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Epitáfio para Kairo, o inféliz macho beluga encirrado no Oceanografic de València. STOP Delfinários!!

Este epitáfio está assinado e publicado nas RRSS por “Verballenas”, plataforma de Santurtzi para o avistamento de cetáceos na Costa Basca, da mão do naturalista Gorka Ocio. Recolho, traduzo e colo:

FAI UMAS SEMANAS a infeliz Beluga que vivia no Oceanografic de València foi-se ao céu das Belugas a descansar em paz. Por fim!!! conseguiu sua ansiada liberdade. A pena é que tivo que ser depois da sua morte. Kairo, que assim se chamava este macho de Beluga, causava um grande impacto entre o público que lhe visitava ao se atopar mais dum 90% do dia imóvel em frente a uma das “janelas” da piscina. O centro, para acalmar as queixas, instalou um cartaz, onde asseguravam que era devido a sua avançada idade… 60 anos. Algo que nom era certo.

Graças a SOSDelfines conhece-se a idade real de Kairo. Nom era tam velho. Nasceu em 1991 e foi capturada no Mar de Rússia no 96. Entom foi enviada a um aquarium a Argentina e daí passou ao de València. Kairo contava com tam só 30 anos de idade… ainda assim uma longa condena que resultou ser a perpetuidade para ela. Teve uma criança que só viveu 25 dias no próprio Oceanográfic. Já véis a verdadeira esperança de vida… quem em são juízo quere ser longevo encirrado de por vida num habitáculo? A foto que acompanha é de nosso triste protagonista e é uma foto denúncia de nosso amigo e aventureiro Paco Verdugo(*) que sofreu sua soidade e angústia.

De modo que nom creiais todas essas patranhas que vos contam e que muitos meios de comunicaçom deram por certas, sem contrastar quando morreu. É um crime ter num recinto limitado a uns seres tam inteligentes. Nom teria que haver nem um só cetáceo em cautividade. E mas num país como o Estado espanhol que conta com tanta costa e é tam rico em cetáceos selvagens. Isto nom serve nem para educar às mais chiquis… já que isto nom é cultura senom tortura. Podes vê-las em liberdade e nom só desde um barco, mesmo podem-se ver desde terra com paciência. E se nom desfrutar com essas maravilhosas reportagens televisivas. Que nom vos enganem… sempre tenhem que estar e ser livres. Está na mão de cada quem ajudar-lhes a que sigam cumprindo seus sonhos no Grande Azul.

Polos Oceanos !!!


(*) Paco Verdugo numa RRSS publicava isto tras a morte de Kairo: “Muito me arrependo de ter ido a vê-la e de fotografá-la ainda que seja como denúncia. Desde aquele longínquo 2010 disse-me que nunca mais. É o único que está em nossa mão para parar estas barbaridades. E desfrutar da travesia com Gorka Ocio e VERBALLENAS.COM e ter essa incerteza de se vas vê-lás ou nom, mas em onde tenhem que estar: na sua casa, nos oceanos

#StopDelfinarios – Nom me contes contos, tenho direito a saber a verdade

Além colo acá este vídeo denúncia, autoria de SOSdelfines, para uma campanha da Fundación para el Asesoramiento y Acción en Defensa de los Animales, FAADA criada para expor os problemas dos cetáceos que vivem em cautividade nos delfinários de arredor do mundo e na busca de soluçons que oferezam uma vida milhor a estes animais explorados durante tantos anos:

Como utiliza Marrocos as armas vendidas por Espanha por mais de 385 milhons de euros?: Controle migratório, assassinatos no Saara e espionagem

Recolho, traduço e colo da web Contrainformación.es

“Que quantidade de armamento, material bélico, bombas, veículos militares, etc. tem vendido Espanha, anualmente, desde 1991 até a data de hoje, ano a ano, ao regime marroquino?”, perguntava em novembro de 2021 o Senador de Compromís, Carles Mulet.

