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OLTRA, uma outra apoltronada defessora de PEDERASTAS, tal qual YOLANDA…

Quem sega algo esta bitácora, saberá da miha teima por tirar luz sobre a fiel ligaçom da Yoli Díaz– a neo supermegapija do PCE com aires de princesa Disney e ínfulas de presidenta das españas – para com o seu amigo e protegido e coma ela, vizinho de Ferrolterra e militante de EU, Ramiro Santalices, a quem, por duas vezes nomeou coma seu assessor pessoal, primeiro no concelho ferrolá tras ser eleita concelheira com apenas algo mais de 5 mil votantes (um escueto 7’8% dos votos). Fora entom quando entrara a formar parte da equipa de governo local presidida polo socialista Irisarri.

Suas primeiras açons de governo foram subir-se a ela mesma um 30% o seu salário e acometer uma reforma completa de seu gavinete na casa do concelho ferrolã. Apenas tres semanas após da sua pose, Díaz acordara consigo mesma que seu gavinete nom era o ajeitado para tam grande dama e dito qual mandou mudar seu cham, pintar as paredes e o teito e renovar todo o mobiliário, chegando a gastar ao redor de 8.800 euros do erário público, segundo um outro edil do seu mesmo partido.

Tempo depois saltaria a faisca que levara a uma denúncia apresentada nos julgados por várias companheiras militantes de EU em Ferrol contra seu camarada Santalices, tra-la apariçom de pornografia infantil nos computadores deste partido no concelho.

Na altura, a própria meninha do Suso, a atual Dama Roja, segundo a neo propaganda dos falsimeios que estám a promover a sua candidatura a presidenta, saira de imediato na defessa do seu amigo pederasta e em consequência foram as denunciantes quem sofreram a expulsom de EU. Yoli mesmo recurrira à Justiça para pedir que se investigara a “difussom falsa e as graves acusaçons de feitos constitutivos de delito contra a organizaçom política Izquierda Unida afirmando falsamente que no computador da sede política (…) existem arquivos que puidera, estar relacionados com pornografia infantil”.  E se bem tra-la investigaçom policial, o juíz arquivara as diligências, nom foi porque fosse uma falsidade a denúncia senom porque as computadoras onde se atoparam as perversas imagens eram compartilhadas e lhes foi impossível determinar o que todas as suas companheiras denunciaram, agás Yoli.

Assim as coisas, quando em 2012 foi eleita coma deputada no parlamentinho galego – seu 2º posto na lista de A Corunha, indo justo detrás do afamado Beiras, valeu-lhe para aproveitar o tirom eleitoral do velho professor- Yolanda nom tivera reparo algum em nomear coma seu assessor ao seu amigo pederasta.

Em abril de 2016 o pederasta militante de EU, Ramiro Santalices, outrora defendido a morte por Yoli é de novo investigado no marco duma causa sobre pornografia infantil. Desta volta EU emite um seu comunicado onde ratifica a sua suspensom de militância e elimina toda relaçom laboral com ele e qualifica este comportamiento, em caso de ser certo, como «indigno»; um epiteto bastante suave e nada contundente para estar dirigido cara um pederasta; se bem era o próprio tendo na conta a defessa extrema que dele figera Yolanda Díaz 7 anos atrás.

Ramiro Santalices fora entom condenado a só 1 ano de prisom por um delito de posse de pornografia infantil em concurso com um outro de distribuiçom. Santalices compartilhavaa documentos fotográficos com outros usuários e reconheceu que «gostava de abusar de meninhas de 10 a 12 anos».

As duas exmilitantes de EU que foram expulsadas desse partido por denunciar na polícia os feitos de 2009, consideraram que esta nova detençom é consequência de nom ter atuado corretamente nesse momento«perderam-se SETE ANOS, nos que houvo muito sofrimento e há responsáveis». Destas suas palavras qualquer boa entendedora teria claro que se estavam referindo a Yolanda Díaz

Beiras na altura da detençom nom ocultara a sua incomodidade por ter que sair a da-la cara por um caso sobre o que nom fora advertido previamente. Anova, numa informaçom difundida por Europa Press, comunicou que em realidade era Yolanda Díaz, cordinadora geral de EU, quem deveria dar «explicaçons públicas» para deixar este caso zanjado, havida conta de que ela conhecia o precedente da denúncia sobre pornografia infantil em 2009 no concelho de Ferrolque o Santalices era o mais que provável pederasta e isso nom bastou com afasta-lo do seu carom, senom mesmo levou-no com ela coma assessor de EU na Junta. 

Yoli ficara muda diante tamanho escándalo, mas já di o refraneiro que “quem cala, outorga”.

Agora salta à luz que, a Mónica Oltra, uma das primeiras em sumar-se entusiasta à campanha orquestrada política-mediática cara fazer da Yoli a primeira mulher presidenta das españas, tamém tem fortes laços com um pederasta, neste caso, o seu marido, bom, seu ex, e vem de ser imputada polo Tribunal Superior de Justiça da Comunidade Valencià por presumivelmente encobrir os abusos deste a uma minor tutelada, caso polo que fora condenado em dezembro de 2019

Nom vou assegurar que a relaçom de âmbas com pederastas e a sua defessa numantina diante das suspeitas e denúncias, é o que mais une a estas duas vividoras da política representativa; mas é curioso que nom é por casualidade (ou por causalidade) que fosse em València e da mão da Oltra, onde figera a sua primeira exibiçom pública a “Dama Roja e apresentara as suas intençons de acadar num futuro próximo a cadeira presidencial das españas todas.

[Tailândia] A mocidade anarquista combate com fogos de artifício e petardos a polícia da Ditadura amiga do governo do EEUU

Recolho, traduzo e colo da web Abolition Media

Confrontos eclodiram em Bangkok esta semana entre a polícia e a mocidade anarquista que protestava contra o regime autoritário do primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha.

Esta imagem vem da área Din Daeng de Bangkok, onde jovens anarquistas responderam à polícia com fogos de artifício e petardos. Em 2020, a juventude tailandesa provocara a maior onda de protestos contra o governo desde o golpe militar de 2014.

