Arquivo da categoria: anarquismo

Ilustres suicidas x Acratosaurio

Índa que já falei eu do tema, agora recolho (e traduzo) de AlasBarricadas este texto de Acratosaurio e recomendo avidamente sua leitura (de feito só acostumo a colar artigos de outras pessoas quando concordo coa sua opiniom e considero que merece ser traduzido e dar-lhe pulo):

Um novo suicídio pola crise. Tráta-se dum senhor de lustre, um mata-ursos, e tal, que apareceu listo coa sua carabina o seu carom. Quem a ferro mata, a ferro morre, di a Bíblia. Acapara portadas de revistas etc., incrementando a curiosa lista de falecidos de direitas. Os ricos tamém morrem, menos mal. A polícia dizia na tele, que quando a ferida é no peito, tentando alcançar o coraçom, é porque um busca acabar coa sua vida. Claro. Evidente, se o que buscas é quedar coxo, a ferida fas-na num pé. E o certo é que a mim nom me estranha que se vaiam morrendo todos esses imputados. Os juízos prolóngam-se tantos anos, que se queira ou nom, a gente acaba palmando denantes que se ditem sentenças exemplares.

Com tudo há cidadáns que duvidam de que alguém coa cara tam dura, e que nom deixa nota de despedida, máte-se assim sem mais, porque nom quer que lhe dea o sol ao coche. Vai cambia-lo de sítio temperám, méte-lo na garagem, percatá-se de que quando volva vai estar como um forno, e nom pode suporta-lo. Sofre. Colhe sua escopeta… Absurdo, dim alguns escépticos. Eu vou demonstrar que sim se pode. Nom duvidedes amigos anarquistas. Nom duvidedes.
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Descerebrados pintan esvásticas na fachada do C.S.O. A Insumisa (A Corunha)

Colo tal qual da sua web:

A mañá do pasado luns a fachada do Centro Social Okupado coruñés A Insumisa amenceu decorada cun puñado de esvásticas, pintadas con rotulador, superpostas ao letreiro da okupa. Evidentemente o asunto non reviste moita importancia: algún descerebrado pretendeu, con tan insignificante xesto, descargar a frustración que lle produce a boa marcha de tan activo e prolífico Centro Social. Nunha cidade de máis de 250.000 habitantes ten que haber de todo, pero aquí os nazis son absolutamente marxinais e anecdóticos, probablemente haxa máis xente nesta cidade que beba os seus ouriños, ou que se dediquen a domar iguanas que verdadeiros seguidores de Hitler. É por iso que semellantes mentecatos vense obrigados a descargar a súa frustración ante a boa marcha do movemento antagonista e asembleario con absurdas chiquilladas.
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Na Grécia podemita como na Espanha pepera: Presas por ser anarquistas ou por amizade com elas

Tasos Theofilou declarado inocente tras 5 anos preso entanto Irianna B.L é condenada a 13 anos de cárcere sem provas

Haverá quem, ao lêr este cabeçalho, que se diga que som um demagogo dado que a Syriza (o Podemos grego) nom estava no governo há 5 anos quando Tasos Theofilou fora detido e acusado de roubo a mão armada, assassinato e pertenência ao suposto grupo terrorista Conspiraçom das Células de Fogo (C.C.F.) graças a um material genético detetado num sombreiro que supostamente caira da cabeça dum dos ladrões entanto fugiam tras cometer um roubo com resultado de morte na ilha de Paros em 08/10/2012; e tampouco quando, julgado em 1º instância a finais de 2014, fora condenado a 25 anos de prissom sob cargos de cumplicidade por homicídio e roubo (já era só cúmplice e nom autor) e absolto de pertencer a C.C.F. O que o proprio Tasos considerou umha “soluçom temporal Solomónica” até o juízo na corte de apelaçom.

Sim governava Syriza quando tiverom lugar, este mesmo ano, as vistas da apelaçom ás que se referia Tasos e das que, como consequência, saiu agora absolto de todos os cargos quando já levava 5 anos preso por decissom política e com o aplauso entusiasta dos falsimédios que transmitiram sua detençom durante umha semana apresentando a Tasos como um assassino despiadado e suas fotos se volveram virais na rede. Estas suas palavras amosam seu estado de cabreio coa justiça e o regime: “Crio que o feito do meu arresto, a manipulaçom por parte dos médios de comunicaçom, minha detençom e minha conviçom inicial pugerom em perspectiva certos temas que nom tenhem a ver comigo persoalmente, senom que tenhem umha maior importância social e política, dado que é umha manifestaçom de como um estado policial despiadado intenta solidificar as dotrinas mais extremistas da repressom judicial: da natureza medieval do meu castigo público e do intento de reduzir os estereotipos criminais pre-modernos a um perfil fabricado, á criminalizaçom da amizade, do companherismo ou das relaçons sociais, assim como o uso de evidências sobrenaturais ou pseudocientíficas como o notório ADN num sombreiro, que constitue a base desta história, polo demais trágica”.
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OXALÁ PUDÉSSEMOS EXPULSAR A EUROPA DO CONTINENTE EUROPEU.- Apologia da Deserçom x Pedro García Olivo

Sabes? Depois da Deserçom, transcorreu um tempo
em que se prestava tam pouca atençom a si mesmo
que as suas ideias pasávam-lhe case desapercebidas;
e tinha que apresa-las cada noite ante o papel
para nom equivocar-se de pensamento polas manhãs
e lembrar aproximadamente
quem era esse que acordava no seu corpo…?
De “El irresponsable”

Di o meu Documento Nacional de Identidade que eu som espanhol, súbdito dum Estado que forma parte da Uniom Europeia.

