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Comochoconto ANTIFA junho 2008

carlos Programa da Kalimera desmontando a mediática “teoria dos dois demos” que trata de equipara antifas de nazistas e outros fascistas.

Fora emitido em julho de 2008 quando os ánimos estavam ainda quentes tras o assassinato de Carlos Palomino a maos dum militar neonazi em 11 de novembro de 2007 em Madrid. Fora um ato em apoio das compas na denúncia da manipulaçom mediática contra do antifascismo tras os protestos de vários meses tras do assassinato de Carlos. Pondo o foco num programa da Milá que merecera a resposta pública da Cordinadora Antifascista de Madrid e a repulsa de Mavi, a nai de Carlos, quem escrevera uma carta, em apoio ao movimento antifa, denunciando os recortes á sua entrevista da condutora do Gram Irmao.

Nele tamém há lembranças de todas as assassinadas por elementos fascistas desde a suposta chegada da democracia até esses dias, cifra que nom deixa de medrar; da permisividade policial cos nazistas e da repressom ás antifas; mas tamém de luita pola dignidade em bárrios e cidades

Foram tempos nos nos que o governo psoista de ZP contava com Rubalcaba como ministro de Interior, experto em navigar polas pestilentes cloacas do Sistema desde primeiros anos 90, quando Felipe González, Mr X dos GAL, nomeara-lhe Ministro da Presidência e das relaçons com as Cortes (de pessoas, que animais nom tenhem culpa).

Adicado em especial a todas aquelas que semelha caeram agora na conta de que estávamos arrodeados de fascistas, que surpreèndem-se de que polícias e militares tenham connivência e compartilhem militância fascista e que todo elo suceda coa permissimidade e a benevolência dos falsimedios e deste governo PSOE-Podemos que se di de esquerdas.

Por certo, em troques de cumprir o prometido de derogar a “Lei Mordaça”, agora venhem de imponher a “Lei Mascarinha”, mas nom imos ficar caladas.

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Comochoconto Kalimera .- II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR’08)

kalimera20mai08Em homenagem ao Carvalho Calero recupero do meu baú das lembranças a entrevista realizada nos estudos da rádio Kalimera quando radiava desde a rua Betanços, no 22 de maio do ano 2008 a só 3 dias do II Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata (DdoOLeR’08) e VIII Dia Internacional da Toalha.

Convidados: Gerardo Uz, José Ramom Pichel e Suso Sanmartin

 

Texto sobre a crise pandémica – alguns anarquistas do Porto

Recebo no meu correio o convite a publicar e espalhar este texto de reflexão e de contributo a uma discussão cada vez mais essencial:

Anarquismo-Acracia-Ideas-Libertarias-Democracia-Directa-Reflexiones-desde-AnarresEste texto nasce de uma necessidade de comunicação e discussão entre companheiros. Nasce de uma tentativa de combater a distancia física e a falta de debate cara-a-cara, procurando apenas pôr no papel uns tópicos de discussão e de análise sem qualquer pretensão de verdade absoluta ou de descoberta da pólvora, sendo antes demais um apanhado de certas discussões que se foram fazendo dentro de certos grupos e que nos parecem ser importantes de socializar a um coletivo mais alargado de companheiros.

O processo desencadeado pelo aparecimento do coronavirus deixou o mundo e principalmente o hemisfério norte literalmente ligado às máquinas. Ligados às maquinas nos hospitais e ligados às máquinas em casa, sendo que até o próprio Capital encontrou a sua maneira de reprodução e sustento também através das máquinas.

O que se propõe com este texto é uma tentativa de abrir uma discussão partindo de uma análise um pouco sucinta, e talvez até mecanicista, de como se gerou e se está a gerir politicamente a redefinição da vida através da introdução de um agente perturbador no corpo social e eventuais consequências já perceptíveis no quotidiano.

Interessa-nos discutir como a declaração de pandemia permitiu pôr em prática um conjunto de mecanismos de privação de liberdade e de condicionamento dos indivíduos e que instrumentos permitem a eficácia de tal programa político.

Achamos que é na passagem do momento biológico (a aparição de um vírus) ao momento da resposta política dada a esse fenómeno que se irá construir toda uma arquitetura do medo, que se em tempos passados se tinha alicerçado na construção de um inimigo externo mas percecionado como palpável (o terrorista), hoje se baseia num inimigo invisível, imprevisto e que pelo seu carácter biológico permite toda uma gestão baseada no imprisionamento dos corpos.

Sem querer aqui analisar a existência ou não do vírus e a sua maior ou menor perigosidade (não somos cientistas e não achamos ser esse o busílis da questão), parece-nos ser de extrema necessidade discutir os efeitos políticos da resposta por parte do Estado e da sociedade e as suas consequências quer no quotidiano imediato quer as alterações que provocará na percepção da vida e no modo de habitar o espaço social no futuro.

Logo no inicio da chamada crise do covid-19, assiste-se à posta em circulação de um discurso bélico por parte das autoridades, como uma guerra que se cria porque basta ser declarada através de discursos alarmistas. Esta belicosidade do discurso parece-nos ter várias funções, mais ou menos óbvias, para além de inculcar medo na sociedade. Em primeiro, justifica a adopção de medidas de excepção que em situações ditas normais muito dificilmente seriam aceites. Todo a prática do confinamento e de restrição da vida assenta nesse momento excepcional da guerra ao vírus.

