Arquivo da categoria: a kalimera

“Eu tamém estivem na Sala Iago” – Campanha Solidária diante do juíço ás 12 encausadas previsto para o día 13 de março

sala-yago Tras umha primeira convocatória falhida em 5 de outubro do ano passado (ver acá a convocatória e acolá a minha crónica-crítica do “nom juíço”), o juiço ás 12 encausadas era suspendido até o vindouro 13 de março, quando se presume que vam ser julgadas estas 12 pessoas por okupar, em novembro de 2011, este espaço emblemático da cidade de Compostela para uso cultural e desfrute de toda a cidadania; umha okupa pola que se passaram centos (senom miles) de pessoas durante os poucos días em que estivo de portas abertas com um feixe de atividades para todos os públicos e umha gestom autogerida em assembleias numerosas e moi participativas, e isso depois de realizar umha limpeça e posta a ponto desse local que aínda segue fechado desde entom pese ás falsas promesas do alcaide de entom, o imputado pistoleiro Gerardo Conde Roa “Van a sentir mi aliento en su nuca”. Como dim na Campanha Solidária, que se está desenvolvéndo nas páginas de redes sociais, contra a criminalizaçom do ativismo social e cultural: “Somos nós mas poderiades ser vós”; na que dim que: “Gostariamos de que cada umha no seu muro pugera: #eutamenestivennasalaiago

Temos que conseguir sua absolviçom!!

Vos colo acá o seguimento cronológico da causa que seguimos no velho blogue de Abordaxe (do que eu formava parte) alternado com os Vídeos que filmaram GalizaContraInfo e mais Tinagalaranga e mais os aúdios da rádio livre de Compostela A Kalimera:
Continuar lendo

Anúncios

Crónica da inauguraçom do estúdio da Kalimera no CSA do Sar. Adiamos a emissom on-line

Denantes que nada desculpas por nom ter podido cumprimentar nossas perspectivas de ter todo a ponto para que ontem día 17 ás 17 hs começaramos nossa emissom via streeming. Assim que se fuches das que desde ontem estivestes fuchicando na nossa web no nosso novo apartado da coluna direita “Emissom ao vivo” para tratar de escutar-nos sem consegui-lo, que saibas que o erro está em nós, no ponto de partida, dado que pese a estar até o último momento tratando de conseguir emitir, nom fomos quem por causas que nos superarom e que nom entravam nos nossos planos previstos, dado que o servidor do streeming nom nos valeu como tal e tivemos que optar por adiar o começo da emissom até novo avisso, que será anunciado nesta mesma página web e mais na nossa conta de feisbuk. Para ser sinceiras na kalimera já estamos afeitas a que nos passem estes imprevistos com o que no-lo tomamos com acalma e para ser a priem ira vez que nos enfrontavamos ao reto de emitir via internet, ia ser muito que nos saira a primeira.

Mas além disso as kalimeras todas concordamos em valorar que foi umha data memorável, digna de ficar entre os grandes momentos desta rádio livre que já vai polos 25 anos de existência. A grande assintência de gente com ganhas de conhece-lo estúdio e a multitude de propostas de programa (há mais de 20 programas previstos para nossa grelha) demonstram o acertado das nossas últimas ubicaçons compartilhando espaço num centro social como bem a ser agora a Casa do Peixe.
Continuar lendo

Terça feira, 17 janeiro ás 17 hs: Jornada Inauguraçom e de Portas Abertas da Rádio Kalimera no CSA do Sar!!

boa4Por fim as emissons da Rádio Kalimera terám saida desde nosso novo estúdio no CSA do Sar. De primeiras só emitiremos via streaming pola internet pois ainda nom fumos quem de atopar um lugar alto de Compos onde poder colocar nossa antena e volver emitir coma sempre polo 107.9 da fm.

Depois de meses de trabalho arreio entre poucas pessoas, e com a estimável ajuda das compas do CSA do Sar e a paciência das nossas antigas anfitriãs do CS do Pichel, já estamos em condiçons de abrir as portas a novas kalimeras dispostas a formar parte deste projeto coletivo e de começar a emitir!!

Em breves, este que vos escreve, voltarei fazer rádio, faceta que deixara há uns aninhos e que acordei retomar (botáva-lo em falha) justo no momento em que se decidia em assembleia o traspasso de local. Mas já contarei mais polo miudo quando vaia começar emitir o meu novo programa do que nom vou adiantar mais nada por agora, nom por manter nenhuma tensom ou expetativa (nom me crio capaz delo), senom porque ainda nom tenho decidio se retomar Comochoconto ou dar um giro ou pequenos ou grandes câmbios. O dito já o publicarei acá.

Mas agora quero colar acá a convocatória da Kalimera nessa vindoura Jornada histórica na que voltaremos a emitir e para elo recolho da web da Kalimera a entrada a tal respeito:
Continuar lendo

Quarta feira, mércores 30 ás 19hs. no CS do Sar: Assembleia Aberta da rádio Kalimera, Vem fazer rádio com nós!!