Numa primeira resposta, o Ejecutivo tinha-se limitado a remeter às estatísticas sobre exportaçom de material de defesa, de outro material e de produtos e tecnologias de duplo uso que publica o Ministério de Comércio, o que levou a Mulet a insistir na sua pergunta.

Em fevereiro de 2022 obteve uma resposta, 385.763.165 €, entre 1991 e 2020, anos entre os que se aprecia um substantivo e paulatino aumento, com repuntes e baixadas intermédias.

O desmembre em conceito “nom se dispom anteriormente a 2005”, responderam desde o Governo central, mas a partir daquele ano o maior desembolso desde Rabat tem seguido a constante de «veículos terrenos», com uma despesa total de 164.041.756 €, seguido de «muniçons e dispositivos» com 98.799.414 €, «bombas, torpedos, foguetes, mísseis» com 33.693.606 € e em «aeronaves, veículos mais ligeiros que o ar, veículos aéreos nom tripulados (UAV)» 10.652.626 € .

Completam os «fornecimentos materiais energéticos e substâncias relacionadas» por 1.386.120 ; «armas com canhom liso com calibre igual ou superior a 20mm, outras armas ou armamento com calibre superior a 12,7mm» por 912.800 €; «equipas eletrónicas, veículo espacial» por 465.310 e «equipas e construçons blindadas ou de proteçom» por 25.922 .

Do período completo o maior repunte vislumbra-se a partir do ano 2014, desde o que se manteve numa constante com vários picos, como o que supós nos anos 2015 e 2016 com 24.226.532 € e 30.270.829 €, respectivamente, e 2018 com 23.243.900 €.

No ano com maior preço de venda, no entanto, foi 2008 por 113.900.260 €, relacionado exclusivamente com o fornecimento de veículos terrenos.

Veículos terrenos e dinheiro para o controle migratorio

Em 2019 a agência EFE tamém calculava que um total de 1.113 veículos, “na sua maioria todoterrenos”, seriam os responsáveis de “garantir a seguridade nas coisas” marroquinas. Tal despregue se enmarca no contexto do plano cooperativo quanto a política migratória entre a UE e Marrocos.

Ademais, transmutado o técnico, Europa Press em 2021 advertia que se calcula que a Uniom Europeia concedera 346 milhons de euros de fundos a Marrocos.

A maioria, expom a agência, 238 milhões, “através do Fundo Fiduciario de Emergência da Uniom Europeia para África, que procura atalhar as causas fundamentais da migraçom irregular e as pessoas deslocadas em África”.

Os veículos destinados ao propósito migratório por parte de Marrocos som proporcionados por duas entidades que geram até 140 milhons acordados dentro de dito fundo da UE pára África. Estas entidades som a espanhola Fundación Internacional y para Iberoamérica de Administración y Políticas Públicas (FIIAPP), que gere uma partida de 44 milhons de euros, e o Centro Internacional para el Desarrollo de una Política Migratoria (ICMPD), com uma partida de uns 40 milhons.

Drones, Ceuta, Melilla e o Saara: espionagem e assassinatos

O mesmo Carles Mulet questionava ao Governo espanhol sobre a colocaçom de drones marroquinas nas fronteiras de Ceuta e Melilla, ao que a resposta expressava o convencimiento da soberania marroquina:

«Em relaçom com a pergunta formulada por Sua Senhoria, assinala-se que, dentro dos esforços em matéria de paz e seguridade, a cada país é soberano para gerir a vigilância de suas fronteiras com os meios que considere convinte. Tal e como manifestara o Ministro de Assuntos Exteriores, Uniom Europeia e Cooperaçom em reiteradas ocasions, incluindo durante sua comparecência ante a Comissom de Assuntos Exteriores do Senado, o passado 16 de dezembro, o Executivo continua trabalhando por manter umas relaçons à altura do século XXI. O Governo de Espanha deseja manter a melhor relaçom de vizinhança possível com Marrocos, sócio estratégico. Assim, o Governo trabalha e seguirá trabalhando nos âmbitos de coperaçom sobre os que se sustenta nossa relaçom com Marrocos, procurando a melhor relaçom e o benefício mútuo, e defendendo sempre os interesses de Espanha».

