Arquivo da categoria: analise de texto

Um curioso “zasca” que me remitirom co galho do Dia das Letras

No ano passado publiquei por estas datas uma crítica ao Depor pola sua peculiar jornada na que, na data festiva do Dia da Letras Galegas, junta equipas de futebol de crianças de toda Galiza e fai do castelám o idioma único da mesma. A minha intençom nom ia tanto em criticar só a nefasta política lingüistica das equipas desportivas senom a perda de falantes entre as crianças e a hipocrasia desta jornada.

Neste ano nom estivem ao tanto do que se passou mais que nada por estar longe da Galiza e das ondas da RTVG; pero ve-se que alguma resentida polo meu escrito tivo a bem enviar-me um comentário á notícia antes mentada (e que venho de publicar ao retomar esta minha bitácora) com um curioso cabeçalho em perfeito castelám: ZAS!!! Entoda la boca!!! e a ligaçom a este vídeo que colo:

Por curiosidade fum mirar á página do clube por se era uma mudança na sua política lingüistica e coa mesma assumir o “zasca” recebido como correspondia. A verdade é que tinha esperanças de que assim fosse e mesmo estava ilusionado por tal envio e por publicar uma rectificaçom e meu apaluso a tal câmbio. Mas para meu desgosto todo meu gozo num poço:

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A eucaliptizaçom da Galiza como causa direita dos ataques de lobos á ganderia

Um falsimédio ao que nom vou dar nem sequer a ligaçom, publica hoje um seu cabeçalho tendencioso (como costume, ou seja que nom é nada raro) no que alerta dum forte incremento (um 62% em 3 anos) dos ataques do lobo ao gando na nossa terra e para elo sérve-se da voz dum experto na matéria, Carlos Rodríguez, diretor técnico da Associaçom de Criadores de Ovino e Caprino da Galiza, Ovica, quem considera que ditos incrementos som «verdadeiramente alarmantes».

Claro está que, se olhas mais abaixo e lês, atopas qual som as razons que este profissor de Economia Aplicada na USC entende como as que, ao seu juízo, som as causas deste incremento nos ataques de lobos ao gando domesticado: «Em zonas de montanha, historicamente com grandes massas de cabalos selvagens de monte, que sempre constituiram a base da alimentaçom do lobo na Galiza, na pratica som testemunhais os poucos exemplares que perduram, o que, unido a uma eucaliptizaçom das terras que antes tinham um uso e potencial agrário, está a provocar o deslocamento das mandas de lobos cara a zonas onde poidam dispôr de gando domesticado, e por isso os ataques a gando ovino, caprino e vacum ascenderom tanto nestes últimos anos».
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“Ni un solo rasguño” – Mi respuesta a los fanzines «Puñaladas al nacionalismo» (*)

(*) Qualquer que conheça minimamente este blogue, assombrara-se de ver esta entrada em castelám num blogue que presume de galego. E nom é para menos!! A explicaçom para tal excepçom fica ao final para quem lhe interese. Dizer que minha resposta originária e em galego (tal como já deitei aqui no seu momento) está acá na web de Abordaxe (projeto editorial anarquista em galego, do que este gajeiro volta formar parte).

«Ni un solo rasguño» .- Mi respuesta a los fanzines «Puñaladas al nacionalismo»

“El Estado no es la patria, es la abstración, la ficción metafísica, mística, política, jurídica de la patria. Las masas populares de todos los países aman profundamente su patria, pero es este un amar real, natural. No se trata de una idea: se trata de un hecho. Por eso me siento franca y constantemente el patriota de todas las patrias oprimidas” Mijail Bakunin (1)