Os protestos foram supostamente liderados polo grupo anarquista “Thalugas” (que se traduz aproximadamente como “romper o gás lacrimogêneo”), que teve um papel muito ativo em protestos antigovernamentais anteriores. Uma infinidade de protestos semelhantes em Bangkok ocorreram no passado, que amossam que as frustraçons da joventude com o estado tailandês estám em alça.

As anarquistas do grupo Thalugas som principalmente jovens da classe trabalhadora e de origens pobres. Elas venhem acionando contra a injustiça da ditadura militar tailandesa e da monarquia desde 2021.

Em sua essência, os protestos som dirigidos contra um sistema econômico e político estabelecido há décadas e que tem três grupos privilegiados de participantes. A primeira é uma capa muito fina do 1% da populaçom, que possui dois terços de todos os ativos tailandeses, de acordo com a Fundaçom Heinrich Böll, com sede na Alemanha. Em segundo lugar estám os militares, que também estám dotados de muitos privilégios financeiros e estám entrelaçados com as empresas estatais. E a terceira é a monarquia mais rica do mundo, que continua a exercer forte influência política.

O golpe militar de 2014 solidificou ainda mais esse sistema. O militar se vê como o guardiám da monarquia e nom está sujeito ao controle civil.

A ditadura militar de direita da Tailândia também manteve um relacionamento próximo com os EEUU, participando de um exercício militar anual chamado Cobra Gold com mais de 10.000 soldados americanos em fevereiro e março de 2022. Esses exercícios militares som significativos para as ambiçons imperialistas americanas na Ásia, tentando combater o rápido declínio da hegemonia da América e a ascensom da China como uma superpotência econômica global.

Reflexons desde a dissidência C0v1d14n4 (2ª parte) x Nereo Raúl

Sego colando traduzidas estas muito interesantes reflexons dissidentes do Nereo Raúl que compartilho:

5º) O medo torna similar à gente. Nom importa de onde uma seja, não existe internacionalismo mais  igualitário do que o medo.

Dantes daquele experimento social conhecido como “C0vld¡9”, uma podia advertir certas, e às vezes muito profundas, diferenças entre as gentes de aqui e de lá. Mas o b0ç@l, a dlstânci@ soci@l, as medidas tam absurdas e o infantil medo a umas cifras que sempre foram irreconciliáveis com a realidade, todas estas coisas figeram que uma italiana fosse menos italiana, que um japonês fosse menos japonês. Aquele panorama surrealista fazia que fosse custando trabalho sentir as peculiaridades e o carácter de cada lugar, porque o medo é um instrumento de controle, mas também de alienaçom. Aquele experimento planetário supôs em grande parte o sequestro das diversidades e com elas da identidade, individual primeiro, mas bem cedo de grupo. Víamo-lo na televisom: a obediência multinacional igualava-o tudo.

Mas tenho aqui que não só se igualou a gentes longínquas, separadas por costumes e formas muito diferentes, senom mais bem, e isto é o interessante, a gentes de diferentes classes sociais. Efetivamente, resultava chamativo ver nessas fileiras intermináveis como ricas e pobres por igual compartilhavam medos e desinformaçom, indo desesperadamente a receber aquela duvidosa soluçom. Ricas e pobres baixo o sol inclemente, baixo a chuva, a vontade dos elementos,  insolitamente fraternizadas, reconhecendo-se nos olhos da outra o mesmo horror, a mesma pena e a mesma esperança. Quando o esperável houvera sido que as ricas, pola sua sobrada abundância de tempo e de recursos, nom poideram ser enganadas. Quando o esperável houvera sido que as pobres imitassem a desconfiança das ricas que, informadas, recusavam aquelas medidas e soluçons que o Sistema oferecia. No entanto nada disto sucedeu.

Aquele experimento social conhecido como “C0vld¡9” revelou a inconsistência com a que as gentes  adinheiradas estavam a viver as suas frouxas vidas. Afundadas nas mesmas fantasias que as pobres, demonstraram ser nada mais que a paródia dum estilo, dum glamour, duma casta ébria de excessos demasiado estéreis. Tomadas da mão, ricas e pobres procederam com a mesma  irresponsabilidade, cumprindo assim o velho sonho aquele duma sociedade sem diferência de classes.

E certamente que isso foi o que sucedeu. Porque após aqueles escuros dias, onde a humanidade foi posta em xeque, só podem existir duas e só duas classes sociais, duas e só duas nacionalidades, duas e só duas espécies de pessoas: as crentes e as cépticas, as mansas e as rebeldes, as tontas e as listas… Elas e nós.


6º) As Sociedades com mais leitoras foram as mais submissas

Dantes daquele experimento social conhecido como “C0vld l9” um podia se deixar enganar por esse espelhismo de ilustraçom do que as gentes leitoras ofereciam. Efetivamente, gostávamos de saber que no transporte público da Rússia ou da Suécia as viajantes nom iam olhando os ecrãs de seus telefones, senom que iam lendo livros. Livros dos de verdade, dos de carne e osso, desses que se folheam. Um estranho espetáculo digno das mais delicadas ponderaçons.

Porque o livro era algo sempre bom. O simples feito de ver a alguém ler um livro inspirava respeito, talvez admiraçom, pois um descontava que devia de se tratar necessariamente duma alma lúcida, dotada de altas espetativas e alheia aos assuntos banais do mundo. O livro era posse das almas profundas, era garante de qualidade humana de sorte que a brecha cultural, que supostamente existia entre leitoras de livros e televidentes, era coisa indiscutível.

Mas após aquele março do 2020 as coisas mudaram e pôde-se comprovar, nom sem assombro, que aquelas sociedades leitoras, tidas por mais ilustradas que as de baixos índices de leitura, essas sociedades eminentemente européias foram as mais aditas ao impresentável relato pl@nd3mico.