Desde a ruptura do alto ao fogo entre Marrocos e a Frente Polisário, o passado 20 de novembro de 2020, os drones marroquinos têm forte presença e reportaram-se diversos assassinatos de civis, que nunca tem confirmado o Governo do regime alauita.

A maioria da frota de drons de Marrocos tem como objectivo a espionagem, mas se completa com o General Atomics MQ-9B SeaGuardian, de orige norte-americano.

“O MQ-9B SeaGuardian pertence à saga da plataforma Predator, uma das mais experimentadas do mundo, na que se fixaram países como Estados Unidos para sua equipa de aduanas e proteçom de fronteiras”, informam expertes armamentistas.

Estes drons, a diferença dos outros da frota, dispom de capacidade de ataque.

Rearme militar marroquino

Nos últimos anos Marrocos estabeleceu como matéria quase prioritária o rearme e modernizaçom militar, produzindo em suas finanças um aumento histórico destinado à compra de armamento e pessoal.

Em 2021 os dados refletiram no país magrebie um aumento de 30% do orçamento com respeito ao ano prévio, situando-se nos 4.295 milhons e para 2022 o total do investimento será de 4.800 milhons.

Na atualidade, sobre o total do PIB, a despesa militar atinge o 4,28% e supom mais de 12% do total da despesa pública do país no atual exercício.

Já nom há nenhuma dúvida em considerar que o rearme de Marrocos é uma realidade, que, paulatinamente, se desenvolve de forma importante no corno superior do continente africano.

Durante este período, para além de compra-las a Espanha, tamém estabeleceu uma agressiva compra de armamento a países como França, Israel ou Estados Unidos.

Em 2019 Marrocos adquiriu os F-16 C/D e os F-16 V, F-16 V Block 70/72, 200 M1A1 Abram, fragatas, drones, muniçom, artilharia, etc.

A dificuldade para rastrear as armas espanholas

Pese às estatísticas e dados oferecidos como resposta a Carles Mulet as especificaçons quanto ao material e a transparência neste aspeto é exigua, acrescentando, para mais reserva, a opacidade do regime alauita, para o que o desenvolvimento militar representa, tamém, uma constituiçom do seu statu quo, mas que cercena informativamente o desempenho militar e suas operaçons.

O Ministro de Exteriores espanhol, por sua vez, assegurou nesta semana, no entanto, que se encontra «satisfeito» do ritmo em que avança a folha de rota bilateral, que nom implica a um prisma de maior certeza, já que na recente cimeira entre ambos Chanceleres se eludiu comentar, inclusive, se se tratou o tema da espionagem marroquina perpetrado com ‘Pegasus’, que tem posta em teia de julgamento a responsabilidade do país africano e o desempenho do CNI.

Bem-vinda ao ‘Encontro Galego contra o Cúmio da OTAN’ e Convocatória duma JORNADA CULTURAL de rejeito em 10 de junho no CSA do Sar (Compostela)

Em 25 de abril deu-se a conhecer em Compostela o ‘Encontro Galego contra o Cúmio da OTAN’, conformado por pessoas da sociedade civil assim como por diversas organizaçons anti-imperialistas. Tenhem como objetivo desenvolver uma campanha de mobilizaçom social contra o Cúmio:

Na apresentaçom denunciaram que nos atopamos numa “conjuntura internacional de ofensiva imperialista”, que fai mais necessário ca nunca recuperar o espírito dos Comités Anti-OTAN dos anos 80“A OTAN é uma organización criminal jurdida da lógica de acumulaçom do Capital.

O Encontro Galego pretende levar a cabo açons unitárias e amplas, principalmente nas ruas, que amossem o rejeite do nosso povo a que o pretendido “governo mais progressista” do Estado español acolha a cimeira duma organizaçom que ataca a soberania dos povos do mundo e que, junto aos EE UU e á Uniom Europeia, expande a base de atos de guerra e terroristas os intereses do modelo imperante.