Por outro lado, a percepção de estarmos em guerra leva ao aglomerar da sociedade à volta do Estado e por consequência dos governos, como únicos garantes da vida terrena e de proteção do individuo. Parece-nos a nós que este facto existe mesmo quando os sistemas nacionais de saúde colapsam como foi o caso de Itália ou Espanha. Apesar da gestão catastrófica da situação, o Estado continua a ser o único ponto cardeal para onde a sociedade se vira.

Por último, a socialização do discurso bélico, coletivizado na frase “ESTAMOS em guerra contra o vírus”, permite também a transformação da percepção daquele que se revolta contra o estado de excepção, que aparece agora não como inimigo do Estado (por quebrar as suas leis) mas como inimigo da sociedade e potencial agente infeccioso. Dá-se então a criação de um novo inimigo interno, já não como inimigo do Estado mas como inimigo da sociedade e potencialmente da Vida mesma.

Em relação às medidas de confinamento e à chamada “obrigação moral de permanência em casa” parece-nos óbvio que tal só é possível a nível massivo devido a todo o aparato tecnológico que nos rodeia. A Internet e os gadgets electrónicos tornam o ficar em casa mais suportável através da sua função lúdica e permite ao individuo permanecer em contacto com os seus e assim abstrair-se de certa maneira da sua situação de isolamento mas, e aqui parece-nos residir a sua função principal, estes gadgets têm servido principalmente para a exponenciação de um sentir coletivo do pânico. É através das redes sociais e da Internet que a política do medo consegue a sua implementação depois de ter sido posta a circular pelos media tradicionais. Todos os discursos do “Fica em casa” e de policiamento do outro encontram nestes aparatos o meio por excelência de propagação, possibilitando um discurso fabricado pela instituições ser sentido como uma coisa vinda de população e ser defendido com unhas e dentes por quem é “atingido” por ele.

A quarentena e o proclamado Estado de Emergência provocam um duplo movimento, por um lado, de atomização através da redução da vida do individuo ao seu espaço mais restrito (a casa) e, por outro, de socialização massiva do pânico através do discurso belicista por parte do Estado e de amplificação do medo através dos mass media e redes sociais. Parece-nos a nós que é nestes dois movimentos que se joga realmente o projecto político de medo posto em circulação pelas autoridades. A vida real baseada no confinamento do indivíduo e a experiência social gerida por e vivida através dos gadgets tecnológicos conduzem, simultaneamente, a um ser e estar esquizofrénico e paranoico.

Achamos que é nesta dualidade que se baseará a vida nos próximos tempos, mesmo após o fim “hipotético” das medidas restritivas que se nos impõem. A transformação do espaço público como foco de doenças e a atomização do quotidiano já não baseada no atomismo capitalista clássico mas numa nova forma de perceber o outro e o espaço como potenciais perigos à vida do individuo.

Não nos interessa muito entrar aqui na discussão da hiper-vigilancia tecnológica que se seguirá ao fim da crise do Covid-19, porque parece-nos que essa vigilância e os meios para a pôr em prática já cá estão. E parece-nos que essas discussões se têm baseado mais num pessimismo distópico do que numa vontade de analisar as causas e os mecanismo que são “injectados” no corpo social que fazem com que sejam os próprios indivíduos a pedir essa vigilância ou no mínimo a ser complacentes com ela. A vigilância e o controlo há muito que aí estão e não foi o vírus que as trouxe. É óbvio que se assistirá a um incremento da robotização da vida e à expansão dos mecanismos de vigilância mas parece-nos que esses fenómeno aconteceriam com ou sem crise pandémica, podendo quanto muito, terem sido acelerados por ela.

Gostaríamos sim é de debater a maneira como os anarquistas percepcionaram a crise e as possibilidades de ação dentro da paralisação social que nos foi tocada viver.Obviamente que o pânico e o medo também nos atingiram de uma maneira ou de outra, a uns mais do que a outros, e talvez fosse inevitável ser de outra forma. Por muito que nos custe, os anarquistas não são uma categoria à parte da sociedade e impermeáveis ao que acontece fora dos nossos círculos e são momentos de excepção como este que melhor mostram as nossas falhas enquanto movimento e a falta de mecanismos de que dispomos para contrariar as situações que nos são impostas. Prova disso é que, mais ou menos por todo o lado, a resposta maioritária dos diferentes grupos anarquistas não passaram de respostas a roçar o caritativo. Esta crítica é tão válida para os grupos quepuseram de pé estruturas recolha e distribuição de comida cujo resultado é apenas uma substituição do papel caritativo do Estado, como a todos os outros grupos, nos quais nos incluímos, que por inoperância não conseguiram delinear ou sequer debater estratégias de ação para afrontar o confinamento. A incapacidade de combater o discurso que se tornou dominante e de passar cá para fora uma outra versão das coisas, uma outra visão do processo, revelou mais uma vez a nossa falta de coordenação e como a ausência de debate e práticas continuas entre companheiros se tornam nestes momentos falhas que eventualmente se pagam caro.

