Arquivo da categoria: analise de texto

Ilustres suicidas x Acratosaurio

Índa que já falei eu do tema, agora recolho (e traduzo) de AlasBarricadas este texto de Acratosaurio e recomendo avidamente sua leitura (de feito só acostumo a colar artigos de outras pessoas quando concordo coa sua opiniom e considero que merece ser traduzido e dar-lhe pulo):

Um novo suicídio pola crise. Tráta-se dum senhor de lustre, um mata-ursos, e tal, que apareceu listo coa sua carabina o seu carom. Quem a ferro mata, a ferro morre, di a Bíblia. Acapara portadas de revistas etc., incrementando a curiosa lista de falecidos de direitas. Os ricos tamém morrem, menos mal. A polícia dizia na tele, que quando a ferida é no peito, tentando alcançar o coraçom, é porque um busca acabar coa sua vida. Claro. Evidente, se o que buscas é quedar coxo, a ferida fas-na num pé. E o certo é que a mim nom me estranha que se vaiam morrendo todos esses imputados. Os juízos prolóngam-se tantos anos, que se queira ou nom, a gente acaba palmando denantes que se ditem sentenças exemplares.

Com tudo há cidadáns que duvidam de que alguém coa cara tam dura, e que nom deixa nota de despedida, máte-se assim sem mais, porque nom quer que lhe dea o sol ao coche. Vai cambia-lo de sítio temperám, méte-lo na garagem, percatá-se de que quando volva vai estar como um forno, e nom pode suporta-lo. Sofre. Colhe sua escopeta… Absurdo, dim alguns escépticos. Eu vou demonstrar que sim se pode. Nom duvidedes amigos anarquistas. Nom duvidedes.
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“Llega la Caballería para salvar al monte de los incendios” – “Cubrirá toda Galicia”

Com este cabeçalho escrito na sua língua habitual, ECG, o jornal das risas compostelã, titula o artigo redatado por Elena Piñón e publicado na versom em papel deste diário. Nele, a entusiasta jornalista, pom fim a todos nossos medos em quanto á mais que presumível vaga de lumes que nos vai asolar Galiza no vrão.

E para aplacar as incrédulas, começa assim sua entusiasta e tranquilizante crónica: Galicia tiene todos los medios humanos y materiales para salvar a sus montes de las llamas en un verano que se presenta amenazador por la sequía y la previsión de altas temperaturas. Brigadas, helicópteros, motobombas… solo faltaba la Caballería. Y ya está aquí” (sic).

Para quem coma mim, ainda nom as temos todas conmigo ou consigo, Elena parte seu apelido pola Unidad de Caballería del Cuerpo Nacional (CNP) vinda desde Castela para fazer fronte á Operaçom Lumes 2017 (aviso para despistadas: nom se trata de outra operaçom repressiva orquestrada contra anarquistas ou indepes) e além, para ocupar-se da seguridade no caminho de Santiago. Dita unidade vai ter sua base em Compostela e Ponte-Vedra e desde lá cobrirám as quatro provincias galegas.
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As diferências entre o kamikaze de Paris contra polícias e o de London contra muçulmanas; segundo os média

Eu, que moro na cidade que tem como guia espiritual a “Santiago Matamouros”, atopei estas diferências no trato mediático de ambos supostos “atentados”:

O de Paris foi cometido contra forças da ordem; é por tanto um ato de “Terrorismo”

O de London foi cometido contra pessoas desarmadas; é por tanto obra dum “Extremista” de direitas.

No de Paris nom resultou ferido nenhuma pessoa além do parisino que manejava o turismo que se empotrou contra umha furgona policial. O parisino morreu no incidente tras ser retirado aturdido do seu veículo pola mesma polícia.