Denunciam tamém o papel servil do governo atual, que utiliza instalaçons portuárias e aéreas da maquinária militar española na Galiza para ponhe-las ao serviço do terrorismo imperialista. “A carência de soberania do nosso país converte o nosso povo em cúmplice passivo duma escalada imperialista que só favorece os intereses do complexo militar-industrial norteamericano”. Exemplo disto é a atual guerra na Ucrânia, sobre a que exigem a retirada de todas as tropas enviadas á zona e o cessamento da venda de armamento.

O Encontro constituiu-se formalmente em 1 de abril, tras uma rolda de contatos iniciada a começos deste ano e fam um chamado a que outras organizaçons e pessoas do movemento popular e da esquerda transformadora se unam nesta denúncia combativa e firme das alianças militares da OTAN e a UE.

Desde aqui quero dar minha bem-vinda a tal Encontro Galego e procurarei ir informando assim coma vaia sabendo das diferentes convocatórias. De momento sei desta:

Cultura contra a OTAN : Por uma vida em paz OTAN NOM (6ª feira, venres, 10 de junho às 21:30 no CSA do Sar, a Casa do Peixe)

O objetivo desta jornada é o de criar consciência da necessidade de se organizar e manifestar pola paz e a solidariedade dos povos mediante o impato positivo que criam as disciplinas artísticas da Música e da Literatura fundamentalmente no ambente juvenil.

ARTISTAS CONFIRMADAS: Ben Senmedo e Zeltia – Irevire

E Ter Na Mente, Yolanda. Últimas atuaçons estelares de “La Dama Roja”

  1. Aplausos entusiastas na toma de pose do novo presi da Junta galega, o españolista pepeiro e pro Galicia Bilingüe, Alfonso Rueda.

Se bem, nom é nada raro ver a esta presumível e presuntuosa eurocomunista fazendo-lhe as Beiras a pepeiros e demais mandantes, e coma monstra um botom, de nom há muito tempo atrás:

e 2) Mas, nas suas ânsias de sumar votantes, das de agora e das de antes, monstrou-se coma qualquer españolaço nesta finde, publicando o seu fervor polos produtos consumíveis da indústria discográfica, polo bódrio de concurso amanhado e por uma cantante bom bom, doom con mi boom, y le’ tengo dando zoom, zoom on my yummy pa’ todos los daddie’

YOLI, o teu españolismo cañí rojigualda, sim que será por sempre memorável.

[Porto] 28 e 29 de Maio.- Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução: MANIFESTO e PROGRAMA

Entre os dias 28 e 29 de Maio decorrerá, no Porto, um encontro de saberes e fazeres, cujo guia seja o espírito «faz tu mesma», colaborativo, e o sonho libertário, rebelde, duma terra livre de deuses e amos.

Mais do que a «habitual» feira do livro, que – claro – desejamos que aconteça, queremos um lugar onde seja visível o salto da teoria para a prática, um espaço de produções variadas, da comida ou da bebida ao artesanato, passando por coisas que nem nos atrevemos a imaginar.

Queremos ver, entender, aprender e difundir projectos práticos que permitam romper com a teia capitalista, o modo de vida tradicional e nos permitam acreditar que é possível viver de outra maneira. Construindo e criando formas alternativas de suprir as nossas necessidades mais básicas.

Aprofundemos as cumplicidades que são os alicerces das redes e difundamos as nossas formas de viver, pensar, estar e fazer.

MANIFESTO das Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução

«Para se discutir livremente deve-se arrebatar tempo e espaço aos imperativos sociais. Em suma, o diálogo é inseparável da luta. É inseparável materialmente (para falarmos devemo-nos subtrair ao tempo imposto e agarrar os espaços possíveis) e psicologicamente (os indivíduos adoram falar daquilo que fazem, pois só então as palavras transformam a realidade).»