Aproveitemos pois que esta situação excepcional nos leve a repensar as nossas práticas até hoje e que nos permita encontrar formas mais eficazes de comunicação e ação política de maneira a que quando a fatura dos meses de confinamento começar a ser passada, os anarquistas possam ter uma intervenção que aponte a caminhos e práticas diferentes. O assegurar dos nossos espaços que serão de extrema importância num futuro próximo, a criação de redes de produção e consumo que apontem a uma maior independência em relação aos circuitos tradicionais de consumo; e uma produção e ação coletivas que permitam vislumbrar uma centelha de revolta criando estruturas políticas que permitam um ataque a um novo mundo que já cá está, são propostas que a nosso ver devem desde já começar a serem trabalhadas colectivamente e este texto é uma chamada a metermos mãos à obra.

Porque num mundo pandémico, o único vírus possível é a Revolta!

Alguns Anarquistas do Porto
20 de Abril de 2020

Comochoconto – Galeano – A Sociedade de Consumo

comilona protegidaContínuo coas minhas pescusas no fundo do meu baú e atopei este programa adicado ao mestre Eduardo Galeano e sua denúncia da Sociedade de Consumo, que, co galho da data internacional do Livro, colo acá.

Fora emitido por vez primeira em 31 de março de 2006 desde os estudos da Rádio Kalimera (a rádio livre de Compostela).

Crio que é bo momento para reflexionar, e neste programa tentei fazer isso coas palavras de Galeano.

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Temas que soam:

Consumismo – Montagem radiofónico de Radio Ecos
Money – Liza Minnelli e Joel Grey
Porca Miseria – Ruxe-Ruxe
Vida de Rei – Fernanda Abreu
Desejo – Xutos & Pontapés
Cantiga do Desemprego – Fausto

Comochoconto Contos Antirrepressom

abraço literairoMergulhando-me no profundo do meu baú, dim com este programa que devim emitir lá polos inícios deste século, quando as condiçons de emissom nom eram das milhores e de ai que a minha voz soe algo túrbia, em perversa sintonia com aqueles sujos tempos do Prestige.

Agora, como disponho de tempo, acordei comigo mesmo dar-lhe uma volta e venho de reatualizar o programa mudando alguns dos temas musicais e das sintónias de fundo. Figem tal coma umas piscadelas agarimosas para com essas compas que andam na emigraçom labourando nas vinhas, nestes estranhos tempos, nessas estranhas terras, e de quem sei que, de quando em quando entre cepa e cepa, escutam meus programas, e tamém vai para todas aquelas com quem compartilhei tam bos momentos nos informativos alternativos da Rádio Kalimera. Por suposto fago extensivo esta dedicatória a todas aquelas que tenhades interés em escutar este programa.

Som textos e poemas de Bernardo Atxaga, Eduardo Galeano, Pier Paolo Pasolini, Juan José Millás, Gabriel Jiménez Emán e doutras das que nom dim atopado a autoria, nem na rede, nem na memôria do meu computador, nem na minha própria.

Espero que gostedes.

 

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Comochoconto Paul Auster – Relatos breves “O Caderno Vermelho”

“Descobrir o poder do azar é descubrir que somos fragis e terrivelmente vulneráveis, que dependemos da casualidade, que uma coincidência estúpida pode destrozar-nos num segundo. Que uma palavra estúpida ouvida por casualidade tamém pode fulminar-nos. Lembrar que as pessoas somos terrivelmente fragis é uma obriga moral”. Paul Auster

caderno vermelhoRebuscando no meu baú onde repousam os programas que gravara e emitira na Kalimera “a rádio livre de Compostela”, atopei este adicado á figura do escritor Paul Auster num percorrido por vários relatos onde nós dá conta dalgumas das suas experiências vitais; daquelas onde cobram relevância as casuais coincidências. 

Dado que meu programa de Comochoconto tinha por lenda “Onde tudo parecido com a coincidência é pura realidade” e dado o muito do que eu gosto de seus escritos, acho que sobravam razons e era caseque uma “obriga moral”, adicar-lhe este programa a este autor que di dele mesmo que é “Caçador de Coincidências por obriga moral”. Um programa que saira ás ondas livres lá polo ano 2006 e que vos colo agora acá por se apetece escuitar:

 

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[COVID_19] Temos tempo… Que tal se nos paramos a pensar?…

154 MIL 500 PESSOAS MORRERAM cada DÍA do ano 2016 no Mundo!!

56,4 MILHONS em TOTAL !!

Mas no em todos os países morre-se polas mesmas causas: Estas imagens reflitem as taxas brutas de mortalidade -dados da OMS- divididas segundo os níveis de ingresos dos seus países de vida e morte. As cores azuis correspondem a doenças nom transmissíveis, ou seja que nom se contagiam nem herdam; e digo tal para evidenciar as diferências):
causas morte 2016

Visto e dito tal, quiger fazer um inciso para assinalar que o feito de que as gráficas dividam segundo os ingresos dos países sinifica que, coma dentro dos países de altos ingresos acostuma haver muita gente de níveis baixos, e mesmo moi baixos, de ai que nom é raro que morra lá bastante gente de “infecçons respiratórias” e vice-versa em ambos sentidos; há pouca gente nos de “ingreso baixo” que disponha de altos ingresos, e ao ser estas tam poucas é pouca sua influência nas gráficas desses países.

