Arquivo da categoria: anarquismo

5ª feira, joves 19 ás 20 hs no CSA do Sar: Apresentaçom da ediçom galega do livro “Requiem por unha viaxe sen retorno” de Nikos Romanós

Recebo na minha caixa de correios esta convocatória de “algunhas Individualidades Anarquistas” que seguem na brecha do projeto informativo anarquista galego “Abordaxe”. De feito tudo o recaudado irá destinado a financiar seu novo projeto editorial Abordaxe.org que já está ativo na rede e onde ficam a disponibilidade de quem quiger vários artigos, resenhas e mais as diversas publicaçons que se foram editando em torno a “Abordaxe” (revistas, boletins e mais material) e que segundo o que apontam na sua web som “froito da necessidade de confrontar e gerar ideias e debates-chave numha realidade na que naufragamos presas da democraticidade e o mercado das opinions, e da intençom de investigar e recuperar a memória respeito das luitas contra a dominaçom e dos tecidos comunitários e autogeridos que ligarom Galiza e outros territórios do mundo durante longo tempo”; e dentre suas prioridades está sua intençom de plasmar esta tarefa a través das suas publicaçons que editam “para fornecer estas luitas no presente, e por suposto, visibiliza-las”. Tudo elo encaminhado a reformular o projeto Abordaxe como editorial, mantendo tamém a revista, que é onde milhor e com mais sanha destripam o cadáver desta sociedade autoritária e onde mais alegremente passam pola quilha os princípios que a sustentam.
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“O trabalho da realeza” – Monólogo de Quim Monzó na TV3 em 1994

Colo de youtube de Toklaw, junto ao texto explicativo que acompanha: Monólogo do escritor Quim Monzó no programa “Persones humanes” que apresentava Miquel Calzada, «Mikimoto», e que, no seu momento, tivera enormes consequências.

Casa Real expressou sua protesta oficial polas “opinions ofensivas” vertidas contra a coroa no programa; deu-se por feito que a protesta referia-se em particular ao monólogo de Monzó, além da imagem da infanta Elena no fundo do decorado, que era habitual no programa.
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Sobre privilégios eurocentristas e as magnificaçons das luitas branquistas x Daniela Ortiz

Nom tenho o privilégio de conhecer Daniela Ortiz mas polo que sei é umha ativista e artista multidisciplinar de origem peruano que na atualidade reside em Barna. Cheguei a ela por um seu texto que atopei na rede ao respeito das declaraçons de Julian Assange sobre as mobilizaçons do referendum catalám e coa mesma atopei um outro que ia no mesmo caminho. Agora (traduzidos) vos cola ambas suas reflexons que considero muito interesantes e pranteja questons que poucas vezes som refrejadas por estes lares. Dizer que o cabeçalho é de meu, dado que seus textos nom tinham encabeçamento algum:
Este tipo de declaraçons reforçam o eurocentrismo e consolidam a supremacia branca. Julian Assange dizendo que “O que sucede na Catalunya é o mais importante desde a queda do muro de Berlim”. Desta maneira Assange nega e minimiza a importância e existência da Revoluçom Bolivariana em Venezuela, a Intifada em Palestina, o levantamento zapatista do EZLN, a luita e aboliçom do Apartheid em África do Sul, a queda da ditadura fujimorista em Peru, a resistência do movimento Black Lives Matter ante o racismo norte-americano ou a luita pola libertaçom do povo Kurdo, entre outros tantos processos de luita levados a cabo polos povos racializados e nos territórios das ex-colónias.

Umha das características do branquismo e o eurocentrismo é que magnífica as situaçons vividas por essas populaçons. Os sentimentos, ideias e experiências das sociedades eurobrancas som vistas como cruciais, determinantes e históricas, as opresons para estas sociedades som narradas como as mais ferozes e injustas e suas lutas som lidas como as mais dignas e radicais.
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De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya.- Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Vote quem vote, ganhe quem ganhe, a verdadeira triunfadora neste conflito som as instituiçons e a Democracia em geral.