Ai Ferri Corti

Nestes 3 anos desde o último Encontro Anarquista do Livro do Porto temos a impressão de que o mundo inverteu os seus polos. Desde a “crise” pandémica, que justificou e agravou a crise “endémica” do capitalismo, à recente mobilização militarista dos impérios decadentes, parece ser difícil encontrar pontos de referência e momentos de discussão que fujam à polarização imposta a partir de cima.

Momentos como este demonstram, mais uma vez, a necessidade do debate contínuo entre indivíduos que partilham um mesmo projecto, uma mesma vontade, um mesmo ideal (apesar das diversas formas que ele possa assumir). Um debate que fuja à artificialidade do digital, principal responsável pela degradação da capacidade de análise (e pela consequente propagação de um consenso estéril), pela presente leviandade do que é dito e pela auto-suficiência activista por trás de um ecrã.

Neste mundo que avança a passos largos para a completa desmaterialização da vida e onde os significados das palavras são constantemente manipulados na tentativa de apagar qualquer vestígio de um pensamento minimamente crítico, impõe-se a questão de fazer ou não sentido despender energia a organizar mais um Encontro Anarquista do Livro. Para nós a resposta é óbvia.

Porque continuamos a reconhecer a palavra escrita e impressa como parte de um arsenal a explorar, o livro como algo com potencialidade de nos abrir um vasto campo de debate que vai para além da discussão efémera e fútil das redes sociais modernas e do imediatismo da opinião formatada pela propaganda mediática.

Porque através da leitura continuamos a encontrar, no passado e no presente do “sonho anarquista”, centenas e centenas de exemplos de companheiros e companheiras que nos inspiram e nos mostram que, apesar de todas as adversidades, sempre fomos capazes de desenvolver uma crítica e prática antiautoritárias contra este mundo, de planear o assalto aos céus, sem nunca pedir autorização a nada nem ninguém. Exemplos inspiradores de quem pensou e agiu enquanto havia quem esperasse o amadurecimento das condições ideais!

Tendo como pressuposto a recusa da espera pelas ditas condições e valorizando, de certo modo, a criação de alternativas práticas que nos permitam sobreviver no sistema vigente no imediato, decidimos nesta edição alargar o Encontro do Livro a projectos de autoprodução. Projectos que vão desde a autonomia alimentar à impressão, mostrando que a vontade de emancipação se pode traduzir em opções válidas mesmo nos tempos sombrios que vivemos.

No entanto, somos conscientes que projectos baseados meramente num impulso de autonomia em relação ao mercado têm por definição certos limites e que podem, até mesmo, representar apenas uma solução confortável para criar somente mais um novo estilo de vida, deixando intacta toda a estrutura de dominação existente. Nesse sentido, o nosso objectivo ao incluir a questão da autoprodução é encontrar os pontos onde a vontade de autonomia e a necessidade de revolta e subversão se tocam.

Assim, vemos estes 2 dias como um espaço de debate claro entre companheiros e companheiras e como momento público de divulgação desse amplo espectro de ideias e práticas que constitui o “espaço anarquista” e o define como o movimento de negação multiforme para a subversão da ordem social e pela apropriação das nossas próprias vidas.

Estas Jornadas Anarquistas do Livro e da Autoprodução são, pois, uma tentativa de arrancar tempo e espaço ao quotidiano do poder, de os definir nos nossos próprios termos, de criarmos um momento de contágio. Um momento de encontro e debate pela criação de novas afinidades rebeldes e de reforço de laços antigos entre companheiros e companheiras, na esperança de acabarmos estes dois dias com motivações renovadas para enfrentar os tempos difíceis que já cá estão.

