Arquivo da categoria: analise de texto

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya.- Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Vote quem vote, ganhe quem ganhe, a verdadeira triunfadora neste conflito som as instituiçons e a Democracia em geral.

De todas quantas coisas cairam nestes dias nas minhas mãos ao respeito do teminha “top ten” ou “trending topic” dos informativos e dos desinformativos, crio que esta é a que mais me tem feito pensar e mesmo pôr em questom até a minha própria vissom do suposto conflito catalám (que me construira sem ter nunca pisado tal território). É umha opiniom um tanto longa, mas moi doada de lêr e que recolhe aspetos que nom soem ser tratados nem nos médios favoráveis ao direito á autodeterminaçom dos povos nem nos favoráveis a que todas segamos vivendo baixo o jugo da España Una, Católica, Apostólica e Romana. Colhim-no do Indymédia Barcelona (traduzi-no) e nom tem assinatura, se bem remata com um “Saúde anárquica e nihilismo revolucionário”. Aconselho encarecido sua leitura pausada:

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya

Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Quiçá muitas vimos este processo como um grande circo que fracassaria à volta do canto, quiçá subestimamos o efeito que produziria na sociedade e nom lhe demos relevância, já que faz uns meses para muitas anarquistas estava claro que a democracia, tenha a bandeira que tenha, é só um muro mais para desmantelar no caminho da autogestom das nossas vidas, no sujo e contraditório caminho que nos levaria à liberdade, e portanto, ao confronto com os falsos críticos e as forças que defendem a ordem.
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Matemáticas anticapitalistas: “Maioria Silenciosa”.- um termo ao serviço da manipulaçom dos “mass merdas”

Á vista da alta participaçom nos protestos que se estam vivendo nestes dias nas ruas de toda Catalunya a prol do referendum que lhe permita decidir sobre seu futuro; estám a sair a cotio nos falsimédios um feixe de opinadores que às toas repitem como papagaios a insistente litaina de que a maioria silenciosa é a que nom está nas ruas, querendo dar a entender com elo que quem se manifesta som umha minoria pouco menos que recalcitrante quando nom antidemócrata ou mesmo, se me apuras, filoterrorista.

Ou seja que, se em Barcelona na Diada nom houvo nem 1 milhom de manifestantes, é porque o resto das catalás, umhas 6 milhons e meio, a maioria silenciosa, está em contra. Assim de simples é o analise feito estes dias nos mass merdas e por opinadores vários sem se cortar nada á hora de dize-lo.
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De violencias e violencias x C.R. (Irmandade da Costa)

Depois de publicar minha entrada antérior dim com esta opinióm do meu compa e colega C.R. na web “A Irmandade da Costa” na que fai umha analise moi acertada ao respeito do tratamento nos falsimédios da violência nos protestos das ruas segundo contra que governos sejam. Assim destaca que a violência dos protestos em Venezuela é considerada como “terrível repressom da polícia contra pacíficos manifestantes” e manifesta que gostaria de que se aplicara esse mesmo raseiro para toda violência revolucionária, mesmo que “no sucessivo se passem a elogiar a resistência das okupas fronte aos despejos, encomiem as heroicas açons do Black Block rebentando as cimeiras do G20 ou considerando a malheira que receberam os antidisturbios nas Marchas da Dignidade como saudável e edificante resistência civil”. Mas milhor vos colo seu artigo:

Non serei eu, anarquista convencido, quen loe a estas alturas o goberno de Nicolás Maduro, o impresentable autocrático ao que se lle aparece Chavez en forma de paxariño. Por non simpatizar, non me simpatizaba tampouco o seu predecesor (nin sequera cando aínda tiña forma humana, antes das súas epifanías ornitolóxicas) remiso como son aos militares, aos caudillos e aos dirixentes de todo tipo, especialmente cando falan sempre coma se estivesen desde unha tribuna, aleccionando ao respetable con voz mesiánica e dedo levantado.