De todas quantas coisas cairam nestes dias nas minhas mãos ao respeito do teminha “top ten” ou “trending topic” dos informativos e dos desinformativos, crio que esta é a que mais me tem feito pensar e mesmo pôr em questom até a minha própria vissom do suposto conflito catalám (que me construira sem ter nunca pisado tal território). É umha opiniom um tanto longa, mas moi doada de lêr e que recolhe aspetos que nom soem ser tratados nem nos médios favoráveis ao direito á autodeterminaçom dos povos nem nos favoráveis a que todas segamos vivendo baixo o jugo da España Una, Católica, Apostólica e Romana. Colhim-no do Indymédia Barcelona (traduzi-no) e nom tem assinatura, se bem remata com um “Saúde anárquica e nihilismo revolucionário”. Aconselho encarecido sua leitura pausada:

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya

Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Quiçá muitas vimos este processo como um grande circo que fracassaria à volta do canto, quiçá subestimamos o efeito que produziria na sociedade e nom lhe demos relevância, já que faz uns meses para muitas anarquistas estava claro que a democracia, tenha a bandeira que tenha, é só um muro mais para desmantelar no caminho da autogestom das nossas vidas, no sujo e contraditório caminho que nos levaria à liberdade, e portanto, ao confronto com os falsos críticos e as forças que defendem a ordem.
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5ª feira, joves, 5.- PALESTRA de Gabriel Pombo no CSA do Sar: “A Loita Anarquista Dentro e Fora das Prisións”

Por fim imos contar coa presência de Gabriel Pombo da Silva em Compostela e no CSA do SAR. Depois do falhido intento de traze-lo junto a sua compa Elisa di Bernardo numha Jornada Antiautoritária polo Guerra Social que ia ter lugar em sábado 10 de junho (quando fazia um ano da sua saida de prisom) e que tivo que ser suspensa porque a gente envolvida no despejo do CSOA Escárnio e Maldizer, sem ter para nada em conta dita moi interesante convocatória, nom tiveram milhor ocorrência que convocar para esse mesmo dia e horas (quando já estava convocada dita Jornada e como se no almanaque e no relojo nom houvera outros dias e horas) a sua fatal convocatória de manifa com destino final em comissaria ou nos julgados (bom o protesto rematou coa falhida toma do Peleteiro) e um bo feixe de multas.

E assim, no vindouro joves 5 de Outubro ás 20.00 horas, Gabriel Pombo da Silva estará com nós no CSA do SAR para falar sobre a nova ediçom ampliada (inclue umha série de escritos selecionados especialmente polo própio Gabriel) do seu livro “Diario e Ideario de un delincuente… y otros textos” numha palestra organizada de maneira conjunta por Mërda Distro & Castrexo Punx e o CSA do Sar.

Colo acá o publicado na rede sobre esta convocatória e animo desde acá a assistir á palestra deste compa anarquista que sofreu a repressom mais dura nas suas carnes durante várias décadas nos cárceres do Estado espanhol e da Alemanha:
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Ardora (s)ediçons anarquistas – Nova editorial galega – Apresentaçom do nº1 da sua revista em papel

Ardora é essa fosforescência do mar que encandila e fascina a quantas a observam. Eu tivem a sorte de presencia-la várias vezes e esse nome trae-me evocaçons muito agradáveis que vivim e gocei com diferentes pessoas importantes da minha vida; desde jogos submarinos e mergulhos noturnos com aleivosia até mesmo duvidosos avistamentos triposos de golfinhos luminescentes.

As compas envolvidas neste novo projeto optam por esta palavra marinheira que vem a sumar-se a este prolífico mar informativo do anarquismo galego nom organizado. Entre as páginas deste seu 1º número, suas editoras ofertaram-me publicar o meu texto (já feito público acá) “Nom som Bosques que som Cultivos. As plantaçons de Eucaliptos e Pinheiros som um perigoso combustível”, ao que acedim e além tamém ofertárom-me publicar nos seguintes números da sua revista, polo que aproveito esta entrada na minha bitácora para agradecer-lhes tal convite.

Vos colo acá a sua Editorial e convído-vos a vissitar sua, recém aberta, página web onde tendes mais e milhor informaçom
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Posicionamento da “Federació Anarquista de Catalunya” sobre o referendum do 1-O

Desde a Federaçom Anarquista de Catalunya manifestamos nosso apoio ao referendo do 1 de outubro

Se ontem colei a opiniom de anarquistas portugueses ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas e dizia que pese a nom compartilhar íntegro, sim considerei necessário reflexionar ao respeito do Process catalám. E seguindo nesta onda pero com umha atitude diferente da das compas tugas, hoje colgo este Comunicado da Federaçom Anarquista de Catalunya, com o que, se bem tampouco concordo na sua totalidade, sim me sinto mais identificado:

Nós queremos um “procés” destituinte do poder vigente e um processo de participaçom coletiva que se encaminhe à participaçom total do povo nas decisons óptimas para estabelecer formas de organizaçom social e laboral que blindem órganos horizontais e assembleários de decisom.

Entendemos que é difícil entender umha organizaçom social que nom esteja blindada por um “Estado republicano”, pero é um reto que teremos que afrontar juntas se queremos ser totalmente livres e independientes.
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