A onde quero chegar??

As infeçons das vías respiratórias inferiores é a doença transmissível mais letal; em 2016 causou 3 MILHONS de mortes no mundo (8 MIL 200 pessoas por dia). A taxa de mortandade por doenças diarreicas, foi de 1,4 MILHONS (3 MIL 800 diários). Por tuberculose houvera 1,3 MILHONS (3 MIL 600 cada día).

Se voltades a olhar as imagens de enriba, é doado ver que só as infeçons das vías respiratórias inferiores aparecem na listagem das 10 doenças mortais nos países de arriba do quadro (alto e mediano-alto) e nem a diarrea nem a tuberculose (TB) assomam. Estoutras imagens de certo que aclararám por onde quero ir:

diarreatuberculose

E agora colo o pantalhaço (no momento de escrever isto) do mapa interativo do que já di conta numa antérior entrada de há 2 semanas quando havia 147.779 infetadas em tudo o mundo e 5.539 mortes polo COVID_19 e esta é agora sua situaçom no mundo:

2020-03-28-195306_1280x1024_scrotO mapa leva 87 dias contabilizados desde o 22 de janeiro, o que sinifica umas 331 pessoas mortas ao dia desta pandémia de COVID-19 que até agora afetou maiormente aos países do hemisfério norte, onde radicam a maioria dos países de ingresos altos e médio altos.

331 pessoas morrendo cada dia polo coronavírus som muitas pessoas, certo.

3600 (diarrea) e 3800 (TB) cada dia, suponho que tamém som muitas mortes, ainda que nunca tenhamos conta delas. A fim de contas a nós nom nos afetam, como tantas outras preocupaçons das pobres, das migrantes, das sem papeis, das refugiadas, das que vivem em situaçom de guerra, de fame, de doenças que tenhem cura pero que nunca nos preocupam.A.

Isto nom rematou, mas se temos em conta de que o inverno está nos seus inícios no hemisfério Sul…

Que cadaquem tire suas conclusons, que nom vou a dize-lo eu tudo.

COMOCHOCONTO – Fazendo memôria doutras pandêmias: GRIPE AVIAR (2004-06) e GRIPE A (2009-10)

Disponhibiliço acá, para quem quiger, 2 programas de Comochoconto emitidos na rádio Kalimera em  2006 (GRIPE AVIAR) e em 2010 (GRIPE A).

Ámbos programas realizados quando os MEDOS a estas PANDÉMIAS que iam MATAR a toda a humanidade já estavam calmos e quando os FALSIMEDIOS seguiam a enganar na sua estratégia de confundir e nunca dizer toda a verdade.

                                                              GRIPE AVIARgripe aviar

No primeiro –GRIPE AVIAR– falo sobre a ALERTA MEDIÁTICA contra todo tipo de aves coma possíveis causantes da suposta NOVA GRIPE. Os cabeçalhos nom deixam lugar a dúvidas da ALARMA: “Podem morrer mais de 150 milhons de pessoas”. “A gripe aviar esta-se a converter na maior ameaça para a supervivencia da humanidade”. “Em qualquer momento, este letal virus surcará toda a Terra infectando sem remédio a gram parte da povoaçom”.  E deriva o programa para denunciar o grande NEGÓCIO das FARMACEÚTICAS e uma crítica ao Sistema Sanitário.

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                                                                  GRIPE Aunnamed

No segundo –GRIPE A– Um continho dá entrada ao programa no que falo desta nova pandémia fazendo memória da Gripe Aviar e dos medicamentos que se usaram. A exageraçom dos médios, da OMS e da sona que acadara, dera pé a várias artistas para tirar seus temas musicais, que acompanham este programa; que remata com dois continhos de Jorge López Ave e um conselho do gram Galeano.

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Podedes escuta-los acá mesmo ou descarregalos e escuta-los depois nos vossos dispositivos (estám em mp3)

Aúdio Conto Nom Roubar / Nom Matar

avalon
Aproveitando uma minha baixa por lumbágia antérior ao Estado atual de Alerta, figem algo que tinha pendente desde há mais de 1 ano; pôr música a um conto que escrevera e que, durante minha baixa, por fim gravei e pugem música de fundo.
Agora vo-lo ofereço a todas vós. Dura algo mais de 1 hora, mas acho que agora era bó momento para publica-lo acá.
Está dividido em 3 partes para facilitar a escuta e a descárrega (livre) por capítulos duns 20 minutos, mas é uma só história:

 

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Espero que os desfrutedes e já sabedes que Amanece que no es poco…!!!
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pdt- Quero agradecer a Gema seus sábios conselhos sobre o Conto, que é de bos amigos ser agradecido.

HIPÓCRITAS PATRIÓTICAS e o COVID-19

asterix-coronavirus-868x644Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade nom possue, frequentemente exigindo que as outras se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa extrapola ou deixa de adotar. Hipocrisia é interpretada ás vezes coma um mecanismo inconsciente de defessa e nom coma o ato de engano consciente que se despreende da sua conotaçom clássica.