Co galho de começar a emitir desde nosso novo estúdio ubicado no CS do Sar de Compostela fazemos esta convocatória de assembleia aberta para convidar a todas as interesadas em fazer rádio com nós. Lá falaremos do que é a rádio e como fazer um programa e estamos abertas a respostar qualquer dúvida que queirades resolver.
cartazasembleark
Continuar lendo

Assim se cobriam os protestos de rua na rádio Kalimero, um exemplo: Tratorada contra as multas da quota do leite 20 Janeiro 1998

images Desde há uns días venho revissando o meu arquivo de “cassetes” gravados dos meus programas emitidos na Kalimera como jeito de ir preparando minha volta aos micros desta rádio livre compostelá da que volvo formar parte (tras uns aninhos de descanso); entre elas dim com umha cinta dos “Contras” dum Informativo Especial que se figera em 20 de janeiro de 1998 co galho de cobrir as tratoradas da gente do agro que se mobilizara desde o campo até as cidades galegas nos protestos que houvera contra as multas polas quotas do leite por ordeno e mando dos prebostes da Europa da CEE; Na altura na Galiza governava o exministro franquista Manuel Fraga e o delegado do governo espanhol (responsável da brutal intervençom policial) era Diz Guedes, conhecido como Diz “Goebbels”, polo sua afiçom a mandar seus matons uniformados contra qualquer gente que protestara nas ruas, mesmo fossem crianças (como dado curioso,  assumiria a titularidade da Conselharia de Política Agroalimentária e Desenvolvemento Rural da Junta quando o assunto das vacas tolas .

Como era habitual por aquel entom as kalimeras saiamos a cobrir os protestos gravadora em riste e depois essas gravaçons eram emitidas desde o estúdio com comentários aclaratórios das informadoras; tudo elo sem censura nenhuma ás opinons lá expressadas, porque tratáva-se de dar voz ás sem voz, as inhoradas e tergiversadas nos falsimédios.

Neste aúdio, de pouco mais de 40 minutos, que acá vos colo (por se e do vosso interés escutar) Continuar lendo

Programa Comochoconto – A ablaçom ou mutilaçom genital feminina

ablacionQuando publiquei umha entrada nesta bitácora na que expressava a minha confussom e surpresa diante dalgumhas das aportaçons que estava a receber a campanha #PrimAcoso, recebim um comentário no que se me respostava com estas palavras: “Tamén nalgunhas culturas cortan o clítoris por tradición e estética. O problema é cando a persoa chora de dolor e non quere”. Nom sei que lhe motivou a esta pessoa a enviar-me esse comentário; mas retrotraeu-me a quando no ano 2007 emitira um programa na Kalimera sobre este tema da MGF (depois remitido em outras ocasions) e mantivera um debate com um home que pretendia que a MGF era comparável e basicamente igual que a circuncisom masculina, á que este home tildava de mutilaçom.

Colo acá agora este programa para quem queira ouvir a minha opiniom ao respeito:


Continuar lendo

A tergiversaçom nos média alternativos, um mal dos nossos tempos?

tumblr_o5p3p26qb21sthf15o1_500Desde que começei a participar nos “contra- informativos” da rádio Kalimera, lá por mediados dos anos ’90, sempre procurei informar desde a subjetividade que se precisava para tratar de “contra-arrestar” a manipulaçom dos médios do Capital; Na altura a internete (esse invento desenvolvido no Pentagono USA) ainda era alheia ao uso das simples mortais para espalhar suas versons das notícias e sucessos e, a maioria das vezes, as únicas fontes que possuiamos eram as dos próprios falsimédios; tratava-se entom de saber lêr entrelinhas e extrair a informaçom precisa para conta-la dum outro jeito. Por isso, entroutras razons, falava-se nos médios autogeridos de “contra-informativos”, porque partiamos da informaçom que se nos dava nos médios capitalistas (a versom policial e/ou governamental) e tratáva-se de dar-lhe a volta, de “contra-atacar”.

Eramos por entom verdadeiras ativistas da informaçom que contavamos com moi poucos recursos para construir as nossas próprias notícias, mas nom crio que ninguém poidera dizer que nom cumpríramos as expectativas que a gente que nos escuitava demandava; porque, além dos escasos medios em papel que circulavam e nos chegavam por entom (O Molotov, A Nosa Terra, Fanzines e pouco mais), eram nossas próprias ouvintes (e as membros da rádio) as criadoras de notícias que nos faziam chegar por diferentes médios e que, junto das nossas próprias coberturas a pê de protesto com gravadora de cassete, eram a essência dos “contras” e o coraçom que fazia later a propria existência da Kalimera como rádio livre (de feito por entom todas as pessoas que ingressavam na kalimera tinham que se passar por “contras” mesmo fossem fazer um programa de contido só musical). Com tudo e-lo sempre procurávamos que a nossa versom estivera despejada de manipulaçons e tergiversaçons e, por suposto, de mentiras para tratar de enganar ás nossas fideis ouvintes. Por isso chegáramos a ganhar-nos a sua fidelidade e reconhecemento, pois pese a ser subjetivas (a objetividade nos média é um mito ou umha falácia), ninguém poderia dizer-nos que nom contrastaramos as fontes pois a versom policial ou estatal tinhámo-la em todos os jornais, rádios e televisons do régime e a nossa construíamo-la nos mesmas.
Continuar lendo