Un site contrainformativo anarquista de la capital “de las españas todas” viene de hacer público el 2º fanzine recopilatorio de textos anarquistas contra el nacionalismo, con el subjetivo título de II Puñalada al nacionalismo. Tiempo atrás ya habían publicado el 1º que, según dicen, recibieron por correo (la autoría supongo que será del autodenominado “grupo tensión”, dado que es el contacto que facilitan para su distribución) y ya había llamado mi atención al ver que su objetivo, manifestado en su introducción, es presentar algo “muy chungo” contra de lo que hay que lanzar puñaladas a diestro y siniestro dado que posee poderes extraordinarios de camuflaje hasta el punto de hacerse tan “atractivo”  que “veamos anarquistas llamando a votar en un referéndum, o defendiendo la democracia”. Para ellas el independentismo es un invitado incómodo, una invención artificial que solo se puede explicar a partir de la irresistible capacidad hipnótica de la derecha catalana. Una percepción asentada en ciertos tópicos historiográficos que vinculan al catalanismo exclusivamente con la burguesía. De ahí su reacción, entre paternalista e irritada.
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APONTAMENTOS PEDANTES SOBRE O AFFAIRE DO PREGAO x Quico Cadaval

Recolho e colo (tal qual) da sua página duma rede dessas que chamam sociais:

(Este texto está escrito em galego internacional, chamado português, para facilitar o trabalho dos vossos tradutores de internet. De nada)

OFENSA.- Parece que hai pessoas que se sentem ofendidas ao ouvirem ou lerem algo, senten uma estimulaçao cerebral acompanhada de taquicárdia e outras manifestaçoes psicosomáticas. Aconteceu-lhe a alguns ao ler o que lhe disseram ao redator, que parece que ouvira um matrimónio na praça do Toural, na efusao do pregao das festas do entroido de Santiago. Eu entendo perfeitamente esses sentimentos e manifestaçoes físicas associadas, porque eu ofendo-me com frequência. E tomo medidas para dar saida á minha indignaçao. Por exemplo: Eu levo sem ler os jornais desde o dia 1 de outubro/17. Constantemente lia en jornais antigamente discordantes, ofensas unánimes á minha inteligência, á minha sensibilidade e aos principios democráticos nos que se sustenta a nossa convivência. Que foi que eu fiz? Mandar ameaças aos midia em questao, ou objectos incendiários contra as suas instalaçoes, ou sombrias insinuaçoes do gênero “sei aonde vao á escola os teus miudos” referindo-me aos filhos dos criadores de opiniao.Nada disso, nem solicitei que lhe fossem retirados os subsídios públicos que sustentam a sua liberdade de expressao. Simplesmente, deixei de ler esses dignos cabeçalhos. Mas nao, agora instalou-se uma cultura de inspiraçao futbolística que nos permite o linchamento e posterior julgamento duma pessoa, neste caso, Carlos Santiago, um tipo viciado na liberdade de expresao, para maior ofensa.
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De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya.- Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Vote quem vote, ganhe quem ganhe, a verdadeira triunfadora neste conflito som as instituiçons e a Democracia em geral.

De todas quantas coisas cairam nestes dias nas minhas mãos ao respeito do teminha “top ten” ou “trending topic” dos informativos e dos desinformativos, crio que esta é a que mais me tem feito pensar e mesmo pôr em questom até a minha própria vissom do suposto conflito catalám (que me construira sem ter nunca pisado tal território). É umha opiniom um tanto longa, mas moi doada de lêr e que recolhe aspetos que nom soem ser tratados nem nos médios favoráveis ao direito á autodeterminaçom dos povos nem nos favoráveis a que todas segamos vivendo baixo o jugo da España Una, Católica, Apostólica e Romana. Colhim-no do Indymédia Barcelona (traduzi-no) e nom tem assinatura, se bem remata com um “Saúde anárquica e nihilismo revolucionário”. Aconselho encarecido sua leitura pausada:

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya

Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Quiçá muitas vimos este processo como um grande circo que fracassaria à volta do canto, quiçá subestimamos o efeito que produziria na sociedade e nom lhe demos relevância, já que faz uns meses para muitas anarquistas estava claro que a democracia, tenha a bandeira que tenha, é só um muro mais para desmantelar no caminho da autogestom das nossas vidas, no sujo e contraditório caminho que nos levaria à liberdade, e portanto, ao confronto com os falsos críticos e as forças que defendem a ordem.
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Matemáticas anticapitalistas: “Maioria Silenciosa”.- um termo ao serviço da manipulaçom dos “mass merdas”