PODER sustenta-se sobre TRES PIARES que perduram ao longo da história: IGNORÂNCIA, MEDO, SENTIDO DA CULPABILIDADE.

IGNORÂNCIA, controlando os meios para poder alterar a verdade e manter á povoaçom ignorante da realidade.

MEDO, que é o control de massas mais eficaz. Há que manter á povoaçom submetida a temores, reais ou falsos. Nom importa, âmbos som igualmente eficaces. Quando se esgota o medo a algo, simplesmente cria-se um outro.

SENTIDO DE CULPABILIDADE, como complemento indispensável do que se alimenta o MEDO.

Desde a declaraçom de Guerra Mundial da nova cepa de Coronavírus contra da Humanidade toda, as pessoas das sociedades privilegiadas viram vir ao «lobo» dos seus medos irracionais quando esta já atacava, de maneira alarmante, as interioridades duma das novas economias pujantes no Capitalismo Internacional, a China; mas nom foi até que a doença, provocada por este novidoso mutante vírus, superara as fronteiras europeias -sem que houvera valos, muros nem polícias fronteriças que o impediram- que a alerta mediática começou a emitir seus medos por todos seus altofalantes e suas vozes foram replicadas por grande parte das suas privilegiadas cidadás tal coma faziam outrora as campás da Idade Media coa peste.

Em 2018 a OMS lançara uma sua ALERTA de ATUAÇOM IMEDIATA contra PANDÊMIAS e advertia aos governos do mundo tudo que se tomaram á sério as suas recomendaçons para preparar ás suas povoaçons diante do que a todas luzes, já se previa imediata. O cabeçalho de dito informe nom oferecia dúvidas sobre suas intençons: Estamos preparadas para uma vindoura pandemia?  O texto, toda uma guia de conselhos a tomar moi similares aos agora repetidos até a saciedade polos falsimédios, fazia referência só á chamada “Gripe estacionária” mas som moi similares, senom os mesmos que agora replicam por todas partes coma um mantra e que por entom e até agora calaram nossos governos e seus vozeiros pese as sérias e graves advertências da OMS.

2020-03-14-230259_1280x1024_scrotAlém este Informe tem dados que poidam surpreender à gente pouco informada:

«Gripe estacionária» é chamada assim porque se registra por duas vezes cada ano durante os invernos das regiones templadas (uma em cada hemisfério) e circulam todo o ano nas regions tropicais e subtropicais sem que, até agora, nenhuma barreira as freara. Há estudos que situam aos movimentos da gente viageira do hemisfério norte durante seu inverno cara as zonas cálidas do sul, como as transmissoras do virus da gripe ano tras ano entre hemisférios. Outras assinalam a cria de porcos coma culpável, dado que este virus da gripe é algo que compartilhamos com estes animais que som encirrados em jaulas pequenas por todo o mundo para ser cebados e depois matados e comidos; poida que seja uma sua forma de vingança diante de tal maltrato.

Esta doença anual afeta cada ano de 3 a 5 milhons de habitantes do planeta Terra e MATA umas 650.000 pessoas cada ano «normal»; isso sim, a imensa maioria das pessoas que morrem nom acostumam a ser famosas, nem gente da elite social ou económica, nom sendo que sejam maiores de 75 anos, que é a franja de idade da maioria das mortes no hemisfério norte; senom mais bem é gente do comum e de todas as idades que na sua maioria morava das zonas mais empobrecidas do hemisfério sul.

Segundo a ONU as pessoas que morrem cada ano na Europa nom passam das 70.000 e no Estado español morreram 6.300 só no ano passado e afetou a pessoas de todas as idades. Quiçás se mirades de primeiras estes números pareçam pouca quantidade; normal dado que estamos afeitas a assumi-los e até agora nunca causaram nenhuma alarma nem se tomaram precauçons algumas para evitar contágios e o seu espalhar polo mundo; mas se vos digo que agora mesmo no Estado español há 6.023 pessoas que foram contagiadas polo COVID-19, que delas 5.315 seguem ativas, tras a recuperaçom total de 517 pacientes e a morte de 191 pessoas, nenhuma delas minor de idade. Nom vos fai pensar que as contagiadas polo COVID sejam, a data de hoje, menos que as que morreram por Gripe em 2019 ???!!!

6.300 mortes por gripe no ano 2019 e, pese ao abultado desta cifra, eu nom lembro ter mirado nenhum cartaz de como lava-las mãos para evitar os contágios. Por suposto tampouco lembro nem sequer umas recomendaçons mínimas mais lá do típico dríptico da  campanha de vacinaçom do Sergas, que forma parte já da rutina e ao que apenas damos importância se nom estamos nalgum dos casos de risco que as autoridades sanitárias marcam e determinam.

Pergunto-me agora porque nunca governos e seus vozeiros figeram nenhum ano um seguimento dia a dia da evoluçóm das infetadas e mortas por Gripe estacionária coma fám agora co COVID-19; e nom podo mais que dar-lhe voltas ao porquê agora; mas tudo volta a levar-me o que já escrevim nesta bitácora ao respeito há só uns dias “Alerta Sanitária Internacional!!” A nova cepa dum coronavírus que pode matar por igual a ricas que a pobres.