As perguntas que seguem som obrigatórias: se ler livros era próprio de mentes elevadas… Como puderam essas sociedades leitoras ser tam idiotas? Que livros estavam lendo essa gente que suas páginas nom foram capazes de brindar auxílio num momento semelhante?

A leitora doméstica e a leitora universitária, a leitora de Wilbur Smith ou o de Schopenhauer, a de novela de lixo descartável ou o da mais depurada sociologia, todas as consumidoras de livros por igual pecando duma cegueira praticamente incurável, mesmo a dois anos daquela  nefasta agenda.

A ideia tam popular segundo a qual o televisor atrofiava o desenvolvimento mental enquanto o livro o estimulava, ficou assim exposta como uma desconcertante falácia. As sociedades menos  alfabetizadas, as que menos livros consomem, as do África, foram, paradoxalmente, as mais cépticas ante o relato pl@nd3mico e suas incoerências, amossando assim uma incomum reserva de sentido comum, incrivelmente ausente na Europa das bibliotecas e das livrarias.

A conclusom pode obtê-la qualquer: os livros aos que tem acesso a maioria da humanidade som os mesmos livros cuja circulaçom está alegremente permitida polo Sistema. Os poucos livros que puderam ter ajudado a  lidiar com aquela fraude mediática conhecida como “COV!d¡9”, esses livros som exatamente os que o Sistema proíbe, persegue e castiga.


e 7ª) A falha de liberdade de eleiçom

A liberdade é mais que nada movimento. Supom expansom. É um desejo que se projecta para o mundo, uma vontade que se exterioriza mediante a açom. Esta é a primeira ideia que se nos vem à mente a cada vez que falamos de liberdade.

O cárcere supom a exclusom desta possibilidade de movimento, recortando a liberdade para  confina-la num plano estritamente interior, empurrando a liberdade para um íntimo exercício da consciência. Uma é livre no cárcere, mas só de exercer a introspeçom, pensando o que lhe vinga em vontade. Com respeito à açom só colhem duas possibilidades: deixar correr o tempo tras das reixas ou suicidar-se.

Dantes daquele experimento social conhecido como “C0vld l9”, a ideia de liberdade que prevalecia era a primeira. A ninguém se lhe ocorreria empurrar à outra para que cumpra com seus caprichos. Um fanático do Barça nom podia exigir a ninguém que se converta em siareiro de Barça e as que não olhávamos futebol vivíamos tranquilamente nossas vidas fazendo outras coisas. Mas o medo àquele v¡rus deslocou a este critério saudável, de viver uma liberdade onde o resto das liberdades eram respeitadas, e instalou em seu lugar a terrível segunda ideia: a liberdade negativa dos cárceres.

Após aquele experimento planetário toda aquela que nom deseje ln0cul@r-se é condenada a uma prisom. Uma prisom sem reixas mas em verdade opressora, na qual a cada presa só poderá ser dona de seus pensamentos ou, chegado o caso, de se tirar a vida.

Desde o ano 2020 a cada ln0cul@da crê-se no direito de exigir que se cumpra com seu infantil  capricho de ver a todo mundo lnocul@r-se, so pretexto de seguridade pública. Só precisaria-se duma lei que chegasse a declarar como obrigatória a ln0cul@çom para assim ver cumprido aquele  capricho.

Ante semelhante atropelo às liberdades individuais que ficaria-lhes aos que nom desejemos receber aquela substância? Pois nada mais que o exercício duma liberdade introspetiva, onde se pode desconfiar e até renegar de v@kuna, mas acedendo à recebe-la já por resignaçom, já por compulsom, deixando assim ao suicídio como a única saída para as dissidentes.

Reflexons desde a dissidência C0v1d14n4 (1ª parte) x Nereo Raúl

Ontem mesmo tivem conhecemento duns reflexivos escritos publicados numa RRSS por Nereo Raúl, residente na província argentina de Entre Ríos. Em quanto rematei de lê-los souvem que tinha que fazer-lhes um oco nesta minha bitácora e solicitei-lhe permiso para traduzir e replicar seus escritos. Pronto tivem seu consentimento e hoje publico acá estas suas reflexons, que sinto também coma minhas, dado que concordo caseque ao 100% com suas reflexons e críticas mesmo que haja entre nós um oceano de distância e sobrevivamos em diferentes hemisférios. Publico na mesma ordem cronológica do que o seu autor e o fago em duas partes; aqui vai a primeira:

1) O impossível argumento de “se nom fosse polo confinamento haveria mais mortes”.

Este argumento, que tem ficado em pé como uma verdade irrefutável, é duma fragilidade tal que nom só amossa covardia, senom mais bem um problema psiquiátrico. Vejamo-lo.

Dizer que algo nom foi pior só porque ficámos inativas é desde sempre a escusa das covardes. “Quem está deitada nom cai”, di o refraneiro. Mas nom só as covardes fam uso desta atitude pouco séria, porque este é exatamente o argumento, digamos melhor a desculpa, que utilizam as desgraçadas que sofrem de agorafobia.

Esta pobre gente, trastornada por um medo invencível ao perigo, decidem permanecer encerradas nos seus fogares, sem contacto com o mundo exterior. Para elas o feito natural e necessário de sair à rua representa a maior das ameaças. Vemos que se trata duma “soluçom” muito pouco feliz. É evidente que de nom sair às ruas os riscos de ser assaltada por um ladrom ou esmagadas por um autocarro diminuem grandemente, mas isto nom sinifica que nossa qualidade de vida vai melhorar. Pola contra, estamos a falar dum discernimento pueril, duma patologia, duma doença  psiquiátrica que precisa ser sanada. E é precisamente sua sanaçom o que mais trabalho demanda às terapeutas. Por que? Pois porque é justamente o real da sua proposta o que lhes resulta tam difícil de refutar. E é que as agorafóbicas tenhem razom: nom sair é garantia de nom ter que lidar com o mundo e seus perigos, isto nom tem discussom. É o medo o que lhe impede ver as enormes perdas dessa equaçom. Foi assim coma funcionou aquele impresentável slogan de “Fica na casa”

E foi assim como ficou no ar, flutuando com tanto sucesso, essa ideia segundo a qual “se nom fosse polo confinamento haveria mais mortes“. É a postulaçom do medo como forma de governo. É o embandeiramento da doença mental como uma nova forma de exercer a responsabilidade. Porque é importante sublinhar este ponto: as agorafóbicas nom som cidadás responsáveis, som cidadás doentes, possuídas por um medo irracional.