Nom som tal! Nom quero ter nada que ver co que fai Europa contra boa parte do resto do mundo: massacres, genocídios, etnocídios!

Eu nom pecho as portas da minha morada ás gentes doutras terras; eu nom temo ás emigrantes, porque sego emigrando dentro de mim e nom figem umha outra cousa mais que migrar ao longo de toda minha vida.

Eu nom crio na parvoíce de votar cada x anos, para mudar de tiranos, de déspotas ás vezes remoçados, de aspirantes a amos que Si Podem.

Eu nom admito mais naçom que o caminho; e atorménta-me que hoje os caminhos ofértem-se só como espirituais, quando nom como espirituosos, pois já se pecharom as sendas para as nómades de verdade.
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Abordaxe! o blogue de comunicaçom anarquista galego fai umha pausa estival

Recolho (mantendo sua normativa) e dou pulo á notícia que publicarom este domingo passado minhas compas de Abordaxe!:

DEICA OUTRA! UNHA NOTA SOBRE O PARÓN EN ABORDAXE!

Ola a todes, querides compañeires de travesía!

Tras varias xuntanzas e despois de meditar e debater seriamente sobre a situación actual do noso colectivo, pensamos que tras case 9 anos de actividade ininterrompida chegou o momento de facer un parón temporal. Isto non é un adeus, non desaparecemos, simplemente sentimos a necesidade de reformular este proxecto e pensamos que levamos demasiado tempo sen pararnos a facer unha reflexión en profundidade sobre os seus horizontes e sobre as pretensións e traxectorias individuais que nos levaron a confluír dentro do mesmo. Por iso, para continuar coñecéndonos, compartir momentos alén do ámbito estrictamente militante e para pensar ben cara onde queremos dirixir o noso barco, facemos unha pausa estival coa intención de regresar con máis forzas e aires renovados dentro duns meses, para seguir conspirando contra o monopolio ideolóxico da autoridade.
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Portugal: O Povo é quem mais ordena!! Diante passividade dos governos, Ferraria de São João arrinca eucaliptos e planta árvores contra fogos

Graças a minhas compas piratas de Abordaxe, que colarom no seu blogue a notícia publicada no Jornal de Leiria, foi que tivem conhecemento desta iniciativa da Associação de Moradores da Ferraria de S. João, umha das 27 “Aldeias do Xisto” constituídas em rede e distribuídas pelo interior da Regiom Centro de Portugal, e que se definem como “a porta de entrada para um território maravilhoso com umha variada oferta de turismo e lazer em íntimo contacto com a Natureza e com as tradiçons culturais da regiom” (sic). A Ferraria de S. João salvou-se da queima graças umha faixa de sobreiros e outras árvores folhosas autóctones que nom permitiram o avanço do lume até esta aldeia do concelho de Penela pese a que estava rodeada de um deserto verde de Eucaliptos globulus. Algo similar ao que recolheu a foto publicada nas redes sociais tras o pavoroso incêndio que se levou a vida de 62 pessoas e que se “virou” famosa (“viral” dim-lhe agora). Foto á que eu já lhe dera publicidade no meu artigo “Eucalyptus globulus” ou “Gasoline Tree” causa do “ecocídio” galego-português e que volto a colar acá: Continuar lendo

O anarquismo e a renovaçom de suas propostas emancipadoras x Capi Vidal

Recolho da traduçom da A.N.A. do artigo de Capi Vidal no seu blogue “Reflexiones desde Anarres”:

O anarquismo é inimigo de todo dogma e propulsor dum autêntico pensamento livre; por isso, está obrigado a revisar e renovar suas propostas, máxime em um cenário tão diferente daquele que viveram as militantes clássicas.

O mundo mudou radicalmente nas últimas décadas, ao ponto de que as antigas receitas emancipadoras, com umha concepçom da revoluçom social em letras maiúsculas, resultam questionáveis. Se perguntarmos à sociedade sobre os anseios anarquistas de liberdade, igualdade e justiça para todas, o mais provável é que, no melhor dos casos, consideram um belo sonho inalcançável. De tal modo, apesar de como o mundo se encontra, com umha evidente e crescente desigualdade econômica e política, e com a ameaça constante inclusive de destruiçom do planeta, as ideias libertárias som mais necessárias do que nunca. O que podemos fazer? Obviamente, nom nos conduzir rumo a desesperança e automarginalizaçom, nos fechando na defesa de princípios imóveis e nem numha atitude estéril de superioridade moral. A primeira tarefa é compreender que, por muito que apreciemos um vínculo com o passado, com o anarquismo clássico ou moderno, o mundo de hoje é muito diferente. Temos que compreender que a práxis levada a cabo pelas libertárias do passado, nom sabemos se estám ou nom obsoletas ou resultam absolutamente inviáveis, mas o certo é que pertencem a um mundo que já nom mais existe. Isso nom impede, obviamente, o aprendizado com essas militantes e pensadoras doutrora, mas nom podemos nos abundar em concepçons dogmáticas e nem numha espécie de atitude simplória adornada com belas palavras emancipadoras.
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