Certo é que o COVID-19 infeta e mata e polo visto até agora (que ainda nom chegou a infetar de maneira maciça no hemisfério sul; que começará seu outono em dias) a relaçom entre infetadas e mortas é moi similar á das gripes anuais que nom tiveram sona mediática, essas que já temos interiorizadas como nossas e semelham nom preocupar-nos. Mas tamém é certo que as cientistas chinesas já conseguiram atalhar a doença com éxito quando saltou acá a Alerta; desconheço se deram com uma vacina e se é o caso tampouco sei (ainda que mo imagino) porque nom estám a distribui-la gratis por todo o mundo como jeito de atalhar sua expansom imediata em troques de encirrar as povoaçons nas suas casas. Por vezes penso que é tudo um simulacro criado a propósito para estudar nosso comportamento obediente e submisso diante do desconhecido ou mesmo algo pior como aplicar um holocausto dirigido para eliminar gente com o aplauso e aprovaçom do resto, coma figeram os Reises Católicos quando expulsaram a todos os infies ou Hitler quando encirrara e gaseara a prazer, judeus, gitanas e dissidentes políticos co silêncio cúmplice ou o apaluso e a colabouraçom necessária do resto.

O mapa elaborado por uma universidade dos USA -que vam atualizando cada pouco- marcava quando escrevia isto 147.779 infetadas em tudo o mundo e 5.539 mortes -ainda som menos que as que morreram no ano passado por gripe só dentro das fronteiras españolas- o que constitue um 3,75% de mortalidade entre infetadas; ainda que é muito provável que a porcentagem real seja minor coma consequência lógica de que muitas das infetadas nom manifestam síntomas alguns ainda que sejam transmissoras do bicho, como ao parecer sucede com as crianças e a gente mais nova, e como tais, nom figuram no cómputo de infetadas.

IGNORÂNCIA cura-se querendo saber. Hoje em dia vivemos num mundo onde meios de transporte movém-se sem parar levando pessoas e mercadorias por todas partes e tamém vírus que polo que contam os médios gostam de se pousar em agarradeiras, bancas, portas, botons e barras para permanecer ativos mais tempo e se deslocar em metros, buses, vagons, avions e barcos; vê-se que saiu-nos viageiro. Além as novas empresas que vendem seus produtos por internet e o distribuem a qualquer lugar do mundo fam possível a viagem dum vírus desde a China até Mazorros muito antes do que o AVE. O risco de que uma nova enfermidade manifestada num lugar concreto do Globo acabe contagiando a gente do mundo enteiro é evidente; mas tamém nom é nada novidoso, na História (periodo da humanidade da que se tenhem dados interpretáveis hoje em dia) ficam múltiples registros de pandêmias que afetaram territórios imensos infetando e matando ingentes quantidades de pessoas.

Só os españois patriotas e idiotas seguem negando o holocausto indígena que causamos em todo o continente da Abya Yala tras a invasom das naves dos Reises Católicos e a posterior colabouraçom necessária dos governos e gentes de toda a Europa rica daqueles anos obscuros do holocausto indígena e tamém do sequestro e leva á força de pessoas da África coma escravas até esse suposto Novo continente.

Epidémias (indigenas caresciam de anticorpos contra as doenças que europeias levaram com elas), guerras e fames decimaram aquelas terras. Investigadores británicos assinalam, num seu estudo recém publicado na revista Quaternary Science Reviews, que a povoaçom indígena se passou de 60 milhons a só 6 em apenas um séqulo; o que vêm a dar sinificado real a 1ª acepçom da palavra «decimar» – Matar uma de cada dez. E aleḿ indicam que «tal foi a magnitude das mortes, que incluso perturbara o clima mundial» tras o abandono das terras cultivadas (56 milhons de hetáreas), o brote das ervas naturais e o crescemento consequente da superfície boscosa provoaram uma reduçom do CO2 que a sua vez contribuiu a um enfriamento global da Terra nuns 0,15 º entre finais do século XVI e primeiros do XVII.

O posterior descobrimento de que algumas doenças provinham duns bichinhos que nom podemos ver a simples vista e que se podiam combater sua infeçom e morte com pequenas doses desses mesmos bichinhos, dando pé a que o corpo humano crie em consequência os anticorpos para combate-lo; fora um grande avanço na investigaçom e tratamento desas pandémias. Até entom, a humanidade culpabilizava da transmissom destas doenças a qualquer, fosse esta humana, animal ou um ser fantasioso e irreal e enfrontavam-se a elas com proclamas ao vento, ou aos deuses, nada efetivas por parte de fanáticos de todas as religions e crênças e tamém mediante práticas médicas que hoje nos arrepiam efetuadas por sanadores de sona ou curandeiros triviais como sangrias ou trepanaçons que nom tinham efetividade alguma nestes casos.