O comportamento ao que assistimos durante esse experimento social conhecido como “C0vld!9” foi o típico das doentes, dum corpo social que tinha perdido o sentido comum. Episódio terrível que deveria sentar um precedente em todos os manuais de psiquiatria.


2) Em verdade foram enganadas as pessoas que acataram todas as medidas absurdas que se impuseram desde março do 2020?

Ouve-se a muitas repetir isto de que a gente nom é a culpável porque foi “enganada”. A culpa seria património exclusivo das elites, que foram as que planificaram toda esta aberraçom. E esta postura parece-me errada. Nom só porque se apreciam nela certa condescendência e uma falsa modéstia, senom mais bem porque é uma atitude injusta.

As gentes nom acataram as medidas C0vld sendo inocentes embaucadas, vítimas frágeis dum Sistema profissionalmente ocultista. Não, nada disto. Ao princípio a gente aderiu-se com esperança e até com alegria a essa denominada “nova n0rm@lidade”. Mas de imediato fazia gala dela com um  fanatismo perigoso que dava lugar a um comportamento que recordava outros tempos e outras circunstâncias. Vimos como, embriagadas polo medo à morte que vomitavam os televisores, repetia-se aquele cenário das antigas caças de bruxas e começavam a se exercer a fiscalizaçom, a polícia e até a justiça por mão própria de toda aquela que era considerada “infratora” daquelas  inenarráveis medidas. Enganadas? Nom do tudo. E a prova temo-la em que, no meio daqueles dias tam obscuros, as poucas vozes que, como a nossa, se atreveram a questionar a situaçom oficial foram fustigadas por dúzias de vozes iracundas. Agressivas vozes que nom toleravam semelhante atrevimento.

A prova de que a  esmagadora maioria daquela massa irracional e violenta escutara quanto menos uma vez que todo aquilo era uma farsa, essa prova, temo-la na grosseira desproporçom do número de vozes dissidentes e do número de agressoras que procuravam desesperadamente acala-las. Crer que elas eram muitas, que nós éramos poucas e que esta foi a razom pola que a verdade nom triunfou, é um erro.

Vimo-lo claramente nas Redes Sociais. Uma só publicaçom questionando o assunto recebia dez, vinte, trinta insultos de dez, vinte ou trinta pessoas diferentes que lhe desejavam a uma as coisas mais crueis, incluso a morte. Era talvez a primeira vez na história da humanidade onde a informaçom oficial e a clandestina contavam com a mesma rapidez de chegada. Saber a verdade nunca foi tam fácil. No entanto toda aquela gente investiu sua energia em defender gratuitamente o relato oficial, amossando um incrível desinterés por pesquisar os argumentos dissidentes dos que efetivamente se inteiraram, e mostrando uma perigosa hostilidade para com a liberdade de expressom.

A tecnologia arrojou a pálida estatística duma sociedade que dera com a verdade mas que mesmo assim negou-se à conhece-la. E o desinterés nom pode de jeito nenhum ser catalogado como engano. E é que aquela sociedade nom foi enganada. Foi uma sociedade que pecou irresponsavelmente de preguiça. Que abandonou seus direitos, mas sobretudo sua obriga a  discernir, isto é a nom se deixar enganar. Uma sociedade que se entregou placidamente aos braços da caste política, esquecendo-se irresponsavelmente da classe de gente que a compom.

Nom houvo engano, só houvo desinterés. Nom houvo vítimas, só houvo cidadás irresponsáveis.

A velocidade e a facilidade com a que se podia aceder à nossa informaçom convertem em  irresponsável a toda pessoa que, tendo tropeçado quanto menos uma vez com ela, decidiu no entanto continuar a sua vida prostrada diante dos televisores.


3) Foi-me doado perder a solidariedade. Inclusive crio que terminei perdendo o respeito pola gente.

Aquele experimento social chamado C0vld¡9 foi mudando meus valores, voltando-me um ser bem mais indiferente para com o meio. De repente minha vida social via-se afetada por esta nova forma de convivência onde as outras se me antolhavam seres duma qualidade inferior. Seres que tinham demonstrado uma insólita irracionalidade. E já nom era necessário professar tanta cortesia ou estar tam atento às necessidades alheias. Após aquele experimento, ao ver a uma anciá carregada com as sacas do mercado eu já nom podia ser o mesmo que antes. A cena da anciá nom me movia a menor fibra. Por encurvada e frágil que luzisse, a anciá era uma crente mais daquela farsa. Um ser débil e cansa, sim, mas a sua vez uma fulana muito perigosa. Alguém que, de ter sido pressionada um pouco mais polos televisores, tivesse cometido qualquer tropelia por conseguir ln0cul@r-me a substância de moda. A anciá, e de imediato toda a gente, voltavam-se muito perigosas. Inclusive as meninas. De súbito descobria-me a mim mesmo arrodeado de gente perigosa, nas ruas, nos autocarros,… lá onde for. Dantes um tinha medo só de certa gente, só de certos ambientes. Mas aquele experimento mudou tudo.

Já nom me oferecia para ajudar a ninguém. Só me limitava a observar enquanto julgava em silêncio. Depois, aquela indiferença degenerou numa sorte de petulância. Podia ver à gente metida em problemas bem mais graves que um par de sacas do mercado e no entanto continuar meu caminho como se nada sucedesse. Animava-me a certeza de que se tratava sempre de inimigas. Inimigas potenciais mas inimigas ao fim. Inimigas todas bem dispostas a associar-se em nome do “bem comum” para  fustigar-me, para denunciar-me e para, chegado o caso, sujeitar-me elas mesmas os meus pés e as minhas mãos para que uma trabalhadora da “s@ude pública” me lnj3t3 as doses que me figessem falha.

