar de voltar as suas águas ao seu rego e imponher uma CENSURA TOTAL a toda aquela notícia que nom compartilhe as versons oficiais de governos e a imprensa do Capital.

A jogada perfeita estava já trazada mas havia que recuperar o MONOPÓLIO da MENTIRA. É quando por todo o mundo tecnológico e da mão de grandes empórios informativos, dám-se por constituida umas EMPRESAS VIGILANTES da VERDADE, sob a apariência de perseguidores das FAKE NEWS. Já estamos próximas ao moemnto em que só poidamos lêr notícias que passaram a Censura destas empresas que imponhem o que é a verdade e o que é mentira. A tecnologia informática facilita a estes NEOCENSORES detetar e eliminar notícias e comentários que eles cosideram que nom estám coa sintonia oficial de governos e midias. Assim fala-se hoje de que, por exemplo, Facebook elimina mais de 280.000 publicaçons acada mês.

Nalguns paises ocidentais que presumem de democráticos, já aprovaram leies que avalam esta NEOCENSURA- Um jogo muito perigoso que proporciona a governantes e a imprensa oficial do régime uma legitimidade que reforça seu poder e control sobre a povoaçom.

Oculta tras a luita sistemica contra das Fake News está-se a criar tudo um IMPÉRIO da CENSURA que a Igreja católica teria admirado e desejado impôr no século XV.

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pdt.– Um outro tema a tratar seria a imposiçom da verdade absoluta sobre a única e verdadeira vissom nos paises ocidentais e ocidentalizados sobre a plandemia ou sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a censura de Sptnik. E mesmo seguir coa maldita Lei MORDAÇA que podemitas iam derogar sim ou sim e ainda há ilusas que esperam que algum dia o fagam.

Tristes Trigos !! De quando uma guerra evidência o fracaso do mercado Capitalista Internacional.

Apôs da desintegração da URSS, em 1991, as terras agrícolas na recém independizada Ucrânia dividiram-se entre as gentes das aldeias. Desde entom, obstaculizada pola corrupçom e a burocracia típica da economia Capitalista, as gentes das aldeias viam coma seus niveis de vida iam em deterioro progressivo pese a dispôr dumas terras agrícolas ricas em nutrientes (considera-se que até um 70% da terra ucraniana é apta para o cultivo) e a produçom caeu drásticamente na caótica década apôs do colapso da URSS. Os novos Governos, presuntamente democráticos, começaram a fazer pressom contra o campesinado, tratando de restringir as colheitas, determinar as rotações dos cultivos e limitar as exportações. 

Desde entom, parte destas terras se rentaram a empresários capitalistas, cultivadores de fruitas, operadores de grãos e doutros negócios a grande escala. O Capitalismo invasivo fazia assim sua brutal irrupção num território que vivira um dos fitos históricos mais relevantes da história do Anarquismo: A Revolução Maknovista (*)

Tempo depois, tras a independência de Crimea, é quando os intereses dos capitalistas de EEUU, da Uniom Europeia e doutros lugares começam a planejar sobre coma tirar rédito duma Ucrânia em crise. A UE levanta os aranceis sobre a agricultura ucraniana e concede-lhe um prestamo de 2.200 milhons de dolares, os EEUU de 1.000 milhons e Japóm um outro de 1.500 milhons de dolares. Pola sua banda o Fondo Monetario Internacional concede ajudas e préstamos de até 18 mil milhons de dólares. Aclarar, por se há alguma ilusa lendo isto, que o FMI, os EEUU, a UE e Japom nom regalam NADA, e sempre imponhem aos governos que recebem seus prestamos, umas medidas corretoras do comércio capitalista para seu benefício e que som de obrigado cumprimento.

Em contrapartida o governo capitalista ucraniano tem que fazer reformas empresariais que basicamente consistem em empoderar a “oligarcas” para que se fagam empresários agrícolas, dar-lhes facilidades a estes coma que caseque nom pagem impostos ou permitir-lhes retirar do país suas grandes ganâncias e deposita-las em paraísos fiscais coma Chipre. As grandes empresas agrícolas passam assim a estar em mãos de oligarcas ucranianas.

Uma outra medida que impõe o FMI a Ucrânia, foi obrigar-lhe, em 2014, a aumentar num 50% o prezo do gas para a povoaçom, e um 40% para os industriais.

Tudo muito Capitalista, coma tem que ser!!

Desde entom o campo ucraniano passou a se converter em enormes extenson sde monocultivos, principlamente de grao, e assim no ano passado Ucrânia era o 6º produtor mundial de milho, 5º de cevada e 7º de trigo, o que lhe convertira no 2ª provedor mais importante de graos da UE só por baixo da Rússia.