Como nota curiosa dizer que da famosa Peste Negra -que acabara com um terço da povoaçom europeia a meiados do séqulo XIV e deixara milhons de vítimas- sempre levaram a culpa as ratas da sua expansom desde Ásia até Europa. Agora, e graças ás inovaçons no campo da investigaçom cientista semelha que nom tal. Uma equipa da universidade de Oslo dirigido pola Dra Katharine Dean publicara em janeiro de 2018 um seu Estudo na revista PNAS, no que acusam ao parasitos humanos -como pulgas e piolhos– de ser os principais transmissores da bactéria da Peste. Eu venho de sabe-lo agora, seguia pensando que as ratas eram culpáveis; mas tamém é certo que há cientistas que nom dam valor a este Estudo em base a que, de aceta-lo, sinificaria que muita gente «importante» teria estado anos dándo-lhe de comer ao demo posto que «genetistas e historiadores modernos colocaram á rata na posiçom [de extender a peste] e estavam recolhendo até a mais mínima prova»; isso sim, pese a que nos registros da peste medieval nom se mente por nenhures e para nada uma morte maciça de ratas.

Há múltiples filmes e livros que falam daquela pandémia ou doutras doenças coma a lepra; nelas assistimos como espetadoras ou leitoras passivas ao devenir do trato humano para com as apestadas e leprosas. As enfermas de entom eram tratadas como despojos e como inumanas culpáveis das desgrácias de todas as demais, daquelas todas que se consideravam a salvo até entom daquelas pragas, de doenças e mortes que nom entendiam e das que nom se consideravam merescedoras, isso pese a que viviram numas condiçons de certa falha de higiene desde o medre do tamanho de vilas e cidades.

Contam os contos que muitas pessoas da Baixa Idade Média mesmo repudiavam lavar-se porque aquilo era coisa de moros e infieis; coma nossa rainha Isabel I “La Católica” quem jurara que nom se lavaria nem cambiaria camisa até que Granada fosse conquistada (10 anos tardaram). Um cronista arabe na altura escrevera sobre os cristiás da Península que «nom se limpam nem se lavam ao ano mais que uma ou duas vezes, com água fria. Nom lavam seus vestidos desde que os ponhem até que, postos, se fam tiras; crêm que a sujedade que levam do seu sudor proporciona benestar e saude aos seus corpos».

Pois bem este anterior párrafo resulta ser o que agora chama-se “uma fake”; uma mentira moi espalhada que me pareceu oportuno introduzir. A investigadora Consuelo Sanz de Bremond no seu blogue Historias para mentes curiosas  explica que «é ridículo pensar que nossas ancestras medievais nom conservaram os antíguos saberes botánicos e de higiene pessoal. Sabemos da existência de banhos públicos nas urbes cristias. Existem recetários medievais para a limpeza do corpo, para manter a pel sa, para quitar manchas da roupa, para a elabouraçom de cosméticos, para a fabricaçom de perfumes. Havia normas em hospitais para aseiar a doentes emanter limpa a roupa de cama. Qualquer prenda era considerada um bem moi valioso, herdavam-se mesmo as roidas pola traça». E engade que o único cicáis certo dessa imagem duma sociedade que, a olhos atuais, poderia parecer descoidada, é que a primeiros do séqulo XVI apareceram novas Normas de Higiene na Europa cristia diante da crência de que a través dos poros da pel entravam as infecçons. De ai que se desaconselharam os banhos quentes ou de vapor, sem que isso fosse obstáculo para que realizaram uma limpeza exaustiva e diária do seu corpo a través de método em seco como era a frotaçom das prendas.

De todas, Isabel «La Católica» morrera antes deste câmbio absurdo nas normas de higiene ditadas desde arriba por supostos expertos que hoje fai-se-nos evidente a todas que erraram no seu diagnóstico.

E por que dar creto agora ao que nos contam??

MEDOTurvaçom do ânimo, principalmente forte e súbita, na presença de um perigo real ou imaginário.

Dias prévios a esta alerta souvemos dumas Operaçons militares da Fuerza de Guerra Naval Especial española que, sem prévio avisso mediático, despregou tropas por diferentes partes da Galiza em exercícios que poderiam fazer tremer de medo a quem mirara tal sem saber que se passava. Dim que é uma atuaçom de rutina para saber como ir a matar polo mundo adiante em nome da pátria. Seica agora estám ao mando do exército español em Iraque fazendo das suas envoltos na Operaçom Inherent Resolve contra do Estado Islámico.

Que isso suceda e pouco depois dite-se desde o governo español o Estado de Alarma; a mim causa-me certa Alarma; mas debo ser um paranoico porque miro ao meu redor e nom vejo a ninguém; cicais seja coisa de que estou encirrado na minha casa escrevendo isto por foder.

Vim dias atrás rostros riseiros polas ruas quando morriam chineses desta nova cepa de Coronavírus (bicho que já existia e do que já houvo outras cepas e outras epidémias pero que por acá apenas afetaram, e será por isso que ninguém nos alertara no seu dia e nem sequer nos falaram) e semelhara, uma vez mais, que o perigo ficava bem lonjano.

Comecei a ver rostros cariacontecidos quando o perigo invadiu Itália porque já estávamos certas de que aqui tamém ia chegar. Começavamos a conhecer o medo diante das disposiçons de eventos sem público polo Coronavírus, do que já tamém falei nesta bitácora

O MEDO ia cumprindo sua funçom e espalhándo-se a medida que falsimédios todos começaram sua nova Campanha Orquestrada, da que som já espertas expertas; depois de éxitos recéns como o de 2014 co vírus Ébola e a auxiliar de enfermeria galega, Teresa Romero nos papeis de protas.