Pero a pouca simpatía que me espertan os caudillos suramericanos, por moi de esquerdas que se pretendan, non me impide ver a bochornosa campaña mediática que os medios de comunicación europeos levantan na súa contra. Deste xeito, é curioso ver como un sen fin de ditadores infinitamente máis cruentos e deleznables son supinamente ignorados polos nosos medios informativos occidentais, cando non os presentan coma civilizados aliados do noso cacarexado “mundo libre” (como podería ser o caso de Guinea Ecuatorial ou Arabia Saudí, por poñer uns dos exemplos mais descarnados, pero tamén, porqué non, de Marrocos, o amigo, socio e aliado do flamante reino español). De feito é curioso ver como México, un narco-estado onde o cómputo electoral cambia xusto despois de oportunos apagóns eléctricos e onde a tasa de mortalidade dos periodistas semella a de Beirut nos seus mellores tempos, é ensalzado coma exemplo democrático latinoamericano pola prensa canalla occidental; mentres falan de outros paises da rexión, máis esquerdistas e menos sumisos aos nosos intereses, coma de execrables dictaduras bananeiras. Xa non falaremos de Honduras, Guatemala, Colombia ou El Salvador, onde, pese as súas non tan lonxanas represións salvaxes da insurxencia, as súas guerrillas paramilitares ligadas ao poder e os seus vínculos institucionis co crime organizado, non parecen incomodar o máis mínimo cos seus gobernos neoliberais a nosa benpensante prensa occidental. Pero ah! Venezuela, despótico lugar. Que saian a relucir as lupas democráticas buscando o que noutros sitios ocultan e ignoran os nosos adalides da liberdade.
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Ilustres suicidas x Acratosaurio

Índa que já falei eu do tema, agora recolho (e traduzo) de AlasBarricadas este texto de Acratosaurio e recomendo avidamente sua leitura (de feito só acostumo a colar artigos de outras pessoas quando concordo coa sua opiniom e considero que merece ser traduzido e dar-lhe pulo):

Um novo suicídio pola crise. Tráta-se dum senhor de lustre, um mata-ursos, e tal, que apareceu listo coa sua carabina o seu carom. Quem a ferro mata, a ferro morre, di a Bíblia. Acapara portadas de revistas etc., incrementando a curiosa lista de falecidos de direitas. Os ricos tamém morrem, menos mal. A polícia dizia na tele, que quando a ferida é no peito, tentando alcançar o coraçom, é porque um busca acabar coa sua vida. Claro. Evidente, se o que buscas é quedar coxo, a ferida fas-na num pé. E o certo é que a mim nom me estranha que se vaiam morrendo todos esses imputados. Os juízos prolóngam-se tantos anos, que se queira ou nom, a gente acaba palmando denantes que se ditem sentenças exemplares.

Com tudo há cidadáns que duvidam de que alguém coa cara tam dura, e que nom deixa nota de despedida, máte-se assim sem mais, porque nom quer que lhe dea o sol ao coche. Vai cambia-lo de sítio temperám, méte-lo na garagem, percatá-se de que quando volva vai estar como um forno, e nom pode suporta-lo. Sofre. Colhe sua escopeta… Absurdo, dim alguns escépticos. Eu vou demonstrar que sim se pode. Nom duvidedes amigos anarquistas. Nom duvidedes.
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“Llega la Caballería para salvar al monte de los incendios” – “Cubrirá toda Galicia”

Com este cabeçalho escrito na sua língua habitual, ECG, o jornal das risas compostelã, titula o artigo redatado por Elena Piñón e publicado na versom em papel deste diário. Nele, a entusiasta jornalista, pom fim a todos nossos medos em quanto á mais que presumível vaga de lumes que nos vai asolar Galiza no vrão.

E para aplacar as incrédulas, começa assim sua entusiasta e tranquilizante crónica: Galicia tiene todos los medios humanos y materiales para salvar a sus montes de las llamas en un verano que se presenta amenazador por la sequía y la previsión de altas temperaturas. Brigadas, helicópteros, motobombas… solo faltaba la Caballería. Y ya está aquí” (sic).