Por primeira vez na minha vida permitia-me o luxo de nom cumprimentar mais nas ruas. Minha  sociabilidade ia-se perdendo.

Nom estou orgulhoso desta mudança. Só direi que foi inevitável. Direi que aquele experimento social chamado C0vld¡9, com sua volta a estadios de convivência mais selvagens, aniquilou definitivamente minha confiança no género humano, na sua capacidade de  discernir e de respeitar as liberdades alheias.

Disfarçadas de anciás, de crianças, de polícias ou de profissionais, disfarçadas de forasteiras, de precisadas ou de vítimas de guerras, as gentes vam pola vida fazendo-nos crer que vivemos em sociedade, que estamos conteúdos, que as coisas nunca foram melhores.

Aquele experimento fijo-me descobrir a triste realidade de que vivia numa fantasia civilizadora. Descobrir que quando se desata o medo só uma pequena minoria conserva a acalma enquanto o resto da humanidade é capaz do impensável, sem que existam freios morais que lhes detenham.


4) O papel das anciás coma principais difusoras do terror mediático

As pessoas anciás tenhem sido por tradiçom esse grupo depositário da sabedoria. Quando a tribo precisava conselho acodia a elas, sobretudo em tempos de convulsons. Mas a velhice já nom pode ser vista com tanta honorabilidade. Aquele experimento social conhecido como c0vld¡9 veu a pôr as coisas em seu lugar e as anciás também foram corretamente ubicadas. Paradoxalmente, uma situaçom que procurava mascarar a todo mundo veu a desmascara-lo tudo.

Covardes, perigosamente obedientes, aditas ao medo mais desnecessário, as pessoas velhas demonstraram ao fim de que madeira estavam feitas. Elas desempenharam o papel mais lamentável daquela pantomima ao ser, depois dos televisores, as principais agentes difusoras do terror mediático. Foram as pessoas anciás as que adoptaram como ninguém o medo, as que cultivaram o medo como uma nova forma de vida expandendo-lho as filhas e aos netos.

É importante destacar aqui o modo patético em que procuraram aferrar-se à vida, quando precisamente a velhice tinha sido exemplo de galhardia, de entrega desinteresada e de sábia resignaçom para enfrentar o inevitável, isto é a morte. Mas aqui o que se viu foi a mais infantil  desproporçom. As velhas não só se deixaram seduzir polo medo senom que pretenderam do modo mais totalitário instalar o medo e que se lhe professa-se um culto obrigatório.

Hoje, quando o telom C0vld já se baixou para dar lugar a novas funçons, se lhes vê insistir teimosamente com as medidas s@nit@rias. Inclusive quando os mesmos televisores deixaram de ordenar o uso obrigatório, elas insistem e se afirmam nos seus trapos sujos, enquanto diagnosticam “irresponsabilidade” e acusam a toda a sociedade de “imprudente”.

Incombustíveis souvenires dum pesadelo, som as sobrevivintes que continuam com sua militância gratuita, sustentando os gastados estandartes daquele experimento. Trabalhando ingénua mas muito perigosamente para o Sistema.

As medidas mais extravagantes, as mais crueis restriçons, os mecanismos de repressom mais  inverosímis, em fim, as propostas mais indignas só em boca de pessoas anciás cheguei a escuta-las.

Elas som o perigoso rescaldo que pode provocar um novo e devastador incêndio.

A farsa das campanhas contra os plásticos tras a imparável invassom dos tapa-bocas

Há 3 anos, em junho de 2019, compartilhava este desenho da campanha #boicotalplastico2019 duma RRSS com o texto: As espécies mais perigosas do Mediterrâneo…

1 garrafa de plástico tarda 500 anos em desaparecer

1 saca de plástico, 55 anos

1 cabicha, entre 1 e 5 anos

Uma campanha orquestrada polos governos hipócritas (o español entre eles) guiada por intereses espúrios onde se trata, por uma banda de culpar à cidadania do desleixo do plástico e, pola outra, seguir permitindo à industria fabricar estes engenhos sem impedimento algum, agás quatro cousilhas dessas que lhes chamam “de um só uso” e às que o capitalismo já lhes atopou recâmbio.

Mas hoje, a esta listagem repugnante, há que engadir-lhe por méritos próprios (da farmáfia) e alheios (de caseque todos os governos e governinhos do mundo), quanto menos dum outro engenho humano “de um só uso” que, nestes 3 anos passados, estivo na boca de todas e que agora, em consequência inevitável (porque nunca houvo intençom), é uma das espécies mais abondosas e perigosas para a natureza (senom a que mais), presente nom só no Mediterrâneo senom também em tudos os mares, rios, lagoas, estanques, oceanos,… e também em bosques, pradeiras, jardins, praias, parques, e nas ruas, caminhos, veredas,… Segundo informaçons oficiais acada MINUTO desfaziamo-nos de 3 MILHONS de tapa-bocas, barbijos, mascarilhas,.. a um ritmo infernal em tudo o mundo: 3 MILHONS por MINUTO!!

Uma mascarilha higiénica pode tardar entre 300 e 400 anos em degradar-se.

Recém, a ONU vem de lançar uma outra HIPÓCRITA campanha “#MaresLimpos, Muda a maré do plástico!“ na que pede aos Governos que assumam políticas para a reduçom dos plásticos e, coma nom, carrega a culpa contra às consumidoras, incitando a que abandonem o hábito de usar e tirar produtos plásticos “dantes de que perjudique de jeito irreversivél a nossos oceanos”.

Nessa medida nom se entende que nosso Governo español sega exigindo o uso de tapa-bocas nos meios de transporte coletivos quando fica demonstrado que seu uso nom evita o contágio de doença alguma e que mesmo o facilita.

Assinalar que, segundo informaçom da ONU, acada ano mais de 8 milhons de toneladas de plástico vam parar aos oceanos, o equivalente a verquer um camiom de lixo cheio de plásticos cada minuto. E segundo algumas estimaçons, em 2050 os oceanos conterám mais plástico do que peixes e perto do 99% das aves marinhas haveram ingerido plástico.