Teresa -quem há pouco se queixava no jornal El Español de que ainda nom recebera nenhuma indemnizaçom por parte de Instituiçom alguma- infetara do vírus ao tratar a uns velhos curas españois que, infetados de Ébola foram trazidos até Madrid num Airbus A310 do Exército do Ar desde Serra Leoa num ato patriótico de moi pouca fe e muita irresponsabilidade sanitária e desconhecemento de protocolos de prevênçom, e quando na África Ocidental seguiam a morrer centos de pessoas desde que a OMS informara em março desse ano dum grande surto desta doença na Guiné. Teresa tivera a honra de se passar a ser a 1ª pessoa contagiada no Mundo fora de África do terrível Ébola. Da gente que seguia lá a morrer por Ébola deixamos de saber de seguido; o que importava era que nom se propagara polo mundo que nós importa.

A apestada, desde que saltou a notícia em tudos os falsimédios, e o eterno seguimento mediático de seus síntomas e apariçons pola ventá pechada do hospital converteram-se no que hoje em dia di-se de «trending topic» ainda que mas bem semelhava um «tremending atopic» e durante meses tivera que suportar momentos épicos e trágicos como quando mataram ao seu cam Excalibur.

Reportajes_365975018_111600379_1706x1280Agora declara que «o pior que levei é que fazendo meu trabalho por riba me botaram a mim a culpa. […] Saio dessa situaçom e atopo-me que me querem botar a mim todos os marrons. Nom entendia nada, sego sem entende-lo… mas agora intento nom perguntar-mo».

Por certo, de momento nenhum laboratório farmaceútico atopou uma vacina que cure esta doença que segue tendo surtos no hemisfério Sul de quando em quando; de feito a OMS declarou em 17 de julho de 2019 que um novo surto de Ébola em agosto de 2018 na República Democrática do Congo é uma EMERGÊNCIA INTERNACIONAL que já infetara lá mais de 2.500 pessoas e causara a morte a mais de 1.650. A mim desculpáde-me porque miro pouco os falsimédios pero até hoje que estava na busca de informaçom para escrever isto, nom tivem notícia de tal declaraçom de emergência.

Igual é que entanto morram africanas nom importa, se já nunca nos importaram quando morrem querendo cruzar o estreito de Gibraltar porque nos iam a importar quando o Ébola volta a estar fora da Europa e mau será que voltemos a traze-la.

SENTIDO DE CULPABILIDADE

Dizia ao início deste longo texto (nom vos queixar que tempo tendes abondo) que é o complemento indispensável do que se alimenta o MEDO. Mas nom tanto de que cada uma de nós poida sentir-se culpável de ser possível transmissora do vírus ainda que cumpras a consciência todos os conselhos impartidos desde arriba por sábios que á força tenhem que saber mais do que tu sobre este novo bicho, que tamém; senom, que neste caso busca-se botar a culpa nas outras e de ai toda uma demarragem de intolerância, xenofobia e assinalamentos airados por toda uma pleiade de fanáticos siareiros dos mandatos desde arriba.

Minha página numa RRSS na que procuro ter só como «amizades» gente com cabeçinha (ou eu dim por suposto que a teriam) enchirom-se estes dias passados de mensagens nada cómicas em contra da gente de Madrid, e coma quem aproveita que o Pisuerga se passa por Valladolid, aproveitara a contingência para tirar a dar contra da gente que viu a Galiza desde lá trazindo o maldito vírus; de nada importa que em Compostela a primeira infetada detetada fosse uma vizinha que anda na capital española a estudar e voltava a casa tras pechar-lhes a universidade. Já temos uma outra culpável coma a Teresa. Fodechinchos som fodechinchos com coronavírus e sem ela; aproveitar esta situaçom de Alerta para buscar estas culpas nas alheias, nom se me diferência a mim muito daqueles de Vox que botam as culpas nas emigrantes do mal que está a vida acá. Raro que serei pero sobram desde sempre argumentos para se queixar do Turismo Maciço que padecemos desde anos há e nom só venhem de Madrid.

Mas tamém está a trazer malestar entre vizinhas, entre as gentes do lugar. Qualquer que nom acate ao 100% o ditado desde arriba pode sofrir nom só as consequências da lei, senom as olhadas de ódio desde as ventás das autosequestradas. Aquelas que nom saiamos a aplaudir ás ventás para parabenizar-nos polo bem que obedemos e o submissas que somos seremos assinaladas coma culpáveis ou cûmplices de que se sega a expander o bicho durante o tempo que as autoridades determinem e para isso é de obrigatório cumprimento que todas estejamos cada quem encirradas e contentas nas suas casas.

Diredes que som um exagerado pero eu sínto-me coma se estivera num filme futurista, dos tanto que se figeram, onde em qualquer momento numa pantalha gigante vai aparecer o dono do mundo advertindo de que estamos sendo vigiadas; mas as imagens que mirei dos drons falando desde o alto á gente chinesa que desobedecia as ordes e saia ás ruas eram moi reais ou a mim mo pareceram.

Ou isso ou estou escrevendo em sonhos e quando acorde todo terá sido um pesadelo.