Para quem coma mim, ainda nom as temos todas conmigo ou consigo, Elena parte seu apelido pola Unidad de Caballería del Cuerpo Nacional (CNP) vinda desde Castela para fazer fronte á Operaçom Lumes 2017 (aviso para despistadas: nom se trata de outra operaçom repressiva orquestrada contra anarquistas ou indepes) e além, para ocupar-se da seguridade no caminho de Santiago. Dita unidade vai ter sua base em Compostela e Ponte-Vedra e desde lá cobrirám as quatro provincias galegas.
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As diferências entre o kamikaze de Paris contra polícias e o de London contra muçulmanas; segundo os média

Eu, que moro na cidade que tem como guia espiritual a “Santiago Matamouros”, atopei estas diferências no trato mediático de ambos supostos “atentados”:

O de Paris foi cometido contra forças da ordem; é por tanto um ato de “Terrorismo”

O de London foi cometido contra pessoas desarmadas; é por tanto obra dum “Extremista” de direitas.

No de Paris nom resultou ferido nenhuma pessoa além do parisino que manejava o turismo que se empotrou contra umha furgona policial. O parisino morreu no incidente tras ser retirado aturdido do seu veículo pola mesma polícia.

No de London morreu 1 pessoa e outras 10 resultaram feridas (2 delas de extrema gravidade), todas elas muçulmanas que saiam de orar, atropeladas por um galés condutor dumha carrinha que ia berrando que queria assassinar a todos os muçulmanos. O galés foi retido polas próprias muçulmanas e entregado vivo e coleando ás forças de ordem.
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Adicado com enorme carinho para aquelas que “se deixaram a pel” no Peleteiro. Em especial para todas as mancadas, retidas e detidas

“Eu nom estivem ai, assim que nom podo dizer se foi ajeitada ou nom. Crio que nom houvo pessoas feridas e que tudo rematou ao dia seguinte, com total normalidade”. Luis Villares, juiz espanhol e portavoz da Marea galega, ao respeito da atuaçom policial.

As declaraçons dalguns vividores da política som de traca; as de Villares já tenhem suas boíssimas replicas na rede, autoria da genialidade pirata de “Benito Soto Troleada Galega” e sua peculiar grafia que já criou escola: Mecsan por nos, pero komo lho no miré em ese preziso hinstante te voi dicir ke yueve”, “El 23F-1981 nom ouvo feridos, assim ke como eu nom estava allí nom tenho opiniom fundada do Golpe” ou “Eu, como nom fum enterrado em cal viva polo PSOE, nom tenho opiniom fundada dos GAL” e outras do tipo.

As palavras de Agustín Hernández, (ver foto) quem fora o 2º de Feijoó no parlamentinho e que tivera que renunciar as suas aspiraçons de ascenso no mando de praça para tentar, sem éxito, lava-la cara do PP na alcaldia compostelã depois dos affaires coa justiça dos seus antecesores, Gerardo Conde Roa (porfa Gerard, volta da Alemanha!!) e Ángel Currás, já tenhem sua resposta nos olhos e ouvidos de quem lá estivo e sobretudo nos seus corpos mancados; replicada mesmo por quem, coma mim nom estivemos, mas quisemos saber que se passou e para elo bastou-nos com olhar as imagens captadas por numerosas pessoas que amosam a esquisita violência policial e em particular o vídeo de Galiza ContraInfo que já colei na minha anteiror entrada. Galeano de certo que incluiria as palavras de Aigostirriním na sua listagem de palavros substitutos utilizados polos mass merdas e diria tal que assim: Agora á violência policial contra pacíficas manifestantes chamam-lhe delicadeza extrema

Mas, ao fio da crónica publicada em “A Irmandade da Costa”, semelha que tamém houvo, entre convocantes e participantes, quem manifestou seu entusiasmo polos desenvolvimento dos sucessos do Peleteiro; a todas elas, colo acá este vídeo dos Les Luthiers que me veu de jeito inevitável á minha memória quando soubem destes entusiasmos, porque como bem remata sua crónica meu compa da Irmandade: Ademais, que hostias! había que intentalo!… e a próxima vez vanse cagar!
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