A guerra entre as duas maiores exportadoras mundiais de produtos básicos coma o milho, o trigo ou a cevada, provoca na atualidade que se dispararam mais ainda os prezos das matérias primas com o que se fai o pam, a pasta e muitos outros alimentos.

Esta situaçom, dá pé a que, desde há tempo, falsimeios ocidentais capitalistas incidam em culpabilizar a Rússia de todos os males e ponher o foco da culpa de vindeiras ameaças à seguridade alimentária mundial que se presumem que resultarám em “fame, desestabilização das nações, assim como das migrações maciças por necessidade”, tal qual manifestara a primeiros de junho David Beasle, Diretor Ejecutivo do Programa Mundial de Alimentos (WFP); o até o mesmo Papa de Roma quere culpar a Rússia de que o fecho dos portos no Mar Negro continúe ameaçando a provissom de alimentos e milhons de vidas em todo o mundo: “Dirijo um apelo para que se faga todo o esforço para garantir o direito humano universal à alimentação. Que não se use o trigo, alimento básico, como arma de guerra!”

O governo russo, pola sua banda, já em maio, amossara a sua disposição a negociar um corredor humanitário no Mar Negro para os barcos com cereais bloqueados nos portos da Ucrânia: “Mais duma vez declaramos que a solução do problema alimentário exige um foque global, que tem a ver com o levantamento das sanções às exportações e as transações financieiras”, declarou seu viceministro de Exteriores, Andréi Rudenko.

Josep Borrell, Alto Representante para Assuntos Exteriores da UE, prefire seguir culpabilizando a Rússia: “20 millones de toneladas de trigo ucraniano, están retenidos en los puertos sin poder ser exportados a través del Mar Negro, producto de la invasión rusa; esto es un verdadero crimen de guerra. No se puede utilizar el hambre de la gente como un arma”, declarava em 20 de junho.

Tudo muito curioso, porque segundo a informaçom facilitada ontem por diversos falsimeios: “Os agricultores ucranianos preparam-se para colheitar em agosto os milhões de hectares de trigo semeadas em outono”.

Ou seja, estamos a falar duns grãos que, coma qualquer pessoa que nom viva ailhada do campo sabe, colheitam-se no vrão e que, por lógica capitalista almaceam-se para se vender quando mais rendimento deam.

Porque…, se a guerra começou neste inverno passado; coma é que os almacens ucranianos estám cheinhos de grão?? Nom será mais bem por causa do funcionamento do mercado Capitalista, onde se acostuma a fazer reservas enormes do grão colheitado, para assim vende-lo ao mundo em momentos em que podem alçar os preços ao seu prazer.

NOM É CERTO, que seja o fecho dos portos 6 meses apôs da colheita a causa duma possível fame mundialA CULPA é do mesmo Sistema que rege o mundo da distribuição da riqueza e da misséria: O CAPITALISMO !! que convida a ESPECULAR com a fame e ALMACEAR para assim, os distribuidores, tirar MAIORES RÉDITOS do trabalho que fam outras, as agricultoras que apenas vivem do grão que sementam e colheitam.

O caminho é o autoabastecemento, cultivar para consumir e nom para especular coa fame e a distribuição e o mercado. O que sobram som CAPITALISTAS INTERMEDIÁRIOS

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(*) A Revolução Ucraniana ou Revolução Makhnovista, foi um movimento de orientação anarquista, que se desenrolou na Ucrânia entre 1918 e 1921.  As milícias makhnovistas, conformadas na sua maioria por camponeses, lá onde trunfavam, criavam de imediato uma economia de trocas livres entre o campo e a cidade, proclamavam a liberdade de imprensa, palavra e reunião, e mesmo dissolviam os “comitês revolucionários bolcheviques”, aconselhando seus membros a se dedicarem a “algum trabalho honesto”. 

AS FALCONETTIS ESPAÑOLAS e MUITO ESPAÑOLAS.

Acá pousam as 4 Podemitas desfrutando das suas derradeiras feiras estando no governo. Foram render pleitesia ao seu amo:

Sabem que nunca mais vam governar nada e tenhem que tirar proveito dos lujos do Poder até onde Poidam.

E isto acontece justo quando os enqueritos assinalam que boa parte da povoaçom renúncia este ano a seus gastos extras de feiras por causa da inflaçom; e que o reino d’España está à cabeça da UE em quanto à desigualdade no reparto da riqueza

Na seguinte imagem, podedes entender o porquê estas Podemitas sorrim no selfie com um fundo, onde se reflite a imagem icónica do Capitalismo, o New York das amplas avenidas e arranha-céus.

Mas nom rim à cámara, estám-se a rir de todas nós !!

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Falconetti.- Dize-se das pessoas perversas. Palavra que vem duma série de TV, “Rich Man, Poor Man” (Homem Rico, Homem Pobre), onde Falconetti representava ao mais vil de todos os maus.