PROGRAMA

Sábado – 28 de Maio

10h00 – Abertura

11h00 – Oficina

ACAB – A Cerveja Anda Bem, pela Coop. da Bicha das 7 Cabeças

11h00 – Conversa/Apresentação

União Libertária

12h30 – Abertura da Exposição “A pegada de Anar”

“Nunca existiu aquilo de que não há memória (ou é como se não tivesse existido). Por isso há aqui lugar a uma pequena mostra, mesmo que não exaustiva nem sistemática, da presença libertária nos acontecimentos e espaços do Porto (mas não só), sobretudo nos últimos 50 anos.

13h00 – Almoço

14h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do livro “Mancomunidade. Uma terra livre sem estado”, com Joám Evans Pim. Editora Ardora

16h00 – Conversa/Apresentação

Bairro ocupado em Gasteiz

18h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do livro “Identidade Equivocada”, do académico americano de origem paquistanesa Hasad Haider, a cargo dos companheiros que traduziram e editaram o livro. Neste livro, Haider traça, para além de outras coisas, uma historiografia do termo “política de identidade” e da sua aplicação à luta social. Pretendemos com esta apresentação animar um debate sobre os seus limites e contradição com o projecto anarquista. Editora Locus Horrendus

20h00 – Fecho

22h00 – Concerto – Casa do Salgueiros

Focolitus – https://soundcloud.com/focolitos

Os Barbosas – https://soundcloud.com/osbarbosas

Os Selektors – https://soundcloud.com/luis-seabra

Flor Tecla Negra – https://www.facebook.com/people/Flor-Teclas/1238466204/

Gaitas da Ínsua a Terras dos Montes

Domingo – 29 de Maio

10h00 – Abertura

11h00 – Conversa/Apresentação

Novo Circo e Circo Social no Chile e no Porto, uma conversa de ações comunitárias e autogeridas através das artes, como ferramentas para a transformação cultural e social, com o colectivo EKUN

13h00 – Almoço

14h00 – Conversa /Apresentação

Apresentação do livro “La locura rev/belada. Narrativas, experiencias y saberes encarnados”, com Miguel Salas Soneira. Editora Ardora

16h00 – Conversa/Apresentação

Anarquismo, animação e luta popular, com Zé Paiva (Terra Viva)

18h00 – Conversa/Apresentação

Apresentação do número 9 da revista Flauta de Luz, com Júlio Henriques

A revista Flauta de Luz vai para o seu nono volume, continuando empenhada nas suas temáticas centrais (a crítica da tecno-industrialização da sociedade, a presença das culturas indígenas). Neste n.º 9 é dado destaque à guerra na Ucrânia, através da posição anarquista e pacifista, abordando-se também a viagem zapatista pelo território português, o caso Julian Assange, a Internet como motor do capitalismo, o colapso da modernização. Mantém-se o espaço dedicado à intervenção poética e ficcional e às notas de leitura, e inclui-se um caderno a cores dedicado à obra do pintor e escultor Artur Varela. Entre os participantes neste número estão Jorge Leandro Rosa, Phil Mailer, Charles Reeve, Ailton Krenak, Bruno Lamas, M. Ricardo de Sousa, sendo de destacar o ensaio de Langdon Winner sobre «A complexidade tecnológica e a perda da acção».

20h00 – Fecho

E se nom se conta? Um vídeo para recapacitar sobre a necessidade de ter os nossos próprios meios.

Vídeo-resumo dum experimento realizado por GARA e NAIZ nas ruas. Publicado em 2017, 5 anos apôs segue em vigente atualidade, tanto á hora de divulgar o que acá se denúncia coma na necessidade de seguir optando por nossos próprios meios:

Algumas transeuntes reconheciam os rostros que lhes eram ensinados e bem poucas as histórias que há detrás das fotografias das 3 pessoas, nascidas em Euskal Herria, que deveriam ficar sempre na lembrança de quem luitam por um mundo milhor:

Lucio Urtubi, albanel anarquista quem, na segunda metade da década dos 70, falsificara cheques de viagem do Citibank, o maior bando do mundo na altura, e quase conseguira quebra-lo. Quando foi gravado este vídeo ainda estava vivo e seguia sendo solidário para com qualquer projeto de luita.