Em 2 de março passado representantes de 175 paises aprovaram em Nairobi uma resoluçom para acabar com a contaminaçom por plásticos e assinaram um acordo internacional jurídicamente vinculante para 2024 (!!). Ainda que falam de atuar com urgência, adiam por 2 anos seguir botando quantos plásticos se queiram aos oceanos. Curiosamente na mesma notícia fala-se de que a produçom mundial de plástico se passou de 2 milhons de toneladas em 1950 a 348 milhons de toneladas em 2017, tornando-se uma indústria global avaliada em 522,6 bilhons de $, que duplicara a sua capacidade até 2040 (???), polo que se seguirá primando este lucrativo negócio que está a minar a saude do planeta.

1872, Congreso Internacional em Saint-Imier [Suiça] Berço do Anarquismo? x Marianne Enckell

Texto redatado segundo a informaçom recolhida dum artigo autoria de Marianne Enckell e mais duma entrevista a esta escritora, arquivista e bibliotecária do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Anarquismo de Lausanne desde 1963.

A ideia do anarquismo já existia há 50 anos e já fora desenvolvida por Pierre-Joseph Proudhon. Mas nom existiam ainda grupos de anarquistas ou um movimento anarquista. O momento chave para o nascimento do movimento anarquista foi o encontro entre Bakunin e os trabalhadores da indústria relojeira do vale de Saint-Imier.

Bakunin trazia consigo uma longa tradiçom como revolucionário, viajara por toda a Europa e sobrevivido às masmorras russas. Ele ainda se sentia ligado ao modelo do revolucionário da primeira metade do século XIX, saído de sociedades secretas e de pequenos grupos conspiratórios.

Em 1869, Bakunin veio à Le Locle, um vilarejo localizado nas montanhas do Jura, onde deu palestras e conheceu relojeiros que começaram a formar as primeiras associaçons autónomas de resistência. Os trabalhadores queriam se organizar, treinar e lutar por melhores condiçons de trabalho por conta própria. Foi uma seduçom mútua. Gradualmente, o povo da regiom do Jura assumiu posiçons anárquicas, e Bakunin começou a dedicar-se principalmente às questons práticas do movimento operário.

Ao mesmo tempo, paralelamente, a ideia de um movimento anarquista está tomando forma. Prévio Em setembro de 1871, a Federaçom Regional Espanhola da Internacional declarou que a verdadeira república democrática federal é a propriedade coletiva, a anarquia e a federaçom econômica, ou seja, a federaçom livre e universal das associaçons livres de trabalhadores agrícolas e industriais.

Em 1872, uma organizaçom de trabalhadores denominada Federaçom do Jura reuniu, em Saint-Imier, no Jura Bernês, delegados de grupos antiautoritários que se opunham ao centralismo da Primeira Internacional. A “Internacional Antiautoritária” foi entom fundada. Antes disso, Karl Marx tinha conseguido excluir Mikhail Bakunin e outros anarquistas da Primeira Internacional Comunista.

Foi aqui que tudo começou … No domingo, 16 de setembro de 1872, foi inaugurado na cidade suíça de Saint-Imier um congresso internacional, que podemos dizer, a posteriori, que marca o nascimento do movimento anarquista organizado. Mas nom foi um congresso anarquista.

Convocada às pressas após a cisom ocorrida poucos dias antes no quinto congresso da Associaçom Internacional dos Trabalhadores em Haia, reuniu cerca de quinze delegados da Espanha, Suíça, Itália e França, estes últimos residindo na Suíça. Vários dos participantes regressam de Haia, onde, com belgas e holandeses, defenderam a “declaraçom da minoria” a favor da autonomia e do federalismo. Passaram por Amsterdã e Bruxelas, recebidos calorosamente polos setores operários dessas cidades, depois por Zurique, onde se encontraram com Bakunin, a seçom eslava da cidade e vários italianos. Estes formaram uma federaçom da Internacional, um mês antes, que declarara imediatamente romper “toda solidariedade com o Conselho Geral de Londres, afirmando ainda mais sua solidariedade econômica com todos os trabalhadores” e propondo a realizaçom de” um “anti-congresso geral autoritário” na Suíça.

Pode-se dizer que o movimento anarquista nasceu aqui, mesmo que o encontro de St-Imier em 1872 nom fosse propriamente um congresso anarquista. Foi um congresso antiautoritário e federalista, em oposiçom ao centralismo da Associaçom Internacional de Trabalhadores (Primeira Internacional).

O encontro de St-Imier em 1872 está considerado por algumas historiadoras coma o 1º Congresso das Anarquistas, onde ja contara com a presença de várias correntes do anarquismo social internacional. Ao entender de

Max Nettlau (1865-1944), ativista anarquista austríaco e historiador do anarquismo, distingue neste momento três tendências:

  • Cafiero e seus camaradas queriam acima de tudo a afirmaçom, a propaganda e a realizaçom das ideias anarquistas pola açom revolucionária e nom se importavam muito com aqueles que professavam ideias menos avançadas.
  • James Guillaume e os jurassianos queriam a solidariedade de todas as federaçons da Internacional na luita contra o capital e os patrons e a autonomia de cada um na escolha das ideias e da tática a seguir.
  • Para Bakunin, a propaganda e a açom na direçom das ideias anarquistas eram caras acima de tudo, mas ele admitiu a tática de nom se isolar do resto, ou melhor, do grande número de trabalhadores, desde que a liberdade de cada um seja respeitada.” 

Nettlau acrescenta que “as discussons realmente resultaram em duas organizaçons internacionais, uma pública, entre federaçons da Internacional, que se baseavam na solidariedade econômica e na autonomia, de feito, de ideias e de tática; o outro, secreto, entre as federaçons claramente antiautoritárias ou anarquistas, ou, mais exatamente, entre aquelas federaçons que já mantinham relaçons privadas com Bakunin e seus camaradas”.