No de London morreu 1 pessoa e outras 10 resultaram feridas (2 delas de extrema gravidade), todas elas muçulmanas que saiam de orar, atropeladas por um galés condutor dumha carrinha que ia berrando que queria assassinar a todos os muçulmanos. O galés foi retido polas próprias muçulmanas e entregado vivo e coleando ás forças de ordem.
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Adicado com enorme carinho para aquelas que “se deixaram a pel” no Peleteiro. Em especial para todas as mancadas, retidas e detidas

“Eu nom estivem ai, assim que nom podo dizer se foi ajeitada ou nom. Crio que nom houvo pessoas feridas e que tudo rematou ao dia seguinte, com total normalidade”. Luis Villares, juiz espanhol e portavoz da Marea galega, ao respeito da atuaçom policial.

As declaraçons dalguns vividores da política som de traca; as de Villares já tenhem suas boíssimas replicas na rede, autoria da genialidade pirata de “Benito Soto Troleada Galega” e sua peculiar grafia que já criou escola: Mecsan por nos, pero komo lho no miré em ese preziso hinstante te voi dicir ke yueve”, “El 23F-1981 nom ouvo feridos, assim ke como eu nom estava allí nom tenho opiniom fundada do Golpe” ou “Eu, como nom fum enterrado em cal viva polo PSOE, nom tenho opiniom fundada dos GAL” e outras do tipo.

As palavras de Agustín Hernández, (ver foto) quem fora o 2º de Feijoó no parlamentinho e que tivera que renunciar as suas aspiraçons de ascenso no mando de praça para tentar, sem éxito, lava-la cara do PP na alcaldia compostelã depois dos affaires coa justiça dos seus antecesores, Gerardo Conde Roa (porfa Gerard, volta da Alemanha!!) e Ángel Currás, já tenhem sua resposta nos olhos e ouvidos de quem lá estivo e sobretudo nos seus corpos mancados; replicada mesmo por quem, coma mim nom estivemos, mas quisemos saber que se passou e para elo bastou-nos com olhar as imagens captadas por numerosas pessoas que amosam a esquisita violência policial e em particular o vídeo de Galiza ContraInfo que já colei na minha anteiror entrada. Galeano de certo que incluiria as palavras de Aigostirriním na sua listagem de palavros substitutos utilizados polos mass merdas e diria tal que assim: Agora á violência policial contra pacíficas manifestantes chamam-lhe delicadeza extrema

Mas, ao fio da crónica publicada em “A Irmandade da Costa”, semelha que tamém houvo, entre convocantes e participantes, quem manifestou seu entusiasmo polos desenvolvimento dos sucessos do Peleteiro; a todas elas, colo acá este vídeo dos Les Luthiers que me veu de jeito inevitável á minha memória quando soubem destes entusiasmos, porque como bem remata sua crónica meu compa da Irmandade: Ademais, que hostias! había que intentalo!… e a próxima vez vanse cagar!
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O galego perde falantes na infância – Vivências causais ou casuais: 1º) O futebol

TORNEO RC DEPORTIVO – DIA DAS LETRAS GALEGAS

Na tarde do domingo passado, horário de assento zumbi-zaping por excelência, liguei na TVG a retransmissom dos partidos das semifinais e finais do XIV Torneo Real Club Deportivo das categorias Prebenjamim e Benjamim; e falo de retransmissom porque a jornada de competiçom fora celebrada na sinalada data do 17 de maio, Dia das Letras Galegas, na Cidade Desportiva de Abegondo entre 206 equipas de futebol espalhadas por toda Galiza e conformadas por rapazes e rapazas de até 10 anos (nessas categorias nenos e nenas jogam juntas, índa que eu só vim umha rapaza jogando na equipa que ficou de 2ª na categoria benjamim). E nom é que fosse umha casual coincidência jogar nessa data, senom e tal como figura na web deste peculiar torneio, essa é a data escolhida: “Todos os anos, desde 2004, o Dia das Letras Galegas é também o dia da festa do fútebol base em Abegondo”.