Iñigo Cavacas, seareiro do Athletic, assassinado em abril de 2012 por um ertzaintza que lhe disparou na cabeça com sua escopeta de balas de borracha, desde poucos metros, durante uma intervençom policial abusiva, tras atender à ordem de «entrar con todo lo que tenemos». 10 anos despois o assassinato segue impune e essa escopeta segue gardada num armário, mas outras similares seguem disparando e quitando olhos e vidas, sem justiça e sem vergonha.

Yolanda González, estudante militante do PST (partido de tendência troskista), sequestrada do seu domicílio no bairro madrilenho de Aluche, em 1 de fevereiro de 1980 e apôs assassinada polos fascistas do Batallón Vasco Español, Emilio Hellín Moro e Ignacio Abad Velázquez.

Já estám eiquiiiii…. !! Já Galiza começou a arder

Os LUMES já chegaram à Galiza, mas nada novo baixo o sol (e esta calor).

Por suposto nesta campanha venhem com mais virulência, dadas as poucas chuvas do inverno e do que vai de primavera e graças à inflamável política forestal da Junta, sempre coa vista posta nas empresas depredadoras dos nossos bosques autótonos e na busca de seguir obtendo benefícios quantiosos das indústrias madereiras.

Tanto tem que já liscara pa’ Madrid o FRIJOLITO, o maior promotor desta desfeita sem fim, e agora já nom há quem baixe a apaga-los lumes coma ele, com seus sapatos castelhanos, seu rolex no pulso e sua mangueira de primeira mão:

Segundo a informaçom oficial da conselheria de Meio Rural, o lume que se iniciara ás 14,29 h. de ontem na parróquia de Gaibor (concelho de Begonte) ficou ás 01,02 h. desta madrugada.

Segundo as suas últimas mediçons, teria afetado uma superfície de 39 hetáreas de arvoredo.

Mas, tal qual denunciam na Comunidade Como Eliminar os Eucaliptos De Galiza:

Chamam-lhe “ARVOREDO”…, olho…!!! Nom dim “plantaçons industriais de Eucalipto” ou “Eucaliptais”…!!! De feito na maioria das notícias NOM nomeam jamais o tipo de árvores afetadas (pinheiros, eucaliptos)…, deve ser dessas consignas do governo de eco-terroristas da Junta, que lhes proibem informar, de que NA IMENSA MAIORIA DOS LUMES, ESTÁM INVOLUCRADAS AS ESPÉCIES PIRÓFITAS, INVASORAS E ALTAMENTE INFLAMÁVEIS, por isso nós insistimos que se há umha CONSTANTE, na ECUAÇOM DO LUME, essas som as espécies pirófitas das que se beneficiam só ENCE e FINSA…!!!

SE QUEREMOS REMATAR COS LUMES, OU MINIMIZA-LOS AO MÁXIMO, HÁ QUE ERRADICAR ESTAS ESPÉCIES DOS NOSSOS MONTES, E APOSTAR POLO BOSQUE AUTÓTONO COMO FREIO NATURAL AO LUME.

ABAIXO com o COPYRIGHT (Centros de Meios Livres)

Este gajeiro que acá escreve leva anos ativo pelejando contra a mídia comercial, sempre manipuladora e tergiversante, e desde há uns anos tamém censora e proibicionista de toda opiniom que diverge da oficial do Capitalismo Imperialista e uniformador, nesta sua época rampante cara baixo a toda velocidade.

Desde sempre, tanto nos meus anos moços coma agora que já superei essa idade em que um se sinte velho e se senta (onde já es um sessentom e só mais uma), luito cada dia contra os reclamantes de direitos autoriais de propriedade inteletual; se bem isso nom indica que eu desrepeite autoras e tamém nom que nom reconheça a autoria de textos, músicas, pinturas ou qualquer outra expressom artística ou comunicativa, tanto manuais coma cerebrais.