Assim todo das 4 resoluçons adotadas em Saint-Imier: a primeira reafirma os princípios da autonomia e do federalismo, “condiçom primeira para a emancipaçom dos trabalhadores”; a segunda conclui um “pacto de amizade, solidariedade e defesa mútua” entre as organizaçons representadas; o terceiro declara orgulhosamente ”que a destruiçom de todo o poder político é o primeiro dever do proletariado” [ 3 ].

A quarta resoluçom é citada com menos frequência: “A liberdade e o trabalho som a base da moralidade, da força, da vida e das riquezas do futuro … Porém, o trabalho nom pode ser exercido livremente sem a posse das matérias-primas e de todo o capital social […] Qualquer governo de arriba a baixo, sendo necessariamente fundada na burocracia, nos exércitos, na espionagem, no clero, nunca poderá constituir uma sociedade organizada no trabalho e na justiça […] Sendo a organizaçom livre e espontânea do trabalho aquela que deve substituir o organismo privilegiado e autoritário do Estado político […] A greve é para nós um meio precioso de luita, mas nom temos iluso, alguma sobre seus resultados econômicos. Nós os aceitamos como produto do antagonismo entre Trabalho e Capital, tendo necessariamente como consequência conscientizar cada vez mais os trabalhadores do abismo que existe entre a Burguesia e o Proletariado, de fortalecer a organizaçom dos trabalhadores e de preparar, através de simples luitas econômicas, o Proletariado para a grande luita revolucionária e definitiva que, destruindo todos os privilégios e todas as distinçons de classe, dará ao trabalhador o direito de desfrutar do produto integral de seu trabalho, bem como os meios para desenvolver na comunidade toda a sua força intelectual, material e moral.”

Na primavera de 1873, seriam os italianos quem afirmaram que a anarquia, para nós, é a única forma de a Revoluçom Social ser um feito, de a liquidaçom social ser completa, […] para que as paixons e necessidades naturais, retomem o seu estado de liberdade, completando a reorganizaçom da humanidade na base da justiça

Em 3 de março de 1877, Élisée Reclus deu uma palestra em Saint-Imier sobre a anarquia e o Estado e definio o poder popular coma “querendo o governo do povo polo povo, resulta em suas consequências lógicas, se for realmente praticado, na Anarquia […], este horizonte de liberdade que queremos para a sociedade humana”

Em só 5 anos, de setembro de 1872 ao verám de 1877, o movimento anarquista ganhara identidade e vida própria. Já as anarquistas, orgulhosas disso, dam prioridade aos seus grupos, ao seu movimento, onde tudo está por inventar. 

Pola sua banda a Associaçom Internacional dos Trabalhadores (1ª internacional) da que foram expulsos os anarquistas, está moribunda. O ramo “centralista” realizara seu derradeiro congresso fantasma na Filadélfia, em 1876 e o ramo “federalista”, após uma tentativa de unir todo o movimento operário em Gante em 1877, cansou-se de congressos e correspondência. Nesses anos tamém jurdiram partidos socialistas de todos os matizes e sindicatos reformistas.

Max Nettlau escreveu em 1922: 

“Se quisermos tirar proveito dos ensinamentos de Saint-Imier em 1872, poderíamos tentar restabelecer uma verdadeira Internacional nesta base:

  • solidariedade na luita econômica contra o capitalismo;
  • solidariedade na luita contra a autoridade, o Estado;
  • solidariedade na rejeiçom absoluta da guerra e das opressons nacionalistas;
  • autonomia total no campo das ideias e da tática, o que implica a nom intervençom nos assuntos alheios e a rejeiçom de qualquer monopólio e de qualquer ditadura.”

[Casa do Peixe, Compostela] 6ª feira, venres 10 de junho ás 20.30 MÚSICA E POESÍA POLA PAZ

O Encontro Galego Contra o Cumio da OTAN celebra amanhá 10 de junho um seu Evento Cultural na Casa do Peixe, CSA do SAR desde as 20:30′ coma jeito de ir quentando motores para amossar a rejeiçom do nosso povo à cimeira da OTAN que terá lugar em Madrid a finais deste mês de junho.

Dito evento contará com a música de BEN SENMEDO e TECLA NEGRA e recitarám seus poemas ORIANA MÉNDEZ e mais O LEO DE MATAMÁ e apôs havera micro aberto para quem quiger.

Este é o cartaz:

Escasa participaçom cidadá na manifa contra a invassom dos eólicos na Galiza. Grandes claros no Obradoiro e poucos berros.

Sinto-me raro quando miro ao meu redor e vejo tanta complaciência num momento de total falha de luita radical (sim da que vai à raiz dos problemas). Sinto nojo quando participo em manifas onde muitas seguem a levar as suas bocas tapadas com trapos e nom é para passar desapercebidas fronte as forças repressivas, e que mesmo nalgumas convocatórias nas RRSS há quem fai ainda um chamado a ir todas com tapa-bocas por “respeito e por saúde”… E pergunto, eu, respeito para com quem?? coas incompetentes autoridades sanitárias? cos governos que nos tapam as bocas e que permitem instalar eólicos a eito e sem jeito e roubar-nos as terras? Porque se é por saúde, seguem muito enganadas (ler acá)

E assim assistimos a um presunto (ou presuntuoso) ato de protesta onde a imensa maioria adicou-se só a caminhar falando de qualquer coisa com suas vizinhas o com essas amizades que só se atopam nestes passeios… e onde apenas, durante tudo o transcurso da mani, escutaram-se cânticos e consignas de luita e, para mais inri, há gente dirigindo o transcurso que, com vozes de ordeno e mando, vam dizendo e decidindo, por onde tes que te colocar para sair na foto.

