Arquivo da categoria: anarquismo

[Grécia] Áudios revelam estreito vínculo entre Amencer Dourado e as Cúpulas Policiais

Na Grécia da SYRIZA como na Espanha de Rajoy

Por momentos estivem por colar tal sugestivo encabeçamento nesta entrada para fazer ver a similitude entre o que se passa por estes lares e o que se vêm de destapar no lento juízo (*1) contra 69 membros de Amencer Dourado na Grécia da SYRYZA, essa Coaligaçom que viste do eufemista título de “Esquerda Radical” e na que PODEMOS pugera em miras para copiar tal trunfadora ideia eleitoralista.

Recolho esta informaçom (e traduzo) de KaosenlaRed, o artigo assinado por Revolución Real Ya e mais do artigo “Amanecer Dorado: la noche que lo cambió todo” autoria de Leonidas Oikonomakis no jornal El Salto

Uma série de chamadas telefónicas e intercâmbios de mensagens de texto, apresentados no juízo, revelarom uma vez mais os laços e a cordinaçom entre partidárias de Amencer Dourado e membros da polícia, incluidas as unidades antiterroristas e antidistúrbios.

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[Cuba] Anarquia em festa! Inauguraçom do Centro Social e Biblioteca Libertária ABRA em Havana

Recolho da A.N.A. a sua tradução do publicado no jornal digital “El Libertario”

Desde Cuba se inicia neste 5 de maio de 2018 uma nova etapa no processo autoemancipatório de cubanos e cubanas, com a abertura da ABRA: Centro Social e Biblioteca Libertária.

Este empenho da Oficina Libertária Alfredo López (iniciativa anarquista, antiautoritária e anticapitalista surgida em 2012, que forma parte da Federação Anarquista do Caribe e América Central), com efetivo e vital envolvimento de coletivos afins como o Observatório Crítico Cubano, Guardabosques, assim como algumas outras energias individuais; tenciona construir um espaço autônomo e sustentável na Cuba de hoje.

Um espaço para promover experiências e práticas independentes de qualquer governo estrangeiro ou nacional, ou instituições que os representem, centrado nas capacidades de quem se envolva. Desde a ABRA se insistirá em uma prática que prefigure o tipo de sociabilidade que sonhamos, e um tipo de relacionamento amigável com o meio ambiente, que se traduza em um mínimo de consumo com um máximo de soluções próprias não contaminantes.

Esse novo empenho é essencialmente anticapitalista, pois o capitalismo promove um tipo de relacionamento entre as pessoas que se funda no utilitarismo, na supremacia, na concorrência, na ganância, tudo o que não conduz à sociabilidade que aspiramos. Isso é sustentado pelos Estados, empresas e corporações que dominam e depredam o mundo e o nosso país. Por isso o Centro Social se coloca do outro lado de tudo isso.

Por outro lado, não é possível a emancipação sem fazer parte das comunidades. É por isso que a ABRA existe ante elas e dentro delas, não alheia às opressões que sofrem, nem as vitórias que alcançam em sua luta. De igual modo se envolve nas dinâmicas de resistência e criação de outros grupos afins, que damos espaço em nosso Centro e em nossos projetos. A ABRA almeja aportar um espaço para todas aquelas sociabilidades, pessoas e grupos de afinidades que não se limitam ao estreito marco do conflito governo-oposição, estimulando a abordagem direta e por conta própria nas diversas questões da vida cotidiana, bem como a criação em todas as esferas da realidade.

Este espaço se situa ativamente contra as discriminações por motivos de raça, origem étnica, gênero, sexualidade, orientação sexual, identidade de gênero, território, nível de instrução, status econômico, e qualquer outra que atente contra a dignidade das pessoas. Todavia, reconhece a pluralidade de pensamentos (políticos, ideológicos, morais, etc.), sem renunciar nunca a exercer os nossos.

A ABRA se brinda como um lugar de confraternização, em meio a uma cidade mercantilizada e vigiada, e oferece um espaço para a contra-informação local, nacional e internacional, a formação autodidata, comemorações, celebrações e encontros, buscando incentivar a precária cena contracultural, produtiva e autônoma, existente em Havana e na região de Cuba.

O Centro Cultural se constitui como um espaço de comunicação social horizontal para dar voz aquelas experiências nacionais e internacionais que não são de interesses paras as agências hegemônicas, mas que tributam à uma perspectiva antiautoritária e emancipatória que interessa a quem luta em Cuba.

Aqui meios e fins não se contradizem: são a horizontalidade, a liberdade da pessoa e a participação efetiva a partir do envolvimento direto.

Centro Social e Biblioteca Libertária ABRA

[Brasil] “A Inimiga da Rainha” nova revista anarco-feminista. Livros Clandestinos: Anarquismo nom é Terrorismo

Recolho do seu blogue “ainimiga.noblogs.org” e dou pulo a esta iniciativa editorial brasileira baseada em Salvador (apesar de ter contribuidores e contribuidoras em outras partes do mundo) e da que, há coisa dum mês, saia seu primeiro número do prelo.