Sem dúvida umha ocasiom perfeita para comemorar ambos acontecementos juntos e poder espalhar assim a nossa língua num espaço de esparegimento, jogo e convívio durante mais de 12 horas entre rapazes e rapazas de curta idade.
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“Consumir e Matar: Dous verbos irmanados” x Pedro García Olivo

Recolho e traduzo este reflexivo artigo escrito polo meu amigo Pedro no seu muro dumha rede, que espero faga pensar a aquelas gentes que nom olham para outro lado quando vem alguém “tirada” na rua e nom me estou a referir a essa maioria que fuge de mirar cara elas nem a quem olha com acenos de desgosto e desagrado, caseque de nojo, nem muito menos a quem se adica nos falsimédios a criminalizar sua presência nas ruas e mesmo a pedir que sejam encirradas para que nom se vejam; senom a todas aquelas pessoas que, índa sem sabe-lo e sem pretende-lo, consentimos na sua situaçom e sustentámo-la:

Consumir e Matar: Dous verbos irmanados

Polícias, profissorado, juizes,… E, sustentándo-lo todo, consumistas

Que é o que mais lhe doe ao Capitalismo?

Nom é que loitemos contra a “brutalidade policial”, porque entom colócam-nos polícias nom-brutais, amigáveis, simpáticos, “cidadanistas”, e a Polícia sobrevive milhor. E nós, gentes reprimidas e no fundo repressoras, regalámos-lhes flores ás canalhas dessa condiçom, porque já nom lhe temos medo. Pero som mais que temíveis.
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“Cruzar o Rubicone” x Ruymán Rodríguez

Colo acá (traduzido) este artigo de opiniom que recolho da web de “La Soli” catalá, autoria de Ruymán Rodríguez (*): Desde meu particular ponto de vista considero que deveria ser de leitura obrigada para toda pessoa que, quanto menos por estes lares, se sinifique como anarquista, índe que tamém aconselho sua leitura a aquelas que se dim antisistema e profissam outros ideais. É um artigo escrito desde o pessoal e que transcende a qualquer; que fala da soidade das ativistas comprometidas e da carência, nos coletivos libertários, de rudimentos para socorrer ás suas militantes e de protocolos de atuaçom para quando algumha delas cae nas gadoupas do poder. Além questona-se as exigências das que pouca fam para coas mais comprometidas; quando deveriam ser recetivas da maior sensibilidade e tenrura.

Cruzar o Rubicone x Ruymán Rodríguez

Nota preliminar: Reconheço que duvidei se publicar este artigo. Os ambientes estentóreos, masculinistas, militaristas, marcarom demasiadas vezes a militância do resto. “Ao ativismo vem-se chorado de casa”, oim algumha vez. É o discurso próprio de círculos onde se rende culto á força bruta desde a débil postura do espetador. Expressar os próprios fracasos, límites, vulnerabilidades, contradiçons, é algo que incomoda a um seitor do movemento libertário que, fincado voluntariamente na derrota, tem a necessidade de vender propaganda triunfalista. Depois de consultar a várias companheiras alheias ao meu círculo mais próximo, decidim-me finalmente a publica-lo. Crio que pode servir para reflexionar e para arroupar a todas aquelas náufragas que se sentem sozinhas no océano da militância.

Na antiga Roma o rio Rubicone marcava a fronteira que nenhuma legiom podia cruzar sem autorizaçom do Senado. No ano 49 a.C., Júlio César inhorou tal proibiçom e cruzou o rio co seu exército, sabendo que suponhia de fato umha declaraçom de guerra. Cruzar o Rubicone sinifica, desde entom, tomar umha resoluçom que se sabe irreversível a pesar das consequências.

O ativismo social obriga muitas vezes ás suas militantes para cruzar o Rubicone. Eu vadeei essa beira, meditei os riscos e atravessei-na sabendo que nom haveria marcha atrás. Dá vertigem porque, quanto menos no meu caso, deixei muitas coisas ás minhas costas: trabalho, casa, família, vida. Botando a vista atrás nom podo afirmar que figera o correto, só que na altura eu cria que sim.
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