E para colmo, no remate, apôs os consabidos discursos das personalidades do palco de autoridades (bom, dessas que se destacam na faixa da cabeçeira da mani e que som perseguidas polas câmaras dos falsimédios porque, entre elas, sempre há personalidades políticas profissionais na busca de votos), tratando de monicreques às assistentes tal qual coma se só fossemos participantes duma atuaçom estelar duma estrela mediática dirigindo um happening polos altofalantes: Agora todas sentadas, agora todas coas mãos arriba, coma os gorilas ho ho ho ho… som uma rumbeiraaa… rumbeiraaa… rumbeiraaa…

Mais, brincadeiras à parte, sinto muita raiva quando, na presunta imprensa antisistema do dia seguinte e nas mal chamadas Redes Sociais, nom paro de ler parabéns por assistir tanta gente ao protesto, “milheiros enchem o Obradoiro”, “mobilizaçom cheia de força e cor”, quando, baixo umha olhada crítica de qualqueira que, coma mim, assistimos tanto a esta manifa coma a que houvera no ano passado por estas mesmas datas, a realidade amossa que este ano houvo bastantes menos assistentes que na do ano anterior quando ainda sofriamos as absurdas restrinçons de movimentos de massas.

Sinto-me sozinho nas críticas mas, isso sim, nunca estarei disposto a mentir para aplaudir tam tristes procissons e para que as passeantes aplaudam e ponham coraçons ou polegares cara arriba nas minhas mentirosas crónicas das redes sociais.

O Obradoiro nom estava cheio nem pola mitade!! 

A luita do povo saarauí pom a prova o sistema de direito internacional

Colo (uma vez traduzido) este texto autoria de H.Mohamed publicado neste domingo passado na web ecsaharaui.com

A desculpa inicial pola que o Saara se ocupou fica entre as cordas quando o narcotráfico desborda como negócio prioritário de Marrocos nas 4 últimas décadas, jogando esta moeda contra seus próprios aliados, o controle do contrabando e a trata de imigrantes com as máfias resultam a segunda cara da moeda pola que o rei Mohamed VI exerce sua política de extorsom a Europa.

Longe, no esquecimento, situam-se mais de 170.000 refugiadas que conformam, com orgulho e atitude, parte da última colónia de África com a única esperança de nom ser exterminadas e viver na sua legítima terra. Depois de quase três décadas do cesse do alto fogo auspiciado pola ONU, Marrocos volta a incumprir este tratado tentando atentar contra centos de civis saarauís num contexto de crise e bloqueio da brecha ilegal do Guerguerat polo que a monarquia alauita tem perdido parte seus rendimentos no presente ano.

A comunidade internacional volta a reviver o debate eterno no que os seus interesses se anteponhem aos direitos humanos. A firmeza e compromisso da RASD baseiam-se nos mais de 40 anos de diplomacia e luita pacífica polo que a Frente Polisario tem instado à ONU à determinaçom da resoluçom pola que os territórios saarauís fossem libertados do jugo colonial marroquino, que mediante esta expropriaçom de recursos naturais saarauís baseia sua inexplicável e ilegítima ocupaçom do Saara Ocidental integrando-na como parte de seu reino.

A guerra na Ucrânia tem arrojado luz sobre o funcionamento da economia mundial e governo político. Dois grandes conflitos mediáticos, tensons geopolíticas e crises financeiras surgem perguntas que procuram revelar qual é o problema e tentar relevar o trabalho das diferentes instituiçons e grandes corporaçons mundiais cuja missom multilateral choca com grandes problemas atuais que proliferam à velocidade da luz.

O gabinete marroquino está atualmente baralhando suas cartas com sua mirada posta em seguir expoliando os recursos do Saara Ocidental com a espera de seguir recebendo o apoio característico de potências hegemónicas como França, EEUU, Espanha ou Israel para continuar com o novo “status quo” pós-guerra, que irremediavelmente mantinha a celebraçom de um referendo em suspense, saboteando os acordos entre as as duas partes e ratificando a postura destas potências a favor dos interesses de diferentes multinacionais.

Segundo o Corte Internacional de Justiça, o Tribunal Superior de Justiça Europeu e a ONU; o Saara Ocidental define-se como território nom autónomo pendente de descolonizaçom cuja potência administradora de iure é Espanha. No entanto, no panorama geopolítico, o estado espanhol carece de vontade, palavra e representantes que se pronunciem a respeito da descolonizaçom do Saara, fixando durante o tempo uma espécie de silêncio e cumplicidade com os interesses marroquinos que o próprio governo espanhol atual continua perpetuando.

É de tal magnitude a desmesura, indiferença e distância política com respeito ao tema do Saara que na maioria dos meios parece ser tabu.

A luita armada é legítima e tem resultado ser a única via em frente à passividade de Ocidente e da UE.

[Casa do Peixe, Compostela] 5ª feira, joves, 9 de junho às 19hs.- Projeçom do documentário “OCUPACIÓN S.A.” e debate sobre a sitiaçom atual no Saara

Coma começo do Ciclo de CINE SOCIAL da Casa do Peixe (CSA do Sar) que vai ter lugar nos vindeiros 3 joves deste mes de junho com filmes que abranguem a responsabilidade real das empresas, governos e sociedade espanhola nas guerras e no “negócio” armamentístico.

Esta vindoura quinta feira, dia 9, arrinca o Ciclo emitindo “OCUPACIÓN S.A.” da jornalista e direitora Laura Dauden, quem estará “presente on-line”, e apôs haverá um diálogo aberto para falar da situaçom do Saara Ocidental.

“OCUPACIÓN S.A.” é o retrato duma traiçom. Com um enfoque minucioso e inédito, o documentário expom os nomes e apelidos dos empresários e políticos espanhóis envolvidos na exploraçom económica do Saara Ocidental, a última colónia de África e um dos territórios mais violentos, militarizados e censurados do mundo. Os depoimentos recolhidos neste documentário tamém revelam a corrente de silêncios e mentiras que começa nos centros de poder europeus e termina nas cidades ocupadas por Marrocos, onde homens e mulheres saarauís resistem ao despojo e à negaçom de seus direitos.

Acá tendes o trailer do documentário (em castelám) para que vaiades afazendo-vos a ideia:

Esperámovos nas tardes cinéfilas da CSA do Sar, na rua Curros Enríquez nº 28