A Inimiga da Rainha é uma nova revista  anarco-feminista interseccional, autogerida. O nome é um tributo ao [jornal] Inimigo do Rei, e uma ênfase na presença feminina no anarquismo, porque não só homens são revolucionários da mesma forma que não só homens são reacionários.

Valorizamos a irmandade entre mulheres, e acreditamos no apoio entre feministas. Mas também achamos importante apontar a nossa oposição a um certo feminismo reacionário, que é uma apropriação neo-liberal do termo, exemplificado pela Rainha. Preferimos abolir hierarquias e cultivar a Rainha dentro de cada uma de nós.

Visamos um feminismo que apoia e incorpora a luta da comunidade trans, pobre, e negra. Lutamos contra o ‘feminismo’ cooptado pelo Capitalismo e pelo Estado. Não basta lutar contra o Estado, lutamos também contra o patriarcado, a supremacia branca, Capitalismo e o neo-colonialismo.

Livros Clandestinos: Anarquismo não é Terrorismo

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Solidariedade coa Greve de Fame dxs Presxs – Amanhã 3 de maio envio de faxes e Rádio-Relato de “Títeres desde Abajo”

Este gajeiro já anunciara no seu dia que em tal data histórica coma a de ontem do 1º de maio, ia começar uma GREVE de FAME COLETIVA nas PRISONS para fazer vissível sua LUITA pola sua DIGNIDADE á que “os meios de desinformaçom nom darám cobertura” e sobre a qual solicitavam ajuda para que sua voz ressoe “afora” dos muros. Agora já começada solicitam o envio de faxes amanhã 3 de maio no seu apoio.
Nessa onda, Alfonso, membro de “Títeres desde Abajo”(*) publicou esta “Historia de un títere” um seu rádio-relato, escrito e locutado por ele mesmo que agardam que goste: Continuar lendo

1º de maio em Paris: Renasceu a protesta!! Arriba a gente que luita!!

Andam os falsimédios espanhois e internacionais todos anojados porque em Paris 1200 antifascistas (as cifras som suas), na sua maioria anarquistas, organizadas nos Black Blocs encabeçaram encapuçadas a manifa mais numerosa do 1º de maio e iam armados com paus e portavam defensas para o enfrontamento direito com as forças repressivas ao tempo que lançavam consignas que nom se escuitam por estes lares da mediocridade e o reformismo; berros como “Todo o mundo detesta á polícia!” que, de seguida, eram assumidos pola imensa maioria das manifestantes.

Por suposto nessa manifa ninguém portava esses braceletes identificativos dos que fam gala os sindicatos e partidos do Sistema como auto-serviço de ordem da manifa, essa má costume instalada nestes lares segundo a qual, vários elementos vam aos protestos só co galho de vigiar ao resto e atuar como corpos parapoliciais em sintonia coas forças repressoras.
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[A Corunha] Quitade vossas sujas mãos do “Germinal”

Venho de saber graças ás minhas compas envolvidas no projeto informativo anarquista “A Irmandade da Costa” que o concelheiro mareante da cultura institucional da cidade herculina, José Manuel Sande, conhecido ex-okupa e ex-ativista sócial, vêm de ofertar, em 19 de abril, 120.000 euraços das arcas munícipes para sua nova linha de subvençons para que as artistas de vanguarda compitam entre si por quantiosas subvençons de até 3.600 €. Sande sinala que tal competiçom será em regime de concurrência co galho de “apoiar ao tecido local vinculado ao âmbito das artes cénicas, da música, do livro, da audiovisual ou outro tipo de manifestaçons artísticas”.

As compas de “A Irmandande” no seu artigo anónimo (dado que ninguém assina tal), qualificam Sande de “Caradura”, polo feito de que, a dita linha de subvençons, decidiu ponher-lhe o nome de “Plano de Apoio á Criatividade Grupo Germinal, em suposta deferência e em especial homenagem ao Centro de Estudos Germinal (*), do primeiro terço do século XX, e que estivera relacionado com a cultura operária, o movimento libertário e a história política e cultural da cidade de A Corunha. Eu teria tirado dum qualificativo menos generoso para definir a quem apresenta esta linha de subvençons no mesmo dia no que seu chiringo político aprovava a ordem de despejar o CSO A Insumisa e davam um seu ultimatum de 8 dias a contar desde já para que as ativistas culturais envolvidas nesse projeto marchem polas boas das dependências da antiga Comandância de Obras, depois de tudo quanto figeram para acondicionar este espaço e dotar de vida social a umas ruinas, ou senom ameaçam com tomar as medidas necessárias para botar-lhes á brava.

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