Hoje navigando por uma dessas malchamadas “redes sociais” (igual acai-lhe milhor o qualificativo de “redes psicópatas”) atopei-me com este “Manual Zapatista para as confusas” de “MATANZA VIVA”, Coletiva de Comunicaçom Alter Latina, Autónoma e Autogestiva, onde fam, coma mim, apologia dos meios livres e horinzontais a contramão dos oficiais e comercias, e que eu agora e acá, cópio, traduço e colo:

“Jornalistas” comerciais acreditam em direitos autorais; Ativistas dos meios livres, copiam e compartilham, divulgam e copiam. “Jornalistas” comerciais buscam prêmios e distinçons; Ativistas dos meios livres sabem que o prêmio é coletivo, e é poder ver nesta organizaçom, naquele olhar, naquelas palavras e naquela comunidade que o novo mundo já está aqui, e que vale a pena luitar por esse novo mundo.

“Jornalistas” comerciais consideram que devem ser tratados com privilégios; Ativistas dos meios livres consideram que é um privilégio compartilhar com outras que luitam, que mais pessoas devem poder juntar-se à luita e que a comunicaçom deve ser dirigida sobretudo àquelas que nom estám convencidas. E sabem que a tarefa é construir mídia livre autogerida a partir de baixo: rádios livres e comunitárias, TVs comunitárias, jornais e revistas independentes, páginas web, jornais de parede, mantas e murais, rádios-buzinas(*) , marchas e assembleias informativas, teatro, gráficas de luita, panfletos, brochuras, … etc.

Sem direitos autorais, licenças ou direitos específicos.

Estades todas convidadas a copiar, reproduzir, trocar e distribuir por qualquer meio possível.

Ampliemos e multipliquemos os esforços autônomos por meio de redes abertas de compartilhamento e apoio mútuo.


(*) As rádios-buzinas: Montas uma rádio com mesa, cadeiras, alto-falantes, microfones e computadoras num espaço público em contato físico com a gente. Prática habitual em zonas de México e que, tal coma atestigua a foto histórica adjunta, tamém praticada por a rádio Kalimera (neste caso na praça 8 de março durante as primeiras festas do bairro de S Pedro lá polos inícios deste século XXI)

Nom se trata de ser pacifista, senom de ser antimilitarista. A diferença é imensa X Olmo de Losca

Colo acá, traduzida, esta reflexom do compa anarquista italiano Olmo de Losca que recolhim da web “Lo Infinitamente”

Chegará o dia em que teremos mais armas que sementes de plantas para viver. Pois esse dia é hoje.

A gente adora a guerra, está tola pola guerra. Idolatram as fronteiras, adoram as fronteiras, estám tolas polas bandeiras. A maioria das amantes da guerra encanta-lhe de longe, sentadas comodamente detrás de escritórios brilhantes ou sentadas em sofás ainda plastificados para nom estragar-lhes das unhas do gato. Nunca viram umha, salvo polas notícias em pantallas planas de plasma compradas em hipermercados. Encanta-lhes por-se ao carom de tal ou qual bandeira. E choram, sinceiras, polas refugiadas; mas só polas duma cor.

Porém as cores nom existem, somos um só povo na Terra. Habitantes exploradas dum mundo que inventa a guerra na mesa. E manda á gente ás trincheiras coma carne para a matança. E o povo avança em troques de dar volta e desertar. Avança porque lhe ensinaram que a guerra transforma a dor em serenidade. Converte a carniçaria em paz. Misons de mantemento da paz: a última mentira do século XXI.

E quem inventa a guerra sempre está detrás das linhas, longe, vendo morrer ao povo; povos que morrem. Independentemente da bandeira. Incluso Napoleom digera:

“Para que serve a gente? Para vesti-la igual e manda-la á matança”

Prestade atençom: sempre há uma guerra justa, sempre estám os maus, os monstros. Pero os monstros som os que te mandam á guerra. E falam o mesmo idioma coa ti.

Nom se trata de ser pacifista, senom de ser antimilitarista. A diferença é imensa.

Olmo de Losca