Á vista da alta participaçom nos protestos que se estam vivendo nestes dias nas ruas de toda Catalunya a prol do referendum que lhe permita decidir sobre seu futuro; estám a sair a cotio nos falsimédios um feixe de opinadores que às toas repitem como papagaios a insistente litaina de que a maioria silenciosa é a que nom está nas ruas, querendo dar a entender com elo que quem se manifesta som umha minoria pouco menos que recalcitrante quando nom antidemócrata ou mesmo, se me apuras, filoterrorista.

Ou seja que, se em Barcelona na Diada nom houvo nem 1 milhom de manifestantes, é porque o resto das catalás, umhas 6 milhons e meio, a maioria silenciosa, está em contra. Assim de simples é o analise feito estes dias nos mass merdas e por opinadores vários sem se cortar nada á hora de dize-lo.
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De violencias e violencias x C.R. (Irmandade da Costa)

Depois de publicar minha entrada antérior dim com esta opinióm do meu compa e colega C.R. na web “A Irmandade da Costa” na que fai umha analise moi acertada ao respeito do tratamento nos falsimédios da violência nos protestos das ruas segundo contra que governos sejam. Assim destaca que a violência dos protestos em Venezuela é considerada como “terrível repressom da polícia contra pacíficos manifestantes” e manifesta que gostaria de que se aplicara esse mesmo raseiro para toda violência revolucionária, mesmo que “no sucessivo se passem a elogiar a resistência das okupas fronte aos despejos, encomiem as heroicas açons do Black Block rebentando as cimeiras do G20 ou considerando a malheira que receberam os antidisturbios nas Marchas da Dignidade como saudável e edificante resistência civil”. Mas milhor vos colo seu artigo:

Non serei eu, anarquista convencido, quen loe a estas alturas o goberno de Nicolás Maduro, o impresentable autocrático ao que se lle aparece Chavez en forma de paxariño. Por non simpatizar, non me simpatizaba tampouco o seu predecesor (nin sequera cando aínda tiña forma humana, antes das súas epifanías ornitolóxicas) remiso como son aos militares, aos caudillos e aos dirixentes de todo tipo, especialmente cando falan sempre coma se estivesen desde unha tribuna, aleccionando ao respetable con voz mesiánica e dedo levantado.

Pero a pouca simpatía que me espertan os caudillos suramericanos, por moi de esquerdas que se pretendan, non me impide ver a bochornosa campaña mediática que os medios de comunicación europeos levantan na súa contra. Deste xeito, é curioso ver como un sen fin de ditadores infinitamente máis cruentos e deleznables son supinamente ignorados polos nosos medios informativos occidentais, cando non os presentan coma civilizados aliados do noso cacarexado “mundo libre” (como podería ser o caso de Guinea Ecuatorial ou Arabia Saudí, por poñer uns dos exemplos mais descarnados, pero tamén, porqué non, de Marrocos, o amigo, socio e aliado do flamante reino español). De feito é curioso ver como México, un narco-estado onde o cómputo electoral cambia xusto despois de oportunos apagóns eléctricos e onde a tasa de mortalidade dos periodistas semella a de Beirut nos seus mellores tempos, é ensalzado coma exemplo democrático latinoamericano pola prensa canalla occidental; mentres falan de outros paises da rexión, máis esquerdistas e menos sumisos aos nosos intereses, coma de execrables dictaduras bananeiras. Xa non falaremos de Honduras, Guatemala, Colombia ou El Salvador, onde, pese as súas non tan lonxanas represións salvaxes da insurxencia, as súas guerrillas paramilitares ligadas ao poder e os seus vínculos institucionis co crime organizado, non parecen incomodar o máis mínimo cos seus gobernos neoliberais a nosa benpensante prensa occidental. Pero ah! Venezuela, despótico lugar. Que saian a relucir as lupas democráticas buscando o que noutros sitios ocultan e ignoran os nosos adalides da liberdade.
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